quinta-feira, 30 de junho de 2011

Ato de Reparação ao Sacratíssimo Coração de Jesus

[Sagrado+Corazón+de+Jesús+2]

Dulcíssimo Jesus, cuja infinita caridade para com os homens é deles tão ingratamente correspondida com esquecimentos, friezas e desprezos, eis-nos aqui prostrados, diante do vosso altar, para vos desagravarmos, com especiais homenagens, da insensibilidade tão insensata e das nefandas injúrias com que é de toda parte alvejado o vosso dulcíssimo Coração. Reconhecendo, porém, com a mais profunda dor, que também nós, mais de uma vez, cometemos as mesmas indignidades, para nós, em primeiro lugar, imploramos a vossa misericórdia, prontos a expiar não só as próprias culpas, mas também as daqueles que, errando longe do caminho da salvação, ou se obstinam na sua infidelidade não Vos querendo como pastor e guia, ou, faltando às promessas do batismo, sacudiram o suavíssimo jugo da vossa santa Lei.

De todos estes tão deploráveis crimes, Senhor, queremos nós hoje desagravar-vos, mas particularmente dos costumes e imodéstias do vestir, de tantos laços de corrupção armados à inocência, da violação dos dias santificados, das execrandas blasfêmias contra Vós e vossos santos, dos insultos ao vosso vigário e a todo o vosso clero, do desprezo e das horrendas e sacrílegas profanações do Sacramento do divino Amor, e enfim, dos atentados e rebeldias oficiais das nações contra os direitos e o magistério da vossa Igreja.

Oh, se pudéssemos lavar com o próprio sangue tantas iniqüidades! Entretanto, para reparar a honra divina ultrajada, vos oferecemos, juntamente com os merecimentos da Virgem Mãe, de todos os santos e almas piedosas, aquela infinita satisfação que Vós oferecestes ao Eterno Pai sobre a cruz, e que não cessais de renovar todos os dias sobre os nossos altares.

Ajudai-nos, Senhor, com o auxílio da vossa graça, para que possamos, como é nosso firme propósito, com a viveza da fé, com a pureza dos costumes, com a fiel observância da lei e caridade evangélicas, reparar todos os pecados cometidos por nós e pelos nossos próximos, impedir por todos os meios novas injúrias à vossa divina Majestade e atrair ao vosso serviço o maior número de almas possível.

Recebei, oh! benigníssimo Jesus, pelas mãos de Maria Santíssima Reparadora, a espontânea homenagem deste nosso desagravo, e concedei-nos a grande graça de perseverarmos constantes até á morte no fiel cumprimento dos nossos deveres e no vosso santo serviço, para que possamos chegar todos à Pátria bem-aventurada, onde Vós, com o Pai e o Espírito Santo, viveis e reinais, Deus, por todos os séculos dos séculos. Assim seja.

"Absolutamente nada se antepõe a Cristo", diz Bento XVI aos arcebispos metropolitanos


Cidade do Vaticano, 30 jun (RV) – O Papa Bento XVI recebeu em audiência hoje, na Sala Clementina, os Arcebispos Metropolitanos que ontem receberam o pálio. Entre os 41 arcebispos, sete brasileiros.

O Arcebispo de Salvador (BA), Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger; o Arcebispo de Palmas (TO), Dom Pedro Brito Guimarães; o Arcebispo de Pelotas (RS), Dom Jacinto Bergmann; o Arcebispo de Santa Maria (RS), Dom Hélio Adelar Rubert; o Arcebispo de Passo Fundo (RS), Dom Pedro Ercílio Simon; o Arcebispo de Campo Grande (MS), Dom Dimas Lara Barbosa e o Arcebispo de Brasília (DF), Dom Sérgio da Rocha.

Em seu pronunciamento, Bento XVI disse que ainda estava viva na memória a recordação da celebração de entrega do Pálio, ontem, na Basílica Vaticana. Depois, saudou os presentes em diversas línguas, inclusive a portuguesa.

"Saúdo com grande afeto os Metropolitas de Angola e do Brasil que ontem receberam o pálio, insígnia litúrgica que exprime uma singular união das suas arquidioceses com a Sé de Pedro: Dom Luís Maria Perez de Onraita, de Malanje, Dom José Manuel Imbamba, de Saurimo, Dom Murilo Sebastião Ramos Krieger, de São Salvador da Bahia, Dom Pedro Brito Guimarães, de Palmas, Dom Jacinto Bergmann, de Pelotas, Dom Hélio Adelar Rubert, de Santa Maria, Dom Pedro Ercílio Simão, de Passo Fundo, Dom Dimas Lara Barbosa, de Campo Grande, e Dom Sérgio da Rocha, de Brasília. O Senhor Jesus, que vos escolheu como Pastores do seu rebanho, vos ampare no vosso ministério quotidiano e vos torne fiéis anunciadores do Evangelho com a força do Espírito Santo. Dou também as boas-vindas aos familiares e amigos e aos fiéis das respectivas Igrejas particulares que vos acompanharam até Roma. Asseguro a todos vós e vossas comunidades arquidiocesanas a minha recordação diária na oração e, do íntimo do coração, concedo a Benção Apostólica".

No final, Bento XVI lembrou as palavras de São Cipriano, Bispo de Cartago, no seu Tratado sobre Pai Nosso. "absolutamente nada se antepõe a Cristo, já que nem mesmo Ele preferiu outra coisa do que nós. Vontade de estar inseparavelmente unido a seu amor, permanecer ao lado de sua cruz com coragem dando-Lhe forte testemunho". (RB)

Fonte: Radio Vaticano

Corpus Christi no Mosteiro das Monjas Redentoristas de São Fidélis






quarta-feira, 29 de junho de 2011

Fotos da Santa Missa da Festa de São Pedro e São Paulo no Vaticano

Ego ...  Archiepiscopus ... beato Petro apostolo, Sanctæ,  Apostolicæ, Romanæ Ecclesiæ, ac tibi, Summo Pontifici, tuisque legitimis Successoribus semper fidelis ero et oboediens. Ita me Deus omnipotens adiuvet.

Juramento dos Arcebispos que receberam o Pálio no dia de hoje




 

60° ANIVERSÁRIO DE ORDENAÇÃO SACERDOTAL DO SUMO PONTÍFICE - FELIZ ANIVERSÁRIO SANTO PADRE!




CELEBRAÇÃO EUCARÍSTICA NA SOLENIDADE DOS SANTOS PEDRO E PAULO E
 SESSENTA ANOS DE ORDENAÇÃO SACERDOTAL DO SANTO PADRE

HOMILIA DO PAPA BENTO XVI

Basílica Vaticana
Terça-feira, 29 de Junho de 2011
 
 
Amados irmãos e irmãs!
 
«Non iam servos, sed amicos» - «Já não vos chamo servos, mas amigos» (cf. Jo 15, 15). Passados sessenta anos da minha Ordenação Sacerdotal, sinto ainda ressoar no meu íntimo estas palavras de Jesus, que o nosso grande Arcebispo, o Cardeal Faulhaber, com voz um pouco débil já mas firme, nos dirigiu, a nós novos sacerdotes, no final da cerimónia da Ordenação. Segundo o ordenamento litúrgico daquele tempo, esta proclamação significava então a explícita concessão aos novos sacerdotes do mandato de perdoar os pecados. «Já não sois servos, mas amigos»: eu sabia e sentia que esta não era, naquele momento, apenas uma frase «de cerimónia»; e que era mais do que uma mera citação da Sagrada Escritura. Estava certo disto: neste momento, Ele mesmo, o Senhor, di-la a mim de modo muito pessoal. No Baptismo e na Confirmação, Ele já nos atraíra a Si, acolhera-nos na família de Deus. Mas o que estava a acontecer naquele momento, ainda era algo mais. Ele chama-me amigo. Acolhe-me no círculo daqueles que receberam a sua palavra no Cenáculo; no círculo daqueles que Ele conhece de um modo muito particular e que chegam assim a conhecê-Lo de modo particular. Concede-me a faculdade, que quase amedronta, de fazer aquilo que só Ele, o Filho de Deus, pode legitimamente dizer e fazer: Eu te perdoo os teus pecados. Ele quer que eu – por seu mandato – possa pronunciar com o seu «Eu» uma palavra que não é meramente palavra mas acção que produz uma mudança no mais íntimo do ser. Sei que, por detrás de tais palavras, está a sua Paixão por nossa causa e em nosso favor. Sei que o perdão tem o seu preço: na sua Paixão, Ele desceu até ao fundo tenebroso e sórdido do nosso pecado. Desceu até à noite da nossa culpa, e só assim esta pode ser transformada. E, através do mandato de perdoar, Ele permite-me lançar um olhar ao abismo do homem e à grandeza do seu padecer por nós, homens, que me deixa intuir a grandeza do seu amor. Diz-me Ele em confidência: «Já não és servo, mas amigo». Ele confia-me as palavras da Consagração na Eucaristia. Ele considera-me capaz de anunciar a sua Palavra, de explicá-la rectamente e de a levar aos homens de hoje. Ele entrega-Se a mim. «Já não sois servos, mas amigos»: trata-se de uma afirmação que gera uma grande alegria interior mas ao mesmo tempo, na sua grandeza, pode fazer-nos sentir ao longo dos decénios calafrios com todas as experiências da própria fraqueza e da sua bondade inexaurível.
 

terça-feira, 28 de junho de 2011

segunda-feira, 27 de junho de 2011

El ejemplo de un Cardenal


Se ha celebrado en Roma la conferencia Adoratio 2011. En ella Su Eminencia del Cardenal Malcolm Ranjith, Arzobispo de Colombo, en Sri Lanka, ha denunciado la falta de fe en la Presencia Real de Cristo en la Eucaristía instalada en el interior de la Iglesia.

Partiendo de la cita de San Agustín: “Que nadie coma esta Carne sin antes adorarla”, el Arzobispo de Colombo, lamenta que la distribución de la Eucaristía se desarrolle en muchas iglesias de una forma ruidosa y frenética, que no invita a la devoción y a la adoración. Para el Cardenal, la distribución de la Sagrada Comunión en las manos de los fieles es una innovación nunca promovida por el Concilio Vaticano II y que no es respetuosa con el misterio impresionante de la Santa Eucaristía (en este momento de su intervención fue interrumpido por un fuerte aplauso de la asamblea).

Explicó los cambios realizados en su diócesis de Colombo, partiendo de la idea de que la participación activa de los fieles en la liturgia no significa actividad exterior, sino espiritual, es decir la adoración interior. Cada iglesia de esta diócesis de Sri Lanka vuelve a tener comulgatorios, donde la Sagrada Comunión se recibe en la boca y de rodillas, recuperándose la norma universal de la Iglesia. También está ahora muy cuidada la vestidura de los sacerdotes, y ha sido prohibida la importación de otros estilos de adoración procedentes de otras religiones. 

Fuente: Offerimus Tibi Domine
Traducción: Una Voce Málaga

Papa no Angelus deste domingo: “A Eucaristia é como o coração pulsante que dá vida a todo o corpo místico da Igreja"



Cidade do Vaticano, 26 jun (RV) - A Praça São Pedro, no Vaticano, estava repleta de fiéis e peregrinos que participaram, neste domingo, da oração mariana do Angelus, presidida pelo Santo Padre.

O Papa recordou que na Itália e outros países do mundo, a Igreja celebra hoje a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, Corpus Christi, "a festa da Eucaristia que o Senhor instituiu na Última Ceia, tesouro mais precioso da Igreja" – disse o Santo Padre, acrescentando: "A Eucaristia é como o coração pulsante que dá vida a todo o corpo místico da Igreja: um organismo social baseado no laço espiritual, mas concreto com Cristo. Sem a Eucaristia a Igreja simplesmente não existiria. É a Eucaristia, de fato, que faz de uma comunidade humana um mistério de comunhão, capaz de levar Deus ao mundo e o mundo a Deus. O Espírito Santo, que transforma o pão e o vinho no Corpo e Sangue de Cristo, transforma também aqueles que o recebem com fé, em membros do corpo de Cristo, e com isso a Igreja se torna realmente sacramento de unidade dos homens com Deus e dos homens entre si."

Bento XVI frisou que numa cultura cada vez mais individualista, como a nossa, a Eucaristia "é como se fosse um antídoto que age nas mentes e nos corações dos fiéis e continuamente semeia numa lógica de comunhão, de serviço, de partilha, a lógica do Evangelho".

"Os primeiros cristãos em Jerusalém eram um sinal evidente deste novo estilo de vida, porque viviam em fraternidade e colocavam em comum os seus bens, a fim de que ninguém se tornasse indigente. De onde vem tudo isso? Da Eucaristia, ou seja, do Cristo ressuscitado, realmente presente em meio aos seus discípulos e operante com a força do Espírito Santo. E também nas gerações sucessivas, durante os séculos, a Igreja, não obstante os limites e erros humanos, contribuiu para ser no mundo uma força de comunhão" - destacou o Papa.

A esse propósito o Santo Padre recordou os períodos difíceis vividos pelos cristãos nos países submetidos a regimes totalitários. "A comunhão com o Corpo de Cristo é um remédio da inteligência e da vontade, para reencontrar o gosto pela verdade e pelo bem comum" – sublinhou o Papa.

Bento XVI pediu à Virgem Maria, definida pelo Beato João Paulo II como Mulher eucarística, para que "em sua escola a nossa vida se torne plenamente eucarística, aberta a Deus e aos outros, capaz de transformar o mal em bem com a força do amor que favorece a unidade, a comunhão e a fraternidade". (MJ)

Fonte: Radio Vaticano

domingo, 26 de junho de 2011

Sessenta anos de Ordenação do Papa: Os nomes dos arcebispos que vão receber o pálio do Papa e o livreto da Celebração


Clique aqui para ler o texto do livreto da Celebração do dia  29 de Junho.
Veja também a lista com os nomes dos bispos que receberão o pálio do Papa que está nas páginas 5, 6, 7 e 8.
Na foto que está na página 3 do mesmo libreto a lembrança da Ordenação e da primeira Missa do Papa.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

El Papa a Mons. Negri al final de la Misa Papal en San Marino: “Excelencia, gracias por esta bella celebración y por la música que habéis elegido: ¡me parecía estar en casa!”


El Papa Benedicto XVI realizó, el pasado domingo, una visita pastoral a la diócesis de San Marino-Montefeltro, en la República de San Marino, donde celebró la Santa Misa, en una ceremonia que se destacó particularmente por el cuidado y la dignidad de la Liturgia. Presentamos la interesante entrevista que Messainlatino realizó al joven liturgista de la diócesis, que tuvo a su cargo la preparación de dicha ceremonia.

Don Marco, ¿quiere tener la amabilidad de compartir con los lectores de Messainlatino sus observaciones generales sobre la celebración eucarística del domingo pasado? ¿El Papa ha apreciado?

¡Ha sido una jornada espléndida e inolvidable! Como Delegado para la Liturgia de la Visita del Santo Padre, se me permitió realizar, en sintonía con las indicaciones recibidas de la diócesis, algunas opciones bien precisas que, si bien podrían parecer pequeñas a los ojos de muchos, en realidad tenían un único objetivo: favorecer la educación en la fe del pueblo de Dios que se reuniría en torno al Sucesor de Pedro en una situación (un estado de fútbol) ciertamente no óptima.

Por los comentarios recibidos de las personas que entre ayer y hoy encontré, pienso que este objetivo ha sido alcanzado. Más allá de las realizaciones más o menos perfectas de tales opciones.

Pero, valga para todos, el comentario sincero y espontáneo del Papa que, al final de la celebración, dijo a Mons. Negri: “Excelencia, gracias por esta bella celebración y por la música que habéis elegido: ¡me parecía estar en casa!”.

La parte musical fue seguida (y en parte ejecutada) por un querido hermano, que supo combinar sabiamente las mejores tradiciones del canto litúrgico de la Iglesia: el gregoriano (las antífonas del Missale Romanum), los corales (como, por ejemplo, el “Te alabamos, Trinidad”, traducción de un canto alemán querido por el Papa) y la música instrumental (una Misa de Mozart).

En lo que respecta, en cambio, a las opciones hechas para la Santa Misa, nos hemos servido de jóvenes excelentes, provenientes tanto del Seminario de Bolonia como también de otros muchachos que normalmente ayudan en Misa, también en la forma extraordinaria: esto nos permitió estar seguros de los movimientos y tranquilos en lo que concierne a los gestos, que algunos podrán considerar como algo de poco valor, pero que creemos que son igualmente importantes que todo lo demás. Y de este modo, ver a todos los ministros hacer la inclinación, junto al Papa y los obispos concelebrantes, cuando era nombrado el nombre de Jesucristo, ha sido realmente conmovedor. También porque, más allá de que un muchacho pueda comprender determinados gestos, el hecho mismo de hacerlos lo ayuda a comprender.

No siendo todos seminaristas, había dado también indicaciones precisas sobre el modo de vestir: una persona me ha agradecido por haber visto “tantos sacerdotes vestidos como sacerdotes”.

Vídeo: Bento XVI na Santa Missa e na procissão de Corpus Christi em Roma, sobriedade e beleza

Após a exemplar Santa Missa celebrada com o resgate do sentido do sagrado, da simplicidade e da beleza que marcam este Pontificado, na Mater et Caput omnium Urbis et Orbis Ecclesiarum, ou seja, a Basílica de São João do Latrão, o Santo Padre levou pelas ruas de Roma o Santíssimo Sacramento.

A Procissão de Corpus Christi conclui-se na Basílica de Santa Maria Maior com a Benção do Santíssimo e o canto da Salve Regina por todo o povo presente em uníssono. Esta é uma das mais belas experiências que se pode ter de catolicidade  e de  beleza.



quarta-feira, 22 de junho de 2011

Adoro te devote - Lauda Sion Salvatorem (Sequência de Corpus Christi)


O Sacerdote na Celebração Eucarística de Corpus Christi


A Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo, nas palavras do Papa Bento XVI, "convida-nos a contemplar o mistério supremo da nossa fé: a Santíssima Eucaristia, presença real do Senhor Jesus Cristo no Sacramento do Altar. Cada vez que o sacerdote renova o sacrifício eucarístico, na oração da consagração ele repete: "Este é o meu corpo ... este é o meu sangue ". Diz estas palavras emprestando a voz, as mãos e o coração a Cristo, que quis permanecer conosco e ser o coração pulsante da Igreja "[1].


1. As origens da festa de Corpus Christi [2]

As origens remotas da festa de Corpus Christi encontram-se no desenvolvimento do culto da Eucaristia durante a Idade Média. As disputas doutrinárias entre Pascasio Radbertus († 865) e Ratramno de Corbie († 868), e especialmente entre Berengário de Tours († 1088) e Lanfranco de Pavia († 1089), levaram a um esclarecimento da doutrina da Presença Real de Cristo no Sacramento e, portanto, a um culto mais sincero e difuso da Eucaristia.

No século XIII, manifesta-se um movimento mais amplo de devoção eucarística entre as pessoas e também entre os teólogos, com um forte contributo da nova ordem franciscana. O IV Concílio de Latrão (1215), precisando a doutrina da Igreja com a fórmula da transubstanciação do pão e do vinho no Corpo e Sangue de Cristo, levou a um maior desenvolvimento do culto eucarístico. O próprio Concílio prescrevia a obrigação da comunhão pascal anual e da reserva da Eucaristia em um local seguro [3]. E na liturgia difunde-se a prática de elevar a hóstia e o cálice durante a Missa pelo desejo dos fiéis de ver e de adorar as espécies consagradas.

A solene celebração de Corpus Christi, tal como a conhecemos hoje, vem da inspiração da religiosa flamenga Santa Juliana de Cornillon (1191-1258). A festa, instituída na diocese de Liège, na Bélgica atual, em 1246 e espalhou-se rapidamente, graças aos esforços do flamengo James Pantaleone de Troyes, mais tarde eleito Papa Urbano IV (1261-1264). Ele incluiu a festa no calendário litúrgico geral com a bula Transiturus de hoc mundo, 11 de agosto, 1264 [4]. No entanto, devido a diferentes acontecimentos, só foi celebrada em toda a Igreja somente após o Concílio de Viena (1311-1312).

Segundo a Vida de Santa Juliana, o próprio Cristo disse que o principal motivo para querer esta nova festa, era recordar a instituição do Sacramento do seu Corpo e Sangue de maneira particularmente solene, o que não era possível na Quinta-Feira Santa, quando o liturgia é marcada pelo lava-pés e pela Paixão do Senhor. Este festa seria um aumento de fé e de graça para os cristãos, que serão levados a participar com mais atenção àquilo que, ao contrário, vivem nos dias ordinários com menos devoção ou até mesmo com negligência.

A festa foi marcada para quinta-feira após a oitava de Pentecostes, a primeira quinta-feira após o Tempo Pascal, de acordo com o calendário litúrgico do usus antiquior. A festa é assim claramente ligada à Quinta-Feira Santa, e manifesta o seu caráter essencial: "Na festa de Corpus Christi, a Igreja revive o mistério da Quinta-Feira Santa à luz da Ressurreição" [5].

2. A Missa

Apesar das dúvidas de historiadores, foi confirmado por pesquisas recentes que a Missa e o Ofício de Corpus Christi foram compostos por São Tomás de Aquino, sob as ordens do Papa Urbano IV. A Missa original permaneceu a mesma nas várias edições do Missal Romano até os anos cinquenta do século XX, com a exceção do “tropo” do Kyrie [6] (nas fonte mais antiga), que desapareceu no Missal de São Pio V ( 1570).

Para a epístola escolheu-se o texto do Apóstolo Paulo da Instituição da Eucaristia (1 Coríntios 11,23-29), em uma versão mais curta do mesmo texto, que é usado durante a Missa da Ceia do Senhor na Quinta-feira Santa (1 Cor 11 20-32). Neste contexto também está inserido o Evangelho (Jo 6,56-59) do grande "discurso eucarístico" de Jesus, que segue o milagre da multiplicação dos pães.

“O poder atrativo da beleza litúrgica”



Entra-se na Igreja por duas portas: a porta da inteligência e a porta da beleza. A porta estreita... é a da inteligência; ela está aberta para  intelectuais e acadêmicos. A porta mais larga é a da beleza. Henri Charlier disse, na mesma linha, que "é necessário perder a  ilusão de que a verdade pode se comunicar frutuosamente sem aquele esplendor que é da mesma natureza que ela e que se chama beleza" (L'Art et  la Pensee).

A  Igreja, em seu  insondável mistério como esposa de Cristo, o Kyrios da Glória,  tem necessidade de uma epifania  terrena (isto é, uma manifestação) acessível para todos: esta é a majestade de seus templos, o esplendor de sua liturgia e a doçura de seus cantos.

Pegue um grupo de turistas japoneses visitando a Catedral de Notre Dame  em Paris. Eles  olham  para  a  altura  dos vitrais, a harmonia das proporções. Suponha que num dado momento, ministros sagrados paramentados com capas de veludo bordadas entram em procissão para as Vésperas solenes. Os visitantes assistem em silêncio; estão extasiados:  a  beleza  abriu-lhes  as  portas.  Ora, a  Summa Theologica  de São  Tomás  de Aquino  e Notre Dame em Paris são produtos da mesma era. Eles dizem a mesma coisa. Mas qual dos visitantes  leu a Summa de São Tomás? O mesmo fenômeno é encontrado em todos os níveis. Os turistas que visitam a Acrópolis em Atenas são confrontados com uma civilização de beleza. Mas quem dentre eles pode entender Aristóteles?

E assim também é com a beleza da liturgia. Mas do que qualquer outra coisa, é ela que merece ser chamada de o esplendor da verdade. Ela abre tanto para o pequeno como para o grande os tesouros de sua magnificência: a beleza da salmodia, os cantos e textos sagrados, as velas, a harmonia de movimento e a dignidade ao carregar objetos. Com arte soberana a liturgia exerce uma verdadeira influência sedutora sobre as almas, tocando-as diretamente, antes mesmo de o espírito perceber a sua influência.

Dom Gerard Calvet, OSB - Four Benefits of the Liturgy

Tradução: Luís Augusto - membro da ARS

terça-feira, 21 de junho de 2011

La Liturgia e la necessità della ‘Riforma della Riforma’


Solo una riflessione sulla fonte e il culmine della vita della Chiesa può farle superare la crisi, che è una crisi di fede

di Armin Schwibach

La liturgia è la celebrazione del Mysterium Christi. La Chiesa, Corpo mistico di Cristo, offre tale servizio a Dio. “La liturgia, azione sacra per eccellenza, costituisce il culmine verso cui tende l’azione della Chiesa e insieme la fonte da cui promana la sua forza vitale. Attraverso la liturgia, Cristo continua nella sua Chiesa, con essa e per mezzo di essa, l’opera della nostra redenzione” (Compendio del Catechismo della Chiesa cattolica, n. 219). Se la liturgia è in crisi, se è una pura rappresentazione e non il compimento operativo dell’opera di salvezza, allora la verità della fede stessa è colpita al cuore: si evapora in una celebrazione di facciata, che però non ha più nulla a che fare con la vita. La fede avvizzisce e muore, diventa un optional della sfera privata.

Proprio durante il pontificato di Benedetto XVI, si ripresenta per la Chiesa, per i fedeli e per la cultura occidentale il grande problema del nostro tempo: la crisi ecclesiale è una crisi di fede che “parte soprattutto dalla disintegrazione della liturgia, che talvolta viene concepita addirittura quasi ‘etsi Deus non daretur’, dove non importa più sapere se Dio esiste, se ci parla e ci ascolta” (Joseph Ratzinger, Aus meinem Leben. Ricordi, Stoccarda 1998, pag. 174). La crisi di fede tuttavia non è soltanto un problema religioso o interno alla Chiesa, ma si presenta nel contesto di una crisi di identità dell’uomo moderno e della società odierna.

Una Voce Málaga: El Esplendor de la Tradición en la Misa Papal en San Marino



Traducimos parcialmente un artículo de la web amiga Messa in Latino sobre la Santa Misa, Novus Ordo, presidida por Su Santidad el Papa Benedicto XVI en la república de San Marino.

El artículo explica los guiños a la Liturgia milenaria de la Iglesia en esta celebración: Prefacio cantado por el Santo Padre en su versión latino-gregoriana, Canon Romano en latín, Pater Noster en versión latino-gregoriana, Gloria y Credo en la gran tradición musical de la Iglesia.

Más interesante aún ha sido la distribución de la Sagrada Comunión a los fieles únicamente en la boca, excluyendo la posibilidad de comulgar en la mano. En la celebración se hizo la siguiente advertencia:

“En este domingo de la Santísima Trinidad, nuestra Iglesia diocesana se encuentra reunida con el sucesor de Pedro para la celebración de la Santa Misa, fuente y culmen de la vida nueva en Cristo. Queremos vivir este momento en comunión con la Iglesia universal, presidida en la caridad por Su Santidad el Papa Benedicto XVI. Por este motivo, reclamamos ahora la atención sobre la modalidad de recepción de la Santa Comunión… los fieles que, habiendo confesado, se encuentren en estado de gracia y que por tanto, únicamente, puedan recibir el Cuerpo Santísimo del Señor, se dirigirán al ministro más cercano. La Comunión, según la disposición universal vigente, será distribuída solo y exclusivamente en la lengua, con el fin de evitar profanaciones, pero sobre todo para educarse y tener una siempre mayor y más alta consideración al Santo Misterio que es la Presencia Real de Nuestro Señor Jesucristo. No será por tanto consentido a nadie recibir la Sagrada Comunión en su propia mano. Después de haber realizado la debida reverencia, adoraremos la Hostia que será depositada en la lengua. Quienes no estén impedidos por motivo de espacio y de salud, pueden recibirla de rodillas”.

Creo que poco más hay que añadir. Solo dar gracias a Dios por el Papa reinante, y por la regeneración del culto católico.


Fuente: Una Voce Málaga

Vésperas solenes e Benção do Santíssimo em Oxford: Uma celebração litúrgica do Ordinariato inglês para os anglicanos convertidos








domingo, 19 de junho de 2011

O Card. Ratzinger entra no debate sobre a música litúrgica


Para enriquecer o debate sobre a  música sacra suscitado pelos artigos de La Repubblica e publicado na semana passada em vários artigos neste blog propomos um trecho do livro-entrevista A Fé em crise - O cardeal Ratzinger se interroga, no qual o então Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé e atual Pontífice confirma muito do que foi dito até agora:

Encontra aqui seu ponto de referência uma conversa sobre a música sacra, aquela música tradicional do Ocidente católico, para a qual o Vaticano II não mediu palavras de louvor, exortando não somente a salvar, mas a incrementar "com a máxima diligência" o que ele chama "o tesouro da Igreja" e, portanto, da humanidade inteira.

E, apesar disso? "E, apesar disso, muitos liturgistas puseram de lado esse tesouro, declarando-o 'esotérico', 'acessível a poucos', abandonaram-no em nome da 'compreensão por todos e em todos os momentos' da liturgia pós-conciliar. Portanto, não mais 'música sacra', relegada quando muito a ocasiões especiais, às catedrais, mas somente 'música utilitária', canções, melodias fáceis, coisas corriqueiras".

Também aqui o Cardeal consegue mostrar com facilidade o afastamento teórico e prático do Concílio, "segundo o qual, além do mais, a música sacra é, ela mesma, liturgia, e não um simples embelezamento acessório". E, segundo ele, seria fácil também demonstrar, na prova dos fatos, como “o abandono da beleza mostrou-se uma causa de derrota pastoral”.

sábado, 18 de junho de 2011

Notas sobre o Tempus per Annum na Forma Extraordinária do Rito Romano


a) Prefácio: aos domingos diz-se o prefácio da Ssma. Trindade; durante a semana o prefácio comum em todas as Missas que não tiverem prefácio próprio.

b) Quando se celebra a Missa do domingo durante a semana, não se reza o Glória.

c) Aspersão: canta-se a antífona Asperges me.

d) Em Completas desta noite: antífona final Salve Regina, até o Advento.

Diante das deformações, uma verdadeira reforma da música litúrgica


Publicamos nestes últimos dias dois artigos sobre o triste estudo de degradação da música sacra na Itália (consultáveis aqui e aqui). Nestes artigos pode-se constatar que as deformações litúrgicas no “limite do suportável” de que fala o Papa Bento XVI atingem também a área da música e que infelizmente esta situação não é um privilégio deste ou daquele país.

Publicamos também a resposta de L´Osservatore Romano exortando a não se litigar sobre este assunto, mas mostrando que há sim um consenso quando se fala da situação da música que se canta nas igrejas.

Porém, recorda Cantuale Antonianum, chegar a um consenso não basta para mudar a situação. Para fazer com que também nesta área possa-se “transmitir a integridade da fé, para que a lei da oração da Igreja corresponda a sua lei de fé” (Ordenamento Geral do Missal Romano 3ª ed. 2002 ,n. 937), é necessário ter o bom senso de sistematicamente solucionar os problemas.

Pode-se começar por colocar em prática com seriedade o que realmente diz o Concílio Vaticano II na Constituição Sacrosanctum Concilium, não aquilo que se pensa que este diz, sobre a música sacra, como por exemplo:

112. A tradição musical da Igreja é um tesouro de inestimável valor, que excede todas as outras expressões de arte, sobretudo porque o canto sagrado, intimamente unido com o texto, constitui parte necessária ou integrante da Liturgia solene.

Não cessam de a enaltecer, quer a Sagrada Escritura (42), quer os Santos Padres e os Romanos Pontífices, que ainda recentemente, a começar em S. Pio X, vincaram com mais insistência a função ministerial da música sacra no culto divino.

A música sacra será, por isso, tanto mais santa quanto mais intimamente unida estiver à ação litúrgica, quer como expressão delicada da oração, quer como fator de comunhão, quer como elemento de maior solenidade nas funções sagradas. A Igreja aprova e aceita no culto divino todas as formas autênticas de arte, desde que dotadas das qualidades requeridas.

114. Guarde-se e desenvolva-se com diligência o patrimônio da música sacra. Promovam-se com empenho, sobretudo nas igrejas catedrais, as «Scholae cantorum». Procurem os Bispos e demais pastores de almas que os fiéis participem ativamente nas funções sagradas que se celebram com canto, na medida que lhes compete e segundo os art. 28 e 30.


sexta-feira, 17 de junho de 2011

Regalo al Papa por ocasión del sexagésimo aniversario de su ordenación sacerdotal: 186 mil horas de adoración eucarística

Ordenación Sacerdotal de Benedicto XVI
Ciento ochenta y seis mil horas de adoración eucarística en pocos días, para celebrar al Papa y pedir al cielo el don de sacerdotes santos y de nuevas vocaciones. Es el regalo especialcon ocasión del sexagésimo aniversario de la ordenación sacerdotal de Joseph Ratzinger que la Congregación para el Clero solicitó a los católicos de todo el mundo, pidiendo a cada obispo de las 3100 diócesis de la Iglesia promover 60 horas de adoración, una por cada año de sacerdocio de Benedicto XVI.

Desde hace días se multiplican los avisos y los anuncios en las diversas diócesis para iniciativas de oración y de adoración al Santísimo Sacramento en vistas del aniversario.

El 29 de junio de 1951, fiesta de los santos Pedro y Pablo, Joseph Ratzinger, junto al hermano mayor Georg y otros cuarenta candidatos, recibió la ordenación sacerdotal. El día de verano era espléndido, la ceremonia tuvo lugar en la catedral de Freising. La presidió el cardenal Michael Faulhaber, opositor del nazismo y autor del primer boceto de la encíclica de Pío XI Mit brennender Sorge que en marzo de 1937 había condenado las teorías hitlerianas.

Cuando le tocó al joven Joseph arrodillarse frente al viejo purpurado, ocurrió algo. “No se debe ser supersticioso – escribirá Ratzinger en su autobiografía – pero en el momento en que el anciano arzobispo impuso las manos sobre mí, un pajarillo – tal vez una alondra – se elevó desde el altar mayor de la catedral y entonó un breve canto gozoso; para mí fue como si una voz desde lo alto me dijese: está bien así, estás en el camino correcto”.

Normalización de la Forma Extraordinaria


Quizás algunos hubieran deseado que el motu proprio “Summorum Pontificum” fracasara, pero lo cierto es que, más de tres años después de su promulgación, nada hay de eso.

Contados han sido los obispos que se opusieron al motu proprio y, en la mayor parte de los casos, esta oposición cesó tras una discreta gestión de la Santa Sede.

Algunos agoreros auguraban una división en la Iglesia, o al menos una aplicación problemática. Ha sido al contrario. No ha habido conflictos entre los fieles en las parroquias u oratorios en los que se ha introducido la Forma Extraordinaria. Muy al contrario, con frecuencia numerosos feligreses han querido conocer esta forma litúrgica, o reencontrarse con la Misa que ya conocieron en su juventud.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

E L'Osservatore Romano invita a non litigare sulla musica sacra


Il quotidiano «la Repubblica» rilancia il dibattito
Se la musica liturgica diventa un pretesto per litigare


di Marcello Filotei

È paradossale che proprio la liturgia, luogo principe dell'armonia e dell'incontro, sia a volte concepito come una sorta di campo di battaglia da quanti -- ognuno con le proprie rispettabili ragioni -- vorrebbero rivedere le modalità di utilizzo della musica e del canto durante le celebrazioni.

L'argomento è di particolare interesse, tanto che il quotidiano «la Repubblica» gli dedica tre pagine nel numero del 16 giugno, rilevando incongruenze nei testi di alcuni canti moderni e lamentando un basso livello nella qualità dei canti liturgici in genere.

È indubbio che in molti casi il tasso «artistico» dei brani musicali proposti nelle chiese è discutibile, ma appare semplicistico -- se non strumentale -- contrapporre questa produzione al corpus gregoriano. L'enorme patrimonio che giunge dai secoli passati, infatti, ispira e si affianca alle nuove proposte. La questione, semmai, è come garantire che i canti di oggi siano di livello artistico degno del ruolo che devono sostenere nella liturgia, un ruolo che non è solo decorativo.

La Chiesa e la musica di Dio



"Mai più Sanremo a messa"
Ora il Papa invita a cambiare partitura. Per tornare all'antico


di Michele Smargiassi

in “la Repubblica” del 16 giugno 2011

È ora di mettere al bando le «armi di distruzione di messa». Nella Chiesa italiana, spesso divisa, c’è un argomento che mette d’accordo tutti, un po’ più scandalizzati i tradizionalisti, un po’ più ironici i progressisti: le canzoncine devote che si ascoltano ogni domenica in tutte le parrocchie della penisola tra l’introibo e il missa est sono quasi sempre desolanti, banali, lagnose o bizzarre, talora ridicole e a volte perfino sbadatamente eretiche. Tanto che nessuno giurerebbe che lo strepitoso rap che la regista Alice Rohrwacher, appena acclamata a Cannes, fa cantare ai catecumeni nel suo film Corpo celeste («Mi sintonizzo con Dio / è la frequenza giusta / mi sintonizzo proprio io / e lo faccio apposta») sia del tutto inventato, e non magari ascoltato veramente in qualche oratorio di periferia. Non si può dire che gli allarmi non siano risuonati, è il caso di dire, molto in alto. Già venticinque anni fa l’allora cardinale Ratzinger fu spietato con la playlist degli altari: «Una Chiesa che si riduca a fare solo della musica “corrente” cade nell’inetto e diviene essa stessa inetta». Oggi, da pontefice amante della musica, insiste sul concetto in un libro, Lodate Dio con arte, applaudito dal maestro Riccardo Muti, anche lui esasperato da «quelle quattro strimpellate di chitarre su testi inutili e insulsi che si ascoltano nelle chiese, un vero insulto». La questione sta diventando spinosa, anzi esplosiva, perché da anni è sullo stile delle celebrazioni che si gioca l’aspra contesa tra conciliaristi e restauratori, con i secondi al facile attacco di quella «eresia dell’informe», come la definisce lo scrittore tedesco Martin Mosebach, che corrode la liturgia a colpi di «canti sguaiati». «A che serve avere belle chiese se la musica è penosa?», insorse dieci anni fa l’allora presidente del Pontificio istituto di musica sacra, il catalano Valentino Miserachs Grau.

La Chiesa francese ha risolto la questione da tempo, con piglio gallicano, stilando una lista rigorosa e vincolante di canti ammessi, una sorta di canatur, versione canora dell’imprimatur. Invece in Italia, sede del cattolicesimo ma anche patria del bel canto, l’anarchia del parrocchia’n'roll sembra ingovernabile. Ogni diocesi dovrebbe possedere un Ufficio di musica sacra tenuto a vigilare sulla serietà del sacro pop, ma di fatto quel che finisce per risuonare tra banchi e navate è quasi sempre frutto della creatività improvvisata di qualche catechista munito di iPod, o di certi sacerdoti chitarristi. La scena, un po’ dovunque, dev’essere quella frettolosa e distratta descritta dal bolognese don Riccardo Pane nel suo sconsolato pamphlet Liturgia creativa: «Prima della messa mi piomba immancabilmente in sacrestia qualcuno a chiedere: “Don, che cosa cantiamo?”, e il mio ritornello è inesorabilmente “vatti a leggere le antifone e vedi se trovi un canto che ci azzecca”».

Mons. Pablo Colino: La musica eseguita oggi nelle chiese? «Drammatica, disperata, insignificante»


Monsignor Pablo Colino dirige il Coro della Filarmonica Romana

intervista a Pablo Colino, a cura di Orazio La Rocca

in “la Repubblica” del 16 giugno 2011

«Drammatica, disperata, insignificante». Non usa mezzi termini il maestro don Pablo Colino, nel descrivere lo stato di salute della musica eseguita oggi nelle chiese. Anche se poi tiene a precisare che «c'è ancora la possibilità di  capovolgere questa pericolosa tendenza al ribasso, potenziando lo studio della musica sacra e dei canti liturgici, a partire dal gregoriano». Monsignor Colino è universalmente noto come musicista e direttore d'orchestra. Dopo anni di servizio in Vaticano, ora dirige il Coro della Filarmonica Romana. Un'autorità, dunque, in materia di musica religiosa, da anni impegnato a «ripulirla» dalle scorie che, a suo parere, l'hanno compromessa. «È papa Benedetto XVI il primo a chiedercelo e a credere in questo impegno», dice. «Tante volte il pontefice mi ha incoraggiato ad andare avanti, perché la musica sacra è un patrimonio universale, radicato nella più genuina tradizione liturgica».

Maestro Colino, perché la musica sacra e liturgica è in crisi?

«Tutto è precipitato dopo il Concilio Vaticano II, con quella superficiale ondata di pseudorinnovamento che ha fatto tanti danni in quasi tutte le nostre chiese. Basta assistere a una qualsiasi celebrazione liturgica, per sentire orride schitarrate, pianole assordanti e cori superficiali. Il tutto diretto da maestri poco preparati. Anche se non mancano incoraggianti eccezioni che, se coltivate, potrebbero far ben sperare per il futuro».

Potrebbe fare qualche esempio?

«Recentemente, a Terni si è svolto un interessante convegno sulla musica sacra, e, per l'occasione, si sono esibite molte corali giovanili e tanti gruppi di artisti specializzati in musiche liturgiche. È stato bello e interessante sentirli. E anche incoraggiante».

Ma c'è una «ricetta» per rilanciare la musica sacra?

«Occorre tornare allo studio serio, rigoroso e appassionato nelle scholae cantorum, nei conservatori  e, magari, nelle scuole. La musica sacra è patrimonio universale, una forma d'arte tra le più alte e immortali. E l'Italia ne è piena, avendo dato i natali ai più grandi autori di musiche liturgiche».

E quali dovrebbero essere i programmi in queste scuole?

«È di fondamentale importanza tornare a diffondere la conoscenza diretta del gregoriano e, parallelamente, affinare la preparazione di musicisti, direttori d'orchestra e di corali. Non si va da nessuna parte senza rigore didattico e senza la conoscenza del gregoriano, la madre della musica sacra, ma oserei dire di tutta la musica, anche di quella contemporanea».

Via Blog degli amici di Papa Ratzinger

Benedicto XVI: sesenta años en el «camino justo» del sacerdocio


El Papa Benedicto XVI se dispone a celebrar el sesenta aniversario de su ordenación sacerdotal. La ordenación tuvo lugar en la catedral de Frisinga (Alemania) el 29 de junio de 1951.

El ordenante fue el cardenal Faulhaber, una mítica y venerada figura del catolicismo alemán entre guerras. Una anécdota de aquel radiante día quedó grabada en la memoria y en el alma del joven Joseph Ratzinger, tal y como relata él mismo en el libro Mi vida. Recuerdos 1927-1977: «En el momento en que el anciano arzobispo impuso sus manos sobre las mías, un pajarillo –tal vez, una alondra– se elevó del altar mayor de la catedral y entonó un breve canto gozoso: para mí fue como si una voz de lo alto me dijese: “Va bien así, estás en el camino justo”».

Más allá del valor de esta anécdota y premonición, lo cierto es que Joseph Ratzinger ha continuado en el camino justo y la gracia de Dios le ha permitido un espléndido ministerio sacerdotal, dividido en cuatro grandes etapas: los 26 primeros años dedicados sobre todo al ministerio docente y profesoral; los cinco años como arzobispo de Múnich y Frinsinga; los magníficos 22 años en la Curia Romana como prefecto de la Congregación para la Doctrina de la Fe y como el quizás más estrecho colaborador del Papa Juan Pablo II; y desde el 19 de abril de 2005, un luminoso servicio como Pastor Supremo de la Iglesia.

Para celebrar estos 60 años de sacerdocio, el Papa, a través de la Congregación para el Clero, no ha pedido grandes regalos ni extraordinarias celebraciones. Ha pedido oraciones, oraciones para él, sacerdote, y para todos los sacerdotes. En concreto, ha solicitado a todas las diócesis de la Iglesia sesenta horas de adoración eucarística durante el presente mes de junio a favor de la santificación del clero y para obtener el don de nuevas y santas vocaciones.

Y ya las diócesis, en muchos casos a través de sus monasterios contemplativos y de las cada vez más numerosas capillas de adoración eucarística permanente se han puesto manos a obra, manos, en suma, a la plegaria. Y bueno será asimismo que todos los miembros de la Iglesia nos sumemos a estas iniciativas y que en nuestras parroquias y comunidades en el entorno del 29 de junio –que es además el Día del Papa– organicemos vigilias y celebraciones similares.

Si siempre es bueno y necesario rezar por el Papa, dar gracias a Dios por el ministerio petrino y por la persona de quien ocupa este servicio y expresar nuestra fidelidad y comunión con él, esta ocasión del sexagésimo aniversario de su ordenación lo es de manera añadida y especial. Porque además, mediante estas celebraciones, celebramos también la gracia inconmensurable del sacerdocio ministerial y podemos volver a tomar renovada conciencia de su grandeza y de su necesidad. Por todo, vaya ya nuestra felicitación al Santo Padre, al sacerdote Joseph Ratzinger, y nuestro reactualizado compromiso a favor del sacerdocio y de las vocaciones, siempre según el único modelo del Buen Pastor.

Fuente: Ecclesia Digital

quarta-feira, 15 de junho de 2011

Na audiência geral Bento XVI denuncia a «sedução da idolatria» salientando que onde se cancela Deus o homem torna-se escravo de ideologias e do niquilismo


(15/6/2011) Ao absoluto de Deus, o crente responda com um amor total: foi a vibrante exortação de Bento XVI durante a audiência geral desta quarta feira na Praça de S. Pedro, dedicada á figura do profeta Elias. O Papa recordou que num tempo em que Israel estava a ceder á sedução da idolatria, Elias colocou o povo diante da própria verdade, levando-o assim á salvação

Bento XVI denunciou as esperanças suscitadas pelos falsos deuses e afirmou que a “sedução da idolatria” é uma “contínua tentação do crente”.

O ídolo é uma “realidade enganadora” concebida pelos seres humanos como algo de que se pode dispor “com as próprias forças”, sublinhou .

“A adoração do ídolo, em vez de abrir o coração humano à Alteridade, a uma relação libertadora que permita sair do espaço apertado do próprio egoísmo para aceder às dimensões do amor e do dom recíproco, encerra a pessoa no círculo exclusivo e desesperante da procura de si”

Como consequência, a pessoa é “forçada a ações extremas”, na “ilusória tentativa” de submeter o ídolo à própria vontade, assinalou o Papa na catequese dedicada como dissemos ao profeta Elias, personagem que a Bíblia situa no século IX a.C, época em que parte de Israel vivia numa “situação de aberto sincretismo”.

“Ao absoluto de Deus, o crente deve responder com um amor absoluto, total, que empenhe toda a sua vida, as suas forças, o seu coração”, frisou Bento XVI, para quem Elias, cujo nome significa ‘O meu Deus é o Senhor’, é “um modelo de oração de intercessão”.

Paix Liturgique: Instrução Universae Ecclesiae, um texto que nos dá respostas



Na sexta-feira, dia 13 de Maio de 2011, aniversário da aparição de Nossa Senhora em Fátima, a Santa Sé publicou a tão esperada instrução relativa à aplicação do motu proprio SummorumPontificum. Com o título de “Universae Ecclesiae”, este texto traz a data de 30 de Abril, dia da festa de São Pio V segundo o novo calendário. A esta ditosa dupla protecção vem ainda juntar-se o facto de que o texto foi tornado público no preciso momento em que em Roma se abria o terceiro colóquio sobre o motu proprio, acerca do qual se pode agora dizer ser claramente o colóquio oficial da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei. Se Roma escolheu tão cuidadosamente a data para a apresentação desta instrução, fê-lo muito simplesmente para assim lhe dar o maior eco possível, como o confirma o espaço que lhe dedicou o Osservatore Romano.

Já ninguém pode fingir que ignora este facto: a liturgia tradicional da Igreja é “um tesouro a ser conservado preciosamente” (art. 8º) oferecido “a todos os fiéis” e não apenas aos que estão ligados ao usus antiquor.

Esta semana propomo-nos fazer um comentário a este texto do ponto de vista dos grupos de fiéis peticionários da forma extraordinária.

1) Os poderes atribuídos à Comissão Ecclesia Dei

A 10 de Março, sob a forma de uma súplica dirigida ao Cardeal Bertone, Secretário de Estado da Santa Sé, o Movimento para a Paz Litúrgica e para a reconciliação dos católicos no interior da Igreja chamava a atenção para a insuficiência de poder da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei para fazer aplicar o motu proprio Summorum Pontificum (veja-se a carta PL 15). Ora não se exagera se se disser que o ponto forte da instrução Universae Ecclesia é precisamente a resposta que na sua segunda parte (As competências da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei) oferece a este pedido.

Com efeito, a comissão Ecclesia Dei vê-se agora dotada de um poder vicário (art. 9º) — enquanto representante do Papa — em ordem « à vigilância na aplicação das disposições do Motu Proprio ». Este poder de instar os “ordinários” (bispos ou superiores religiosos) à aplicação das generosas disposições do motu proprio exprimir-se-á em “decretos” (art.10º, 2), dos quais se diz desde já que «passíveis de apelação ad normam iuris junto do Supremo Tribunal da Assinatura Apostólica», dirigido pelo Cardeal Burke. Para lá da linguagem canónica, o que devemos reter é que a partir de agora temos um quadro jurídico claramente definido para fiéis e sacerdotes que sejam vítimas de uma recusa episcopal.

Era esta uma das esperanças dos peticionários que se viam confrontados com bloqueios eclesiásticos e é coisa excelente que hoje a vejamos ser satisfeita.

2) Uma lei universal para a Igreja para o bem dos fiéis

No seu artigo 2º, a instrução lembra que o motu proprio Summorum Pontificum é «uma lei universal para a Igreja» promulgada pelo Santo Padre. Esta expressão, empregue de novo numa nota da Comissão Ecclesia Dei publicada pelo Osservatore Romano, é uma confirmação “de cima para baixo” de quanto foi demonstrado “de baixo para cima” pelas sondagens científicas que vêm sendo regularmente encomendadas pela Paix Liturgique: o facto de que a “Missa em latim” não é um privilégio concedido a uns quantos nostálgicos. E apoiando-se sobre o estado da liturgia anterior às reformas conciliares, o motu proprio é também uma «lei especial» que, por conseguinte, vem derrogar todas as disposições litúrgicas (mas não as puramente canónicas como é o caso da incardinação dos clérigos) posteriores a esse estado da liturgia (art. 28º).

Não espanta, pois, que a Comissão Ecclesia Dei conclua o seu comentário sobre a instrução com uma “esperança”: a de que «a observação das normas e das disposições da instrução» contribua para aquela reconciliação e unidade que o Santo Padre dizia desejar na cata dirigida aos bispos a 7 de Julho de 2007. Para que assim seja, a comissão diz contar com «a caridade pastoral e a prudente vigilância» dos pastores da Igreja.

Também os grupos de peticionários esperam dos seus pastores — e nomeadamente daqueles que até agora se têm recusado a dar espaço à forma extraordinária nas suas dioceses ou paróquias — que dêem provas de «caridade pastoral» e de «prudente vigilância». Uma expectativa que é tanto mais legítima quanto é certo que o ponto 8, alínea b), da instrução precisa que «o uso da forma extraordinária, supondo que o uso da Liturgia Romana vigente em 1962 é uma faculdade concedida para o bem dos fiéis e que por conseguinte deve ser interpretada em sentido favorável aos fiéis, que são os seus principais destinatários».

terça-feira, 14 de junho de 2011

Procissão de Santo Antônio em Pádua no dia de ontem


Importante exemplo do Papa: Nem aplausos, nem bandeiras, nem cartazes durante a Missa, mas silêncio orante em respeito aos divinos mistérios


«Desde tempo imemoriável, como também para o futuro, é necessário manter o princípio segundo o qual, “cada Igreja particular deve concordar com a Igreja universal, não só quanto à doutrina da fé e aos sinais sacramentais, mas também em respeito aos usos universalmente aceitos da ininterrupta tradição apostólica, que devem ser observados não só para evitar erros, mas também para transmitir a integridade da fé, para que a lei da oração da Igreja corresponda a sua lei de fé”.»
 
Bento XVI, Motu Proprio Summorum Pontificum, citando o
Ordenamento Geral do Missal Romano 3ª ed. 2002 , n. 937

sexta-feira, 10 de junho de 2011

Bispo de Chur, Suíça celebra Santa Missa Pontifical em igreja de Mosteiro de sua diocese

No último dia 06 de junho, o bispo diocesano de Chur na Suíça Dom Vitus Huonder celebrou Santa Missa Pontifical, assistido pelo Seminário de Wigratzbad da Fraternidade São Pedro na magnífica igreja abacial que se encontra na ilha de S. Fintan em Rheinau na sua diocese. A igreja estava repleta e entre os participantes estavam muitas crianças e jovens.

Pontifikalamt mit S. E. Bischof Vitus Huonder in Rheinau

Pontifikalamt mit S. E. Bischof Vitus Huonder in Rheinau

Pontifikalamt mit S. E. Bischof Vitus Huonder in Rheinau

Pontifikalamt mit S. E. Bischof Vitus Huonder in Rheinau

Pontifikalamt mit S. E. Bischof Vitus Huonder in Rheinau

Pontifikalamt mit S. E. Bischof Vitus Huonder in Rheinau