sexta-feira, 25 de setembro de 2015

Santa Missa Gregoriana em Fortaleza


"Não cantamos senão Deus e para Deus, por meio da liturgia tradicional", Schola Sainte Cécile


Em exclusivo para o New Liturgical Movement e a Paix liturgique, Henri Adam de Villiers, director da “Schola Sainte Cécile”, um coro de fiéis da paróquia de Saint-Eugène de Paris - onde a liturgia tradicional é usada desde 1985 ao lado da liturgia moderna -, faz a apresentação do riquíssimo programa musical que a Schola cantará durante a próxima peregrinação internacional Summorum Pontificum a Roma, de 22 a 25 de Outubro de 2015.

1) Bom dia, Henri! Como já aconteceu em 2013, também este ano, a “Schola Sainte Cécile” regressa a Roma para acompanhar a peregrinação Summorum Pontificum. A que se deve esta fidelidade? 

É ao mesmo tempo uma honra e uma grande alegria para nós este regresso a Roma para acompanhar a peregrinação Summorum Pontificum. Uma honra, porque esta peregrinação internacional reúne numerosos fiéis vindos dos quatro cantos do mundo, e que vêm fazer a sua acção de graças junto da sede de Pedro. Por meio desta iniciativa, a peregrinação, estes fiéis testemunham até que ponto a liturgia tradicional é um caminho de conversão e um alimento para a sua vida de cristãos. Assim, vemo-nos obrigados a dar o melhor de nós mesmos, para que os ofícios e as missas possam ser ainda mais belos e magníficos, mais "extraordinários" do que já o são ao longo de todo o ano. 

É também uma grande alegria, pois poder cantar nos lugares de maior enlevo da nossa fé católica é algo que verdadeiramente nos tira o fôlego. Recordo ter ficado quase em lágrimas há dois anos na Basílica de São Pedro, de tão forte que foi a emoção de cantar a santa missa junto do túmulo de Pedro.

2) Seria possível apresentar-nos o programa que vai ser interpretado durante a peregrinação?

O primeiro plano vai para o cantochão gregoriano, que, naturalmente, será integralmente interpretado em cada uma das missas, como é mosso hábito.

Já o programa de polifonia, esse será original. É nossa intenção tirar vantagem das muitas tribunas existentes nas igrejas romanas para prover as obras de vários coros (como fizemos há dois anos), seguindo a antiga técnica dita dos "cori spezzati", dos "coros separados": os coristas são divididos em diversas tribunas e respondem uns aos outros - por vezes, de modo muito dinâmico, gerando efeitos acústicos fascinantes. Esta prática dos "cori spezzati" teve uma fase muito florescente em Roma, durante o Renascimento, no final do século XVIII.

Assim, no dia 22 de Outubro, na Igreja da Trinità dei Pellegrini, as vésperas e a bênção do Santíssimo Sacramento serão cantados a três coros.

Mas será sobretudo durante a missa pontifical de sexta-feira, 23 de Outubro, que, aproveitando da acústica excepcional da igreja de Santa Maria in Campitelli e das suas numerosas tribunas, iremos fazer uso deste repertório a vários coros. Será cantada a Missa para 4 coros (H.4) de Marc-Antoine Charpentier, uma das principais obras deste compositor, mas raramente interpretada em virtude da dificuldade de juntar 16 vozes reais e instrumentos! Há indícios que levam a crer que Charpentier terá composto esta missa durante a sua estadia em Roma na sua juventude, para os "marinheiros romanos" (!) É inegável que foi na Cidade Eterna que ele descobriu o seu repertório policoral (os seus manuscritos incluem uma cópia de uma outra missa a 4 coros de um compositor romano, Francesco Beretta, que foi mestre-de-capela no Vaticano e que Charpentier poderá ter conhecido durante os seus anos de formação em Roma).

Para acompanhar esta missa a 4 coros de Charpentier, apresentaremos 3 outros motetos a dois coros:
* Beati estis, em torno do texto da 8ª bem-aventurança, por Peter Philips, um sacerdote inglês exilado em Roma no século XVII por fidelidade à fé católica (foi mestre-de-capela do Colégio Inglês em Roma);
* Vox Domini, de Eustache du Caurroy, mestre-de-capela de Henrique IV, ardente propagador das polifonias a coros múltiplos em França;
* Omnes gentes plaudite manibus, de Guillaume Bouzignac (tudo leva a crer que seja esta a primeira vez que se volta a executar esta obra a oito vozes desde o século XVII).
A acústica de São Pedro, em Roma, onde teremos a alegria de cantar a missa da festa de São Rafael Arcanjo, no dia 24 de Outubro, já é certamente mais difícil. Ainda assim, apresentaremos aí “Angeli Archangeli”, um grande moteto a dois coros de Jean Veillot, mestre-de-capela de Luís XIV durante a menoridade deste, e o magnífico “Pange língua” de Miche-Richard de Lalandde, outro mestre da capela real de Luís XIV.
Este ano, seremos acompanhados por duas sacabuxas, instrumento do Renascimento e do Barroco que é um antepassado do trombone. 

3) A Schola é um coro de fiéis cujo desempenho, muito frequentemente, em nada fica a dever àquele dos coros profissionais: qual o segredo da vossa harmonia?

Ora essa, não há nisso nada de verdadeiramente misterioso: não cantamos senão Deus e para Deus, por meio da liturgia tradicional. Ora, trata-se de uma liturgia exigente: não se pode fazer o que quer que seja, e a subjectividade pessoal deve passar para um segundo plano, já que se tem de seguir antes de mais o caminho trilhado por uma tradição multissecular da música sagrada. A liturgia tradicional é exigente, mas, por isso mesmo, ela torna-se uma escola de excelência, que nos puxa para cima e que nos faz dar o melhor de nós mesmo. É por isso que esta liturgia gerou ao longo da História tantas maravilhas artísticas, no domínio da música, mas também no âmbito das outras artes, e, em particular, na arquitectura, maravilhas de que Roma sempre foi ficando especialmente dotada.
Creio que os nossos coristas – que não são mais do que simples paroquianos – são muito sensíveis a este aspecto: a generosidade do seu investimento pessoal é uma resposta entusiasta que quer estar à altura da beleza inerente à liturgia tradicional. Deus é o Bem Supremo e o Belo Supremo, e a liturgia tradicional é um antegozo da sua glória, uma epifania, o Céu sobre a terra! Assim sendo, não se compadece com a mediocridade!

O meu trabalho à frente da “Schola Sainte Cécile” consistiu antes de mais em pôr-me a mim mesmo na senda da escola da grande tradição da música sacra do Ocidente, que, aliás, não pode ser compreendida em toda a sua profundidade se não se tiver um bom conhecimento das tradições litúrgicas e musicais do Oriente cristão. Cabe-nos a alegria de recolocar as obras do grande repertório ocidental da música sacra no próprio cenário em que foram criadas, já que, hoje em dia, infelizmente, já quase se não as ouve senão em concerto. Ordenadas assim para a sua finalidade própria, que é a de dar glória a Deus, estas obras, adquirem plenamente o seu sentido, ao passo que, quando ouvidas num quadro que não seja o da liturgia, elas acabam por ficar amputadas da sua real dimensão. Ressuscitamos obras magníficas mas esquecidas que dormem sobre as estantes das nossas bibliotecas públicas, e montamos frequentemente projectos litúrgicos originais, como seja o de irmos cantar o rito moçárabe a Toledo ou o rito ambrosiano a Milão. Tudo isto não pode deixar de ser fonte de motivação para os nossos coristas!

Creio, enfim, que dedicar-nos a praticar a música em comum permite tecer laços profundos. E se se canta para Nosso Senhor, isso adiciona a essa prática comum uma dimensão suplementar, de comunhão espiritual: entre nós, compartilhamos muito mais que as notas musicais!

> Veja aqui o programa oficial da Quarta Peregrinação a Roma do Povo Summorum Pontificum.
> O último CD da “Schola Sainte Cécile” está disponível para compra aqui.

Paix Liturgique

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Santa Missa na Forma Extraordinária em São Luís


Los obispos polacos hacen pública su postura ante el Sínodo de la familia


Absoluta fidelidad al Magisterio de la Iglesia

En un comunicado publicado ayer en la web de la Conferencia Episcopal de Polonia, los obispos de la nación que dio al mundo a San Juan Pablo II, Papa, han dado a conocer cuál es su postura ante el próximo sínodo sobre la familia que tendrá lugar en Roma en el mes de octubre. Como en anteriores ocasiones, se muestran absolutamente fieles al magisterio de la Iglesia.

(InfoCatólica) El comunicado de los obispos polacos consta de nueve puntos.

En el primero aseguran que la enseñanza de los papas y los obispos basada en la Escritura y la Tradición muesta que el matrimonio y la familia representan valores esenciales para la humanidad. Y recuerdan la relación entre la unión matrimonial con la que Cristo mantiene con su Iglesia.

En el segundo punto, los prelados polacos constatan que en su país hay multitud de familias sanas que cuidan de su vocación tanto en situaciones buenas como malas, y agradecen a los sacerdotes el cuidado pastoral que les ofrecen.

En el tercer punto, los obispos recuerdan las palabras de Cristo sobre la indisolubilidad del matrimonio y que no hay autoridad humana que esté por encima de la ley divina. "En la Iglesia Católica no hay divorcio ni proceso que conduzca al divorcio", aseveran, y añaden: "solo hay un proceso que aclara individualmente si hubo matrimonio o no. Todos deberían tener cuidado con la mentalidad divorcista".

En el cuarto punto, los pastores de la Iglesia en Polonia ponen su atención en los matrimonios que todavía no han podido tener hijos. Tras asegurarles la atención pastoral, recuerdan -citando al papa Francisco- que no está permitido para un católico acceder a la fecundación artificial. Igualmente muestran su cercanía con los matrimonios que han perdido un hijo por un aborto natural e indican que el hijo no nacido fallecido en el seno materno debe recibir sepultura cristiana.

En el quinto punto los obispos alaban a los matrimonios que, de forma prudente y generosa, han optado por tener muchos hijos. La gratitud se extiende a los que han decidido adoptar.

En el sexto punto, la Iglesia en Polonia pone énfasis en la necesidad de atender de todas las maneras posibles a las familias que están en una situación de pobreza y muy especialmente a las que han tenido que dividirse por causa de la emigración. Los obispos piden sensibilizar a los jóvenes en esa tarea.

El séptimo punto está dedicado a las personas que viven solas, tanto por decisión personal como por circunstancias no deseadas que ocurren en la vida. Los obispos piden para ellas una adecuada atención pastoral e incluso ver la forma de involucrarlas en el servicio a las familias más necesitas.

El octavo punto empieza afirmando que el 90% de los jóvenes polacos ven el matrimonio y la familia como el método ideal para alcanzar la felicidad, pero al mismo tiempo constatan el aumento de las uniones civiles, no matrimoniales. Es necesario, afirman, una revalorización del matrimonio y una mejor preparación en el periodo catequético previo a la recepción del sacramento.

El noveno y último punto está dedicado a recordar la doctrina católica ante la polémica sobre dar la comunión a los divorciados vueltos a casar. Los obispos polacos citan palabras recientes del papa Francisco asegurando que la Eucaristía «no es una oración privada o una bonita experiencia espiritual», ya que «Nutrirnos de ese `Pan de vida´ significa entrar en sintonía con el corazón de Cristo, asimilar sus elecciones, sus pensamientos, sus comportamientos». En ese sentido, los pastores advierten que no se puede cambiar la doctrina que indica que es necesario estar en estado de gracia para poder comulgar.

«La familia», concluye el comunicado de la Conferencia Episcopal de Polonia, «es obra y propiedad de Dios. Es por eso que nos preparamos para el próximo Sínodo con fe, esperanza y caridad».

domingo, 20 de setembro de 2015

El cardenal Caffarra lamenta la “tentación de redefinir el matrimonio y la familia desde las orientaciones sexuales y no de las dos identidades sexuales varón-mujer”


El arzobispo de Bolonia, en las jornadas diocesanas “Vocación y misión del matrimonio y la familia en la iglesia y en el mundo"

El cardenal Carlo Caffarra, arzobispo de Bolonia (Italia), ha subrayado esta mañana en la Universidad Católica de Valencia San Vicente Mártir (UCV) que "la misión de la familia es la generación y educación de la nueva persona humana" y "radica en la Providencia de Dios", a pesar de que "la gran provocación lanzada hoy consiste en mostrar su inutilidad".

Según el purpurado, "la nueva criatura venida a la existencia es persona desde el primer instante de su concepción, y al mismo tiempo está llamada a convertirse en persona humana". Así, la labor de la familia es "que aflore su inteligencia, su voluntad, su libertad, su capacidad de amar, su sociabilidad", ha subrayado.

El cardenal Caffarra ha pronunciado esta mañana la última ponencia de las jornadas diocesanas "Vocación y misión del matrimonio y la familia en la iglesia y en el mundo", organizadas a iniciativa del cardenal arzobispo de Valencia, Antonio Cañizares, a través de la Facultad de Teología de Valencia, la sección española del Pontificio Instituto Juan Pablo II, y la Facultad de Derecho Canónico de la UCV.

El prelado, a quien el papa san Juan Pablo II nombró fundador y primer presidente del Pontificio Instituto Juan Pablo II para Estudios sobre el Matrimonio y la Familia, ha ofrecido su conferencia en el campus de Valencia-San Juan y San Vicente de la UCV por la mañana, e impartirá una segunda sesión vespertina en la sede de Santa Úrsula.

En su intervención, el arzobispo de Bolonia, ha defendido que la familia "ha sido pensada y querida por Dios mismo con vistas a alcanzar un fin", que es "la construcción de una nueva persona; construcción que tiene dos actos: generación y educación". De este modo, "Dios celebra la liturgia de su amor creativo mediante el ministerio de los esposos" por lo que "en la paternidad y maternidad humana Dios mismo creador está presente".

En un segundo momento, el ponente ha asegurado que la familia es desafiada en esta vocación procreativa y educativa. De hecho, ha expresado que "la gran provocación lanzada hoy consiste en mostrar su inutilidad". "Es un proceso de destrucción lo que estamos observando: la institución familiar poco a poco está siendo desmontada hasta su desaparición", aseguró este experto en Derecho Canónico, quien ha lamentado la "tentación de redefinir el matrimonio y la familia a partir de las orientaciones sexuales y no desde las dos identidades sexuales varón-mujer".

Frente a ello, el cardenal Caffarra ha propuesto "mostrar la belleza y la verdad de vivir la familia evangélica en respuesta a las familias que la niegan". Según ha expresado, "se debe vivir con fidelidad el Evangelio del matrimonio, mostrando su íntima razón de ser, y preguntar simplemente: ¿Cuál de las dos posibilidades es la más humana?, ¿cuál es la que hace aflorar la propia humanidad?".

En este sentido, ha señalado a los obispos y los esposos cristianos como responsables de esta respuesta. "La propuesta cristiana es un evento histórico. Esto es lo que debe ser narrado y es la misión de los obispos. Esto es lo que debe ser representado y es la misión de los esposos. Una narración sin representación sería como si la música de Mozart no fuese interpretada, sino solo leída y estudiada. Una representación sin narración no tendría sentido".

Cardenal Sarah: "La comunión entre el Creador y su criatura encuentra su máxima expresión en la unión nupcial"

Previamente, se ha dado lectura a la ponencia del cardenal Robert Sarah, prefecto de la Congregación del Culto Divino y la Disciplina de los Sacramentos y ex presidente del Consejo Pontificio "Cor Unum", que ha redactado para la última sesión de las jornadas diocesanas "Vocación y misión del matrimonio y la familia en la iglesia y en el mundo".

En su ponencia, el cardenal Sarah se ha referido a la "profunda unidad entre el sacramento del matrimonio y la santa eucaristía" y ha señalado algunas dificultades actuales que amenazan la comprensión de dicha relación.

Así, el purpurado ha afirmado que "la comunión entre el Creador y su criatura encuentra su máxima expresión en la unión nupcial" que, a su vez, "pone en la eucaristía su base y su culmen".Sin embargo, esta realidad "se enfrenta a la actual cultura dominante, cuyo pensamiento se caracteriza por el continuo ataque, cuando no negación, de las que han sido las bases de la sociedad occidental hasta el día de hoy".

De este modo, el cardenal Sarah ha definido la sociedad actual como "un nuevo paganismo", que considera el aspecto espiritual "como algo relegado a la esfera subjetiva, marginal e intrascendente", y que está inmersa en relativismo "donde cada uno es medida de sí mismo". "Es la sociedad de la soledad, estamos solos y a menudo ni sabemos quiénes somos, y para reencontrarnos tenemos la necesidad de satisfacer todos nuestros deseos, encontrándonos siempre más solos e insatisfechos", ha expresado.

Ante este panorama, "la Iglesia tiene la misión de anunciar aquella verdad que reconduce la persona a su dignidad", que, en el caso del matrimonio, es "la profunda unidad a la cual el hombre y la mujer están llamados, posible sólo en Cristo, y más profundamente, en la unidad que se manifiesta entre Cristo y la Iglesia", ha asegurado el prefecto de la Congregación del Culto Divino y la Disciplina de los Sacramentos.

"Dios ha creado el hombre y la mujer para la unidad, pero el pecado ha creado una fractura, obligándolos a vivir encerrados en sí mismos e incapaces de amar. Por eso Dios ha enviado a su único Hijo, para restituir al hombre y a la mujer a su unidad en el único Dios". Así, "celebrar la eucaristía es pasar con Cristo de nuestros límites en el amor, a una dimensión sin algún límite" y "esta realidad de amor total es la llamada de los esposos cristianos", ha detallado el cardenal.

Por todo ello, "el sacramento del matrimonio se apoya en algo natural, la unión entre el hombre y la mujer para formar una familia, pero siendo un sacramento se convierte en la vía privilegiada para vivir en plenitud dicha unidad, el encuentro con el Amor que nos permite amar".

Esta es la razón por la que el cardenal Sarah ha incidido en que los matrimonios vivan "continuamente" la eucaristía, y en que la manera "más indicada" para celebrar el sacramento del matrimonio es dentro del de la eucaristía", pues "sólo alimentándose de Cristo y haciéndose uno solo con Él, el hombre y la mujer experimentan la eternidad de Dios que les permite amarse y hacerse una sola carne".

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