quinta-feira, 10 de junho de 2010

Litaniae Sacratissimi Cordis Iesu



Kyrie, eléison.
Christe, eléison.
Kyrie, eléison.
Christe, audi nos.
Christe, exáudi nos.
Pater de caelis Deus, miserére nobis.
Fili, Redémptor mundi, Deus, miserére nobis.
Spíritus Sancte, Deus, miserére nobis.
Sancta Trínitas, unus Deus, miserére nobis.

Cor Iesu, Filii Patris aetérni, miserére nobis
Cor Iesu, in sinu Vírginis Matris a Spiritu Sancto formátum, miserére nobis
Cor Iesu, Verbo Dei substantiáliter unítum, miserére nobis
Cor Iesu, maiestátis infinitae, miserére nobis
Cor Iesu, templum Dei sanctum, miserére nobis
Cor Iesu, tabernáculum Altíssimi, miserére nobis
Cor Iesu, domus Dei et porta coeli, miserére nobis
Cor Iesu, fornax ardens caritatis, miserére nobis
Cor Iesu, justitiae et amóris receptáculum, miserére nobis
Cor Iesu, bonitate et amóre plenum, miserére nobis
Cor Iesu, virtútum ómnium abýssus, miserére nobis
Cor Iesu, omni laude digníssimum, miserére nobis
Cor Iesu, rex et centrum ómnium córdium, miserére nobis
Cor Iesu, in quo sunt omnes thesáuri sapiéntiae et scientiae, miserére nobis
Cor Iesu, in quo hábitat omnis plenitúdo divinitátis, miserére nobis
Cor Iesu, in quo Pater sibi bene complácuit, miserére nobis
Cor Iesu, de cujus plenitúdine omnes nos accépimus, miserére nobis
Cor Iesu, desidérium cóllium aeternórum, miserére nobis
Cor Iesu, pátiens et multae misericórdiae, miserére nobis
Cor Iesu, dives in omnes qui ínvocant te, miserére nobis
Cor Iesu, fons vitae et sanctitátis, miserére nobis
Cor Iesu, propitiatio pro peccátis nostris, miserére nobis
Cor Iesu, saturátum oppróbriis, miserére nobis
Cor Iesu, attrítum propter scélera nostra, miserére nobis
Cor Iesu, usque ad mortem oboédiens factum, miserére nobis
Cor Iesu, láncea perforáturn, miserére nobis
Cor Iesu, fons totius consolatiónis, miserére nobis
Cor Iesu, vita et resurréctio nostra, miserére nobis
Cor Iesu, pax et reconciliátio nostra, miserére nobis
Cor Iesu, víctima peccatórum, miserére nobis
Cor Iesu, salus in te sperántium, miserére nobis
Cor Iesu, spes in te moriéntium, miserére nobis
Cor Iesu, delíciae Sanctórum ómnium, miserére nobis

Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, parce nobis, Domine.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, exaudi nos, Domine.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, miserére nobis.

V. Iesu, mitis et húmilis Corde.
R. Fac cor nostrum secúndum Cor tuum.

Oremus. Omnípotens sempitérne Deus, réspice in Cor dilectíssimi Filii tui, et in laudes et satisfactiónes, quas in nómine peccatórum tibi persólvit, iísque misericórdiam tuam peténtibus tu véniam concéde placátus, in nómine ejúsdem Fílii tui Iesu Christi: Qui tecum vivit et regnat in sáecula saeculórum. R. Amen.

(Ad mentem Romani Pontificis:)

Pater, Ave, Credo

V. Unigenitus Dei Filius.
R. Nos bene(+)dicere et adiuvare dignetur.

terça-feira, 8 de junho de 2010

Cânon Romano: “Nada incluindo que não eleve a Deus os ânimos dos que oferecem o santíssimo sacrifício”

Assim no decreto dogmático De sanctissimo sacrificio missae, o Concílio de Trento fala do Cânon Romano

de Lorenzo Cappelletti

Decreto dogmático do Concílio de Trento sobre o Santíssimo Sacrifício da Missa:

“Sendo conveniente que as coisas santas devam ser operadas santamente, e constando ser este sacrifício a coisa mais santa entre todas, a Igreja Católica, para que fosse oferecido e recebido dignamente e com reverência, estabeleceu há muitos séculos o sagrado Cânon, tão livre de todo erro nada incluindo que não emane em máximo grau, certa santidade e piedade, e eleve a Deus os ânimos dos que oferecem o santíssimo sacrifício, porque o Cânon consta das mesmas palavras do Senhor e das tradições dos Apóstolos, assim como do que foi piamente estabelecido pelos santos Pontífices”



O primeiro ato da Sessão XXII celebrada em 17 de setembro de 1562 em Trento, na qual seriam aprovadas a doutrina e as normas sobre o sacrifício da missa, foi um ato ecumênico aparentemente alheio à questão: a leitura da declaração de obediência do patriarca de Mossul, Ebed Iesu. Para receber confirmação da sua eleição pelo Papa Paulo IV viera a Roma no final do ano precedente partindo do atual Iraque meridional. Esse personagem não era senão o longínquo predecessor de Raphaël Bidawid, o atual patriarca dos Caldeus [falecido em 2003; o atual patriarca é Emmanuel III Delly, ndr]. Não era um exemplo de santidade, mesmo assim foi ele quem uniu oficialmente a partir daquele momento Bagdá a Roma. Afirmava – são notícias dadas pelo cardeal Da Mula encarregado pela sua acolhida – que da sua sede dependiam mais de 200 mil cristãos, que eles, os Caldeus, tinham recebido a fé dos apóstolos Tomé e Tadeu, e de Mari discípulo deles, que possuíam todos os livros do Antigo e do Novo Testamento, e além disso as traduções de muitos padres gregos e latinos e outros escritos desconhecidos aos latinos que remontavam à idade apostólica; que lá praticava-se a confissão auricular, tinha-se quase os mesmos sacramentos da Igreja romana (iisdem fere quibus nos), veneravam-se as imagens dos santos e rezava-se pelos defuntos como se fazia em Roma. E, quanto ao Cânon, que usavam quase o mesmo Cânon que se usava em Roma (Canone iisdem fere verbis in celebranda missa).

Quando a sua declaração foi lida, o nosso Ebed Iesu, abastecido de ricas doações (amplis muneribus), já tinha retornado à pátria, pois lá a sua presença era indispensável, dizia. Os historiadores dizem que "o verdadeiro motivo pelo qual não tinha aparecido em Trento era pelo fato de que não entendia nenhuma língua ocidental" (Hubert Jedin). Não teria entendido nada do que seria dito, justamente naquela sessão sobre o sacrifício da missa e sobre o Cânon. Por outro lado os Caldeus não o colocavam em discussão. O cardeal Da Mula, aliás, concluía assim a carta de apresentação recordada acima: "Os vãos argumentos dos hereges são rejeitados também pelo fato de que a dignidade da Igreja e a doutrina da salvação, opugnada por gente próxima a nós, há mil e quinhentos anos continuou a mesma junto a gente tão afastada de nós, no meio de tantas mudanças, de trocas de rei e de reinos, sob a pesada e constante perseguição dos infiéis através de injustiças e de malversações, no meio da barbárie". Nada mais atual se pensarmos não somente ao Iraque, mas também à China.

Com efeito, os protestantes, recusavam aquela missa e principalmente aquele Cânon que Ebed Iesu reconhecera tão familiar. E desta recusa fizeram uma bandeira. Tinham também as suas razões. Em termos gerais – escrevia o beneditino Gregory Dix, numa obra realizada na época da segunda guerra mundial, mas que permanece um clássico da história da liturgia – "o corpo de Cristo tinha assumido o aspecto de uma grande máquina absolutamente humana de salvação através de sacramentos colocados em obra por motivos absolutamente humanos por homens que agiam em nome e com a técnica de um Cristo ausente. Máquina que vinha crescendo de modo muito complicado. [...] Toda a sua força e a sua energia eram absorvidas para manter a si própria em função. [...] A vida da Igreja estava nas mãos da máquina e a máquina funcionava, mas não se pode dizer mais nada". A difusão de todo gênero de abusos era a imediata conseqüência disso, tanto que o próprio Concílio estabeleceu uma comissão especial que, em ordem à celebração da missa, providenciou em recolher centenas destes: as conversas com os fiéis antes da celebração e o uso de gestos teatrais por parte dos sacerdotes, o colocar-se em frente ao sacerdote celebrante por parte dos fiéis e assim por diante. Mas, uma coisa era evidenciar os abusos, outra era abolir o prefácio, substituir o Pai Nosso com uma paráfrase moralista, principalmente abolir o Cânon, pela razão de que introduziria o culto pagão na Igreja. Lutero comparava o Cânon romano ao altar que Acaz colocou no lugar do altar de bronze no templo de Salomão (cf. 2Rs 16, 7-18): "O ímpio Acaz retirou o altar de bronze e o substituiu com um outro encomendado em Damasco. Falo do pobre e abominável Cânon, coleta de omissões e de imundícias: ali a missa começou a se tornar sacrifício, ali foram acrescentados o ofertório e orações mercenárias, ali foram colocadas entre o Sanctus e o Gloria in excelsis seqüências e frases. [...] E até hoje não se deixa fazer acréscimos a este Cânon". Os outros reformadores escrevem coisas ainda piores.

A defesa do Cânon

O Concílio de Trento tomou as defesas do Cânon.
Em Bolonha, no período tumultuado mesmo assim fecundo em que o Concílio, ou melhor parte deste, se estabeleceu por menos de um ano, ou seja entre 1547 e 1548 (por causa de uma epidemia de tifo em Trento, onde tinha sido inaugurado o Concílio em dezembro de 1545), os teólogos começaram antes de tudo a defender a forma da missa assim como historicamente tinha se formado, na base do princípio guia (que felizmente não será mais abandonado), assim sintetizado por um outro grande liturgista Burkhard Neunheuser: "Reformar, porém sem perder o contato com o período precedente, isto é continuando a tradição medieval". Princípio que não se resolvia numa petição de princípio. Com efeito, escreve Dix, "as implicações do texto da liturgia podiam ser ignoradas no ensinamento e na prática do tempo, mas ele ainda continha, como num cofre, não o ensinamento medieval, mas aquelas antigas e simples verdades sobre a eucaristia que Gregório Magno tinha preservado e Alcuino tinha fielmente transmitido". Foi um ato de humildade e de sabedoria, mesmo porque – só muito tempo depois deu-se conta disso – muitos dos textos patrísticos, nos quais baseava-se ambos os lados, eram corruptos e muitos, como "os tão importantes padres sírios, eram completamente desconhecidos" (Dix). Talvez não a Ebed Iesu.

Certamente o Cânon Romano contém passagens um pouco difíceis (obscuriora loca), dirá o esquema de decreto nascido daqueles primeiros debates e precisa de uma explicação. Mas o Concílio, que voltara a Trento em 1551, teve uma nova interrupção a partir de abril de 1552. Por um biênio, nas previsões. Na realidade o Concílio se reabriu somente depois de dez anos e aquele esquema permaneceu no seu estado de crisálide.

Foi durante o verão de 1562, quando Ebed Iesu já tinha voltado para junto dos Caldeus, que o trabalho se intensificou. Jedin: "Em Trento, dava-se conta de que a doutrina do sacrifício da missa, que então estava em programa, não era inferior em significado religioso e em importância eclesiástica à doutrina da justificação que o Concílio definira quinze anos antes, talvez até mesmo a superava. Tratava-se de compreender o mistério central da fé, no qual atua-se constantemente a união da Igreja com seu chefe". A discussão acirrada que foi iniciada em 20 de julho levou a um primeiro "projeto de agosto" que porém foi julgado muito extenso. Alguns canonistas chegavam até mesmo a sustentar que era supérfluo expor a doutrina sobre o sacrifício da missa: bastaria defender o Cânon da missa para dizer a doutrina católica sobre o sacrifício. Todavia decidiu-se manter a estrutura do "projeto de agosto", que, em analogia com o decreto De iustificatione, deveria ter uma série de capítulos doutrinais seguidos por cânones. Deste modo os padres receberam entre o dia 4 e 5 de setembro um novo esquema, o "projeto de setembro" que seria aprovado na sessão solene de 17 de setembro, aquela com a qual iniciávamos o nosso artigo, e que se coincluiu "muito tarde. E todos cansados", dizem as crônicas, os padres voltaram às suas moradias. Fadiga não vã. O verdadeiro e próprio grito com o qual o bispo de Ventimiglia concluíra a homilia da missa de abertura daquela sessão tinha sido ouvido: "Salvai-nos Senhor, nós sucumbimos!".

Um acréscimo não supérfluo

Além disso entre o dia 5 e 17 de setembro, foram feitos acréscimos, entre os quais um essencial ao capítulo IV, por insistências e orações ao Espírito Santo de algum padre ou de algum teólogo. O capítulo IV, ainda no último esquema, falava do Cânon como instituição eclesiástica, sem qualquer referência à sua antigüidade nem à tradição da qual tinha nascido. No entanto, no texto definitivo, sem empenhar-se justamente em especificar as datas e as partes da sua composição e fazendo com que de qualquer modo remontasse à Igreja ( Ecclesia catholica sacrum Canonem instituit), o Concílio fala do Cânon instituído "há muitos séculos" e formado "pelas mesmas palavras do Senhor", a partir "das tradições dos Apóstolos" e "do que foi piamente estabelecido pelos santos Pontífices". É por isso (enim está escrito no texto latim), isto é, por que recolhe o depósito da tradição, que está livre de todo erro. E somente assim pode ser condenado, no correspondente cânon 6, quem pede a sua ab-rogação. Não contendo erros ("porque o Cânon consta das mesmas palavras do Senhor e das tradições dos Apóstolos assim como do que foi piamente estabelecido pelos santos Pontífices"), justamente por isso (ideoque) não deve ser ab-rogado.

Sobre as partes obscuras do Cânon e sobre a sua explicação presentes no esquema de 1552, não se fala mais no texto final. Seria preciso entender por quê. "Por razões de brevidade" – escreve, num artigo pós-conciliar e mesmo assim já datado sobre o Cânon romano, Jerôme P. Theisen – e parece subentender "infelizmente!". Theisen lamenta que o Concílio de Trento, particularmente com referência ao Cânon, tenha tido uma reação puramente defensiva, não tenha sido criativo e verboso, como agrada hoje. Por favor, refletir sobre esta passagem pré-conciliar apenas por data, de Dix: "A vantagem da Contra-reforma foi que ela conservou o texto de uma liturgia que substancialmente remontava a muito antes do desenvolvimento medieval. Com isso preservou aquelas primitivas formulações nas quais repousava a verdadeira solução das dificuldades medievais, mesmo se foi preciso muito tempo antes que a Igreja pós-tridentina usasse disto para o objetivo. Os protestantes, ao contrário, abandonaram todo o texto da liturgia e especialmente aqueles seus elementos que eram um genuíno documento da Igreja primitiva que eles afirmavam que estavam restaurando. Introduziram no seu lugar formas que derivavam e exprimiam a tradição medieval da qual nascia o seu próprio movimento". Heterogênese dos fins.

Fonte: 30Giorni

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Mons. Padovese, ¿mártir de la fe?


El obispo asesinado habría querido proteger al Papa Benedicto XVI



Pocas horas antes del comienzo del viaje papal a Chipre, un terrible hecho conmocionó a toda la Iglesia y al mismo Pontífice: el asesinato de Mons. Luigi Padovese, vicario apostólico de Anatolia y presidente de la Conferencia Episcopal de Turquía. Se trata de un hecho de violencia contra un obispo cristiano del que, como suele suceder, poco se ha informado en los medios de comunicación. El obispo italiano tenía previsto partir de Turquía a Chipre para encontrarse con el Santo Padre y recibir de sus manos el Instrumentum laboris de la próxima asamblea especial para Medio Oriente del Sínodo de los Obispos, en cuya preparación había estado trabajando en los últimos meses.

Pocas horas después de que la terrible noticia se hizo pública, el Padre Lombardi, aún con poca información, afirmó: “es un hecho horrible, increíble, estamos conmocionados. Hay que comprender mejor las circunstancias y los motivos de esta muerte pero está claro que ha sido una vida entregada al Evangelio”. Sólo después se supo que el asesino había sido su chofer, Murat Altun, aunque las versiones que comenzaron a circular sobre él diferían bastante unas de otras. Por ejemplo, algunas afirmaban que se trataba de un desequilibrando mental, mientras que otras lo negaban; algunas decían que se había convertido al cristianismo, en cambio otras no sólo afirmaban que seguía siendo musulmán sino que mencionaban su relación con elementos nacionalistas radicales. En resumen, la información era demasiado escasa y confusa como para sacar conclusiones definitivas.

En este contexto de poca claridad sobre el hecho, comenzó el viaje apostólico de Benedicto XVI a Chipre. En el encuentro con los periodistas en el avión, la primera pregunta se refirió precisamente a este dramático hecho. El Papa respondió que se sentía “profundamente dolorido por la muerte de Mons. Padovese, que había contribuido mucho a la preparación del Sínodo”. Y continuó diciendo: “Esta sombra, con todo, no tiene nada que ver con los temas mismos y con la realidad del viaje, porque no debemos atribuir a Turquía o a los turcos este hecho. Es una cosa sobre la que tenemos pocas informaciones. Es seguro que no se trata de un asesinato político o religioso; se trata de un asunto personal. Esperamos aún todas las explicaciones pero no queremos mezclar ahora esta trágica situación con el diálogo con el Islam y con todos los problemas de nuestro viaje”.

Habiendo pasado algunos días más, y luego de un primer momento en que parecía prevalecer la hipótesis según la cual se trataba sencillamente de un desequilibrado, empiezan a aparecer nuevos elementos que descartan aquella primera versión. En efecto, como señala Andrea Tornielli, ya han sido varias las ocasiones en que, luego del asesinato de un cristiano, se justifica el hecho recurriendo a la presunta demencia de su autor. El mismo Mons. Padovese, tres años atrás y luego de un hecho similar, comentaba: “Hay que decir que, si bien la población turca es en general buena, eventos del género atestiguan que hay una rama enferma en el gran árbol de la población local”. Y Mons. Franceschini, arzobispo de Esmirna, decía entonces: “Una vez más dirán que es un acto de un loco. Pero entonces debemos admitir que, desde hace cerca de un año y medio atrás, en Turquía los actos de locos han aumentado notablemente, casualmente contra los religiosos cristianos extranjeros”.

Tornielli señala también, entre otros puntos oscuros de este dramático hecho, la violencia feroz y cruel de la que fue víctima Mons. Padovese: precisamente sobre esto profundizaba hoy un artículo de AsiaNews. “Los médicos que realizaron la autopsia revelaron que presentaba cuchilladas en todo el cuerpo pero, sobre todo, en la parte del corazón (al menos ocho). La cabeza estaba separada casi completamente del tronco, unida al cuerpo sólo con la piel de la parte posterior del cuello”. El artículo prosigue informando que el obispo fue acuchillado dentro de su casa pero que logró tener fuerzas para llegar hasta el umbral de la casa, sangrando y pidiendo ayuda, y allí murió. Los testigos que afirman haber escuchado los gritos del obispo son los que aportan otro dato todavía más importante. Ellos oyeron también a Murat que, después del homicidio, gritó: “¡He matado al gran Satanás! ¡Allah Akbar!”. “Este grito – explica el artículo de AsiaNews – coincide perfectamente con la idea de la decapitación, haciendo intuir que es como un sacrificio ritual contra el mal. Esto pone en relación el asesinato con los grupos ultranacionalistas y aparentemente fundamentalistas islámicos que quieren eliminar a los cristianos de Turquía”.

El mencionado artículo, finalmente, afirma que “frente a estos nuevos y escalofriantes datos, probablemente deben ser revisadas las declaraciones del gobierno turco y las primeras convicciones expresadas por el Vaticano, según las cuales el asesinato no tendría implicaciones políticas y religiosas, permaneciendo firme que, como dijo Benedicto XVI en el avión durante el viaje a Chipre, este asesinato no puede ser atribuido a Turquía y a los turcos, y no debe oscurecer el diálogo”.

Mientras tanto, se celebraron hoy en Turquía los funerales del prelado, presididos por Mons. Ruggero Franceschini, Arzobispo de Esmirna. En su homilía, Mons. Franceschini dijo que “la trágica noticia de la muerte violenta de Mons. Luigi Padovese nos ha dejado estupefactos, incapaces de comprender cómo pudo haber ocurrido algo tan horrible, sobre todo contra un Hombre de Iglesia, un Obispo muy amigo de los turcos y de Turquía. Esta tierra se confirma así, una vez más, lugar de martirio también para quien tanto la amaba. […] A nosotros, los cristianos, su muerte nos recuerda que la fidelidad al Evangelio, en ciertas situaciones, puede ser pagada con la sangre”.

ACTUALIZACIÓN

Por medio del Padre Guillermo Juan Morado, nos enteramos de un nuevo aspecto de esta trágica noticia. Uno de los “puntos oscuros” señalados por el vaticanista Tornielli en su artículo era el misterio de que el viaje a Chipre de Mons. Padovese, uno de los eventos más importantes en su agenda de este año dado que allí participaría de la “primera fase” del Sínodo para Medio Oriente en el cual tanto trabajaba, estaba programado precisamente para el día en que fue asesinado, y que viajaría junto a su chofer Murat Altun. Sin embargo, el mismo obispo canceló los pasajes aquella mañana. ¿Por qué? El periódico El País informa que “unas horas antes de que Padovese fuera asesinado, el Gobierno turco le llamó para decirle que el chófer, que ellos mismos habían puesto a su servicio cuatro años atrás, se les había ido de las manos. Es decir, que había abrazado la causa fundamentalista. Al saberlo, Padovese canceló los billetes que había reservado para ir a Chipre con Altun. Prefirió quedarse en casa que hacer el viaje porque temía que su chófer pudiera aprovechar su cercanía al Papa para atentar contra él”. Por lo tanto, y si esto se confirmara, Mons. Padovese habría cancelado el viaje y permanecido en su casa, donde fue asesinado, para proteger la vida del Santo Padre.

Fuente: La Buhardilla de Jerónimo

quinta-feira, 3 de junho de 2010

Por qué Jesús es el verdadero sacerdote, según el Papa




Benedicto XVI preside el “Corpus Christi” en San Juan de Letrán

ROMA, jueves 3 de junio de 2010 (ZENIT.org).- El sacerdocio de Cristo no tiene nada que ver con el sacerdocio ritual de Israel, sino que es algo completamente nuevo en la historia, explicó hoy el Papa Benedicto XVI, durante la homilía que pronunció en la tradicional celebración en Roma de la Solemnidad del Corpus Christi, en el atrio de la Basílica de san Juan de Letrán.

Este año, a punto de concluir el Año Sacerdotal, el Papa centró su reflexión en el sacerdocio de Cristo y en su relación con la Eucaristía, explicando la novedad que éste ha aportado en la relación del hombre con Dios.

Jesús “no era un sacerdote según la tradición judaica. La suya no era una familia sacerdotal. No pertenecía a la descendencia de Aarón, sino a la de Judá, y por tanto legalmente le estaba excluida la vía del sacerdocio”, afirmó el Papa.

La persona y la actividad de Jesús “no se colocan en la estela de los sacerdotes antiguos, sino más bien en la de los profetas”, añadió. Era “un Mesías no sacerdotal, sino profético y real”.

Así, prosiguió el Papa, Jesús “tomó distancia con una concepción ritual de la religión, criticando la postura que daba mayor valor a los preceptos humanos ligados a la pureza ritual más que a la observancia de los mandamientos de Dios, es decir, al amor de Dios y al prójimo”.

“También su muerte, que nosotros los cristianos llamamos justamente 'sacrificio', no tenía nada de los sacrificios antiguos, al contrario, era totalmente lo opuesto: la ejecución de una condena a muerte, por crucifixión, la más infamante, sucedida fuera de los muros de Jerusalén”.

Sin embargo, recordó el Papa, en el Antiguo Testamento hay una figura sorprendente, en la vida de Abraham: Melquisedec, el rey pagano de Salem (la actual Jerusalén), que era “sacerdote del Dios Altísimo” y que “ofreció pan y vino”.

Sobre este personaje breve y oscuro, vuelve la Escritura en los salmos para profetizar que el Rey Mesías sería “sacerdote para siempre, a semejanza de Melquisedec”.

“Y esto es lo que hizo Jesús en la Última Cena: ofreció pan y vino, y en ese gesto se resumió totalmente a sí mismo y a su propia misión. En ese acto, en la oración que lo precede y en las palabras que lo acompañan está todo el sentido del misterio de Cristo”, explicó el Papa.

“El designio de amor de Dios ha podido realizarse perfectamente en Jesús, que, habiendo obedecido hasta el extremo de la muerte en cruz, se ha convertido en 'causa de salvación' para todos aquellos que Le obedecen”.

Jesús es el Sumo Sacerdote que “toma Él mismo sobre sí todo el pecado del mundo”. “Es el Padre el que le confiere este sacerdocio en el momento mismo en que Jesús atraviesa el paso de su muerte y resurrección. No es un sacerdocio según el ordenamiento de la ley mosaica, sino según el orden de Melquisedec, según un orden profético, dependiente sólo de su relación singular con Dios”.

Él, añadió el Papa, “no era sacerdote según la Ley, pero lo ha llegado a ser de forma existencial en su Pascua de pasión, muerte y resurrección: se ofreció a sí mismo en expiación y el Padre, exhaltándolo por encima de toda criatura, lo ha constituido Mediador universal de salvación”.

En la Última Cena, Jesús “actúa movido por ese "espíritu eterno" con el que se ofrecerá después sobre la Cruz”.

“Es el amor divino que transforma: el amor con que Jesús acepta por anticipado darse completamente a sí mismo por nosotros. Este amor no es otro que el Espíritu Santo, el Espíritu del Padre y del Hijo, que consagra el pan y el vino y cambia su sustancia en el Cuerpo y en la Sangre del Señor, haciendo presente en el Sacramento el mismo Sacrificio que se realiza después de forma cruenta en la Cruz”, añadió el Papa.

El Espíritu “transforma la extrema violencia y la extrema injusticia en un acto supremo de amor y de justicia”.

“Esta es la obra del sacerdocio de Cristo, que la Iglesia ha heredado y prolonga en la historia, en la doble forma del sacerdocio común de los bautizados y del ordenado de los ministros, para transformar el mundo con el amor de Dios”, concluyó.

El presidente de la Conferencia Episcopal Turca asesinado este jueves


Monseñor Padovese, testigo del diálogo y la paz en tierra musulmana

ROMA, jueves, 3 de junio de 2010 (ZENIT.org). Monseñor Luigi Padovese, obispo de Iskanderun, vicario apostólico de Anatolia, y presidente de la Conferencia Episcopal Turca, acuchillado por su chófer este martes, había sido un profesor universitario de prestigio internacional, catedrático de Patrística en la Universidad Pontificia Antonianum de Roma y director durante 16 años del Instituto de Espiritualidad de esa institución académica. Enseñaba también en la Universidad Pontificia Gregoriana y en la Academia Alfonsiana de la ciudad eterna.

Uno de los mayores expertos sobre san Pablo, dedicó varios libros al apóstol de las gentes, el último de los cuales, publicado en Italia en el año 2008, llevaba por título "Guía a Turquía: Los lugares de san Pablo y de los orígenes cristianos" (Edizioni Paoline).

Era un pastor de corazón grande, que nunca provocó una polémica, comprometido cotidianamente en reanudar lazos y cicatrizar relaciones para hacer que creciera la confianza, el diálogo y la paz entre personas de diferentes religiones.

En una entrevista concedida a ZENIT, se definió como "amigo y enamorado de Turquía" y alentaba ante las manipulaciones del Islam con fines políticos y nacionalistas.

La Santa Sede tenía muchas esperanzas en su trabajo. Durante diez años fue visitador del Colegio Oriental de Roma al servicio de la Congregación de las Iglesias Orientales, así como consejero de la Congregación para las Causas de los Santos. El 11 de octubre de 2004 Juan Pablo II le nombró obispo y vicario apostólico de Anatolia.

Precisamente este miércoles, 2 de junio, tuvo un encuentro con las autoridades turcas para afrontar los problemas de las minorías cristianas y este viernes tenía previsto viajar a Chipre para reunirse con Benedicto XVI, quien este domingo publicará en esa isla el "Documento de trabajo" (Instrumentum Laboris) del Sínodo de los Obispos de Oriente Medio, que se celebrará en el Vaticano en octubre.

Cuando en febrero de 2006 fue asesinado en Trebisonda (Turquía), el sacerdote Andrea Santoro, en la misa de sufragio, monseñor Padovese dijo: "Perdonamos a quien ha cometido este gesto. No se resuelven los conflictos eliminando a quien no piensa del mismo modo. El único camino que hay que recorrer es el del diálogo, el del conocimiento recíproco, la cercanía y la simpatía. Pero mientras los canales de televisión y los periódicos publiquen programas que ofrecen una mala visión del cristianismo y lo presentan como enemigo del Islam (y viceversa), ¿cómo podemos pensar que se dará un clima de paz?".

Y refiriéndose al sacrificio del padre Santoro, añadió "Quien ha querido cancelar su presencia física, no sabe que ahora su testimonio es más fuerte".

Comentando la muerte de monseñor Padovese, Maddalena, hermana del padre Andrea Santoro, ha explicado que el obispo "era verdaderamente un auténtico cristiano y esto lo manifestaba con su bondad. En su comportamiento no había ambigüedad, no hacía distinciones y tenía confianza en todos, incluso en su chófer. Espero que en Turquía se abran los ojos para tratar de comprender qué hay detrás de estas situación, pues los musulmanes también deben saber acoger a los cristianos, sin tener miedo de que queremos convertirles".

Por Antonio Gaspari

Pange lingua

Adoro Te Devote

quarta-feira, 2 de junho de 2010

VEINTIDOS AÑOS DE "ECCLESIA DEI". UN BALANCE



por Giancarlo Rocca


El 2 de julio de 1988 venía instituida la comisión "Ecclesia Dei" con el homónimo motu proprio de Juan Pablo II. El objetivo inicial era el de facilitar el regreso a la plena comunión de la Iglesia de sacerdotes, seminaristas, religiosos, religiosas, grupos e individuos que, no compartiendo la reforma litúrgica del concilio Vaticano II, se unieron a la fraternidad sacerdotal San Pío X fundada por monseñor Marcel Lefebvre, pero sin compartir el gesto que éste realizara en 1988 de consagrar algunos obispos.

A continuación la "Ecclesia Dei" amplió las propias competencias, poniéndose al servicio de todos aquellos que, incluso sin vínculos con los grupos de monseñor Lefebvre, desean conservar la liturgia latina anterior en la celebración de los sacramentos, de manera especial de la eucaristía. En la práctica, a la "Ecclesia Dei" se le ha atribuido la tarea de conservar y preservar el valor de la liturgia latina de la Iglesia fijada en la reforma de 1962 por Juan XXIII.

El camino recorrido por la "Ecclesia Dei" en estos casi veintidós años ha sido notable.

En 1988, año de su fundación, concedió la aprobación pontificia a la fraternidad sacerdotal San Pedro y a la fraternidad san Vincenzo Ferreri.

La primera había sido fundada inmediatamente después del cisma de 1988 y había tenido como primer superior a don Joseph Bisig, ex asistente general de la fraternidad San Pío X con monseñor Lefebvre.

La segunda nación en 1979 por obra del padre Louis-Marie de Blignières, que había considerado la declaración conciliar "Dignitatis humanae" sobre la libertad religiosa contraria a la enseñanza tradicional de la Iglesia, y luego, después de un estudio más preciso, se había convencido que el Vaticano II no representaba una ruptura.

Siguieron luego otras aprobaciones pontificias de institutos:

– la abadía Santa Magdalena, fundada en 1970 por el padre Gerardo Calvet, un monje de la congregación benedictina sublacense (1989);

– la abadía Nuestra Señora de la Anunciación, con sede en Le Barroux, en Francia, fundada en 1979 como rama femenina de la abadía Santa Magdalena, fundada por el padre Calvet (1989);

– las madres de la Santa Cruz, con casa general en Tanzania, fundada en 1976 por sor María Stieren, de las benedictinas misioneras de Tutzing, y por el padre Cornelio Del Zotto, de los frailes menores (1991);

– los siervos de Jesús y María, fundados en 1988 por el sacerdote ex jesuita Andrea Hönisch y actualmente con sede en Austria (1994);

– las canónicas regulares de la Madre de Dios, fundadas en Francia en 1971 y vinculadas con los canónicos regulares de la Madre de Dios (2000);

– los misioneros de la Santa Cruz, con casa general en Tanzania, fundados en 1976, que constituyen el paralelo masculino de las madres de la Santa Cruz (2004);

– el instituto San Felipe Neri, fundado en el 2003 por don Gerald Goesche, con sede en Berlín, en Alemania (2004);

– el instituto del Buen Pastor, fundado en el mismo año en Francia por don Philippe Laguérie junto con algunos sacerdotes salidos de la fraternidad sacerdotal san Pío X (2006);

– el oasis de Jesús Sacerdote, fundado en 1965 por el padre Pedro Muñoz Iranzo y con sede en Argentona, en España (2007);

– el instituto Cristo Rey sumo sacerdote, fundado por monseñor Gilles Wach en 1988, con sede en Sieci, Florencia (2008);

– las adoradoras del Corazón real de Jesucristo sumo sacerdote, fundadas en el 2000, con sede en Sierci, Florencia, que constituyen la rama femenina del instituto Cristo Rey sumo sacerdote (2008).

Actualmente están en curso las aprobaciones de derecho diocesano de los hijos del Santísimo Redentor, fundados en 1988 y con sede en Escocia, y de la fraternidad de Cristo sacerdote y Santa María Reina, con sede en Toledo, en España.

Muchas otras son las fundaciones – monasterios individuales y conventos de religiosas – que celebran la liturgia según el rito de 1962 y es imposible hacer una lista de ellos. Pero aquí es necesario recordar el camino recorrido por la diócesis de Campos en Brasil, cuyo obispo, cercano a las posiciones de monseñor Lefebvre, en 1981 dimitió por haber alcanzado el límite de edad y a continuación entró a la sociedad sacerdotal de San Juan Bautista María Vianney. En el 2002 la sociedad regresó a la comunión de la Iglesia y ha sido constituida como administración apostólica personal – limitada al territorio de la diócesis de Campos – para los fieles ligados a la tradición tridentina. En esta nueva administración apostólica en el 2008 recibió la aprobación de derecho diocesano el instituto del Corazón Inmaculado de María, que había sido fundado en 1976.

Como se ve, son ya un discreto número de institutos que han obtenido la aprobación pontificia, con la posibilidad de seguir el rito tradicional en la Iglesia. Tomados individualmente, se trata de pequeños institutos, pero que en torno a los cuales gira un cierto número de fieles.

El grupo más numeroso parece ser el de la fraternidad sacerdotal de San Pedro, que cuenta con unas treinta casas en los Estados Unidos de América, unas veinte en Francia, y algunas otras en Austria, Alemania, Canadá, Suiza, Bélgica. En Roma en el 2008 se le ha confiado a la fraternidad una parroquia personal para los fieles que prefieren el rito de Pío V: como su centro ha sido designado la iglesia de la Santísima Trinidad de los Peregrinos. Los otros institutos son de entidad mucho menor, a excepción del instituto Cristo Rey sumo sacerdote, presente en unas cincuenta diócesis con cerca de 70 sacerdotes.

En todo caso, es difícil cuantificar el número de aquellos que en modo variado están sometidos a la "Ecclesia Dei". Se habla de cerca de 370 sacerdotes, 200 religiosas, un centenar de religiosos no sacerdotes, cerca de 300 seminaristas y algunos cientos de miles de fieles.

Como resulta de estos datos, la "Ecclesia Dei" a veces ha sido muy rápida en conceder la aprobación pontificia a institutos que deseaban regresar a la Iglesia. Y este modo de proceder se ve claramente si se compara con la praxis de la congregación para los Institutos de vida consagrada y las sociedades de vida apostólica, que espera varios años antes de conceder la aprobación pontificia a un instituto.

El modo con el que estas instituciones han sido aprobadas es también significativo y está claramente expresado en los documentos relativos.

Erigiendo a la administración apostólica personal San Juan María Vianney, en el 2002, la congregación para los obispos concedía la facultad de celebrar la eucaristía, los otros sacramentos y la liturgia de las horas según el rito codificado por Pío V y con las adaptaciones introducidas hasta 1963con el pontificado de Juan XXIII.

Aprobando en el 2008 al instituto Cristo Rey sumo sacerdote, la "Ecclesia Dei" lo presentaba como una sociedad de sacerdotes que se proponían celebrar "decore ac sanctitate cultus liturgici secundum formam extraordinariam Ritus Romani".

Y también en el 2008 la comisión concedía a la abadía trapista de Mariawald, en Alemania, un retorno completo a la liturgia en uso en el orden trapista hasta el 1963-1964.

El régimen diferente se presenta todavía más evidente si se tiene en cuenta que estos institutos enumerados en el Anuario Pontificio, dependen únicamente de la "Ecclesia Dei", aunque para su erección de derecho pontificio se requiere de parecer del prefecto de la congregación para los institutos de vida consagrada y sociedades de vida apostólica.

Dos documentos de Benedicto XVI han precisado el campo de acción de la "Ecclesia Dei" y la vida de aquellos que se sienten ligados al antiguo rito de la Iglesia.

En el motu proprio "Summorum Pontificum", del 7 de julio del 2007, el Papa afirma que el misal de Pablo VI es expresión ordinaria de la oración de la Iglesia católica de rito latino, mientras que el editado por Juan XXIII es una expresión extraordinaria. Las dos son formas del único rito latino, es decir, no son consideradas más como una en sustitución de la otra. En consecuencia, el uso del misal romano en la edición de 1962 está liberalizado y regularizado según las disposiciones y normativas del "Summorum Pontificum". Todos los sacerdotes que lo desean pueden celebrar según el antiguo rito sin necesidad de algún permiso. Y también los institutos religiosos pueden celebrar siguiendo el misal romano anterior, con el consentimiento de sus superiores mayores si se trata de una celebración habitual o permanente. El efecto de estas medidas, ciertamente querido, es de no oponer el misal que se remonta a Pío V al de Pablo VI o viceversa – creando un elemento de fricción al respecto – sino de considerarlos dos formas del único rito.

El segundo documento es la carta apostólica motu proprio "Ecclesiae unitatem", del 2 de julio del 2009, con la que el pontífice ha relacionado estrechamente la "Ecclesia Dei" a la congregación para la doctrina de la fe. Esta actualización de su estructura tiene como finalidad adaptar la pontificia comisión a la nueva situación creada con la remisión de la ex comunión – ocurrida el 21 de enero del 2009 – a los cuatro obispos consagrados por monseñor Lefebvre. Ya que los problemas a la vista de la recomposición de la división de la fraternidad sacerdotal San Pío X son de naturaleza esencialmente doctrinal, Benedicto XVI ha decidido ampliar las competencias de la "Ecclesia Dei", subordinándola directamente a la congregación para la doctrina de la fe.

Fuente: L'Osservatore Romano