
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
P. Vincenzo M. Nuara O.P. alla Pontificia Commissione “Ecclesia Dei”
La notizia è ufficiale: il frate domenicano nisseno P. Vincenzo M. Nuara è stato chiamato a lavorare nella Santa Sede come collaboratore dell’Ecclesia Dei. Padre Nuara è diventato da qualche giorno Officiale della Curia Romana, nominato nella Pontificia Commissione “Ecclesia Dei” della Sacra Congregazione per la Dottrina della Fede. L’Ecclesia Dei è quella Commissione vaticana che si occupa dell’applicazione del Motu Proprio “Summorum Pontificum” sulla Messa in latino, il cui Segretario è Mons. Guido Pozzo ed è presieduta dal Cardinale William Levada, Prefetto della Congregazione per la Dottrina della Fede (ex Sant’Uffizio).
Nato il 13 maggio 1966 a Vallelunga Pratameno in provincia di Caltanissetta, è entrato nell’Ordine dei Frati Predicatori (Domenicani) nel 1986 dopo essere stato alunno del Seminario Vescovile di Caltanissetta e avervi conseguito il diploma di maturità classica. Dopo aver ricevuto l’ammissione agli Ordini sacri da Mons. Alfredo M. Garsia (allora vescovo di Caltanissetta) è entrato nel noviziato dei domenicani a Milano nel convento di S.M. delle Grazie. Ha frequentato gli studi nella Facoltà di Teologia (sez. dogmatica) nella Pontificia Università San Tommaso in Urbe (Angelicum), facendo anche studi specialistici sulle Religioni, il fenomeno della Nuova Religiosità e delle Sette religiose nella Pontificia Università Gregoriana in Roma. Ordinato sacerdote da S. E. Mons. Garsia nella Cattedrale di Caltanissetta nel 1991 e celebrata la prima Messa a Vallelunga, suo paese natale, ha dedicato i primi anni di sacerdozio alla predicazione popolare, di ritiri ed esercizi spirituali e alla promozione e alla cura delle vocazioni domenicane e alla formazione dei candidati all’Ordine nel postulandato di Palermo. Ha insegnato teologia dogmatica a Monreale (PA), Palermo e in Acireale (CT). E’ da vari anni, membro della Associazione Teologica Italiana, dell’Associazione Italiana S. Cecilia e del G.R.I.S. (Gruppo di Ricerca e Informazione Socio-religiosa) di cui è stato presidente regionale della Sicilia fino al 2008, dopo aver fondato a Palermo nel 1994 la sede diocesana del GRIS che ha diretto per dieci anni unitamente ad un Centro di Ascolto per le vittime e i familiari di affiliati alle sétte religiose.
Ha assunto varie responsabilità nell’ Ordine, come Priore del Convento San Rocco in Acireale e San Domenico in Catania e Consigliere di Provincia.
Ha curato per circa dieci anni una trasmissione radiofonica su Radio Maria: “Le sfide della nuova evangelizzazione”.
Ha prestato il suo servizio con diverse responsabilità, nelle diocesi di Palermo (collaboratore dei Cardinali Pappalardo e De Giorgi) e in Acireale come Vicario episcopale della Vita Consacrata. Ha collaborato negli uffici pastorali della Conferenza Episcopale Siciliana (ufficio per l’Ecumenismo e il Dialogo) e nella CISM come segretario diocesano (Acireale) e consigliere regionale della Sicilia. Ha fondato ad Acireale il Centro Culturale P. Vincenzo Lombardo e il movimento “Giovani e Tradizione” (http://www.giovanietradizione.org/) di cui è stato la guida spirituale, e il Sodalizio spirituale per sacerdoti: “Amicizia Sacerdotale Summorum Pontificum” e il movimento “Famiglie per la Tradizione cattolica”.
Da più di un anno vive a Roma nella Curia Generalizia dell’Ordine dei Frati Predicatori, nello storico convento di Santa Sabina fondato da San Domenico.
Fonte: Giovani e Tradizione
Neve cobre o Vaticano
No se repetía una escena como esta desde hace 24 años. Nevó tanto en Roma, que la plaza de San Pedro se coloreó de blanco.
Incluso el Papa, que trabajaba en su estudio, se asomó a la ventana para disfrutar del bellísimo espectáculo.
Fonte: Rome Reports
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Papa celebra aparições de Nossa Senhora em Lourdes e Dia Mundial do Enfermo

Cidade do Vaticano, 11 fev (RV) - O Santo Padre presidiu esta manhã, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, a celebração eucarística com os doentes, por ocasião do 18° Dia Mundial do Enfermo que se celebra nesta quinta-feira, memória litúrgica de Nossa Senhora de Lourdes.
Em sua homilia o papa frisou que a Igreja tem o compromisso de perpetuar a missão de Cristo, cuidar da evangelização e dar atenção aos doentes, no corpo e no espírito.
"Maria, mãe e modelo da Igreja, seja invocada e venerada como "Salus infirmorum", "Saúde dos enfermos". Como primeira e perfeita discípula de seu Filho, Ela sempre demonstrou, ao acompanhar o caminho da Igreja, uma solicitude especial com os sofredores. Como testemunho disso, milhares de pessoas procuram os santuários marianos para invocar a Mãe de Cristo, e encontram Nela força e alívio" – frisou o papa.
Bento XVI recordou o 25° aniversário do Pontifício Conselho da Pastoral para os Agentes de Saúde, instituído por João Paulo II com o Motu Proprio Dolentium Hominum de 11 de fevereiro de 1985, que mostra a dedicação da Igreja para com os doentes. Instituindo um organismo dedicado à Pastoral da Saúde, a Santa Sé quis dar sua contribuição a fim de "promover um mundo capaz de acolher os doentes como pessoas" - ressaltou o pontífice.
Na memória das aparições, em Lourdes, lugar escolhido por Maria para manifestar sua materna solicitude pelos enfermos, a liturgia de hoje reflete sobre o Magnificat, o canto da Virgem que exalta as maravilhas de Deus na história da salvação.
"O Magnificat é o canto de ação de graças de quem conhece os dramas da vida, mas confia na obra redentora de Deus. É um canto que mostra a fé vivida por gerações de homens e mulheres que colocaram em Deus suas esperanças e se comprometeram, como Maria, a ajudar os irmãos mais carentes. No Magnificat ouvimos a voz de tantos Santos e Santas da caridade" – sublinhou o papa.
O Santo Padre falou ainda sobre o papel dos doentes na Igreja. "Um papel ativo ao provocar, por assim dizer, a oração feita com fé" – disse ainda Bento XVI.
"Quem está doente, chame os presbíteros. Neste Ano Sacerdotal, ressalto com prazer a relação entre doentes e sacerdotes, uma espécie de aliança, de cumplicidade evangélica. Ambos têm um dever: o doente deve chamar os padres e eles devem responder, para atrair, na experiência da doença, a presença e a ação do Ressuscitado e de seu Espírito" – frisou o Santo Padre.
O papa destacou a importância da Pastoral da Saúde, cujo valor é realmente incalculável, "pelo bem imenso que oferece aos enfermos, primeiramente, e ao próprio sacerdote, mas também aos familiares, conhecidos, à comunidade, e através de caminhos misteriosos e desconhecidos, a toda a Igreja e ao mundo".
O Santo Padre lembrou o Papa João Paulo II, que na Carta Apostólica Salvifici Doloris ressalta: "Cristo ensinou o homem a fazer o bem com o sofrimento e, ao mesmo tempo, a fazer o bem a quem sofre. Sob este duplo aspecto, revelou completamente o sentido do sofrimento" (n° 30).
"Que a Virgem Maria nos ajude a viver plenamente esta missão" – concluiu Bento XVI. (MJ)
Fonte: Radio Vaticano
Bento XVI: que os pregadores, a exemplo de Santo Antônio, procurem unir a doutrina sã e sólida e a piedade sincera e fervorosa
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos, a seguir, a catequese dirigida pelo Papa aos grupos de peregrinos do mundo inteiro, reunidos na Sala Paulo VI para a audiência geral.
Queridos irmãos e irmãs:
Após ter apresentado, há duas semanas, a figura de Francisco de Assis, nesta manhã eu gostaria de falar sobre outro santo pertencente à primeira geração dos Frades menores: Antônio de Pádua ou – como também é conhecido – de Lisboa, referindo-se à sua cidade natal. Trata-se de um dos santos mais populares de toda a Igreja Católica, venerado não somente em Pádua, onde se erigiu uma esplêndida basílica que recolhe seus restos mortais, mas no mundo inteiro. São queridas dos fiéis as imagens e estátuas que o representam com o lírio, símbolo da sua pureza, ou com o Menino Jesus nos braços, lembrando uma aparição milagrosa mencionada por algumas fontes literárias.
Antônio contribuiu de maneira significativa para o desenvolvimento da espiritualidade franciscana, com seus fortes traços de inteligência, equilíbrio, zelo apostólico e, principalmente, fervor místico.
Ele nasceu em Lisboa de uma família nobre, por volta de 1195, e foi batizado com o nome de Fernando. Começou a fazer parte dos cônegos que seguiam a regra monástica de Santo Agostinho, primeiro no mosteiro de São Vicente, em Lisboa, e depois no da Santa Cruz, em Coimbra, renomado centro cultural de Portugal. Dedicou-se com interesse e solicitude ao estudo da Bíblia e dos Padres da Igreja, adquirindo aquela ciência teológica que o fez frutificar nas atividades de ensino e na pregação.
Em Coimbra, aconteceu um fato que marcou uma mudança decisiva em sua vida: em 1220, foram expostas as relíquias dos primeiros cinco missionários franciscanos que haviam se dirigido a Marrocos, onde encontraram o martírio. Este acontecimento fez nascer no jovem Fernando o desejo de imitá-los e de avançar no caminho da perfeição cristã: então ele pediu para deixar os cônegos agostinianos e converter-se em frade menor. Sua petição foi acolhida e, tomando o nome de Antônio, também ele partiu para Marrocos, mas a Providência divina dispôs outra coisa.
Por causa de uma doença, ele se viu obrigado a voltar à Itália e, em 1221, participou do famoso “Capítulo das Esteiras” em Assis, onde também encontrou São Francisco. Depois disso, viveu por algum tempo escondido totalmente em um convento perto de Forlì, no norte da Itália, onde o Senhor o chamou para outra missão. Convidado, por circunstâncias totalmente casuais, a pregar por ocasião da uma ordenação sacerdotal, Antônio mostrou estar dotado de tal ciência e eloquência, que os superiores o destinaram à pregação. Ele começou assim, na Itália e na França, uma atividade apostólica tão intensa e eficaz, que levou muitas pessoas que haviam se separado da Igreja a voltar atrás. Esteve também entre os primeiros professores de teologia dos Frades menores, talvez inclusive o primeiro. Começou a lecionar em Bolonha, com a bênção de Francisco, o qual, reconhecendo as virtudes de Antônio, enviou-lhe uma breve carta com estas palavras: “Eu gostaria que você lecionasse teologia aos frades”. Antônio colocou as bases da teologia franciscana que, cultivada por outras insignes figuras de pensadores, teria conhecido seu zênite com São Boaventura de Bagnoregio e o beato Duns Scotus.
Nomeado como superior provincial dos Frades Menores da Itália Setentrional, continuou com o ministério da pregação, alternando-o com as tarefas de governo. Concluído o mandato de provincial, retirou-se perto de Pádua, onde já havia estado outras vezes. Depois de apenas um ano, morreu nas portas da Cidade, no dia 13 de junho de 1231. Pádua, que o havia acolhido com afeto e veneração em vida, prestou-lhe sempre honra e devoção. O próprio Papa Gregório IX – que, depois de tê-lo escutado pregar, definiu-o como “Arca do Testamento” – canonizou-o em 1232, também a partir dos milagres ocorridos por sua intercessão.
No último período da sua vida, Antônio escreveu dois ciclos de “Sermões”, intitulados, respectivamente, “Sermões dominicais” e “Sermões sobre os santos”, destinados aos pregadores e professores de estudos teológicos da ordem franciscana. Neles, comentou os textos da Sagrada Escritura apresentados pela liturgia, utilizando a interpretação patrístico-medieval dos quatro sentidos: o literal ou histórico, o alegórico ou cristológico, o tropológico ou moral e o anagógico, que orienta à vida eterna. Trata-se de textos teológicos-homiléticos, que recolhem a pregação viva, na qual Antônio propõe um verdadeiro e próprio itinerário de vida cristã. É tanta a riqueza de ensinamentos espirituais contida nos “Sermões”, que o venerável Papa Pio XII, em 1946, proclamou Antônio como Doutor da Igreja, atribuindo-lhe o título de “Doutor Evangélico”, porque destes escritos surge a frescura e beleza do Evangelho; ainda hoje podemos lê-los com grande proveito espiritual.
Nos “Sermões”, ele fala da oração como uma relação de amor, que conduz o homem a conversar docemente com o Senhor, criando uma alegria inefável, que envolve suavemente a alma em oração. Antônio nos recorda que a oração precisa de uma atmosfera de silêncio, que não coincide com o afastamento do barulho externo, mas é experiência interior, que procura evitar as distrações provocadas pelas preocupações da alma. Segundo o ensinamento deste insigne Doutor franciscano, a oração se compõe de quatro atitudes indispensáveis que, no latim de Antônio, definem-se como: obsecratio, oratio, postulatio, gratiarum actio. Poderíamos traduzi-las assim: abrir com confiança o próprio coração a Deus, conversar afetuosamente com Ele, apresentar-lhe as próprias necessidades, louvá-lo e agradecer-lhe.
Neste ensinamento de Santo Antônio sobre a oração, conhecemos um dos traços específicos da teologia franciscana, da qual ele foi o iniciador, isto é, o papel designado ao amor divino, que entra na esfera dos afetos, da vontade, do coração, e que é também a fonte de onde brota um conhecimento espiritual que ultrapassa todo conhecimento. Antônio escreve: “A caridade é a alma da fé, é o que a torna viva; sem o amor, a fé morre” (Sermões Dominicais e Festivos II).
Só uma alma que reza pode realizar progressos na vida espiritual: este foi o objeto privilegiado da pregação de Santo Antônio. Ele conhecia bem os defeitos da natureza humana, a tendência a cair no pecado; por isso, exortava continuamente a combater a inclinação à cobiça, ao orgulho, à impureza e a praticar as virtudes da pobreza e da generosidade, da humildade e da obediência, da castidade e da pureza.
No começo do século XIII, no contexto do renascimento das cidades e do florescimento do comércio, crescia o número de pessoas insensíveis às necessidades dos pobres. Por este motivo, Antônio convidou os fiéis muitas vezes a pensar na verdadeira riqueza, a do coração, que, tornando-os bons e misericordiosos, leva-os a acumular tesouros para o céu. “Ó ricos – exorta – tornai-vos amigos (...); os pobres, acolhei-os em vossas casas: serão depois eles que os acolherão nos eternos tabernáculos, onde está a beleza da paz, a confiança da segurança e a opulenta quietude da saciedade eterna” (Ibid.).
Não seria este, queridos amigos, um ensinamento muito importante também hoje, quando a crise financeira e os graves desequilíbrios econômicos empobrecem muitas pessoas e criam condições de miséria? Em minha encíclica Caritas in veritate, recordo: “A economia tem necessidade da ética para o seu correto funcionamento; não de uma ética qualquer, mas de uma ética amiga da pessoa” (n. 45).
Antônio, na escola de Francisco, sempre coloca Cristo no centro da vida e do pensamento, da ação e da pregação. Este é outro traço típico da teologia franciscana: o cristocentrismo. Alegremente, ela contempla e convida a contemplar os mistérios da humanidade do Senhor, particularmente o do Natal, que suscitam sentimentos de amor e gratidão pela bondade divina.
Também a visão do Crucificado lhe inspira pensamentos de reconhecimento a Deus e de estima pela dignidade da pessoa humana, de forma que todos, crentes e não crentes, possam encontrar um significado que enriquece a vida. Antônio escreve: “Cristo, que é a tua vida, está pregado diante de ti, porque tu vês a cruz como em um espelho. Nela poderás conhecer quão mortais foram tuas feridas, que nenhum remédio teria podido curar, a não ser o sangue do Filho de Deus. Se olhas bem, poderás perceber quão grandes são tua dignidade e teu valor (...). Em nenhum outro lugar o homem pode perceber melhor o quanto vale, a não ser no espelho da cruz” (Sermões Dominicais e Festivos III).
Queridos amigos: que Antônio de Pádua, tão venerado pelos fiéis, interceda pela Igreja inteira, sobretudo por aqueles que se dedicam à pregação. Que estes, inspirando-se em seu exemplo, procurem unir a doutrina sã e sólida, a piedade sincera e fervorosa e a incisividade da comunicação. Neste Ano Sacerdotal, oremos para que os sacerdotes e diáconos levem a cabo com solicitude este ministério de anúncio e atualização da Palavra de Deus aos fiéis, sobretudo através das homilias litúrgicas. Que estas sejam uma apresentação eficaz da eterna beleza de Cristo, precisamente como recomendada Santo Antônio: “Se pregas Jesus, Ele amolece os corações duros; se o invocas, Ele adoça as amargas tentações; se pensas nele, ilumina-te o coração; se o lês, sacia-te a mente” (Sermões Dominicais e Festivos III).
quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010
O povo, sedento de Deus, deseja vivamente que seus sacerdotes sejam homens de Deus
Mensagem aos padres do Brasil do prefeito da Congregação para o Clero
CIDADE DO VATICANO, quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010 (ZENIT.org).- Apresentamos a mensagem que o prefeito da Congregação para o Clero, cardeal Cláudio Hummes, enviou aos cerca de 500 padres reunidos desde ontem em Itaici, município de Indaiatuba (São Paulo), para o 13º Encontro Nacional de Presbíteros.
Caros irmãos no sacerdócio,
“Fidelidade de Cristo, fidelidade do Sacerdote!”, eis o tema do Ano Sacerdotal que estamos vivenciando. O Papa Bento XVI deseja que este ano especial seja um tempo de profunda renovação interior dos sacerdotes. Justamente por essa razão, propõe São João Maria Vianney como modelo de vida sacerdotal, um exemplo antigo, mas com uma mensagem de vida e santidade sacerdotal que são perenes e atuais.
A Cura d’Ars dizia que “um bom pastor, um pastor segundo o coração de Deus é o maior tesouro que o Bom Deus possa dar a uma paróquia e uma das dádivas mais preciosas da misericórdia divina”. Ser pastor segundo o coração de Deus, eis o grande desafio para os sacerdotes de todos os tempos, eis o maior tesouro que o nosso Pai poderia oferecer aos fiéis de nossas comunidades.
O sacerdote será Bom Pastor na medida em que, através do exercício quotidiano do seu ministério, se dedicar integralmente a Cristo e, por Ele, com Ele e Nele, aos irmãos, em total fidelidade, sempre a exemplo do mesmo Senhor. Por essa razão, o apelo à fidelidade quer recordar a cada um de nós, o feliz dever de renovar os compromissos assumidos no dia da nossa Ordenação, de sermos, de fato, homens pobres, castos, obedientes, fiéis anunciadores do Evangelho, a todos sem exceção, em espírito de verdadeira comunhão eclesial.
O povo brasileiro, sedento de Deus, deseja vivamente que seus sacerdotes sejam homens de Deus. Por sua vez, o sacerdote não se tornará “homem de Deus” se não for “homem de oração”. Assim sendo, na vida do sacerdote a oração e a intimidade com Deus são essenciais e insubstituíveis. A oração na vida do presbítero ou ocupa um lugar central, ou será um belo ideal, distante de ser concretizado.
O Papa Bento XVI, em sua homilia da Quinta‐feira Santa de 2006, afirma que “ser sacerdote significa ser homem de oração”. Se o trabalho pastoral não for precedido e acompanhado pela oração, perderá seu valor e sua eficácia. O tempo que empregamos no cultivo da amizade com Cristo, na oração pessoal e litúrgica – concretamente na dedicação de um tempo determinado e quotidiano à meditação e na fiel recitação da Liturgia das Horas –, é um tempo de atividade autenticamente pastoral. Por essa razão, o sacerdote deve ser, sempre, um homem de oração. Não nos iludamos: se falta a oração pessoal na vida do presbítero, sua ação pastoral será estéril e correrá o risco de perder de vista o “primeiro Amor”, ao qual entregou incondicionalmente sua vida, naquele dia memorável e cheio de generosidade, o dia da sua ordenação sacerdotal.Em referência à programação para o Ano Sacerdotal, gostaríamos de lembrar‐vos do Encontro Internacional de Sacerdotes, com o Santo Padre, em Roma, nos dias 9, 10 e 11 de junho do ano corrente, por ocasião do encerramento deste tempo de graça. Queremos fazer deste encontro um marcante gesto de comunhão eclesial, com a presença de sacerdotes das várias nações do mundo, junto ao Sucessor de Pedro. Todos são convidados a participar deste evento. Desejamos poder contar com um significativo número de sacerdotes do Brasil, pois poderá significar uma feliz ocasião para agradecer ao Santo Padre seu carinho e atenção para com o povo brasileiro, especialmente depois de sua visita par a abertura da Conferência Geral do Episcopado Latino‐americano e do Caribe, em Aparecida.
Caros irmãos, gostaríamos de exortar‐vos, com aquelas mesmas palavras de São Paulo: “Estai sempre alegres. Orai continuamente. Em todas as circunstâncias, daí graças, porque esta é a vontade de Deus, em Cristo Jesus, a vosso respeito (...) Que o próprio Deus da paz vos santifique inteiramente, e que todo o vosso ser – o espírito, a alma e o corpo – seja guardado irrepreensível para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo!” (1 Tess. 5, 16‐18.23s).
Com estes mesmos sentimentos queremos que continuais a viver o Ano Sacerdotal: sempre alegres, porque grande é o dom da vossa vocação e urgente um novo ardor missionário, a fazer‐se presente no coração sacerdotal de cada um de vós. Despedimo‐nos, implorando ao Senhor Jesus que vos abençoe e santifique com a sua graça!
Cidade do Vaticano, 03 de fevereiro de 2010.
Card. Cláudio Hummes
Arcebispo Emérito de São Paulo - Prefeito da Congregação para o Clero
Dom Mauro Piacenza
Arcebispo tit. de Victoriana - Secretário
Fonte: Zenit
sábado, 6 de fevereiro de 2010
"Deus quer estabelecer, no mundo, a devoção ao meu Imaculado Coração"

No dia 13 de junho de 1917, os videntes não estavam sós, mais de cinquenta pessoas haviam comparecido ao local da 1ª aparição de Fátima.
"Após termos rezado o terço, Jacinta, Francisco e eu, junto a outras pessoas presentes, vimos, novamente, o reflexo da luz que se aproximava (o que nós chamamos de um clarão) e, em seguida, Nossa Senhora surgiu sobre a azinheira, assim como surgira, no mês anterior (maio).
- O que a senhora deseja de mim?
- Quero que venhais aqui, tu e os outros, no dia 13 do mês que vem, que rezeis o terço todos os dias, e que aprendais a ler. Depois direi o que quero.
Eu pedi a Nossa Senhora a cura de um doente.
- Se ele se converter, será curado, ao longo deste ano.
- Queria pedir-lhe que nos levasse para o Céu.
- Sim, a Jacinta e a Francisco, levá-los-ei, em breve. Mas tu ficarás aqui por mais algum tempo. Jesus quer servir-se de ti para Me fazer conhecer e amar. Ele quer estabelecer no mundo a devoção ao meu Imaculado Coração. A quem abraçar esta devoção, prometo a salvação; e estas almas serão amadas de Deus, como flores postas por Mim, a adornar o seu trono.
- Eu ficarei aqui sozinha? - perguntei com tristeza.
-Não, filha. Tu sofres muito? Não desanimes. Eu jamais te abandonarei. O meu Imaculado Coração será o teu refúgio e o caminho que te conduzirá até Deus.
Ao pronunciar estas últimas palavras, Nossa Senhora abriu as mãos e delas, pela segunda vez, difundiu-se o mesmo reflexo daquela luz, daquela claridade imensa, na qual, conseguimos nos ver, como submersos em Deus.
Jacinta e Francisco pareciam estar na parte da luz que se elevava ao Céu, e eu, na parte da luz que se espalhava sobre a terra. Diante da palma da mão direita de Nossa Senhora, se encontrava um coração rodeado de espinhos, como se em sua mão eles estivessem cravados. Compreendemos que era o Coração Imaculado de Maria, ultrajado pelos pecados da humanidade, e que pedia reparação.
Nossa Senhora, como da primeira vez, elevou-se com majestosa serenidade e foi-se distanciando, rumo ao nascente.
Irmã Lúcia de Fátima
quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
Urna com relíquias de Dom Bosco chega a Fortaleza

Desde o dia 21 de janeiro a urna contendo as relíquias de Dom Bosco percorre algumas cidades do Nordeste brasileiro. A peregrinação foi pensada como uma forma digna de preparação ao bicentenário do Fundador da Congregação Salesiana, Dom Bosco. A visita da urna têm despertado no mundo inteiro, a admiração e a gratidão, que todos tem com a figura do fundador dos salesianos que sempre incentivou a juventude. A urna com as relíquias de Dom Bosco chega a Fortaleza no dia 05 vai para o Colégio Juvenal de Carvalho e Colégio Dom Lustosa, que fica na Avenida João Pessoa, 5920 e no dia 06 seguirá para a Catedral Metropolitana onde haverá missa às 08h30 celebrada por Dom José Antônio. Às 10h30min a urna sairá em carreata solene para o Colégio Salesiano Dom Bosco, na paróquia da Piedade, onde ficará em exposição e visitação durante a tarde e parte da noite. A paróquia da Piedade fica na Rua Joaquim Torres, 185, Joaquim Távora. No dia 07, a urna será transladada para Belém – PA.
Fonte: FM Dom Bosco
terça-feira, 2 de fevereiro de 2010
Cardenal Cañizares: Reavivar el sentido litúrgico en la vida de la Iglesia
Ofrecemos este artículo del Cardenal Antonio Cañizares, Prefecto de la Congregación para el Culto Divino, que ha sido recientemente publicado en la edición española de L’Osservatore Romano pero que, en general, ha pasado desapercibido. En el mismo, que realmente puede ser considerado programático, el purpurado habla de la urgente necesidad de una educación litúrgica en toda la Iglesia y menciona que su dicasterio está trabajando “como en una especie de silencio de Nazaret”.
Se ha cumplido un año del encargo que recibí como prefecto de la Congregación para el culto divino. No es la hora de hacer ningún balance. Este tiempo -todo lo que en él ha acaecido- me ha confirmado en la necesidad apremiante que hay de que la santa liturgia sea en nuestros días el centro y el corazón de la vida de la Iglesia; que sea, como corresponde a su misma naturaleza, en expresión del Vaticano II, «fuente y culmen de la vida cristiana».
Reavivar el espíritu y el verdadero sentido de la liturgia en la vida de la Iglesia, de todos los fieles, es un desafío y cometido principal siempre, pero aún más en estos momentos. Es urgente, en efecto, que se reavive el genuino y verdadero sentido de la liturgia, porque es algo que está en la misma entraña del ser y de la vida de la Iglesia: la liturgia es culto a Dios, instrumento de santificación, celebración de la fe de la Iglesia y medio de su transmisión. En ella se abren las puertas del cielo y los fieles entran en comunión con la santa e indivisible Trinidad, experimentando su participación en la naturaleza divina como don de la gracia. La liturgia es también anticipación de la bienaventuranza final y de la gloria celeste a la que estamos llamados, objeto y meta de la esperanza más grande.
Siempre, pero más todavía, si cabe, en estos momentos de la historia en los que padecemos una tan profunda crisis de Dios en el mundo y una secularización interna de la Iglesia tan fuerte, al menos en Occidente, el reavivar y fortalecer el sentido y el espíritu genuino de la sagrada liturgia en la conciencia y vida de la Iglesia es algo prioritario que apremia como ninguna otra cosa.
La Iglesia, las comunidades y los fieles cristianos tendrán vigor y vitalidad, vivirán una vida santa, serán testigos vivos, valientes, fieles e incansables anunciadores del Evangelio, si viven la liturgia y si viven de ella, si beben de esta fuente y se alimentan de ella, porque así vivirán de Dios mismo, y de su gracia, que es en Quien radica la santificación, la fuerza, la vida, la capacidad y valentía evangelizadora, toda la aportación de la Iglesia a los hombres y al futuro de la humanidad. El futuro del hombre está en Dios: el cambio decisivo del mundo está en Dios -nada más que en Dios- y en su adoración verdadera. Y ahí está la liturgia.
La liturgia nos remite a Dios; el sujeto de la liturgia es Dios, el Padre; es Cristo, el Hijo de Dios vivo; es el Espíritu Santo, que nos introduce en el misterio de Dios y nos santifica, nos hace ser hombres nuevos, hijos suyos, conforme a su voluntad creadora y redentora. El sujeto de la liturgia, como de toda la obra de la salvación, no somos nosotros.
Liturgia significa, ante todo, hablar de Dios, presencia y acción de Dios: reconocer a Dios en el centro de todo, de quien nos viene todo bien; es glorificar a Dios, dejar que Dios actúe y obre su salvación, nos renueve y santifique. La constitución sobre la sagrada liturgia del concilio Vaticano II enseña que el fin de la celebración litúrgica es la gloria de Dios y así la salvación y santificación de los hombres. En la liturgia, «Dios es perfectamente glorificado y los hombres santificados» (Sacrosanctum Concilium, 7); y no olvidemos, por lo demás, que son los santos, santificados por Él, los verdaderos adoradores de Dios, los más y profundos reformadores del mundo, testigos del mundo futuro que no perece.
Como recordaba el entonces cardenal Joseph Ratzinger, el hecho, mirado retrospectivamente, de que la constitución Sacrosanctum Concilium se colocase al comienzo del Vaticano II tiene el sentido preciso de que en el principio «está la adoración. Y, por lo tanto, Dios. Este principio corresponde a las palabras de la Regla benedictina: Operi Dei nihil praeponatur». La Iglesia, por naturaleza, deriva de su misión de glorificar a Dios y, por ella, está irrevocablemente ligada a la liturgia, cuya sustancia es la reverencia y la adoración a Dios, el Dios que está presente y actúa en la Iglesia y por ella.
Una cierta crisis que ha podido afectar de manera importante a la liturgia y a la misma Iglesia desde los años posteriores al Concilio hasta hoy se debe al hecho de que frecuentemente en el centro no está Dios y la adoración de Él, sino los hombres y su capacidad «hacedora». «En la historia del posconcilio ciertamente la constitución sobre la liturgia no fue entendida a partir de este primado fundamental de Dios y de la adoración, sino como un libro de recetas sobre lo que podemos hacer con la liturgia. Sin embargo, cuanto más la hacemos nosotros y para nosotros mismos, tanto menos atrayente es, ya que todos advierten claramente que lo esencial se ha perdido» (J. Ratzinger). Cuando esto sucede, es decir, cuando se pretende que la liturgia la hacemos nosotros, en el fondo sólo nosotros, y esto se impone, entonces los fieles y las comunidades se secan, se debilitan y hasta languidecen.
En definitiva, si queremos una Iglesia presente en el mundo, renovándolo y transformándolo conforme al querer de Dios, tal y como señala emblemáticamente la Gaudium et spes y el magisterio social de la Iglesia, es preciso que, primero y por encima de todo, sea una Iglesia que viva de Dios y de cuanto de Él viene, es decir, de cuanto entraña y acontece en la liturgia de la Iglesia. Es lo que nos enseña y recuerda la Sacrosanctum Concilium.
Por ello, de lo que se trata en los momentos que vivimos, lo más urgente sin duda, es promover y reavivar un nuevo impulso litúrgico que haga revivir la verdadera herencia del concilio Vaticano II y de aquel gran movimiento litúrgico del siglo XIX y primera mitad del XX, en la mente de todos, que desembocó y fecundó la Iglesia en el Vaticano II.
Tenemos necesidad -sin duda una grandísima necesidad- de este nuevo. impulso. Así lo ve con una lucidez y claridad meridiana un hombre tan providencial de nuestros días, testigo de la esperanza «grande» y comprometido como pocos en hacer posible que surja con fuerza una humanidad nueva hecha de hombres nuevos, así como una nueva cultura y un mundo nuevo, dignos del hombre: el Papa Benedicto XVI. Él está haciendo de la liturgia uno de los distintivos más ricos y esperanzadores de su pontificado. En plena conformidad con nuestro Papa sentimos y tenemos la necesidad y el deber de conducir la liturgia hacia una renovación profunda y verdaderamente conciliar.
El Papa, a través de sus escritos, sobre todo de la exhortación apostólica Sacramentum caritatis y de sus gestos, aprecia y valora profundamente el camino genuino de la reforma conciliar, y trata de conducir a toda la Iglesia hacia un profundo redescubrimiento de la liturgia en fidelidad a las fuentes conciliares, en continuidad con la gran Tradición de la Iglesia e intenta enriquecerla con los tesoros y rica herencia de esa Tradición. Incluso liberarla de introducirse, por una u otra causa, bajo el influjo de una mentalidad que no ha interpretado bien el Concilio dentro de la «hermenéutica de la continuidad», y así lo ha empobrecido u oscurecido.
El Papa Benedicto XVI, antes de serlo, ha hablado de todo un proceso educativo que debiera conducir, en toda la Iglesia, al «culto razonable» a Dios (cf. Rm 12, 1). «Es urgente una vuelta al espíritu de la renovación litúrgica; no necesitamos nuevas formas para derivar cada vez más hacia lo externo, sino formación y reflexión, esa profundización mental sin la cual cualquier celebración degenera en exterioridad rápidamente» (J. Ratzinger).
La obra del Papa actual ha seguido, está siguiendo, ese mismo proceso educativo que él pide, de ir al «espíritu» de la liturgia para superar de este modo un pensamiento extrinsecista acerca de ella, que parece predominar en algunos ámbitos, y que ya denunciaba en su tiempo Pío XII, en su gran encíclica «litúrgica» Mediator Dei, al señalar que «no tienen noción exacta de la sagrada liturgia los que la consideran como una parte sólo externa y sensible del culto divino o un ceremonial decorativo; ni se equivocan menos los que la consideran como un mero conjunto de leyes y de preceptos con que la jerarquía eclesiástica ordena el cumplimiento de los ritos».
Es indudable que una profundización y una renovación de la liturgia era necesaria; y así lo vio la Iglesia, asistida por el Espíritu Santo, en el Vaticano II. Pero, con frecuencia no ha sido una operación perfectamente lograda con toda la hondura y alcance que el Concilio reclamaba. Una buena parte, de hecho, de la constituciónSacrosanctum Concilium parece que todavía no ha entrado plenamente en el corazón del pueblo cristiano, sobre todo el llamado «espíritu» de la liturgia. Ha habido un cambio en las formas, pero tal vez no se ha dado suficientemente una honda y verdadera, o al menos suficiente, renovación, como pedían los padres conciliares, animados por el Espíritu de la verdad que alienta a la Iglesia.
A veces se ha cambiado por el simple gusto de cambiar respecto de un pasado percibido como totalmente negativo y superado, concibiendo la forma como una ruptura y no como un desarrollo orgánico de la Tradición. No se puede abandonar la herencia histórica de la Iglesia, su gran Tradición, y establecer todo ex novo; tal comportamiento sería como quitar la tierra debajo de los pies. El propio Vaticano II se ha leído por muchos en una clave diferente a una genuina hermenéutica del mismo que, como ha señalado el Papa Benedicto XVI, no puede ser otra que una hermenéutica de la continuidad. Desde ésta se pueden, además, abrir los tesoros de la liturgia a todos los fieles, posibilitándole descubrimiento de los tesoros del patrimonio litúrgico de la Iglesia a quienes lo desconocen todavía.
Para impulsar una renovación profunda de la liturgia y una revitalización vigorosa de la misma en la vida de la Iglesia, tal y como el Vaticano II, asistido por el Espíritu Santo, indica y reclama, es preciso recurrir hoy a las enseñanzas lúcidas del Papa, obviamente en cuanto Papa, pero también, y no menos, debemos recurrir a sus enseñanzas anteriores como profesor, pastor, arzobispo y prefecto, que ha tratado tantas veces y con tan diferentes motivos de la liturgia. (La publicación de sus obras completas, de las que el primer volumen aparecido en alemán ha querido él mismo -todo un signo- que sea el que recoja sus escritos litúrgicos, ayudará, sin duda mucho, a recuperar hoy con fuerza el sentido y espíritu de la santa liturgia).
El punto de vista teológico es el que prima en el punto de mira y en la enseñanza del Papa; y aquí radica también su máximo interés, porque sin una fundamentación teológica, sin una base de una buena teología litúrgica, cristológica y eclesiológica inseparablemente unidas, no se llevará adelante la tan necesaria y urgente revitalización de la liturgia en la vida del pueblo de Dios. El Papa va al fondo y a lo esencial de la cuestión litúrgica; así, dice y pone por escrito aquello que considera la esencia de la sagrada liturgia, es decir, aquello que no se puede perder, aquello a lo que no se puede en modo alguno renunciar. Él, como sabemos, se preocupa muy mucho de exponer una y otra vez cuál es la verdadera esencia de la liturgia como lugar y acontecimiento absolutamente central en la Iglesia y como enteramente irrenunciable para el hombre.
El Papa, además, es muy consciente de que es en el ámbito litúrgico donde se puede observar y conservar con más nitidez la continuidad de la gran Tradición -también donde puede darse su ruptura más grave y profunda-. Esto, además, es fundamental en nuestros días, en los que la urgencia máxima de la Iglesia es la transmisión -traditio- de la fe, para que el mundo crea, se salve y tenga futuro y camine en esperanza. Su reflexión, como todo su quehacer teológico y magisterial, por otra parte, no se realiza en abstracto, sino que tiene muy presente la historia así como situaciones reales del desarrollo concreto de la liturgia y de cómo se actúa, en muchas ocasiones, desfigurando la verdad de la liturgia.
Pero además, como él mismo lo reconoce y confiesa en su propia autobiografía: «Así como había aprendido a comprender el Nuevo Testamento como alma de toda la teología, del mismo modo entendí la liturgia como el fundamento de la vida, sin la cual ésta acabaría por secarse. Por eso, consideré, al comienzo del Concilio, el esbozo preparatorio de la constitución sobre la liturgia que acogía todas las conquistas esenciales del movimiento litúrgico como un grandioso punto de partida para aquella asamblea eclesial. No era capaz de prever que los aspectos negativos del movimiento litúrgico volverían con mayor fuerza, con serio riesgo de llevar directamente a la autodestrucción de la liturgia» (J. Ratzinger). Tan en su entraña lleva el Papa la liturgia que, en su misma autobiografía, llega a decir algo que nos da la clave de cómo la liturgia, desde niño, ha estado en su experiencia humana más rica y profunda hasta hoy: «La inagotable realidad, dice, de la liturgia católica, me ha acompañado a lo largo de todas las etapas de mi vida; por este motivo, no puedo dejar de hablar continuamente de ella» (J. Ratzinger).
Necesitamos, pues, imbuirnos del pensamiento y directrices del Papa en el campo de la liturgia y de su teología litúrgica para un nuevo impulso en el movimiento litúrgico, por tantos motivos apremiantes. El conocer y dar a conocer, estudiar y aplicar sus enseñanzas, su pensamiento, sus orientaciones es, a mi entender, una de las tareas y posibilidades que la providencia de Dios nos ofrece y abre en estos momentos tan necesitados, sobre todo, de Dios, para que el hombre no perezca. La Congregación para el culto divino está empeñada en propiciar y promover el estudio y la divulgación del pensamiento y la obra litúrgica de Benedicto XVI, entre sacerdotes y fieles, como aportación insustituible, en estos momentos, si queremos en verdad reavivar el genuino espíritu y significado de la liturgia.
Este estudio y difusión de las enseñanzas del Papa, leídas en el horizonte y óptica de la hermenéutica de la continuidad, junto con una nueva profundización y amplia divulgación de las claves y la doctrina de la constitución conciliar Sacrosanctum Concilium -de la que, en el año 2013, celebraremos con acción de gracias, los cincuenta primeros años de su aprobación y promulgación-, habrán de encaminarse a suscitar un gran movimiento, nuevo y empeñado, de formación litúrgica -objetivo prioritario de la Congregación- tanto de los sacerdotes como de las personas consagradas, y de los fieles, a través de diversos medios y cauces.
Estoy convencido de que la promoción y la revitalización del sentido genuino de la liturgia no puede ser fruto de un cierto voluntarismo o de sólo una serie de medidas administrativas, disciplinares y pastorales, que por lo demás también habrán de tenerse en cuenta, sin duda; no se trata, sin más, de nuevos cambios o de introducción o supresión de signos, de formas o de usos, sino que, ante todo y sobre todo, se trata de impulsar una gran obra educativa interior, una «iniciación» cristiana, que lleve a descubrir y vivir la verdad de la liturgia, del culto divino católico auténtico de la Iglesia.
Esto implica y requiere, sin duda, muchas cosas, entre otras: el propiciar entrar «dentro» de la liturgia; y gozar y experimentar desde ese «dentro», desde su interior más propio, no desde fuera o desde la superficie externa, lo que es su naturaleza, su estructura más íntima, su singular belleza, y su lugar y significación en la vida de la Iglesia y de los fieles. Lo mismo que para contemplar, saborear y gozar de la belleza y de la riqueza tan grande, por ejemplo, de la catedral de Toledo hay que entrar dentro de ella y «descansar» en ella; también para saborear y gozar de cuanto acontece en la liturgia hay que entrar y estar «dentro» de la liturgia, vivirla, sumergirse en ella, sumergirse en el Misterio inefable que en ella acontece y se hace presente como don y gracia desbordantes. Y esto requiere una inmensa tarea de formación y una labor tendente a poder ofrecer a todos, en el acontecer mismo de la celebración, vivir la verdad y la belleza, el Misterio infinito de amor que en ella se hace presente. Es en lo que está trabajando, como en una especie de «silencio de Nazaret», la Congregación para el Culto: éste es, creo, su servicio a la Iglesia, el que debe empeñar y llenar todas sus energías.
Es preciso reconocer que todavía queda mucho por asimilar del Vaticano II en lo que se refiere a la liturgia, y no menos lo que se necesita asumir de la tradición litúrgica eclesial en su conjunto. La verdadera renovación, más que recurrir a actuaciones arbitrarias, consiste en desarrollar cada vez mejor la conciencia del sentido del Misterio, de modo que la liturgia sea momento de comunión con el misterio grande y santo de la Trinidad. Celebrando los actos sagrados como relación con Dios y acogida de sus dones, como expresión de auténtica vida espiritual, como adoración, la Iglesia podrá alimentar verdaderamente su esperanza y ofrecerla a quien la ha perdido.
En las celebraciones hay que poner como centro a Jesucristo, presente y actuante en ellas, para dejarnos iluminar y guiar por Él. La liturgia de la Iglesia no tiene como objeto calmar lo deseos y los temores del hombre, sino escuchar y acoger a Jesús, que vive, honra y alaba al Padre, para alabarlo y honrarlo con Él. Las celebraciones eclesiales proclaman que nuestra esperanza nos viene de Dios por medio de Jesús nuestro Señor.
Para todo ello se requiere ese gran esfuerzo de formación que ha de ser impulsada y moderada de manera muy particular y principal por los obispos. Esta formación se orienta a favorecer la comprensión del verdadero sentido de las celebraciones de la Iglesia y requiere, además, una adecuada instrucción sobre los ritos, una auténtica espiritualidad y una educación para vivirla en plenitud. Por tanto, se ha de promover una auténtica «mistagogia litúrgica».
Subrayo que, en esta formación, se trata de dos aspectos inseparables: un aspecto es la instrucción –fundamentalmente teológica y doctrinal- sobre la liturgia y sus ritos, la iniciación cristiana en cuanto de ellos se significa y en aquello que reclama de quienes participan en la liturgia; y el otro aspecto es la participación misma en la liturgia, verdaderamente viva conforme al sentir y pensar de la Iglesia. Esta formación litúrgica no sólo ha de ser una formación doctrinal, teológica, sobre la naturaleza y la verdad de la liturgia y de las acciones litúrgicas sino que, de manera muy principal, ha de comportar un cuidado exquisito de la vida litúrgica de las comunidades, de la celebración en sí misma, de modo que esta constituya el alma y el corazón de toda la vida de las mismas comunidades.
Para esta formación, además de la constitución Sacrosanctum Concilium, y del Catecismo de la Iglesia Católica –imprescindible instrumento para toda la formación cristiana en general, y en lo particular que se refiere a la liturgia-, así como de otras enseñanzas y directrices del Magisterio de la Iglesia sobre la divina liturgia, tan rico a raíz del Concilio hasta hoy, habrá que facilitar instrumentos y orientaciones para dicha formación para diferentes destinatarios y con distintos cauces; habrá también que enriquecer los Praenotanda con las enseñanzas de los últimos Papas, de los Sínodos y la experiencia de lo acaecido durante las últimas décadas en la Iglesia y en el campo específico de la liturgia como signo de lo que el Espíritu dice a la Iglesia; habremos de estar muy atentos a la liturgia del Papa, a los signos y gestos que en ella se ponen de relieve, y que son indicativos de su magisterio, de por dónde hay que caminar; deberemos, asimismo, atender al canto, tan principal y de tanta incidencia educativa positiva y a veces negativa; habrá que cuidar mucho expresiones, signos y gestos en la liturgia, e incluso recuperar algunos de ellos perdidos u olvidados; no deberemos olvidar jamás el arte de la liturgia, la dignidad y belleza de los espacios celebrativos, que inviten a entrar en el Misterio que acontece en la liturgia y que ayuden a «ver y palpar» la «grandeza sobrecogedora» de lo que es y significa el «universo» o ámbito propio de la liturgia. Habrá que «mejorar» las celebraciones y llevar a cabo un grande y generalizado esfuerzo de catequización, de iniciación o de reiniciación cristiana, integral, de todo el pueblo de Dios, fuertemente arraigada y apoyada en el Catecismo de la Iglesia Católica.
En suma, nos sentimos urgidos a impulsar un nuevo, vigoroso, intenso y universal movimiento litúrgico, conforme al « derecho» de Dios y a lo que Él merece, y a las enseñanzas que la Iglesia ofrece. Que Dios nos ayude, o mejor, que nos dejemos ayudar por Él para que podamos ofrecerle «por Cristo, con Él y en Él, en la Unidad del Espíritu Santo, todo honor y toda gloria».
Fuente: La Buhardilla
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