domingo, 29 de agosto de 2010

Santa Missa Pontifical Solene na forma extraordinária no Rio de Janeiro





No domingo dia 19 de setembro às 9:30, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, situada à Rua Primeiro de Março no Centro do Rio de Janeiro, nosso Bispo Administrador Apostólico D. Fernando Rifan, celebrará a Santa Missa Pontifical Solene na forma extraordinária do Rito Romano (Missa Tradicional).

A liturgia estará a cargo do Pe. Claudiomar, Cerimoniário da Administração Apostólica, e dos Seminaristas do nosso Seminário da Imaculada Conceição. O canto ficará a cargo do Coral Maria Imaculada, da Igreja Principal da Administração.

A partir desta data, por determinação do Sr. Arcebispo do Rio de Janeiro D. Orani João Tempesta, haverá todos os domingos nesta Igreja a celebração da Missa na forma extraordinária a cargo dos Padres da nossa Administração Apostólica.

Que este novo apostolado da nossa Administração Apostólica possa beneficiar a muitos fiéis que se identificam com a forma extraordinária do Rito Romano.

sábado, 28 de agosto de 2010

Catequese do Papa: Santo Agostinho, a busca da Verdade e o silêncio


Intervenção na audiência geral de quarta-feira


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 25 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Apresentamos o discurso de Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo, em que, na presença dos peregrinos, o Papa falou sobre Santo Agostinho, a busca da Verdade e a importância do silêncio.

* * *

Caríssimos irmãos e irmãs,

na vida de cada um de nós existem pessoas muito queridas, que sentimos particularmente próximas, algumas já estão nos braços de Deus, outras ainda partilham conosco o caminho da vida: são os nossos pais, os parentes, os educadores, as pessoas a quem fizemos bem ou de quem recebemos o bem; são pessoas com quem sabemos que podemos contar. É importante, entretanto, ter também alguns “companheiros de viagem” no caminho de nossa vida cristã: penso no Diretor espiritual, no Confessor, nas pessoas com quem se pode compartilhar a experiência de fé, mas penso também na Virgem Maria e nos Santos. Todos devem ter algum santo que lhe seja familiar, para senti-lo próximo por meio da oração e intercessão, mas também para imitá-lo. Gostaria de convidar, então, a um maior conhecimento dos Santos, começando por aquele de quem se leva o nome, lendo sua vida, seus escritos. Tenham certeza de que eles se tornarão bons guias para amar ainda mais o Senhor e uma válida ajuda para o crescimento humano e cristão.

Como sabem, eu mesmo estou ligado de modo especial a algumas figuras dos Santos: entre eles, estão São José e São Bento, de quem levo o nome, e outros, como Santo Agostinho, que tive o grande dom de conhecer, por assim dizer, muito de perto, através do estudo e da oração, e que se tornou um bom “companheiro de viagem” na minha vida e no meu ministério.

Gostaria de sublinhar uma vez mais um aspecto importante da sua experiência humana e cristã, atual mesmo em nossa época, em que parece que o relativismo é, paradoxalmente, a “verdade” que deve guiar o pensamento, as escolhas, os comportamentos. Santo Agostinho é um homem que nunca viveu com superficialidade; a sede, a busca inquieta e constante da Verdade é uma das características fundamentais de sua existência; não, porém, das “pseudo verdades” incapazes de levar paz duradoura ao coração, mas daquela Verdade que dá sentido à existência e é “a morada” em que o coração encontra serenidade e alegria.

O caminho dele não foi fácil, nós sabemos: pensava em encontrar a Verdade no prestígio, na carreira, na posse das coisas, nas vozes que lhe prometiam felicidade imediata; cometeu erros, atravessou a tristeza, enfrentou insucessos, mas nunca parou, nunca se satisfez com aquilo que lhe dava apenas um vislumbre de luz; soube perscrutar o íntimo de si e percebeu, como escreve nas Confissões, que aquela Verdade, que o Deus que buscava com suas próprias forças era mais íntimo de si que ele próprio, ele sempre esteve ao seu lado, nunca o tinha abandonado, estava à espera de poder entrar de modo definitivo na sua vida (cf. III, 6, 11; X, 27, 38). Como dizia ao comentar o recente filme sobre sua vida, Santo Agostinho compreendeu, em sua busca inquieta, que não era ele quem havia encontrado a Verdade, mas a própria Verdade, que é Deus, tinha-o buscado e encontrado (cf. L’Osservatore Romano, quinta-feira, 4 de setembro de 2009, p. 8). Romano Guardini, comentando uma passagem do terceiro capítulo das Confissões, afirma: Santo Agostinho percebe que Deus é “glória que se ajoelha, bebida que mata a sede, o amor que traz felicidade, [... ele era] a pacificante certeza de que finalmente tinha compreendido, mas também a beatitude do amor que sabe: isto é tudo e me basta” (Pensatori religiosi, Brescia 2001, p. 177).

Também nas Confissões, no livro nono, nosso Santo reporta uma conversa com a mãe, Santa Mônica, cuja memória se celebra na próxima sexta-feira, depois de amanhã. É uma cena muito bonita: ele e sua mãe estão em Ostia, em um hotel, e da janela veem o céu e o mar, transcendem céu e mar, e por um momento tocam o coração de Deus no silêncio das criaturas. E aqui surge uma ideia fundamental no caminho para a Verdade: as criaturas devem silenciar, deve prevalecer o silêncio, em que Deus pode falar. Isso é verdade ainda mais em nosso tempo: há uma espécie de medo do silêncio, do recolhimento, do pensar as próprias ações, do sentido profundo da própria vida, frequentemente se prefere viver o momento fugaz, iludindo-se de que traz felicidade duradoura, prefere-se viver assim pois parece mais fácil, com superficialidade, sem pensar; há medo de buscar a Verdade ou talvez haja medo de que a Verdade seja encontrada, que agarre e mude a vida, como aconteceu com Santo Agostinho.

Caríssimos irmãos e irmãs, gostaria de dizer a todos, também àqueles que vivem um momento de dificuldade no seu caminho de fé, aos que participam pouco da vida da Igreja ou aos que vivem “como se Deus não existisse”, que não tenham medo da Verdade, não interrompam o caminho para ela, não deixem de buscar a verdade profunda sobre si e sobre as coisas, com os olhos interiores do coração. Deus não falhará em oferecer a Luz para fazer ver e Calor para fazer sentir, ao coração que ama e que deseja ser amado.

A intercessão da Virgem Maria, de Santo Agostinho e de Santa Mônica os acompanhe neste caminho.

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Dom Bergonzini: os verdadeiros cristãos e católicos não votem em todo e qualquer partido e candidato contrários aos princípios cristãos e católicos!


“Eu vim para que todos tenham vida” (Jo 10,10)

Aos meus diocesanos

Sob o título “Dai a César o que é de César”, na edição do mês de julho da Folha Diocesana, na coluna “A Voz do Pastor”, nós recomendávamos aos verdadeiros cristãos e católicos a não votarem em todo e qualquer partido e candidato que fossem contrários aos princípios cristãos e católicos, mormente aqueles que dizem respeito à lei Natural que é lei de Deus positiva.

Acrescentávamos que não deviam dar o seu voto à Sra. Dilma Rousseff, pois o partido a que a mesma pertence, o PT, é francamente favorável à liberação total do aborto. Senão, vejamos:

01- Aos 11 de abril de 2005, o governo Lula comprometeu-se a legalizar o aborto no Brasil, assinando o Segundo Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) e, em agosto do mesmo ano, entregou ao Comitê da ONU para a eliminação de todas as formas de descriminalização contra mulher (CEDAW), documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher.

02- Em setembro de 2007, no seu IIIº Congresso Nacional, o PT assumiu a “descriminalização do aborto e a regulamentação do atendimento de todos os casos no serviço público, como programa de partido. E no dia 20 de fevereiro de 2010, no seu IVº Congresso Nacional, o PT manifestou “apoio incondicional” ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) editado pelo Presidente Lula, no final de 2009. O programa inclui entre outros temas, a defesa da descriminalização do aborto.

03 - O PT puniu os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por se recusarem a assinar o PL (projeto de lei) que tornava livre a prática do aborto...

04 - Mais recentemente, em 16 de julho de 2010 (no mês passado!!!), a Ministra Nilceia Freire, na linha da política do Senhor Presidente da República, propôs a liberação total do aborto em toda América Latina através do “Consenso de Brasília”.

05 -Chamam a nossa atenção as propostas de governo da candidata à Presidência, que alteram a linguagem mas não alteram o conteúdo. Já apresentou três propostas de Governo, sendo que a segunda “maquia” a primeira, e a terceira “maquia” a segunda retirando tudo que pudesse deixar “transparecer” os objetivos de liberar o aborto, para não “prejudicar” sua candidatura. Há rumores de que, no próximo mês será anunciada uma “quarta” proposta...

06 - Para evitar desgastes na campanha de sua candidata, o Sr. Presidente “engaveta decisões sobre temas polêmicos” (Cf. Estado de São Paulo – 06/08/2010 – A7). Contrariamente a todos estes “ajustes” que tentam mascarar a verdade, o Evangelho nos manda: “ O seu Sim, seja Sim. O seu Não, seja Não”.(MT 5,37). Sem subterfúgios, sem máscaras, para não esconder a verdade...

07 –Sendo coerente com nossa profissão de Fé (o que, é evidente, não ocorre nesses “Planos de Governo”), reafirmamos tudo quanto já dissemos. Não temos receio de reafirmar, assinar e confirmar tudo quanto temos escrito. Não precisamos de “reformulações”...

08 - Apesar de 70% dos brasileiros e cristãos terem se manifestado contra a descriminalização do aborto, em pesquisa CNT/Sensus do início deste ano, os delegados do PT chegaram ao entendimento de que o partido deve dar “apoio incondicional ao programa PNDH-3 por considerar que ele é “fruto de intenso processo de participação social”. Ou seja, o PT está levando o país na contra mão da democracia reconquistada há pouco e com fadiga.

09 - Houve quem nos criticasse por termos tomado essa atitude, alegando que não tínhamos o direito de nos “intrometer” na política. A esses queremos lembrar que, num país democrático, como cidadão temos o direito de nos manifestar, a favor ou contra as pretensões de políticos.

10 - Como Bispo, temos a obrigação de alertar os fiéis para que escolham bem os partidos, os candidatos e suas propostas, para não votarem naqueles que sejam contra as Sagradas Escrituras, em especial em relação à vida: “Não Matarás” (Ex. 20,13; Dt. 5,17; Mt. 5,21).

11 – Agora é a hora da defesa da vida. Não podemos nos omitir. Repetindo Dom Henrique Soares, Bispo Auxiliar da Diocese de Aracaju: “É nosso dever de cristãos e de cidadãos procurar votar de modo consciente e esclarecido, pensando unicamente no bem comum...afinal, um voto pode nos mandar para o inferno: aqui, por quatro anos e, após a morte, por toda a eternidade!”

Encerrando os esclarecimentos, pedimos a Deus, por intercessão da Santíssima Virgem Imaculada Conceição, Padroeira de nossa Cidade de Guarulhos, que proteja nossa Diocese assim como todo nosso País, concedendo-nos governantes que sejam respeitadores da Lei de Deus e das Leis Naturais que têm sua fonte no próprio Deus.

+ Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo de Guarulhos



DÉCIMO QUARTO DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES


Encuentro del Papa con sus ex-alumnos sobre la Hermenéutica del Vaticano II: ¿continuidad o ruptura?




Se realizará en estos días el encuentro anual del Papa Benedicto XVI con sus ex-alumnos, que este año tendrá como tema la hermenéutica del Concilio Vaticano II. La Buhardilla nos ofrece una nota publicada en L’Osservatore Romano en la que se dan algunos detalles de este acontecimiento.

La hermenéutica del Concilio Vaticano II está, este año, en el centro del tradicional seminario de verano de los ex-alumnos de Benedicto XVI, reunidos en el así llamado Ratzinger Schülekreis.

El encuentro se llevará a cabo desde el viernes 27 hasta el lunes 30 de agosto, en el centro de congresos Mariápolis de Castelgandolfo. Los participantes serán unos cuarenta, todos ex-alumnos del profesor Ratzinger, que han discutido sus tesis con él en los años en que era docente en Alemania.

El relator principal es el arzobispo Kurt Koch, anteriormente obispo de Basilea, nombrado el pasado 1º de julio presidente del Pontificio Consejo para la Promoción de la Unidad de los Cristianos. El obispo tendrá dos intervenciones: la primera sobre “El Concilio Vaticano II entre tradición e innovación. La hermenéutica de la reforma entre la hermenéutica de una continuidad con ruptura y de una continuidad no histórica”; la segunda sobre “Sacrosanctum Concilium y la reforma post-conciliar de la liturgia”.

El nombre del relator principal y el tema del encuentro – como informa a nuestro periódico el salvatoriano Stephan Horn, presidente de la asociación de los ex-alumnos del Papa – han sido indicados y aprobados por el mismo Benedicto XVI entre un grupo de opciones posibles propuestas por los organizadores. La mayoría de los participantes proviene de Alemania y de Austria. Además de estos, hay también un italiano, un irlandés, un holandés, una coreana y un indio. Entre los presentes, estarán el cardenal Christoph Schönborn, arzobispo de Viena, el obispo auxiliar de Hamburgo Hans-Jochen Jaschke, docentes, párrocos, religiosas, religiosas y laicos. Como de costumbre, los encuentros – bajo el aspecto organizativo a cargo del padre Horn, quien recientemente festejó los 50 años de ordenación sacerdotal – se llevarán a cabo a puertas cerradas. En las jornadas del viernes y el sábado, después de la relación del arzobispo Koch, habrá una discusión libre sobre el tema, en la cual tomará parte también el Pontífice. El domingo por la mañana el momento culminante: los ex-alumnos participarán en la celebración eucarística presidida por Benedicto XVI en el centro de congresos Mariápolis.

Después del primer desayuno con el Papa, los presentes – a los cuales se unirán las nuevas generaciones de ex-alumnos, es decir, aquellos que han hecho sus tesis sobre textos de Ratzinger – participarán también en el Angelus en el patio del Palacio Apostólico de Castelgandolfo. Se ha hecho ya costumbre que en el último día del seminario de verano se sumen al grupo los nuevos ex-alumnos, constituidos en círculo tres años atrás.

Durante el encuentro de este año, el padre Horn entregará al Pontífice, en nombre de todos los ex-alumnos, el volumen que recoge las relaciones del seminario de verano del 2008, que tenía por tema “Conversaciones sobre Jesús”. La publicación ha sido promovida por la fundación Joseph Ratzinger Papa Benedicto XVI, con sede en Munich de Baviera, que tiene como objetivo la preparación y la organización del encuentro anual, la promoción de los estudios emprendidos por Ratzinger cuando era docente, la difusión de su enseñanza teológica y de su espiritualidad, además de la publicación de los libros de Benedicto XVI.

El primer encuentro de Ratzinger con sus ex-alumnos se llevó a cabo en marzo de 1977, cuando fue nombrado arzobispo de Munich y Freising. Desde aquel día, la cita se repite con frecuencia anual sobre un tema particular. Como confirma el padre Horn, “al Pontífice se le proponen tres temas y él mismo realiza la elección. El de este año era el primer tema de la lista que le hemos ofrecido”.

El tema del año pasado ha sido la misión ad gentes, mientras que el encuentro de dos años atrás estaba centrado sobre la cuestión de la correspondencia del Jesús descrito por los Evangelios con la historicidad de su figura y sobre la narración de la Pasión.

Fuente: L’Osservatore Romano
Traducción: La Buhardilla de Jerónimo

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

''O Papa está sozinho contra os cruzados da desinformação''



Como já dito no post anterior, foi publicado nesta quarta-feira, na Itália, o livro "Attacco a Ratzinger. Accuse e scandali, profezie e complotti contro Benedetto XVI" [Ataque a Ratzinger. Acusações e escândalos, profecias e complôs contra Bento XVI] (Ed. Piemme, 322 p.), escrito pelo vaticanista do jornal Il Giornale, Andrea Tornielli, e pelo vaticanista do jornal Il Foglio, Paolo Rodari, dedicado às crises dos primeiros cinco anos do pontificado do Papa Ratzinger.

Pela relevância do assunto disponibilizamos também uma tradução para o português do prefácio dos autores, publicado no jornal Il Giornale, 25-08-2010.

Eis o texto.

"Ainda lembro, como se fosse hoje, as palavras que ouvi de um cardeal italiano, então muito poderoso na Cúria Romana, no dia seguinte à eleição de Bento XVI. 'Dois-três anos, durará só dois-três anos...'. E fazia isso acompanhando as palavras com um gesto das mãos, como para minimizar... Joseph Ratzinger, aos 78 anos, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, recém eleito sucessor de João Paulo II, devia ser um Papa de transição, passar velozmente, mas principalmente devia passar sem deixar muitos rastros de si mesmo... Certamente, uma indicação sobre a duração do pontificado foi feita pelo próprio Ratzinger, na Sistina. Ele disse que escolhia o nome Bento por aquilo a figura do grande santo padroeiro da Europa significava, mas também porque o último Papa que havia assumido esse nome, Bento XV, não tivera um pontificado muito longo e havia se empenhado pela paz. Mas um pontificado não longo, em razão da idade já avançada, não significa que passe sem deixar rastros. O de João XXIII também devia ser – e do ponto de vista meramente cronológico foi – um pontificado de transição. Mas como ele mudou a história da Igreja... Pensei nisto muitas vezes: visto que não passou tão velozmente como alguns esperavam, e visto que o seu pontificado está destinado a deixar uma marca, multiplicaram-se os ataques contra Bento XVI. Ataques de todos os tipos. Uma vez, diz-se que o Papa se expressou mal; outra vez, fala-se de erro de comunicação; outra ainda, de um problema de coordenação entre os escritórios curiais; uma outra, de inadequação de certos colaborados; outra, da tentativa concordante por parte de forças adversas à Igreja, intencionadas a desacreditá-la. Quer saber a minha impressão? Mesmo que o Santo Padre, na realidade, não esteja sozinho, mesmo que, em torno dele, haja pessoas fiéis que buscam ajudá-lo, em tantas ocasiões ele foi deixado objetivamente sozinho. Não há uma equipe que previna o acontecimento de certos problemas, que reflita sobre como responder de modo eficaz. Que busque fazer passar, expandir a sua autêntica mensagem, muitas vezes distorcida. Assim, a pergunta mais frequente tornou-se esta: quando será a próxima crise? Também me surpreende o fato de que, às vezes, essas crises levam depois a decisões importantes... Estou me perguntando, por exemplo, o que acontecerá agora que Bento XVI proclamou corajosamente a heroicidade das virtudes de Pio XII junto com as de João Paulo II".

Quando essa confidência foi feita a um de nós, na véspera do Natal de 2009, por um notável purpurado que trabalha há muitos anos nos Sagrados Palácios, o grande escândalo dos abusos de menores perpetrados pelo clero católico ainda não havia explodido em todo o seu porte. Havia, sim, o gravíssimo caso irlandês. Mas nada ainda pressagiava que, como por contágio, a situação objetivamente peculiar da Irlanda – que revelou a objetiva incapacidade de diversos bispos de governar as suas dioceses e de enfrentar os casos de abusos sobre menores, tendo presente a necessidade de assistir sobretudo às vítimas, evitando de todos os modos que as violências pudessem se repetir – acabasse se replicando, pelo menos midiaticamente, em outros países. E envolveu a Alemanha, a Áustria, a Suíça e, novamente, nas polêmicas, os Estados Unidos, onde o problema já havia surgido, e de maneira muito devastadora, no início deste milênio.

Só ao ler rapidamente as notas de imprensa internacionais, é preciso admitir a existência de um ataque contra o Papa Ratzinger. Um ataque demonstrado pelo preconceito negativo pronto para surgir sobre qualquer coisa que o Pontífice diga ou faça. Pronto para enfatizar certos particulares, pronto para criar "casos" internacionais. Esse ataque concêntrico tem origem do lado de fora, mas frequentemente do lado de dentro da Igreja. E é (inconscientemente) ajudado pela reação às vezes escassa de quem, em torno do Papa, poderia fazer mais para prevenir as crises ou para administrá-las de modo eficaz.

Este livro não pretende apresentar uma tese pré-constituída. Não pretende confirmar de partida a hipótese do complô idealizado por alguma "cúpula" ou Spectre [do inglês, Special Executive for Counter-Intelligence, Terrorism, Revenge and Extortion, nome de uma organização fictícia presente nos livros e filmes do agente secreto inglês James Bond].

Porém, é inegável que Ratzinger tenha estado e esteja sob ataque. As críticas e as polêmicas levantadas pelo discurso de Regensburg; o caso clamoroso das renúncias do neo-arcebispo de Varsóvia, Wielgus, por causa de uma antiga colaboração sua com os serviços secretos do regime comunista polonês; as polêmicas por causa da publicação do Motu proprio Summorum Pontificum; o caso da revogação da excomunhão aos bispos lefebvrianos, que coincidiu com a transmissão em vídeo da entrevista negacionista sobre as câmaras de gás concedida a uma TV sueca por um deles; a crise diplomática por causa das palavras papais sobre o preservativo durante o primeiro dia da viagem para a África; a propagação do escândalo dos abusos de menores, que ainda não dá sinais de acalmar.

De tempestade em tempestade, de polêmica em polêmica, o efeito foi o de "anestesiar" a mensagem de Bento XVI, esmagando-o sobre o clichê do Papa retrógrado, despotencializando seu porte.

Mas esse ataque nunca teve uma única direção. Teve, pelo contrário, uma ausência de direção. Embora não se possa excluir que, em mais de uma ocasião, assim como ao longo da crise dos escândalos por causa da pedofilia do clero, se verificou uma aliança entre ambientes diversos, aos quais pode ser útil reduzir a voz da Igreja ao silêncio, diminuindo a sua autoridade moral e o seu ser fenômeno popular, talvez com a secreta esperança de que, em uma década, ela acabe contando na cena internacional tanto quanto uma seita qualquer.


Fonte: IHU online

Libro de Tornielli y Rodari “Ataque a Ratzinger”: “Lo único que realmente no se perdona a Ratzinger es el hecho de haber sido elegido Papa”



Andrea Tornielli y Paolo Rodari, dos de los vaticanistas más reconocidos, han publicado en Italia un libro en el que han investigado las crisis y los ataques que han caracterizado los primeros cinco años del actual pontificado. El libro, titulado “Attaco a Ratzinger. Accuse e scandali, profezie e complotti contro Benedetto XVI”, cuyo prefacio ofrecemos ahora en lengua española, demuestra, según sus autores, la veracidad de las palabras pronunciadas por un purpurado: “Lo único que realmente no se perdona a Ratzinger es el hecho de haber sido elegido Papa”.


“Todavía recuerdo, como si fuese hoy, las palabras que escuché decir a un cardenal italiano, entonces muy poderoso en la Curia Romana, al otro día de la elección de Benedicto XVI. «Dos-tres años, durará sólo dos-tres años…». Lo hacía acompañando las palabras con un gesto de las manos, como para minimizar… Joseph Ratzinger, de setenta y ocho años, el Prefecto de la Congregación para la Doctrina de la Fe recién elegido sucesor de Juan Pablo II, debía ser un Papa de transición, pasar velozmente, pero sobre todo debía pasar sin dejar demasiada huella tras de sí… Ciertamente, una referencia a la duración del pontificado la hizo el mismo Ratzinger, en la Sixtina. Dijo que elegía el nombre de Benedicto por lo que había significado la figura del gran santo patrono de Europa, pero también porque el último Papa que había tomado este nombre, Benedicto XV, no había tenido un pontificado muy largo y había trabajado por la paz. Pero un pontificado no largo, a causa de la edad ya avanzada, no significar pasar sin dejar huella. También el de Juan XXIII debía ser – y, desde el punto de vista meramente cronológico, lo ha sido – un pontificado de transición. Pero cuánto ha cambiado la historia de la Iglesia… Lo he vuelto a pensar muchas veces: visto que no ha pasado tan velozmente como alguno esperaba, y visto que su pontificado está destinado a dejar un signo, se han multiplicado los ataques contra Benedicto XVI. Ataques de todo tipo. Una vez se dice que el Papa se ha expresado mal, otra vez se habla de error de comunicación, otra de un problema de coordinación entre las oficinas curiales, en otra ocasión de insuficiencia de ciertos colaboradores, otra del concordante intento por parte de fuerzas adversas a la Iglesia con la intención de desacreditarla. ¿Quiere saber mi impresión? Aunque en realidad el Santo Padre no está solo, aunque en torno a él hay personas fieles que tratan de ayudarlo, en muchas ocasiones es dejado objetivamente solo. No hay un equipo que prevenga la aparición de ciertos problemas, que reflexione sobre cómo responder de modo eficaz. Que trate de transmitir, de expandir su auténtico mensaje, a menudo distorsionado. De este modo, ésta es la pregunta que se ha vuelto más frecuente: ¿cuándo la próxima crisis? Me sorprende también el hecho de que a veces estas crisis llegan después de decisiones importantes… Me estoy preguntando, por ejemplo, qué ocurrirá ahora que Benedicto XVI ha proclamado valientemente las virtudes heroicas de Pío XII junto a las de Juan Pablo II”.

Cuando esta confidencia fue hecha a uno de nosotros, en vísperas de la Navidad del 2009, por un autorizado purpurado que trabaja desde hace muchos años en los sagrados palacios, el gran escándalo de los abusos de menores perpetrados por el clero católico aún no había explotado en toda su alcance. Estaba, sí, el gravísimo caso irlandés. Pero nada hacía predecir todavía que, como por contagio, la situación objetivamente peculiar de Irlanda – que ha mostrado la incapacidad de varios obispos de gobernar sus diócesis y de afrontar los casos de abusos de menores teniendo presente la necesidad de asistir en primer lugar a las víctimas, evitando que las violencias pudieran repetirse – terminaría por replicarse, por lo menos mediáticamente, en otras países. Y ha involucrado a Alemania, Austria, Suiza y, de nuevo, en las polémicas, a los Estados Unidos, donde el problema ya había surgido y de manera bastante devastadora al comienzo de este milenio.

Sólo recorriendo las reseñas de prensa internacionales, es necesario admitir la existencia de un ataque contra el Papa Ratzinger. Un ataque demostrado por el prejuicio negativo pronto a desencadenarse sobre cualquier cosa que el Pontífice diga o haga. Pronto a enfatizar ciertos particulares, pronto a crear “casos” internacionales. Este ataque concéntrico tiene origen fuera, pero con frecuencia también dentro de la Iglesia. Y es (inconscientemente) ayudado por la reacción a veces escasa de quien en torno al Papa podría hacer más para prevenir las crisis o para gestionarlas de modo eficaz. Es lamentablemente (en forma inconsciente) ayudado por la falta de una dirección y de una estrategia comunicativa, como se ha visto en el curso de lo que en las próximas páginas hemos definido “la semana negra”, con los incidentes representados por la homilía del Viernes Santo 2010 pronunciada por el padre Raniero Cantalamesssa, por las palabras del cardenal Angelo Sodano el día de Pascua, por las declaraciones del Secretario de Estado Tarcisio Bertone lanzadas durante su largo viaje pastoral a Chile.

Este libro no tiene intención de presentar una tesis preconcebida. No busca acreditar de partida la hipótesis del complot ideado por alguna “cúpula” o “spectre”, ni tampoco la del “complot mediático”, convertido a menudo en el cómodo salvoconducto detrás del cual algunos colaboradores del Pontífice se atrincheran para justificar demoras e ineficiencias. Sin embargo, es innegable que Ratzinger ha estado y está bajo ataque. Las críticas y las polémicas suscitadas por el discurso de Ratisbona; el clamoroso caso de la dimisión del neo-arzobispo de Varsovia Wielgus a causa de su antigua colaboración con los servicios secretos del régimen comunista polaco; las polémicas por la publicación del Motu proprio Summorum Pontificum; el caso del levantamiento de la excomunión a los obispos lefebvristas, que coincidió con la transmisión en video de la entrevista negacionista de las cámaras de gas concedida por uno de ellos a la televisión suiza; la crisis diplomática por las palabras papales sobre el preservativo durante el primer día del viaje a África; la propagación del escándalo de los abusos de menores, que todavía no parece aplacarse. De tormenta en tormenta, de polémica en polémica, el efecto ha sido el de “anestesiar” el mensaje de Benedicto XVI, encerrándolo en el cliché del Papa retrógrado, debilitando su alcance. Y sobre todo olvidando impulsos y aperturas demostrados por Ratzinger en estos primeros cinco años de pontificado sobre grandes temas como la pobreza, el cuidado de la creación, la globalización.

Pero este ataque nunca ha tenido una única dirección. Ha tenido, más bien, una ausencia de dirección. Aunque no se puede excluir que en varias ocasiones, también en el curso de la crisis por los escándalos de la pedofilia en el clero, se ha verificado una alianza entre diversos ambientes a los cuales puede resultar cómodo reducir al silencio la voz de la Iglesia, disminuyendo su autoridad moral y su ser fenómeno popular, tal vez con la secreta esperanza de que, en el giro de una década, termine contando en el escenario internacional como cualquier secta.

Hemos buscado documentar lo que ha ocurrido, hemos hecho hablar a los protagonistas y a los observadores más calificados, hemos recogido documentos y testimonios inéditos que ayudan a reconstruir lo ocurrido en los sagrados palacios y, más en general, en la Iglesia, durante las crisis de estos primeros cinco años de pontificado. Un pontificado que se ha abierto, después del cónclave-relámpago que ha durado un día, con las palabras pronunciadas por el Papa Ratzinger en el día de la Misa inaugural, el 24 de abril de 2005: “Rogad por mí, para que, no huya, por miedo, ante los lobos.”. Casi presintiendo que le esperaría un insidioso camino de obstáculos.

Paolo Rodari
Andrea Tornielli

Fuente: Il blog degli amici di Papa Ratzinger
Traducción: La Buhardilla de Jerónimo

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Bispo de Franca dá assistência pontifical a Santa Missa na Forma Extraordinária em sua Catedral



Una Voce Málaga informa a respeito da assistência pontifical dada por Dom Pedro Luiz Stringhini a Santa Missa na Catedral de Franca - SP:

Monseñor don Pedro Luiz Stringhini, Obispo de Franca, en Brasil, ha asistido a la celebración de la Santa Misa con el Misal del Beato Juan XIII, el pasado 21 de agosto, en su Catedral. Monseñor Stringhini se convierte en el obispo número 193 que oficia o asiste a la Misa tradicional desde la promulgació del motu proprio Summorum Pontificum.
Catedral de Franca, Brasil.

Ressurge o Rito Carmelita ou Rito do Santo Sepulcro no Brasil






Através de Salvem a Liturgia se difundiu a notícia do surgimento no Brasil dos Eremitas da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo (ECarm), os quais tem como rito próprio o antigo Rito Carmelita.

A fundação foi aprovada pelo Bispo de Bragança Paulista, estando, portanto, em plena comunhão com a Santa Igreja.

Abaixo publicamos entrevista feita por aquele blog ao prior desta nova fundação:


Reverendo frei, vemos que se trata de uma congregação nova, não fazendo parte da OCarm nem da OCD. Estamos certo nessa nossa impressão?

Caro Dr. Rafael: somos sim uma nova fundação mas que se trata de uma restauração do carisma monástico original do carmelo que já tinha se perdido desde o fim do século XIII. De fato Santa Teresa quis recuperá-lo ao propor o seguimento da Regra primitiva na sua reforma descalça. Entretanto, na metade do Século XIX, o Beato Francisco Palau movido por uma revelação mística fundou o Carmelo Eremítico na Espanha, com esse mesmo objetivo. Este grupo existiu até a década de 30. Nós agora estamos recomeçando com as mesmas Constituições que ele escreveu.

Há outros mosteiros desse instituto no Brasil e no mundo?

Não. A nossa fundação está nascendo agora em Atibaia. O Mosteiro Santo Elias (monges) e o Mosteiro Santa Maria (monjas).

Os monges carmelitas dos EUA são da mesma congregação que os senhores ou se trata de um instituto distinto?

Eles são um instituto distinto apesar de terem surgido na mesma época com os mesmos elementos fundamentais do carisma. Estivemos interessados numa eventual união, porém, não concordamos com algumas posturas deles. Por exemplo: nós não vendemos nada; não pedimos dinheiro para ninguém; não desejamos construir grandes abadias, mas pobres e simples ermidas; não temos uma vida comunitária tão intensa, ou seja, destacamos mais a solidão.

Os senhores celebram a liturgia própria do rito carmelita. Qual o motivo que os levou a isso?

O principal motivo é esse: não há como nos identificarmos com os primeiros carmelitas seguindo a regra primitiva se não celebramos a mesma liturgia, pois a liturgia é parte essencial de nossa vida.

Os carmelitas da antiga observância (OCarm) e os descalços (OCD) ainda usam esse rito, ainda que esporadicamente?

Os Descalços renunciaram à liturgia própria desde a edição pós-tridentina do missal carmelitano (1585). Entretanto, os Carmelitas da Antiga Observância preservaram o rito do Santo Sepulcro de Jerusalém até 1971. Depois desta data não puderam mais celebrar nem esporadicamente, conforme decisão do Capítulo Geral. Eles argumentavam que o Rito era impróprio para suas atividades paroquiais. Como não temos paróquia, mas vivemos em mosteiros, o rito para nós é perfeitamente bem-vindo.

O senhor poderia nos descrever algumas particularidades desse rito?

Uma particularidade é que o salmo de entrada é rezado pelo sacerdote em silêncio. As primeiras palavras após o início são: Confitemini Domino quoniam bonus, quoniam in saeculum misericordia ejus. Esta frase nos introduz na liturgia da ressurreição, pois o rito nasceu no santo sepulcro. Entretanto, isso torna o rito carregado de mais de 50 cruzes feitas de diversas formas e marca a força do Calvário.

Como aprenderam o rito? Ainda existem os livros litúrgicos e manuais de rubricas?

O próprio missal traz as rubricas e as diversas variações. Também vimos um vídeo de uma missa celebrada na década de 50 que nos ajudou a melhorar alguns aspectos da liturgia solene.

Quais os frutos dessa liturgia bem celebrada no mosteiro e na vida dos fiéis que os visitam?

Para mim celebrar neste rito desde outubro do ano passado tem incrementado muito minha espiritualidade sacerdotal. Nos outros irmãos percebemos também um acréscimos de piedade e introspecção. Igualmente no povo, temos observado muitos frutos espirituais.

Usam, eventualmente, o rito romano antigo? E o rito romano moderno? Se o fazem, é em latim ou em vernáculo?

Não. Celebramos somente o Rito Carmelitano, ou Rito do Santo Sepulcro, todo em latim.

A Missa dos senhores é versus Deum, correto? O que poderiam nos falar a respeito dessa orientação?

Acostumamos a falar assim, mas a orientação verdadeira é versus orientem, ou seja, de frente para o oriente. Assim a Igreja nos primeiros tempos celebrava a eucaristia. Há tantos que querem valorizar a participação do povo e por isso se viram para o povo. Nunca a Igreja conheceu isto. A pregação é para o povo. O sacrifício é para Deus Pai, com o povo "por Cristo, com Cristo e em Cristo".

Como recuperar uma autêntica espiritualidade litúrgica no Brasil? Os fiéis estão sedentos de uma piedade que nasça da Eucaristia, não lhe parece?

Acredito nisto também. Também vejo o Brasil como um grande celeiro de vocações. Porém a ignorância do clero e do povo torna essa missão um árduo desafio, mas a graça do Espírito Santo nos ajuda.

Quais os planos de seu Carmelo? Pretendem construir novas casas no Brasil?

Fui ordenado padre em 2000 e queria celebrar o rito tradicional. Não tive nenhuma chance nem oportunidade. Fui para a Itália e para a França, mas não estava feliz longe da minha nação.

Entrei nesse Carmelo em 2002 que havia sido recém fundado por um carmelita descalço que eu já conhecia. Este meu superior tinha bons propósitos sobre usar o hábito e viver a regra mas não aceitava a liturgia tradicional. Enfim, em 2007 ele foi para sua diocese e se tornou padre secular.

Eu permaneci sozinho e no ano passado estruturamos as coisas e começamos a receber vocações. Acredito que seja uma obra de Nossa Senhora e sinto que temos condição de crescer muito. Ela é que sabe...

Por fim, uma palavra aos membros e leitores do blog, e um conselho para que os pretendem "salvar a liturgia".

Peço a Deus que abençoe todos os que buscam com zelo salvar a liturgia, pois isso significa salvar a Igreja. Os inimigos da Igreja sabem disto... Portanto vamos em frente reconstruir os altares do Senhor!!!


L'ortodossia e il rinnovamento nella Chiesa

Cruz sobre o Santo Sepulcro em Jerusalém



Quelli che vogliono aggiornare Cristo

di Inos Biffi

L'ortodossia, cioè il Credo cristiano nella sua integrità, è il fondamento e la condizione dell'esistenza stessa della Chiesa.
Questa perderebbe la propria identità, se qualche verità del Credo si annebbiasse nell'incertezza o fosse rimossa o trascurata. La prima missione che sta a cuore alla Chiesa è la piena fedeltà alla Parola di Dio, autorevolmente espressa e proposta dalla stessa Chiesa.
Verso le formulazioni della fede non è raro riscontrare una diffidenza e reazione, ma è perché vengono fraintese, quasi riducessero e impoverissero tale Parola, frantumandola in enunciazioni astratte, prive di vita. Se è vero che nessun linguaggio umano riesce a esprimerne adeguatamente il contenuto, che solo nella visione beatifica sarà immediatamente percepito, è altrettanto indubbio che i simboli di fede coi loro articoli e le definizioni della Chiesa col loro rigore, grazie all'opera dello Spirito, mediano infallibilmente la Rivelazione. E proprio questa sta a cuore alla Chiesa, quale sua prima e insostituibile missione, in ogni tempo.
Già Paolo raccomandava a Tito di insegnare "quello che è conforme alla sana dottrina" (Tito, 2, 1), mentre, esortando Timoteo ad annunciare la Parola, gli prediceva: "Verrà un giorno in cui non si sopporterà più la sana dottrina" (2 Timoteo, 4, 2-3). D'altronde lui stesso si preoccupava di essere in sintonia con gli altri apostoli.
Oggi qua e là si reagisce quando si sente parlare di "eresia", non considerando che, se l'eresia non è possibile, vuol dire che non esiste neppure la Verità e tutto si stempera in una materia cristiana confusa e informe. Quando, al contrario, la fede ha degli oggetti precisi e non interscambiabili.
In questa trasmissione lo sguardo della Chiesa è sempre volto soltanto al Signore, che le affida il Vangelo: non a quello che una determinata cultura potrebbe gradire o approvare, e non limitatamente a quegli aspetti su cui si possa essere d'accordo e consenzienti dopo un accogliente dialogo. Non è fuori luogo sottolineare che il Verbo si è fatto carne non per istituire un disteso e lusinghiero dialogo con l'uomo, ma per creare e manifestare in sé l'unica immagine valida e riconoscibile dell'uomo. A prescindere da Gesù Cristo semplicemente non c'è l'uomo conforme al progetto divino.
Per non equivocare si potrebbe aggiungere che Gesù Cristo non va mai "aggiornato", perché è Lui il perenne e insuperabile Aggiornamento, che include in sé ogni tempo, quello presente, quello passato e quello futuro. Siamo noi che invece, per non perdere l'"attualità", ci dobbiamo aggiornare a Lui, siamo noi che, per essere veri credenti, ci dobbiamo aggiornare al Credo cristiano in sé inalterato e inaggiornabile.
Un rinnovamento nella Chiesa passa sempre e imprescindibilmente da un lucido annunzio anzitutto dell'assolutezza di Gesù Cristo, che rappresenta "il mistero di Dio Padre" (Colossesi, 2, 2). Del resto, i concili più importanti e impegnativi furono quelli dedicati all'ortodossa proposizione del mistero di Cristo, della identità di Gesù di Nazaret: concili dottrinali e quindi, nel significato più alto, concili pastorali. A cominciare da Nicea.
La storia della Chiesa mostra con innegabile evidenza che una ripresa della condotta evangelica si innesta sempre su una energica riproposizione dell'ortodossia. Si pensi al Concilio di Trento, che fu prima di tutto un concilio dottrinale - sul peccato originale, sulla giustificazione, sui sacramenti - a cui seguì un meraviglioso rifiorire di vita e di santità cristiana.
La Riforma aveva colto, e giustamente stigmatizzato, comportamenti antievangelici nella Chiesa del suo tempo. Solo che alla base del risanamento pose un aggiornamento dell'ortodossia di fatto consistente in eresie, che spezzavano la comunione con la Tradizione. Si pensi alla negazione del sacerdozio ministeriale, alla contestazione del sacrificio della Messa, alla negazione di alcuni sacramenti, al carattere ecclesiale dell'intepretazione della Scrittura. Sarebbe illuminante far passare analiticamente alcuni punti dell'ortodossia da riannunciare con vigore. Ma, prima di singoli dogmi, pare urgente la riproposizione del senso del "mistero", che sostiene tutto il Credo. La Parola di Dio manifesta il disegno, iscritto nell'intimo della Trinità e conoscibile soltanto per la condiscendenza divina e per la sua "narrazione" avvenuta in Cristo. Credere significa affidarsi a questa "narrazione" e quindi accogliere e annunciare un "altro mondo", il mondo invisibile e duraturo. Secondo quanto afferma Paolo: "Noi non fissiamo lo sguardo sulle cose visibili, ma su quelle invisibili, perché le cose visibili sono di un momento, quelle invisibili invece sono eterne" (2 Corinzi, 4, 18).
Lo smarrimento della "sensibilità al soprannaturale", razionalizzando il dogma, dissolve la fede; deteriora e dissipa l'evangelizzazione; altera e svuota la missione della Chiesa, che Cristo ha fondato come testimonianza della Grazia, e per il raggiungimento non del benessere e del fine terreno dell'umanità, ma della beatitudine eterna. Né per questo il Vangelo trascura o sottovaluta l'esistenza temporale dell'uomo, solo che questa esistenza, fragile e transitoria, è considerata nella sua destinazione e riuscita gloriosa.
Ovviamente, la conseguenza di un tale smarrimento è l'estinzione della teologia. A proposito del senso del mistero vengono in mente, e appaiono di sorprendente attualità, le luminose pagine che il più grande teologo dell'Ottocento, Joseph Matthias Scheeben, purtroppo dimenticato dall'esile riflessione dei nostri giorni, dedica nel primo capitolo de I misteri del cristianesimo, l'opera dogmatica a sua volta più originale e profonda dell'epoca: "Quello che ci affascina è l'apparizione di una luce che ci era nascosta. I misteri pertanto devono essere verità luminose, splendide", che "si sottraggono al nostro sguardo per soverchia maestà, sublimità e bellezza".
E anche andrebbe letto, specialmente da chi si sta formando nei seminari, l'ultimo capitolo dell'opera di Scheeben, quello sulla teologia, "la scienza dei misteri", appoggiata tutta "al Lògos di Dio".
L'ortodossia, quindi, con le sue verità "visibili" agli "occhi illuminati del cuore" (Efesini, 1, 18): ecco la condizione imprescindibile per un annunzio fedele del Vangelo e un rinnovamento nella Chiesa.

(©L'Osservatore Romano - 25 agosto 2010)