domingo, 21 de outubro de 2012

El retorno del "Fanon" a la Liturgia Papal



El 21 de Octubre el Santo Padre Benedicto XVI nos sorprende con el retorno del "Fanon" a las vestiduras litúrgicas propias del Romano Pontífice.

El Fanon es una una especie de muceta de seda blanca adornada con unas estrechas franjas doradas, de manera que alternan con el color blanco; la parte frontal de éste está adornada con una cruz. bordada en oro. Originalmente era similar a un amito pero, más tarde, terminó siendo colocado por encima del alba y, luego, por encima de la casulla; y sobre esta prenda litúrgica va colocado el Palio.



Ya es mencionado en un Ordo Romanus del siglo VIII; aunque se conocía con el nombre de "anabolagium" y todavía no pertenecía a las prendas reservadas al uso del Papa.


Desde los siglos X-XII, estará reservado para la celebración de la Santa Misa del Romano Pontífice ; así lo podemos afirmar al leer la declaración expresa de Inocencio III (1198-1216): “Romanus Pontifex post albam et cingulum assumit orale [fanon], quod circa caput involvit et replicat super humeros, legalis pontificis ordinem sequens, qui post lineam strictam et zonam induerunt ephod id est super-humerale.” Innocentius III, De Myst. Missæ, I, c. 53.


En cuanto a su factura, sabemos que a finales de la Edad Media, era de seda blanca, como lo demuestra el inventario del año 1295 del tesoro papal. Hasta entrado el siglo XV, el fanon era de forma cuadrada; la forma actual parece remontarse al siglo XVI.

Como puede verse en esta fotografía, también el Beato Juan Pablo II hizo uso el "fanon".

sábado, 13 de outubro de 2012

Bento XVI: "Aggiornamento", “atualização” não significa ruptura com a tradição, mas exprime a sua contínua vitalidade



Cidade do Vaticano (RV) - Nesta sexta-feira o Santo Padre recebeu em audiência, no Vaticano, o Patriarca Ecumênico de Constantinopla, Bartolomeu I e os bispos que participaram do Concílico Ecumênico Vaticano II, e os Presidentes de Conferências Episcopais.

O Papa ainda almoçou com os Padres Sinodais, com os bispos que participaram do Concílio Ecumênico Vaticano II, e com os Presidentes de Conferências Episcopais, cerca 500 pessoas. Presentes também o Patriarca Bartolomeu I e o Arcebispo anglicano, Willians.

No seu discurso aos Padres Conciliares e aos presidentes das Conferências Episcopais o Santo Padre afirmou que nos seus rostos via também os centenas de bispos que em todas as regiões da terra estão comprometidos no anúncio do Evangelho e no serviço à Igreja e ao homem, em obediência ao mandato recebido de Cristo.

São muitas as recordações que vêem à nossa mente – continuou o Papa – e que cada um tem bem guardado no coração daquele período tão vivaz, rico e fecundo que foi o Concílio. Gostaria de recordar de como uma palavra, lançada pelo Beato João XXIII quase de modo programático, retornava continuamente nos trabalhos conciliares: a palavra “atualização”.

Passados 50 anos da abertura daquele solene Encontro da Igreja alguém poderia se perguntar se aquela expressão, não teria sido, talvez no início, não muito feliz. Creio – disse Bento XVI –, que o Beato João XXIII queria com aquela palavra era exato e ainda o é hoje. O Cristianismo não deve ser considerado como “algo do passado”, nem deve ser vivido com o olhar perenemente dirigido “para trás”, porque Jesus Cristo é ontem, hoje e para sempre. O Cristianismo é marcado pela presença do Deus eterno, que entrou no tempo e está presente em todos os tempos, para que cada tempo surja do seu poder criador, do seu eterno “hoje”.

Por isso o Cristianismo é sempre novo, continuou o Santo Padre. Nós não o devemos jamais vê-lo como uma árvore plenamente desenvolvida como o grão de mostrada evangélico, que cresce, dá frutos e um dia envelhece e chega ao fim a sua energia vital. O Cristianismo é uma árvore em perene “aurora”, sempre jovem. E esta atualidade, esta “atualização” não significa ruptura com a tradição, mas exprime a contínua vitalidade; não significa reduzir a fé, abaixando-se aos modismos dos tempos, ao que nós gostamos, ao que a opinião pública gosta, mas é o contrário: exatamente como fizeram os Padres conciliares, devemos levar o “hoje” que vivemos à medida do evento cristão, devemos levar o “hoje” do nosso tempo no “hoje” de Deus.

O Concílio foi um tempo de graça no qual o Espírito Santo nos ensinou que a Igreja, no seu caminho na história, deve sempre falar ao homem contemporâneo, mas isso pode ocorrer somente através da força daqueles que têm raízes profundas em Deus, se deixam guiar por Ele e vivem com pureza a sua fé; não vem de quem se adapta ao momento que passa, de quem escolhe o caminho mais cômodo. 

O Papa concluiu afirmando que o Ano da fé que teve início nesta quinta-feira nos sugere o melhor modo para recordar e comemorar o Concílio: concentrar-se no coração da sua mensagem, que é a mensagem da fé em Cristo, único Salvador do mundo, proclamada ao homem do nosso tempo. (SP)

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Bento XVI: "Os Padres conciliares não podiam nem queriam criar uma Igreja nova, diversa. Não tinham o mandato nem o encargo para o fazer "

Conclio_Vaticano_II


O jornal da Santa Sé, L'Osservatore Romano, publicou uma edição especial por ocasião do 50° aniversário de abertura do Concílio Vaticano II.

A publicação, em 40 mil exemplares, é composta por narrativas intensas do período do concílio com detalhes de crônicas pouco conhecidas e fotografias raras. Abre essa edição o texto de Bento XVI que na época era jovem e participou como teólogo.

Segue na íntegra, o texto do Santo Padre.

Foi um dia maravilhoso aquele 11 de Outubro de 1962 quando, com a entrada solene de mais de dois mil Padres conciliares na Basílica de São Pedro em Roma, se abriu o Concílio Vaticano II. Em 1931, Pio XI colocara no dia 11 de Outubro a festa da Maternidade Divina de Maria, em recordação do facto que mil e quinhentos anos antes, em 431, o Concílio de Éfeso tinha solenemente reconhecido a Maria esse título, para expressar assim a união indissolúvel de Deus e do homem em Cristo. O Papa João XXIII fixara o início do Concílio para tal dia com o fim de confiar a grande assembleia eclesial, por ele convocada, à bondade materna de Maria e ancorar firmemente o trabalho do Concílio no mistério de Jesus Cristo. Foi impressionante ver entrar os bispos provenientes de todo o mundo, de todos os povos e raças: uma imagem da Igreja de Jesus Cristo que abraça todo o mundo, na qual os povos da terra se sentem unidos na sua paz.

Santa Missa na Forma Extraordinária na Festa de Nossa Senhora Aparecida em Fortaleza

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

Bento XVI: A liturgia não pode ser idealizada ou modificada pela comunidade individual ou por especialistas, mas deve ser fiel às formas da Igreja



Catequese de Bento XVI na Audiência Geral de quarta- feira

CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 03 de outubro de 2012 (ZENIT.org) – Apresentamos as palavras de Bento XVI dirigidas aos fiéis e peregrinos reunidos na Praça de São Pedro para a tradicional Audiência Geral de quarta-feira.


Queridos irmãos e irmãs,

Na última catequese, comecei a falar de uma das fontes privilegiadas de oração cristã: a liturgia sagrada, que - como afirma o Catecismo da Igreja Católica - é "participação na oração de Cristo, dirigida ao Pai no Espírito Santo. Na liturgia, toda oração cristã encontra a sua fonte e o seu termo" (n. 1073). Hoje, eu gostaria que nos perguntássemos: na minha vida, eu reservo espaço suficiente para a oração e, acima de tudo, que lugar na minha relação com Deus ocupa a oração litúrgica, especialmente a Santa Missa, como participação na oração comum do Corpo de Cristo que é a Igreja?

Ao responder a esta questão devemos primeiramente lembrar que a oração é a relação viva dos filhos de Deus com seu Pai que é infinitamente bom, com seu Filho, Jesus Cristo, e com  o Espírito Santo (cf. ibid., 2565). Assim, a vida de oração é o hábito de estar na presença de Deus e ter consciência de viver a relação com Deus como se vive as relações habituais de nossas vidas, com os familiares mais queridos, com amigos de verdade; e de fato, a relação com o Senhor é a que ilumina a todos os nossos outros relacionamentos. Esta comunhão de vida com Deus, Uno e Trino, é possível porque, pelo Batismo fomos introduzidos em Cristo, passamos a ser um com Ele (cf. Rm 6:5).

De fato, somente em Cristo podemos dialogar com Deus Pai como filhos, caso contrário não é possível, mas em comunhão com o Filho também nos podemos dizer como Ele disse: "Abba". Em comunhão com Cristo, podemos conhecer a Deus como verdadeiro Pai (cf. Mt 11:27). Por isso, a oração cristã é olhar constantemente e de maneira sempre nova a Cristo, conversar com Ele, ficar em silêncio com Ele, ouvi-lo, agir e sofrer com Ele. O cristão descobre sua verdadeira identidade em Cristo, "primogênito de toda criatura», em quem todas as coisas (cf. Cl 1,15 ss). Identificando-se com Ele, sendo um com Ele, redescubro a minha identidade pessoal, a de verdadeiro filho que vê a Deus como um Pai cheio de amor.

Mas não esqueçamos: Cristo, nos o encontramos, o conhecemos como uma pessoa viva, na Igreja. É o "seu corpo". Esta corporeidade pode ser entendida a partir das palavras bíblicas sobre o homem e a mulher: os dois serão uma só carne (cf. Gn 2:24; Efésios 5,30 ss; 1 Cor 6,16 s.). O vínculo indissolúvel entre Cristo e a Igreja, através do poder unificador do amor, não anula o “você” e o “eu”, mas eleva-as a sua unidade mais profunda. Encontrar a própria identidade em Cristo significa alcançar uma comunhão com Ele, que não me anula, mas eleva-me a mais alta dignidade, àquela de filho de Deus em Cristo: “a história de amor entre Deus e o homem consiste no fato de que esta comunhão de vontade cresce em comunhão de pensamento e de sentimento e, assim, a nossa vontade e a vontade de Deus coincidem cada vez mais "(Encíclica Deus caritas est, 17). Rezar significa elevar-se à altura de Deus através de uma necessária e gradual transformação do nosso ser.

Assim, participando da liturgia, fazemos nossa a linguagem da mãe Igreja, aprendemos a falar nessa e através dessa. Claro que, como eu já disse, isso acontece gradualmente, pouco a pouco. Devo imergir progressivamente nas palavras da Igreja, com a minha oração, com a minha vida, com o meu sofrimento, com a minha alegria, com o meu pensamento. É um caminho que nos transforma.


sexta-feira, 28 de setembro de 2012

Santa Missa segundo o antigo uso antigo da Liturgia Romana no próximo Domingo, dia 30 em São Luis


Os nossos amigos da Associação Ad Maiorem Dei Gloriam de São Luis informam o que segue:


Pax et bonum!

Ave Maria Puríssima, sem pecado concebida!

Comunicamos aos leitores e amigos do blog que teremos a Santa Missa na Forma Extraordinária no próximo Domingo, dia 30 de Setembro, já que agora as Missas ocorrem no último Domingo de cada mês, não mais no quarto Domingo, como se seguiu nos meses passados.

O lugar e o horário continuam sendo os mesmos: na Igreja do Carmo, na Praça João Lisboa, às 10h da manhã.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

III Encontro Summorum Pontificum Brasil em Salvador


Santa Missa solene celebrada por Mons. Nicola Bux



Santa Missa Privada Pe. Alfredo Gualandi

Santa Missa Privada Mons Jaelson de Andrade 


Santa Missa de Dom Henrique Soares da Costa, auxiliado pelos
bispos Dom Fernando Guimarães (à direita) e
 Dom Adair José Guimarães, bispo de Rubiataba-Mozarlândia. 
Celebração na forma ordinária.

  Dom Fernando Guimarães celebrando santa missa na forma ordinária

Santa Missa Pontifical celebrada por Dom Rifan

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Peregrinação a Roma dos fiéis de todo o mundo ligados ao uso antigo da Liturgia Romana


PEREGRINATIO AD PETRI SEDEM

3 de novembro de 2012

"UNA CUM PAPA NOSTRO"

A Santa Missa de 3 de novembro no
Altar da Confissão da Basílica de São Pedro 



sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Dom Fernando Rifan sobre o III Encontro Litúrgico Summorum Pontificum - Brasil


“SUMMORUM PONTIFICUM”


Dom Fernando Arêas Rifan* 

Acolhidos pela Arquidiocese de São Salvador, nossa Administração Apostólica São João Maria Vianney promoveu, de 10 a 14 deste mês, no Centro de Treinamento de Líderes, em Salvador, Bahia, o III Encontro Sacerdotal Summorum Pontificum, congresso de formação litúrgico-teológico permanente para sacerdotes e diáconos. O nome vem da Carta Apostólica Motu Proprio Summorum Pontificum, na qual o Santo Padre Bento XVI libera para toda a Igreja o uso da forma litúrgica antiga do Rito Romano, chamada de Missa tradicional. O encontro deste ano foi realmente um sucesso, com a presença de sete Bispos, dezenas de sacerdotes, diáconos, religiosos e leigos. Muitos desses sacerdotes já celebram a Missa na forma antiga, em muitas paróquias espalhadas pelo Brasil. São cerca de 100 lugares onde isso acontece. Exigimos que, para o encontro, cada sacerdote e religioso trouxesse a apresentação do Bispo ou Superior eclesiástico, porque o Encontro é sempre realizado dentro do mais autêntico espírito de comunhão eclesial. Esses encontros visam esclarecer os participantes, dentro de uma correta visão teológica e litúrgica, na fidelidade ao Magistério da Igreja, procurando, como quer Bento XVI, a paz litúrgica, “a reconciliação interna no seio da Igreja”, através do mútuo entendimento e respeito pelos ritos por ela aprovados. Na Summorum Pontificum e na Carta aos Bispos que a acompanha, Bento XVI explica: “As duas formas do uso do Rito Romano podem enriquecer-se mutuamente: no Missal antigo poderão e deverão ser inseridos nossos santos e alguns dos novos prefácios... E na celebração da Missa segundo o Missal de Paulo VI, poder-se-á manifestar, de maneira mais intensa do que frequentemente tem acontecido até agora, aquela sacralidade que atrai muitos para o uso antigo...”.

Por isso, o Encontro serviu não só para a difusão da Missa na forma antiga, mas para enriquecimento e aperfeiçoamento litúrgico dos sacerdotes que celebram na forma ordinária. O que desejamos é a sagrada Liturgia celebrada conforme as regras litúrgicas, com toda a sacralidade e sentido do sagrado, como deseja o Papa, difundida por toda a Igreja.

Além da palestra de abertura de Dom Murillo Grieger, Arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, tivemos uma manhã de espiritualidade, com palestra minha sobre os conselhos da Igreja no Rito da Ordenação Presbiteral e de Dom Fernando Guimarães, Bispo de Garanhuns, sobre “A Vida Litúrgica do Sacerdote como antídoto à secularização”. Dom Gilson Andrade da Silva, Bispo auxiliar de Salvador nos brindou com uma excelente reflexão teológico-pastoral sobre “O Ano da Fé, uma ocasião para descobrir os conteúdos da Fé celebrados e comunicados nos atos litúrgicos – relação entre Lex Orandi e Lex Credendi”. Mons. Nicola Bux, teólogo e liturgista, professor de Liturgia e consultor das Congregações para a Doutrina da Fé e do Culto Divino, discorreu sobre a aplicação do Motu Proprio em seus cinco anos, seus frutos e perspectivas. Dom Henrique Soares da Costa, Bispo auxiliar de Aracajú, falou sobre “A Santa Missa como Sacrifício, a dimensão mais contestada do Mistério Eucarístico”, e Dom Gregório Paixão nos ofereceu ótima palestra sobre “O canto gregoriano na Liturgia da Igreja”.

Além de ensaios litúrgicos, de explicações das rubricas, de Missas celebradas nas duas formas, o Encontro organizou uma Missa Solene, na forma extraordinária, na Igreja do Senhor do Bonfim, celebrada por Mons. Nicola Bux, e uma Missa Solene Pontifical, também na forma antiga, por mim celebrada na belíssima Basílica de Nossa Senhora da Conceição da Praia.


*Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney