sábado, 30 de outubro de 2010

Sancte Michael Archangele, defende nos in prælio!

 

Sancte Michael Archangele, defende nos in prælio; contra nequitiam et insidias diaboli esto præsidium. Imperet illi Deus, supplices deprecamur: tuque, Princeps militiæ cælestis, Satanam aliosque spiritus malignos, qui ad perditionem animarum pervagantur in mundo, divina virtute in infernum detrude. Amen.

São Miguel Arcanjo, defendei-nos no combate, cobri-nos com o vosso escudo contra os embustes e ciladas do demônio. Subjugue-o Deus, instantemente o pedimos. E vós, príncipe da milícia celeste, pelo divino poder, precipitai no inferno a Satanás e a todos os espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. Amém.

CNBB defende declarações do papa Bento XVI sobre o aborto


A CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) saiu em defensa nesta sexta-feira da declaração do papa Bento 16 que recomendou que bispos brasileiros preguem voto contra políticos que defendam aberta ou veladamente o aborto.

Em nota, a entidade afirma que "acolheu com gratidão" as palavras do papa que reforçam seu posicionamento de que padres orientem politicamente os fiéis brasileiros.

Para a CNBB, cada bispo tem direito de pregar, além de valores religiosos, voto em determinado projeto político.

"Em seu pronunciamento, o Santo Padre confirmou a preocupação constante da Igreja no Brasil em defesa da vida, da família e da liberdade religiosa. O Santo Padre enfatizou o direito e o dever de cada Bispo, em sua Diocese, de orientar seus fiéis em questões de fé e moral, inclusive em matéria política, confirmando o que a CNBB havia recordado em documentos, notas e entrevistas anteriores", diz a nota.

A declaração do papa gerou críticas entre aliados da candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, que acusaram a igreja de extrapolar suas funções.

A CNBB explicou que o encontro de ontem com o papa ocorre anualmente para "apresentar o balanço das principais atividades", "bem como acolher sugestões e orientações, refletir sobre opções e alternativas pastorais" e que a reunião coincidiu com a passagem dos bispos maranhenses.

Em encontro com bispos do Maranhão, em Roma, o papa reiterou a posição católica a respeito do aborto, condenando o uso de projetos políticos que defendam a descriminalização da prática. "Os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas."

Segundo o papa, a democracia só existe quando "reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana".

Bento 16 fez um "vivo apelo a favor da educação religiosa" nas escolas públicas e pediu ainda pela presença de símbolos religiosos em locais públicos. O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, é citado como um exemplo de monumento que contribuiu para o "enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade".

Fonte: Folha

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

SEJA O VOSSO SIM, SIM, O VOSSO NÃO, NÃO...

PARA REFLETIR: ELEIÇÕES 2010 E ABORTO

Recebi um e-mail que denuncia o crime do abordo no que ele é realmente sem rodeios e eufemismos.

Talvez seja isso que falta na nossa luta pela defesa da vida humana desde a sua concepção até à morte natural: dizer as coisas como elas são com inteligência, sem agir como os defensores do retorno à barbárie e aos métodos nazistas quando camuflam a realidade dos fatos e mentem para defender suas atrocidade manipulando assim a opinião pública como fizeram em todas as suas campanhas em favor da morte e do egoísmo ao redor do mundo.


 

Eis o e-mail:

'Doutor, o senhor terá de me ajudar num problema muito sério. Este meu bebê ainda não completou um ano e estou grávida novamente. Não quero filhos em tão curto espaço de tempo, mas sim num espaço grande entre um e outro.
E então o médico perguntou:
- Muito bem. E o quê a senhora quer que eu faça?
A mulher, já esperançosa, respondeu:
- Desejo interromper esta gravidez e conto com a ajuda do senhor.
O médico então pensou um pouco e depois do seu silêncio disse a mulher:
- Acho que tenho um método melhor para solucionar o problema. E é menos perigoso para a senhora.
A mulher sorriu, acreditando que o médico aceitaria seu pedido. E então ele completou:
- Veja bem, minha senhora, para não ter de ficar com os dois bebês de uma vez, em tão curto espaço de tempo, vamos matar este que está em seus braços.
Assim, o outro poderá nascer. Se o caso é matar, não há diferença para mim entre um e outro. Até porque sacrificar este que a senhora tem nos braços é mais fácil, pois a senhora não correrá nenhum risco.
A mulher apavorou-se e disse:
- Não doutor! Que horror! Matar uma criança é um crime!
O médico sorriu e, depois de algumas considerações, viu que a sua lição surtira efeito. Convenceu a mãe que não há menor diferença entre matar a criança já nascida e matar uma criança ainda por nascer, mas viva no seio materno.
O CRIME É EXATAMENTE O MESMO...

Papa adotou tom duro contra o aborto no Brasil desde o início do seu pontificado




A relação entre o Papa Bento XVI e o governo brasileiro nos últimos anos foi marcado pelas diferenças em torno da questão do aborto. Em diversas reuniões com bispos brasileiros, em encontros com embaixadores do País e mesmo com ministros, o Vaticano deixou claro que não quer ver o maior país católico do mundo aprovando leis que autorizariam o aborto.

Há um ano, o Papa Bento XVI se reuniu com o embaixador do Brasil perante a Santa Sé, Luis Felipe de Seixas Corrêa, e já mandou seu recado ao governo. O pontífice pediu que a proibição ao aborto, à eutanásia e às pesquisas com células-tronco embrionárias fosse mantida. Ele apelou para o governo "fomente os valores humanos fundamentais, a família e a proteção do ser humano desde o momento de sua concepção até a morte natural e exigiu, respeito aos experimentos biológicos".

Mas um dos momentos de maior tensão ocorreu durante a visita do Papa Bento XVI ao Brasil, em 2007. A polêmica foi lançada já no próprio voo entre Roma e São Paulo. Seu recado era de que deputados, senadores e políticos que votassem a favor de uma proposta de lei do aborto estariam se auto-excluindo da comunidade católica. Para o pontífice, apoiar tal lei é sinal de "egoísmo".

Voando a 11 mil metros sobre o Saara, o papa deixou seus aposentos no avião para conversar com os jornalistas. Ao responder a uma questão relativa à decisão de bispos no México de declarar que os deputados que votaram por uma lei a favor do aborto seriam automaticamente excomungados, o papa deu claros sinais de apoio à decisão e ainda apontou para o Brasil.

"Essas excomunhões não são arbitrárias, mas previstas no Código (Canônico). O direito de matar um inocente, uma criança humana, é incompatível com estar em comunhão com o corpo de Cristo. Em suma, não foi feito nada de novo, de surpreendente. Eles (bispos mexicanos) apenas revelaram e declararam publicamente algo que é previsto pelo direito da Igreja, que foi a própria Igreja que estabeleceu assim", disse.

"Nessa situação, há um certo egoísmo e, de outro lado, está o valor e beleza da vida", disse Bento XVI. "A vida é bela e nisso é que está o futuro. Mesmo em condições difíceis, é sempre um dom de recriar o reconhecimento dessa beleza", disse, apontando que o aborto não seria justificado apenas por questões de dificuldades econômicas ou sociais. O papa completou sua intervenção apontando que a fé garante que a humanidade possa "resistir a esse egoísmo e a esse medo, que está em algumas coisas dessas legislações" que estão sendo discutidas em vários países.

Alguns anos mais tarde, a cúpula do Vaticano saiu em defesa da excomunhão dos médicos que realizaram um aborto de gêmeos em uma menina de 9 anos, que havia sido estuprada por seu padrasto em Pernambuco. O presidente da Comissão Pontifícia para a América Latina, cardeal Giovanni Battista Re, alegou que a excomunhão dos médicos foi "justa", mesmo que a interrupção da gravidez tenha sido um ato legal.

O arcebispo de Olinda e Recife, Dom José Cardoso Sobrinho, declarou que as pessoas envolvidas no aborto da menina cometeram uma penalidade eclesiástica e que seriam punidos com a excomunhão, a penalidade máxima prevista pela Igreja Católica.

Na avaliação do cardeal Battista Re, a interrupção voluntária da gravidez "representa sempre o assassinato de uma vida inocente e, para o código do direito canônico, quem pratica ou colabora diretamente com o aborto cai na excomunhão".

"É um caso doloroso, mas o verdadeiro problema é que os gêmeos concebidos eram pessoas inocentes e tinham direito de viver", afirmou o cardeal.

"A Igreja sempre defendeu a vida e tem que seguir fazendo isso sem se adaptar às correntes da época ou à oportunidade política", disse o cardeal.


REZAMOS PELO BRASIL A LADAINHA DE TODOS OS SANTOS




Kyrie, eleison
Kyrie, eleison.
Christe, eleison
Christe, eleison.
Kyrie, eleison
Kyrie, eleison.


Pater de caelis, Deus, miserere nobis.
Fili, Redemptor mundi, Deus, miserere nobis.
Spiritus Sancte, Deus, miserere nobis.
Sancta Trinitas, unus Deus, miserere nobis.


Sancta Maria, ora pro nobis.
Sancta Dei Genetrix, ora pro nobis.
Sancta Virgo virginum, ora pro nobis.

Sancte Michael Gabriel et Raphael, orate pro nobis.
Omnes sancti Angeli, orate pro nobis.

Sancte Abraham, ora pro nobis.
Sancte Ioannes Baptista, ora pro nobis.
Sancte Ioseph, ora pro nobis.
Omnes sancti Patriarchae et Prophetae, orate pro nobis.

Sancte Petre et Paule, orate pro nobis.
Sancte Andrea, ora pro nobis.
Sancte Ioannes et Iacobe, orate pro nobis.
Sancte Matthaee, ora pro nobis.
Omnes sancti Apostoli, orate pro nobis.

Sancte Marce, ora pro nobis.
Sancta Maria Magdalena, ora pro nobis.
Omnes sancti discipuli Domini, orate pro nobis.

Sancte Stephane, ora pro nobis.
Sancte Ignati, ora pro nobis.
Sancte Polycarpe, ora pro nobis.
Sancte Iustine, ora pro nobis.
Sancte Laurenti, ora pro nobis.
Sancta Agnes, ora pro nobis.
Omnes sancti martyres, orate pro nobis.

Sancti Leo et Gregori, orate pro nobis.
Sancte Ambrosi, ora pro nobis.
Sancte Augustine, ora pro nobis.
Sancti Basili et Gregori, orate pro nobis.
Sancte Benedicte, ora pro nobis.
Sancte Ioannes Maria, ora pro nobis.
Sancta Teresia, ora pro nobis.
Sancta Elisabeth, ora pro nobis.
Omnes Sancti et Sanctae Dei, orate pro nobis.

Propitius esto, libera nos Domine.
Ab omni malo, libera nos Domine.
A morte perpetua, libera nos Domine.
Per Incarnationis tuae, libera nos Domine.
Per sanctam resurrectionem tuam, libera nos Domine.
Per refusionem Spiritus Sancti, libera nos Domine.

Christe Fili Dei vivi, miserere nobis.
Qui in hunc mundum venisti, miserere nobis.
Qui in mortem propter nos accepisti, miserere nobis.
Qui a mortuis resurrexisti, miserere nobis.
Qui Spiritum Sanctum in Apostolos misisti, miserere nobis.
Qui venturus es iudicare vivos et mortuos, miserere nobis.

Ut nobis parcas,
te rogamus audi nos.
Ut ecclesiam tuam sanctam regere et conservare digneris,
te rogamus audi nos.
Ut omnes homines ad Evangelii lumen perducere digneris,
te rogamus audi nos.

Christe audi nos, Christe audi nos.
Christe exaudi nos, Christe exaudi nos.

Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.
Agnus Dei, qui tollis peccata mundi, miserere nobis.

Christe audi nos, Christe audi nos.
Christe exaudi nos, Christe exaudi nos.
Kyrie eleison, Christe eleison.
Kyrie eleison. Amen.

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Bento XVI a bispos do Brasil: Deve-se combater em nome do Evangelho, os projetos políticos que de maneira velada ou explícita legalizam o aborto e a eutanásia



El derecho a la vida, desde la concepción hasta la muerte natural, debe ser defendido incansablemente. Lo ha reafirmado el Papa en el discurso a los obispos de Brasil de la región nordeste 5, recibidos al finalizar la visita ad limina. Los proyectos políticos deben contrastarse en nombre del Evangelio, que de manera velada o explícita legalizan el aborto y la eutanasia. En este sentido, los obispos tienen el derecho de indicar a los ciudadanos el modo de utilizar el instrumento del voto para promover el bien común. En este sector, de hecho, política y fe se tocan. Además, el Papa subrayó que una sociedad es verdaderamente humana y bien construida cuando promueve y respeta la trascendencia de la persona y no discrimina la presencia de símbolos religiosos en la vida pública.


  
The right to life from conception to natural death must be defended. The Pope reiterated this in a speech to the bishops of Brazil's Northeastern Region 5, on their Ad Limina visit. Political projects that in a veiled or otherwise explicit way legalize abortion and euthanasia must be opposed in the name of the Gospel. In this sense, the Pope said the bishops have the right to tell their citizens how to use their votes to promote the common good. In this area, he said, politics and faith meet. Furthermore, the Pope noted that a truly human and just society is one which promotes and respects the transcendent nature of the person and allows religious symbols to be displayed in public life.

Papa condena aborto e pede a bispos do Brasil que orientem politicamente fiéis


 - (REUTERS/Max Rossi)

Bento XVI afirmou que católicos devem 'usar o próprio voto para a promoção do bem comum'


SÃO PAULO - Em reunião em Roma na manhã desta quinta-feira, 28, o papa Bento XVI conclamou um grupo de bispos brasileiros a orientar politicamente fiéis católicos. Sem citar especificamente as eleições de domingo, o papa reforçou a posição da Igreja a respeito do aborto e recomendou a defesa de símbolos religiosos em ambientes públicos. "Quando projetos políticos contemplam aberta ou veladamente a descriminalização do aborto, os pastores devem lembrar os cidadãos o direito de usar o próprio voto para a promoção do bem comum", disse. 

Falando a bispos do Maranhão, Bento XVI reconheceu que a participação de padres em polêmicas podem ser conturbadas. "Ao defender a vida, não devemos temer a oposição ou a impopularidade", continuou. O pontífice se posicionou também sobre o ensino religioso nas escolas públicas e, relembrando a história do País com forte presença católica e o monumento do Cristo Redentor, no Rio, orientou os sacerdotes que encampem a luta pelos símbolos religiosos. "A presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia de seu respeito", concluiu.

Leia abaixo a íntegra do discurso de Bento XVI:

"Amados Irmãos no Episcopado,

Para vós, graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo" (2 Cor 1, 2). Desejo antes de mais nada agradecer a Deus pelo vosso zelo e dedicação a Cristo e à sua Igreja que cresce no Regional Nordeste 5. Nos nossos encontros, pude ouvir, de viva voz, alguns dos problemas de caráter religioso e pastoral, além de humano e social, com que deveis medir-vos diariamente. O quadro geral tem as suas sombras, mas tem também sinais de esperança, como Dom Xavier Gilles acaba de referir na saudação que me dirigiu, dando livre curso aos sentimentos de todos vós e do vosso povo.

Como sabeis, nos sucessivos encontros com os diversos Regionais da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, tenho sublinhado diferentes âmbitos e respectivos agentes do multiforme serviço evangelizador e pastoral da Igreja na vossa grande Nação; hoje, gostaria de falar-vos de como a Igreja, na sua missão de fecundar e fermentar a sociedade humana com o Evangelho, ensina ao homem a sua dignidade de filho de Deus e a sua vocação à. união com todos os homens, das quais decorrem as exigências da justiça e da paz social, conforme à sabedoria divina.

Entretanto, o dever imediato de trabalhar por uma ordem social justa é próprio dos fiéis leigos, que, como cidadãos livres e responsáveis, se empenham em contribuir para a reta configuração da vida social, no respeito da sua legítima autonomia e da ordem moral natural (cf. Deus caritas est, 29). O vosso dever como Bispos junto com o vosso clero é mediato, enquanto vos compete contribuir para a purificação da razão e o despertar das forças morais necessárias para a construção de uma sociedade justa e fraterna. Quando, porém, os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas o exigirem, os pastores têm o grave dever de emitir um juízo moral, mesmo em matérias políticas (cf. GS, 76).

Ao formular esses juízos, os pastores devem levar em conta o valor absoluto daqueles preceitos morais negativos que declaram moralmente inaceitável a escolha de uma determinada ação intrinsecamente incompatível com a dignidade da pessoa; tal escolha não pode ser resgatada pela bondade de qualquer fim, intenção, consequência ou circunstância. Portanto, seria totalmente falsa e ilusória qualquer defesa dos direitos humanos políticos, econômicos e sociais que não compreendesse a enérgica defesa do direito à vida desde a concepção até à morte natural (cf. Christifideles laici, 38). Além disso no quadro do empenho pelos mais fracos e os mais indefesos, quem é mais inerme que um nascituro ou um doente em estado vegetativo ou terminal? Quando os projetos políticos contemplam, aberta ou veladamente, a descriminalização do aborto ou da eutanásia, o ideal democrático - que só é verdadeiramente tal quando reconhece e tutela a dignidade de toda a pessoa humana - é atraiçoado nas suas bases (cf. Evangelium vita, 74). Portanto, caros Irmãos no episcopado, ao defender a vida não devemos temer a oposição e a impopularidade, recusando qualquer compromisso e ambiguidade que nos conformem com a mentalidade deste mundo" (ibidem, 82).

Além disso, para melhor ajudar os leigos a viverem o seu empenho cristão e sociopolítico de um modo unitário e coerente, é "necessária - como vos disse em Aparecida - uma catequese social e uma adequada formação na doutrina social da Igreja, sendo muito útil para isso o "Compêndio da Doutrina Social da Igreja"" (Discurso inaugurai da V conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe, 3). Isto significa também que em determinadas ocasiões, os pastores devem mesmo lembrar a todos os cidadãos o direito, que é também um dever, de usar livremente o próprio voto para a promoção do bem comum (cf. GS, 75).

Neste ponto, política e fé se tocam. A fé tem, sem dúvida, a sua natureza específica de encontro com o Deus vivo que abre novos horizontes muito para além do âmbito próprio da razão. "Com efeito, sem a correção oferecida pela religião até a razão pode tornar-se vítima de ambiguidades, como acontece quando ela é manipulada pela ideologia, ou então aplicada de uma maneira parcial, sem ter em consideração plenamente a dignidade da pessoa humana" (Viagem Apostólica ao Reino Unido, Encontro com as autoridades civis, 17-IX-2010).

Só respeitando, promovendo e ensinando incansavelmente a natureza transcendente da pessoa humana é que uma sociedade pode ser construída. Assim, Deus deve "encontrar lugar também na esfera pública, nomeadamente nas dimensões cultural, social, econômica e particularmente política" (Caritas in veritate, 56). Por isso, amados Irmãos, uno a minha voz à vossa num vivo apelo a favor da educação religiosa, e mais concretamente do ensino confessional e plural da religião, na escola pública do Estado.

Queria ainda recordar que a presença de símbolos religiosos na vida pública é ao mesmo tempo lembrança da transcendência do homem e garantia do seu respeito. Eles têm um valor particular, no caso do Brasil, em que a religião católica é parte integral da sua história. Como não pensar neste momento na imagem de Jesus Cristo com os braços estendidos sobre a baia da Guanabara que representa a hospitalidade e o amor com que o Brasil sempre soube abrir seus braços a homens e mulheres perseguidos e necessitados provenientes de todo o mundo? Foi nessa presença de Jesus na vida brasileira, que eles se integraram harmonicamente na sociedade, contribuindo ao enriquecimento da cultura, ao crescimento econômico e ao espírito de solidariedade e liberdade

Amados Irmãos, confio à Mãe de Deus e nossa, invocada no Brasil sob o título de Nossa Senhora Aparecida, estes anseios da Igreja Católica na Terra de Santa Cruz e de todos os homens de boa vontade em defesa dos valores da vida humana e da sua transcendência, junto com as alegrias e esperanças, as tristezas e angústias dos homens e mulheres da província eclesiástica do Maranhão. A todos coloco sob a Sua materna proteção, e a vós e ao vosso povo concedo a minha Bênção Apostólica."

Fonte: O Estado de São Paulo

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

De obispo anglicano a laico católico, «pero con la Iglesia»


La cabeza de la comunidad anglicana de Fulham ha sido el primer obispo anglicano en anunciar que dimitirá para ingresar en un Ordinariato anglocatólico.




 John Broadhurst, obispo de Fulham, no sólo ha sido el primer obispo de la Iglesia de Inglaterra en anunciar públicamente que a fin de año dimitirá para ingresar en un Ordinariato anglocatólico, aceptando la doctrina del Catecismo Católico y la autoridad del Papa. También ha sido el primero en explicar su decisión con detalle en la radio, en concreto en el programa «Sunday» de BBC Radio 4.

«La Iglesia anglicana se ha ido separando de la católica con sus decisiones, y tenemos todo el asunto del matrimonio gay en la Comunión Anglicana, y las mujeres sacerdote en Inglaterra, y las mujeres obispo, y recientemente llegó la oferta del Papa, muy generosa, en “Anglicanorum Coetibus”, que dice a anglicanos como yo: “Hay un hogar para vosotros, si queréis”».

Broadhurst está renunciando a mucho. Como católico, al estar casado, no podrá ser obispo. De hecho, no tiene ninguna seguridad de que la Iglesia Católica lo tome como sacerdote, aunque le gustaría y, con permiso de Roma, es posible. «Yo espero y deseo dimitir a final de año y tengo la esperanza de entrar en el Ordinariato. Tengo la esperanza de ser sacerdote, pero, al final, si he de ser un simple seglar, lo acepto, no pasa nada. Como decíamos en el debate sobre mujeres obispo: el ministerio no es una carrera, sino una vocación. Es lo que la Iglesia requiere de ti, no lo que tú pides a la Iglesia».

Después de 25 años en el Sínodo de la Iglesia Anglicana, está convencido de que ya no hay sitio para los conservadores en ella. Según el informe «Cost of Conscience» de 2002, que entrevistó a 2.000 clérigos anglicanos, sólo una de cada tres sacerdotisas anglicanas cree en la maternidad virginal de María, casi la mitad niega que Jesús resucitara, un 30% niega la Trinidad y una de cada cuatro no cree en «Dios Padre Todopoderoso» ni en «Dios Espíritu Santo». Y las que hoy son sacerdotisas enseguida serán obispas. «Ya dije en 1994 que no puedes tener sacerdotisas sin tener obispas», explica Broadhurst.

El aún obispo anglicano cree que el Ordinariato católico nacerá pequeño al principio, «porque para muchos sacerdotes, con esposa y familia, es muy duro pasar a una situación insegura, pero he recibido muchos e-mails de laicos preguntando “¿cómo se entra?”. No puedes unirte a algo que aún no existe». Él, en cualquier caso, está convencido de su decisión.

En Baltimore, 85% a favor
La parroquia episcopaliana de Mount Calvary, en Baltimore, Estados Unidos, votó este fin de semana a favor de entrar en bloque en la Iglesia Católica a través de un Ordinariato anglocatólico. El 85% de los feligreses votó en ese sentido. La Iglesia Episcopaliana (anglicanos liberales de EE UU) puede que se enfrente a la Católica, a los parroquianos o al Ordinariato (cuando se cree) por la propiedad del edificio,  y su decisión puede influir a otros grupos, pero los fieles prefieren la unión con Roma, con o sin los locales.

Crisis de la vida religiosa: autosecularización


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Se ha publicado en L’Osservatore Romano un artículo del Arzobispo Jean Louis Brugués O.P., Secretario de la Congregación para la Educación Católica, en el cual realiza un análisis muy realista de la actual secularización y crisis de la vida religiosa.


La vida religiosa se encuentra sometida actualmente a notables presiones. En particular, pienso que merecen atención dos tipos de condicionamientos. El primero concierne a la secularización. Un fenómeno histórico nacido en Francia a mitad del siglo XVIII, que ha terminado por embestir todas las sociedades que querían entrar en la modernidad. También la apertura al mundo, justamente proclamada por el concilio Vaticano II, ha sido interpretada, bajo la presión de las ideologías del momento, como un pasaje necesario a la secularización. Y de hecho, en los últimos cincuenta años, hemos asistido a una formidable iniciativa de autosecularización dentro de la Iglesia. Los ejemplos no faltan: los cristianos están prontos a comprometerse al servicio de la paz, de la justicia y de las causas humanitarias, ¿pero creen aún en la vida eterna? Nuestras Iglesias han puesto en acto un inmenso esfuerzo por renovar la catequesis, ¿pero esta misma catequesis habla todavía de la escatología, de la vida después de la muerte? Nuestras Iglesias se han comprometido en la mayor parte de los debates éticos del momento, ¿pero discuten sobre el pecado, la gracia y las virtudes teologales? Nuestras Iglesias han recurrido a lo mejor del propio ingenio para mejorar la participación de los fieles en la liturgia, ¿pero no ha perdido ésta última, en gran parte, el sentido de lo sagrado, aquel gusto de eternidad? Nuestra generación, tal vez sin darse cuenta de ello, ¿no ha soñado, quizá, una “Iglesia de los puros”, poniéndose en guardia contra todo manifestación de devoción popular?

¿Qué ha resultado, en tal contexto, de aquella vida religiosa que había sido presentada, de manera tradicional, como un signo escatológico y una anticipación del Reino que ha de venir? De hecho, religiosos y religiosas han abandonado pronto el hábito de la propia familia para vestirse como todos los otros. A menudo han abandonado los propios conventos, considerados demasiado vistosos o demasiado ricos, en beneficio de pequeñas comunidades esparcidas en los pueblos o en las grandes áreas urbanas. Han elegido oficios profanos, se han comprometido en actividades sociales y caritativas, o bien se han puesto al servicio de causas humanitarias. Se han hecho similares a los otros y se han disuelto en la masa, a veces para ser la levadura de la masa, pero también, en muchos casos, porque esa actitud respondía al clima de los tiempos.

No deberíamos subestimar los méritos de este enfoque ni los beneficios que de esto obtiene la Iglesia todavía hoy. Aquellos religiosos y religiosas, de hecho, se han hecho más cercanos a las personas y, en particular, a los más desfavorecidos, mostrando un rostro de la Iglesia más humilde y más fraterno. Sin embargo, esta forma de vida religiosa no parece tener ya futuro, casi no atrae más vocaciones. Casi la totalidad de las congregaciones activas, nacidas en el siglo XIX o al comienzo del XX, se encuentran moribundas y su desaparición es sólo una cuestión de tiempo. Las casas generales y los grandes conventos se han transformado ya en casas de reposo para ancianos. Entre 1973 y 1985, 268 congregaciones francesas de las 369 existentes han cerrado el propio noviciado. La situación, desde entonces, no ha hecho más que empeorar. La auto-secularización ha socavado los fundamentos de la vida religiosa. La crisis ha golpeado, sobre todo, las formas de vida activa y menos las contemplativas, porque la secularización había orientado todo lo que es religioso hacia la militancia o el compromiso social.

El hecho es que el militante o la persona comprometida en lo social, actualmente, tienden a permanecer laicos. Estamos en la segunda tipología de presión ejercida sobre la vida religiosa. Para afrontar el desafío de la secularización, el Concilio ha tenido la genial intuición de confiar esta misión a los laicos. Aquellos que tenían la aventura de ser los actores principales de la sociedad secular, ¿no eran tal vez los más apropiados para realizar tal tarea? El Vaticano II ha valorizado – no digo que ha revalorizado ya que una empresa similar nunca había tenido lugar en el pasado – la vocación de los laicos. Sin embargo, precisamente la valorización del laicado provocó una suerte de aplastamiento de la vida religiosa “activa”. Si esta última, de hecho, ha reconocido por largo tiempo la propia identificación con un servicio específico ofrecido a la Iglesia y a la sociedad – como la enseñanza en las escuelas o el cuidado de los enfermos en los hospitales -, desde el momento en que los laicos eran llamados a brindar los mismos servicios y a dedicarse a similares actividades, la vida religiosa activa perdía su razón de ser. Hoy ya no es necesario pasar por una consagración para brindar los mismos servicios. Cuando nos encontramos en presencia de una maestra que enseña con pasión o de una enfermera servicial, deseosas de llevar una vida auténticamente cristiana, podríamos preguntarnos si la misma mujer, cien o ciento cincuenta años atrás, no se habría presentado a la puerta de una de aquellas recién nacidas congregaciones que hemos evocado anteriormente.

Esto nos lleva a la siguiente conclusión: hoy más que nunca, la vida religiosa no puede ser definida partiendo de un “hacer” sino, más bien, por un modo de ser y por un estilo de vida. Los dos riesgos que hemos descrito en forma sintética y – no tengo dificultad en admitirlo – sin demasiados matices, de la auto-secularización y de la valorización del laicado, constituyen un peligro para la vida religiosa. Su combinación ha provocado en esta última una suerte de implosión. Por lo tanto, la situación actual de la vida religiosa, sobre todo en las Iglesias occidentales, se presenta de modo paradójico. Por una parte, después del Concilio, gozamos de las ventajas de una importante renovación de la teología de la vida religiosa. Por otra, hemos asistido al derrumbamiento de numerosas congregaciones, así como a un florecimiento de nuevas formas de vida religiosa en la primera mitad de los años `70.

Este carácter paradójico nos invita, por lo tanto, a volver a lo esencial. Comenzando por el hecho de que la vida religiosa es única en su esencia y plural en sus formas. En otras palabras, estas múltiples formas nacen todas de un tronco común, el de la vida y la tradición monástica. En consecuencia, la primera dimensión es mística: la vida religiosa nos sumerge en el misterio de la muerte y de la resurrección de Cristo. Por lo tanto, es equivocado definir un instituto a partir de su actividad. Aún si ha sido de este modo cómo han sido concebidas las congregaciones nacidas en los dos siglos pasados.

Esta llamada a estar con el Señor es transmitida a una persona singular – toda vocación es muy personalizada y no existen dos caminos que sean realmente iguales – invitándola, sin embargo, a unirse a una comunidad específica. Algunos experimentan una suerte de deslumbramiento con una comunidad y ni siquiera les viene a la mente ir a llamar a otra puerta. Otros, en cambio, se conceden un largo tiempo de reflexión, durante el cual dan vueltas por muchas casas y se dedican a estudios comparativos muy minuciosos. En toda época ha habido matrimonios de amor y matrimonios de razón. Lo que es cierto, sin embargo, es que la atracción está siempre vinculada a la vida comunitaria. De hecho, el código de derecho canónico define la vida religiosa como una vida esencialmente comunitaria. Y esta vida comunitaria es eminentemente espiritual en la medida en que es el Espíritu Santo quien la anima y la lleva adelante. Podemos, por lo tanto, deducir de esto que la fe dada por el Espíritu representa la clave de lectura de todos los elementos que constituyen la vida religiosa, comenzando por los votos y por la oración.

En este sentido, la pobreza religiosa no es un concepto sociológico. No está hecha para dar el ejemplo de la pobreza. La palabra misma no ha hecho su aparición sino en época tardía; antes, se hablaba de sine proprio, o bien de communio, términos mucho más sugestivos. El voto religioso corresponde, por lo tanto, a un acto de fe por medio del cual el religioso acepta aquel don del Espíritu que lo compromete a no tener nada para sí con el fin de vivir del modo más intenso posible su comunión con la vida fraterna.

Del mismo modo, la obediencia religiosa no es in primis de naturaleza ascética o pedagógica. Sin duda presupone una ascesis en la medida que implica una cierta renuncia a la propia voluntad. Presenta, además, una dimensión pedagógica, en la medida que mira a educar en nosotros la libertad de los hijos de Dios. Su naturaleza, sin embargo, es esencialmente mística: nos hace entrar en un sistema en el que manda el Espíritu. La fe nos lleva a afirmar que el mandato dado no viene, en primer lugar, de la voluntad del superior – aunque lleva la marca de su psicología, tal vez también de su patología – sino del Espíritu, del cual el superior es, en cierto sentido, el representante visible. En aquel punto, dejamos de comportarnos como una entidad singular para convertirnos en cuerpo fraterno.

También entre el amor humano y la castidad religiosa – si bien poseen diversos puntos en común – existe una diferencia esencial. El amor humano comporta una opción y una conquista, se presenta como un amor de exclusión: elegir una mujer específica comporta renunciar a todas las otras. Ahora, contrariamente a las apariencias, que nos llevan a sostener que hemos elegido nosotros hacernos carmelitas o dominicos, la vida religiosa no se elige: nos encontramos involucrados en esta vida bajo el impulso del Espíritu. Para cada uno de nosotros sería imposible permanecer fieles a las promesas de nuestro bautismo fuera de la vida religiosa. En esta última, no existe ninguna conquista ni ninguna exclusión: el Espíritu nos hace partícipes de una comunidad de acogida en la que todos deben aprender a vivir como hermanos.

Finalmente, es en la fe dada por el Espíritu que vivimos la oración, no como una actividad entre las otras, es decir sólo una actividad más, ni como una amenaza para las diversas actividades implicadas por el estilo de vida – todos nosotros conocemos bien aquella tensión entre nuestro trabajo y el tiempo dedicado a la oración, que equivale con demasiada frecuencia a un tiempo residual. En el simbolismo monástico, el claustro, es decir la apertura al Espíritu, representa el vínculo entre la iglesia, lugar de oración (Opus Dei), y los diversos lugares de trabajo (opus hominis) pero como una escuela en la que aprendemos a convertirnos en “mendigos del Señor”.


Fuente: L’Osservatore Romano
Traducción: La Buhardilla de Jerónimo