sábado, 30 de abril de 2011

Nota del Maestro de las Celebraciones Litúrgicas Pontificias sobre la celebración para la Beatificación del Siervo de Dios Juan Pablo II


Libro de la Beatificación en pdf
 

II DOMINGO DE PASCUA

BEATIFICACIÓN DE JUAN PABLO II


Desarrollo de la celebración

Está previsto un tiempo de preparación a la celebración eucarística, que comenzará a las 9 a.m. y será animada por el Coro de la Diócesis de Roma, dirigido por Mons. Marco Frisina. Los textos en los diversos idiomas serán leídos por los miembros de la postulación que en los últimos años han trabajado en el proceso de beatificación de Juan Pablo II. En este tiempo será recitada en diferentes idiomas, la coronilla de la Divina Misericordia, considerando se unión con la Beatificación y con el II Domingo de Pascua o de la Divina Misericordia. La imagen de Divina Misericordia, traída de la Iglesia del Espíritu Santo en Sassia, estará presente en la parte elevada de plaza, frente a la Basílica hasta el comienzo de la Santa Misa.

La celebración tiene las características típicas de las celebraciones de beatificación. El Rito está inserto dentro de la Santa Misa y se lleva a cabo inmediatamente después de los Ritos de introducción y el Acto penitencial. El cardenal Agostino Vallini, Vicario General de Su Santidad para la Diócesis Roma, pide que se proceda a la Beatificación del Siervo de Dios Juan Pablo II. Después, lee una breve biografía del Siervo de Dios Juan Pablo II. Inmediatamente el Santo Padre pronuncia la fórmula de Beatificación. Sigue la colocación en el altar de las reliquias del nuevo Beato mientras viene develada la imagen del Beato, colocada bajo el balcón central de la Basílica Vaticana. Al final del rito, el cardenal Vallini da las gracias al Santo Padre y, junto con el Postulador, se acerca al Papa para el abrazo de la paz. La Misa continúa con el canto del "Gloria".

Al final de la Celebración de la Eucaristía, el Santo Padre, junto con los Señores Cardenales celebrantes, se dirige al interior de la Basílica para realizar el acto de veneración ante el cuerpo del nuevo Beato. Luego de las autoridades presentes y los Obispos, también los demás fieles podrán cumplir con el acto de culto.

Algunos particularidades

- Concelebraran con el Santo Padre los Señores Cardenales. A ellos se unirá sus Excelencia Monseñor Mieczyslaw Mokrzycki, secretario de Juan Pablo II de 1995 al 2005 2º.

- La procesión de entrada se iniciará desde el Portón de Bronce y continuará por la nave central de la Plaza San Pedro.

- El cáliz utilizado por el Santo Padre es aquel que generalmente utilizó Juan Pablo II en los últimos años de su pontificado

- La casulla y mitra usadas por el Santo Padre fueron realizados bajo el pontificado de Juan Pablo II y utilizados a menudo por él.

- La imagen presente en el balcón central de la Basílica de San Pedro, develada en en el momento de la beatificación, es una reproducción fotográfica del Papa Juan Pablo II en 1995.

- La reliquia que será expuesta a la devoción de los fieles es un pequeño frasco de sangre, contenida en un precioso relicario preparado especialmente por la Oficina de las Celebraciones Litúrgicas del Papa (véase la nota de prensa, boletín N 241). La reliquia será llevada al Altar por algunos jóvenes de la Diócesis de Roma y de la diócesis de donde viene la religiosa que recibió el milagro; de Sor Tobiana, de la Congregación de las Esclavas del Sagrado Corazón de Jesús, quien sirvió en el departamento de Juan Pablo II en su pontificado y la hermana Marie Simón Pierre, de la Congregación de las Petites Soeurs des Maternités (Pequeñas Hermanas de la Maternidad), que fue sanada milagrosamente por el nuevo Beato.

- Los arreglos florales de la plaza son cortesía de la Regione Puglia y la Società cooperativa Progetto 2000, Polifor (Ravenna), Associazione Vivai Pistoiesi, Interflora Italia

- La parte musical está a cargo de la Pontificia Coral conocida como "Sistina", junto con la orquesta del Conservatorio de Santa Cecilia y el Coro de la Diócesis de Roma.

- El servicio litúrgico está a cargo de los seminaristas del Seminario Mayor de Roma. Los Diáconos son los ordenandos sacerdotes este año para la Diócesis de Roma.



Vigília da Beatificação no Circo Máximo revela aspectos desconhecidos de João Paulo II



Intervenções de Ir. Marie Simon-Pierre, Navarro-Valls e cardeal Dziwisz

Por Jesús Colina

ROMA, sábado, 30 de abril de 2011 (ZENIT.org) - As 200 mil pessoas que participaram na noite deste sábado da vigília de preparação para a beatificação de João Paulo II descobriram aspectos desconhecidos de sua vida, graças aos testemunhos de seus colaboradores mais próximos.

Uma intervenção esperada, seguida também por canais de TV de mais de 100 países, foi a da Ir. Marie Simon-Pierre, religiosa das Maternidades Católicas, cuja cura do mal de Parkinson foi o fenômeno cientificamente inexplicável que permitiu o reconhecimento de sua beatificação.

“João Paulo II está vendo vocês do céu e sorri”, disse a religiosa, que narrou detalhes do sofrimento que lhe havia provocado a enfermidade que também João Paulo II vivera. Ela confessou: “impressionou-me o fato de que minha experiência tenha contribuído para a beatificação de João Paulo II e que eu possa testemunhar aqui”.

Porta-voz

Joaquín Navarro Valls, que foi porta-voz de João Paulo II durante 21 anos, explicou que para compreender esse papa é preciso entender o que é a Divina Misericórdia. Ele revelou que o papa se confessava todas as semanas, “pois sabia que nós, seres humanos, não podemos nos fazer belos, puros, por nós mesmos. Temos necessidade da ajuda que procede de Deus através dos sacramentos”.

“Para um cristão, rezar é um dever e também o resultado de uma convicção; para ele era uma necessidade, não podia viver sem rezar”, disse. “Vê-lo rezar era ver uma pessoa que está em conversa com Deus”.

Navarro-Valls recordou que com frequência o via em sua capela privada, de joelhos, com pedaços de papel, que lia e depois encomendava na oração. Eram intenções de oração de pessoas de todo o mundo, a ele confiadas em cartas.

Secretário

Falou também o cardeal Stanisław Dziwisz, arcebispo de Cracóvia, que foi secretário de Wojtyla durante 40 anos.

Tomou a palavra para recordar que os dois amores de sua vida foram “Deus (Jesus Cristo) e o homem, sobretudo os jovens”.

Recordou quais foram as duas ocasiões em que viu João Paulo II “verdadeiramente enfadado”. Ainda que “havia motivo”.

A primeira vez foi em Agrigento, na Sicília, a 9 de maio de 1993, quando “ergueu a voz contra a máfia. Nós ficamos todos assustados”, recordou.

A outra ocasião foi durante o Angelus antes da guerra do Iraque, quando falou com firmeza: “Não à guerra, a guerra não resolve nada. Eu vivi a guerra; sei o que é a guerra”.

“Enviou um cardeal a Washington e outro a Bagdá para dizer: não tentem resolver os problemas com a guerra! E teve razão. A guerra existe ainda e não resolveu nada”.

Ao final, o cardeal Dziwisz confessou também a grande satisfação de sua vida: “ao início o chamavam de ‘papa polonês’. Mas depois todos o chamaram de ‘nosso papa’, inclusive muitos que não são cristãos. Mas amanhã o chamaremos ‘João Paulo II, beato’”, reconheceu, comovido, entre aplausos.

Rosário mundial

Concluiu assim a primeira parte da vigília, a Celebração da Memória através dos testemunhos. A segunda se converteu em um Rosário mundial, que uniu em cada um dos cinco mistérios luminosos Roma com grandes santuários do mundo.

De Lagniewniki, na Cracóvia, se rezou pela juventude; de Kawekamo-Bugando (Tanzânia) pela família; de Nossa Senhora do Líbano-Harissa, pela evangelização, da basílica de Santa Maria de Guadalupe, no México, pela paz entre as nações, e de Fátima pela Igreja.

O ato concluiu às 22h30 com a oração final e a bênção que Bento XVI concedeu do Palácio Apostólico, via conexão televisiva.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

"Il Linguaggio della Celebrazione Liturgica" di Mons. Guido Marini



IL LINGUAGGIO DELLA
CELEBRAZIONE LITURGICA

di Mons. Guido Marini
MAESTRO DELLE CELEBRAZIONI LITURGICHE PONTIFICIE

Conferenza tenuta il 24 febbraio 2011,
nell'Università Pontificia della Santa Croce - Roma, durante il corso:

"Ars celebrandi. Premessa per una fruttuosa partecipazione alla celebrazione eucaristica".


Fonte: www-maranatha-it.blogspot.com

Primeiras imagens da trasladação do corpo de João Paulo II


Caixão com o corpo de João Paulo II trasladado para junto do túmulo de São Pedro. Vai ser exposto à veneração dos fiéis após a celebração da beatificação, no domingo

(29/4/2011) O caixão de João Paulo II foi hoje retirado do seu túmulo e colocado junto ao de São Pedro, onde vai ficar até à manhã de domingo.
Em conferência de imprensa, o padre Federico Lombardi, director da Sala de Imprensa da Santa Sé, referiu que os trabalhos “começaram esta manhã, por parte do pessoal da fábrica de São Pedro”, com a retirada da lápide de mármore, conservada intacta, a qual seguirá para Cracóvia, na Polónia, para ser colocada numa nova igreja, dedicada ao futuro beato.
O caixão de Karol Wojtyla permanecerá no piso inferior da basílica de São Pedro até domingo de manhã sendo depois colocada à “veneração dos fiéis” em frente ao altar principal da Basilica.
A trasladação definitiva para a capela de São Sebastião, onde o túmulo do beato João Paulo II irá ficar, terá lugar no final da tarde da próxima segunda-feira, de forma privada, com a basílica fechada.
Esta capela fica localizada na nave da basílica do Vaticano, junto da famosa 'Pietà' de Miguel Ângelo.
Na breve cerimónia desta manhã participaram, entre outros, o secretário de Estado do Vaticano, cardeal Tarcisio Bertone, e o secretário particular de João Paulo II, cardeal Stanislaw Dziwisz.
No caixão, além da cruz e das armas do pontificado, está uma inscrição em latim identificando João Paulo II, com uma breve síntese da sua vida, incluindo datas de nascimento e de morte, para além da duração do seu pontificado.
O programa completo das celebrações ligadas à beatificação inicia-se a 30 de abril com uma vigília ao ar livre, no Circo Máximo de Roma, momento em que haverá uma ligação em direto a cinco locais de culto dedicados à Virgem Maria, em todo o mundo, incluindo o santuário de Fátima.
A missa da beatificação decorre na praça de São Pedro, podendo os fiéis entrar, livremente, a partir das 05:00.
Na segunda feira dia 2 na Praça de S. Pedro o cardeal Secretario de Estado Tarcisio Bertone preside uma Missa de acção de graças

Fonte: Radio Vaticano


Semana Santa em Frederico Westphalen (II)



  



  



quinta-feira, 28 de abril de 2011

Segunda-feira de Páscoa em Emaús

 
 
 

Tornielli: Por qué Juan Pablo II no fue “santo subito”


Artículo de Andrea Tornielli, publicado en el periódico La Stampa del 27 de abril.

En las primeras semanas de su pontificado, Benedicto XVI tomó seriamente en consideración el pedido de proclamar al Papa Wojtyla “santo subito”, es decir, de abrir directamente un proceso para la canonización saltando el paso intermedio de la beatificación. Un evento que habría sido sin precedentes en la época moderna. Ratzinger no dijo no de inmediato y valoró la propuesta que daba forma a una aspiración del mismo secretario particular de Wojtyla, Stanislaw Dziwisz.

Pidió consejo a algunos colaboradores de la Curia romana y finalmente estableció permitir de inmediato la apertura del proceso, sin esperar los cinco años desde la muerte, pero sin omitir el grado de beato.

Es necesario volver a la gran emoción de los días sucesivos a la muerte de Juan Pablo II para comprender lo que ocurrió en los sagrados palacios del otro lado del Tíber. Los cardenales, mientras se reunían para decidir el desarrollo de los funerales y preparar el cónclave del cual saldría elegido Benedicto XVI, podían ver la fila ininterrumpida de personas que pasaban frente a los restos mortales de Wojtyla.

El cardenal eslovaco Josef Tomko, prefecto emérito de Propaganda Fide y amigo del Pontífice recién fallecido, se hizo promotor de una recolección de firmas entre los colegas purpurados para pedir al nuevo Papa, quienquiera que fuese, abrir la causa para llevar al predecesor a los altares.

El entonces decano del colegio cardenalicio, Joseph Ratzinger, en la homilía de la Misa fúnebre habló de Wojtyla asomado a la ventana del cielo, y sus palabras fueron consideradas como un viático a la aureola.

Inmediatamente después de la elección, fue el cardenal Ruini quien presentó la petición de los purpurados. Por parte de Dziwisz, en cambio, llegó a Benedicto XVI la sugerencia de proceder con la proclamación de “santo subito”.

Ratzinger, que había conocido de cerca a Wojtyla y había sido uno de sus más antiguos y estrechos colaboradores, quiso valorar con calma los pro y contra: por una parte, la fama de santidad difundida a nivel popular y la excepcionalidad de la figura del predecesor; por otra, las reglas canónicas y el impacto que tal excepción habría tenido pasando inmediatamente a una proclamación de santidad.

El nuevo Papa sabía bien que algo similar había sido tomado en consideración apenas dos años antes, en junio de 2003, cuando el Secretario de Estado Angelo Sodano había escrito una carta en nombre de Juan Pablo II a algunos cardenales de la Curia Romana, pidiendo su parecer sobre la posibilidad de proclamar santa directamente a la madre Teresa de Calcuta, sin pasar por la beatificación. Al Papa Wojtyla aquella idea no le disgustaba, pero quiso consultar a los colaboradores, que la desaconsejaron. Así, Madre Teresa se convirtió en beata pero no santa.

Consultados algunos colaboradores, Benedicto XVI siguió la misma línea. Decidió derogar la espera de los cinco años pero estableció que la causa del predecesor, aún siguiendo un carril preferencial en cuanto a los tiempos, tuviese lugar según los procedimientos regulares, sin atajos ni descuentos. El hecho de que a apenas seis años de la muerte Juan Pablo II se convierta en beato es ya de por sí un hecho excepcional. Desde hacía más de un milenio, de hecho, un Papa no elevaba a los altares a su inmediato predecesor.

Él último Papa que se habría querido “santo subito”, antes de Wojtyla, fue Juan XXIII: los padres del Vaticano II propusieron a su sucesor Pablo VI canonizarlo en el Concilio, por aclamación. También aquella vez el Papa eligió actuar de modo diverso e hizo comenzar un proceso regular para Roncalli, acompañado de otro proceso para Pío XII.



Semana Santa em Frederico Westphalen



















quarta-feira, 27 de abril de 2011

Bento XVI na Audiência geral: Os cristãos estejam empenhados na transformação do mundo á luz do amor do Ressuscitado



(27/4/2011) Na audiência geral desta quarta feira, na Praça de S. Pedro, o Papa desenvolveu uma catequese sobre a Páscoa , coração do mistério cristão e fundamento da nossa fé. A Ressurreição de Cristo – explicou - longe de convidar os cristãos a evadir do mundo, torna-os ainda mais empenhados na sua transformação á luz do amor. Os cristãos são chamados a ser fermento novo no mundo, doando-se sem reservas pelas causas mais urgentes e mais justas. Cristo ressuscitou verdadeiramente ! Não podemos ter só para nós a vida e a alegria que Ele nos deu na sua Páscoa – concluiu - mas devemos dá-la a todos aqueles que se aproximam de nós. É a nossa tarefa e a nossa missão: fazer ressurgir no coração do próximo a esperança lá onde há desespero , a alegria onde se encontra a tristeza, a vida onde há morte. Testemunhar cada dia a alegria do Senhor ressuscitado significa viver sempre de maneira pascal e fazer ressoar a alegre noticia que Cristo não é uma ideia ou uma recordação do passado, mas uma Pessoa que vive conosco, para nós e em nós, e com Ele e nele podemos fazer novas todas as coisas.

Não faltaram nesta audiência palavras do Papa em português:

Queridos irmãos e irmãs,
A Páscoa é o centro do mistério cristão, pois tudo tem como ponto de partida a ressurreição de Cristo. Da Páscoa irradia, como de um centro luminoso, toda a liturgia da Igreja, que dela toma o seu conteúdo e significado. A celebração litúrgica da morte e ressurreição de Cristo não é uma simples comemoração, mas a atualização no mistério dessa realidade pela qual Cristo iniciou uma nova condição do nosso ser homens: uma vida imersa na eternidade de Deus. Por isso, toda a nossa existência deve assumir uma forma pascal, como ensina São Paulo na Carta aos Colossenses: “Se ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas do alto” (3,1). Longe de significar um desprezo das realidades terrenas, o Apóstolo diz-nos que devemos buscar aquilo que pertence ao “homem novo”, revestido de Cristo pelo Batismo, mas que tem necessidade incessante de se renovar à imagem d’Aquele que o criou. Cada cristão, bem como cada comunidade, que vive a experiência desta passagem de ressurreição, não pode deixar de converter-se em fermento novo no mundo, doando-se sem reservas às causas mais urgentes e justas, como demonstram os testemunhos dos Santos de todas as épocas e lugares.

Queridos peregrinos de língua portuguesa, particularmente os portugueses vindos de Lisboa e da Sertã e os brasileiros de Poços de Caldas, a minha saudação, com votos duma boa continuação de santa Páscoa! Não podemos guardar só para nós a vida e a alegria que Cristo nos deu com a sua Ressurreição, mas devemos transmiti-la a quantos se aproximam de nós. Assim, fareis surgir no coração dos outros a esperança, a felicidade e a vida! Sobre vós e vossas famílias, desça a minha Bênção Apostólica.

Fonte: Radio Vaticano


terça-feira, 26 de abril de 2011

Regina Cæli da Segunda-feira do Anjo



Queridos irmãos e irmãs!

Surrexit Dominus vere! Alleluja!
A Ressurreição do Senhor assinala a renovação da nossa condição humana. Cristo derrotou a morte, causada pelo nosso pecado, e nos reporta à vida imortal. De tal evento emana a vida inteira da Igreja e a existência mesma dos cristãos. Lemo-lo exatamente hoje, Segunda-feira do Anjo, no primeiro discurso missionário da Igreja nascente: "A este Jesus – proclama o apóstolo Pedro – Deus o ressuscitou: do que todos nós somos testemunhas. Exaltado pela direita de Deus, havendo recebido do Pai o Espírito Santo prometido, derramou-o como vós vedes e ouvis" (At 2,32-33). Um dos sinais característicos da fé na Ressurreição é a saudação entre os cristãos no tempo pascal, inspirado pelo antigo hino litúrgico: "Cristo ressuscitou! / Verdadeiramente ressuscitou!". É uma profissão de fé e um compromisso de vida, exatamente como aconteceu às mulheres descritas no Evangelho de São Mateus: "Nesse momento, Jesus apresentou-se diante delas e disse-lhes: Salve! Aproximaram-se elas e, prostradas diante dele, beijaram-lhe os pés. Disse-lhes Jesus: Não temais! Ide dizer aos meus irmãos que se dirijam à Galileia, pois é lá que eles me verão" (28,9-10). "É a Igreja toda – escreve o Servo de Deus
Paulo VI – que recebe a missão de evangelizar, e a atividade de cada um é importante para o todo. Ela fica aí como um sinal, a um tempo opaco e luminoso, de uma nova presença de Jesus, sacramento da sua partida e da sua permanência, Ela prolonga-o e continua-o" (Ex. Ap. Evangelii Nuntiandi, 8 dicembre 1975, 15: AAS 68 [1976], 14).

De que modo podemos encontrar o Senhor e tornar-nos sempre mais suas autênticas testemunhas? São Máximo de Turim afirma: "Quem deseje chegar ao Salvador, em primeiro lugar, deve colocá-lo com a própria fé à direita da divindade e colocá-lo com a persuasão do coração nos céus" (Sermo XXXIX a, 3: CCL 23, 157), deve, isto é, aprender a dirigir constantemente o olhar da mente e do coração à altura de Deus, onde está o Cristo ressuscitado. Na oração, na adoração, portanto, Deus encontra o homem. O teólogo Romano Guardini observa que "a adoração não é qualquer coisa de acessória, secundária ... trata-se de interesse último, do sentido e do ser. Na adoração, o homem reconhece o quanto vale em sentido puro, simples e santo" (La Pasqua, Meditazioni, Brescia 1995, 62). Somente se sabemos dirigir-nos a Deus, rezar a Ele, podemos descobrir o significado mais profundo da nossa vida, e o caminho cotidiano é iluminado pela luz do Ressuscitado.

Queridos amigos, a Igreja, no Oriente e no Ocidente, hoje festeja São Marcos evangelista, sábio anunciador do Verbo e escritor das doutrinas de Cristo – como antigamente era descrito. Ele é também o Patrono da cidade de Veneza, onde, a Deus aprazendo, me dirigirei em visita pastoral em 7 e 8 de maio próximos. Invoquemos agora a Virgem Maria, a fim de que nos ajude a cumprir fielmente e na alegria a missão que o Senhor Ressuscitado confia a cada um.

[Após a oração do Regina Caeli, o Papa dirigiu-se aos fiéis em seis línguas diferentes. Em espanhol, disse]

Que no deje de resonar en el mundo y en la Iglesia la alegre noticia de la resurrección de Jesucristo de entre los muertos. Que la paz, que nace del triunfo del Señor sobre el pecado, se extienda por toda la tierra, en particular por aquellas regiones que más la necesitan. Que la claridad victoriosa de su semblante ilumine vuestras vidas, vuestras familias y vuestras ciudades, y fortalezca también vuestros corazones con la esperanza de la salvación que Cristo nos ha ganado con su pasión gloriosa. Feliz Pascua a todos!

Que não deixe de ressoar no mundo e na Igreja a alegre notícia da ressurreição de Jesus Cristo dentre os mortos. Que a paz, que nasce do triunfo do Senhor sobre o pecado, se estenda por toda a terra, en particular por aquelas regiões que mais necessitam. Que a claridade vitoriosa de seu semblante ilumine vossas vidas, vossas famílias e vossas cidades, e fortaleça também vossos corações com a esperança da salvação que Cristo nos alcançou com sua paixão gloriosa.

Feliz Páscoa a todos!