terça-feira, 31 de agosto de 2010

Dom Antonio Carlos Rossi Keller: Nota Pastoral de orientação em relação às eleições de 2010



Frederico Westphalen, 28 de agosto de 2010.

Irmãos e irmãs, diocesanos de Frederico Westphalen e homens e mulheres de boa vontade.

Esta Nota Pastoral tem a finalidade de oferecer reflexão e orientação, face às eleições que se aproximam, para os católicos diocesanos de Frederico Westphalen e para todos aqueles que procuram, com boa vontade, nortear sua existência pelo respeito aos valores fundamentais da existência humana.

O período que antecede as eleições é de suma importância, no sentido de que deve servir-nos para a reflexão e a escolha consciente daqueles candidatos e candidatas nos quais depositaremos nossa confiança através do voto. O voto não é algo que se decide no último momento, apressadamente, a partir do último “santinho” recebido. Voto é escolha refletida e decidida, após pesarem-se prós e contras. Mais do que nunca, diante da pluralidade de possibilidades, votar exige responsabilidade e coerência também em relação à fé professada. Longe do católico e da pessoa de boa vontade separar sua crença e seus valores de seu voto. Há, no voto, a exigência profunda da coerência.

Da mesma forma, a mesma coerência e responsabilidade são também exigências para aqueles que se candidatam a cargos públicos. As possibilidades são múltiplas. A pluralidade, louvável. Alguns candidatos se apresentam com clareza, defendendo princípios que não se identificam com aqueles que cremos e defendemos, como cristãos. Ao menos são verdadeiros. Ninguém, que professe a fé católica, ou defenda os valores da vida será enganado por eles...

Mas o grande problema, bastante presente nesta situação pré-eleitoral, é o da duplicidade, da incoerência daqueles candidatos, que por um lado, fazem questão de se mostrarem “religiosos”, sensíveis à fé, mas que na prática ou estão inscritos em partidos que defendem valores anti-cristãos, ou apresentam um ideário programático político pessoal que contêm indicações absolutamente incoerentes com a fé que declaram professar ou respeitar. Dentro deste quadro, chegamos ao ponto de sermos obrigados a ouvir, de determinados candidatos e candidatas, certas declarações, por exemplo, em relação ao aborto, afirmando que “pessoalmente sou contra, mas quando no governo, garantirei o direito de quem quiser abortar, já que o aborto não é uma questão que envolva a fé, mas sim, a saúde pública”.

Como Bispo Diocesano, venho, por meio desta Nota Pastoral, estribado na autoridade apostólica de pastor que deve cuidar do rebanho que lhe foi confiado, preocupado com a situação de confusão derivada da linguagem dúbia e da postura incoerente, oferecer uma orientação clara e segura a meus diocesanos e a todos os que crêem e defendem o valor da vida, desde a sua concepção até a sua morte natural.

Assim sendo:

1. Todo cidadão é chamado a votar com consciência. Nós cidadãos católicos somos chamados a votar com consciência cristã. Seria uma contradição acreditar e defender os valores da vida, da família, da moral e da ética, e votar naqueles candidatos e candidatas que propugnam pessoalmente, ou estão inscritos em partidos que propugnam os valores contrários. Ou seja, é preciso votar de forma coerente, em candidatos e em partidos que defendam os valores que nós cristãos acreditamos e defendemos, para que estes mesmos candidatos e partidos nos representem, nas instâncias do Executivo e do Legislativo, favorecendo medidas e leis que valorizem a cultura da vida.

2. Assim, neste período pré-eleitoral, é obrigação de todo católico, bem como daqueles que tem boa vontade e abertura para a cultura da vida, informar-se, em relação aos diversos candidatos e candidatas, se em suas propostas estão contemplados os valores éticos, nomeadamente, a defesa da inviolabilidade da vida humana (especialmente no que diz respeito á questão do aborto, da eutanásia, etc.), bem como a defesa do casamento e da família (como estas realidades são entendidas pela moral cristã) e a defesa privilegiada dos mais desprotegidos da sociedade.

Estes são alguns critérios, a meu ver, os mais fundamentais, que devem ser levados em consideração na hora de votar: como católicos temos o dever de votar naqueles que, posteriormente, como nossos representantes, na sua atuação política não irão contradizer os valores daqueles que os elegeram.

Peço que o Espírito Santo de Deus ilumine as mentes de todos os diocesanos de Frederico Westphalen e as de todas as pessoas de boa vontade, para que nestas eleições, todos possam exercer a cidadania com consciência e responsabilidade.

Antonio Carlos Rossi Keller

Bispo Diocesano de Frederico Westphalen (RS)

Las Confesiones de Benedicto XVI en un nuevo libro-entrevista



Benedicto XVI ha decidido publicar un libro-entrevista, un nuevo diálogo con el periodista alemán Peter Seeawald, que ya dos veces, cuando Joseph Ratzinger era cardenal, lo había entrevistado ampliamente.

La noticia, proveniente de los ambientes editoriales alemanes, es publicada esta mañana por el Tagespost y encuentra confirmación en el Vaticano.

En marzo próximo, durante la Cuaresma, está prevista la salida del segundo volumen del libro del Papa sobre Jesús de Nazaret, dedicado al momento culminante de la vida de Cristo, la Pasión, Muerte y Resurrección. Y ya se habla de un ulterior volumen que Benedicto XVI escribirá afrontando el tema de la infancia del Nazareno.

El libro-entrevista con Seewald no se ubica en este plano, y aunque hasta el momento no ha sido establecida la fecha de publicación, es razonable pensar que estará en librería dentro de un año. En Italia, el volumen debería ser editado por la Librería Editrice Vaticana – que, como se sabe, detenta los derechos de autor de todas las obras del Pontífice – mientras que no aún no se ha establecido nada definitivo para la edición alemana: la LEV tendría intención de publicar el libro bajo la editorial Herder, mientras que el entrevistador preferiría un editor más laico, como Heyne.

El nuevo diálogo con el periodista alemán, que durante el verano ya ha realizado las grabaciones de la entrevista con el Papa, será el cuarto libro de este género para Joseph Ratzinger.

Como Cardenal Prefecto de la Congregación para la Doctrina de la Fe, en 1985, el futuro Pontífice se hizo entrevistar por el escritor Vittorio Messori, que luego sería también autor del libro-entrevista con Juan Pablo II, el primero de un Papa (“Cruzando el umbral de la esperanza”, 1994). De allí nació el best-seller “Informe sobre la fe”, un libro que hizo época, anticipando lo que el Papa Ratzinger definirá la hermenéutica correcta del Concilio. En el libro, el cardenal afirmaba, entre otras cosas: “Entre las tares más urgentes para el cristiano, está la recuperación de la capacidad de oponerse a muchas tendencias de la cultura circunstante, renunciando a cierta solidaridad demasiado eufórica post-conciliar”.

Poco más de diez años después, en 1997, el Prefecto de la Fe decidió dialogar de nuevo con un periodista, esta vez con Peter Seewald. Salió así “La sal de la tierra”, libro dedicado a “cristianismo e Iglesia Católica en el siglo XXI”. El periodista describe así aquellos encuentros en la introducción: “El Cardenal nunca me preguntó nada de mi pasado o de mi estado de vida. Ni siquiera quiso que le fueran anticipadas las preguntas, ni pretendió que alguna cosa fuese eliminada o agregada. La atmósfera del encuentro ha sido intensa y seria, pero a veces este príncipe de la Iglesia se sentaba en forma tan ligera sobre su silla que se tenía la impresión de estar con un estudiante. Una vez interrumpió nuestra conversación para retirarse a meditación o, tal vez, también para pedir al Espíritu Santo las palabras justas”. El encuentro con Ratzinger marca también la vida de Seewald, que redescubre la fe.

La experiencia se repite algunos años después. Seewald entrevista nuevamente a Ratzinger al alba del nuevo milenio y en el 2001 publica otro best-seller, “Dios y el mundo”, dedicado a “ser cristianos en el nuevo milenio”.

Los muchísimos lectores de estos libros saben que Ratzinger no escapa a ninguna pregunta y no tiene miedo de afrontar los argumentos más espinosos, como atestiguan sus respuestas durante las entrevistas sobre el avión con los periodistas que siguen sus viajes.

El nuevo libro no tiene todavía un títutlo oficial. La hipótesis de trabajo al momento es “Luz del mundo”, pero es posible que sea cambiado. ¿Cuándo decidió el Papa aceptar esta propuesta? En noviembre de 2008, durante un encuentro ocurrido luego de la audiencia general, Vittorio Messori propuso a Benedicto XVI “actualizar” Informe sobre la fe: “Sólo deme tres días”, dijo el escritor. Ratzinger no dijo no, pero bromeó diciendo: “Para mí ahora es difícil incluso tres horas…”. La idea, en aquel momento impracticable, no debió haberle disgustado. Y así, cuando algunos meses atrás Seewald le propuso un nuevo diálogo, le ha respondido que sí.

Fuente: Il Giornale
Traducción: La Buhardilla de Jerónimo

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Retificação de horário da Santa Missa Pontifical do Rio de Janeiro



A Santa Missa Pontifical que será celebrada por Dom Fernando Rifan no Rio de Janeiro, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, no dia 19 de setembro, será às 9h e não às 9h30, como tinha sido anunciado.

CNBB SUL 1: APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS


Em nota, Regional Sul 1 pede divulgação do texto "Apelo a todos os Brasileiros e Brasileiras"


NOTA DA COMISSÃO EPISCOPAL REPRESENTATIVA DO CONSELHO EPISCOPAL REGIONAL SUL 1 – CNBB


A Presidência e a Comissão Representativa dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, em sua Reunião ordinária, tendo já dado orientações e critérios claros para “VOTAR BEM”, acolhem e recomendam a ampla difusão do “APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS” elaborado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 que pode ser encontrado no seguinte endereço eletrônico “www.cnbbsul1.org.br”.

São Paulo, 26 de Agosto de 2010.


Dom Nelson Westrupp, scj
Presidente do CONSER-SUL 1

Dom Benedito Beni dos Santos
Vice-presidente do CONSER-SUL 1

Dom Airton José dos Santos
Secretário Geral do CONSER SUL 1



APELO A TODOS OS BRASILEIROS E BRASILEIRAS

Nós, participantes do 2º Encontro das Comissões Diocesanas em Defesa da Vida (CDDVs), organizado pela Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB e realizado em S. André no dia 03 de julho de 2010,

- considerando que, em abril de 2005, no IIº Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) o atual governo comprometeu-se a legalizar o aborto,

- considerando que, em agosto de 2005, o atual governo entregou ao Comitê da ONU para a Eliminação de todas as Formas de Descriminalização contra a Mulher (CEDAW) documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher,

- considerando que, em setembro de 2005, através da Secretaria Especial de Polítíca das Mulheres, o atual governo apresentou ao Congresso um substitutivo do PL 1135/91, como resultado do trabalho da Comissão Tripartite, no qual é proposta a descriminalização do aborto até o nono mês de gravidez e por qualquer motivo, pois com a eliminação de todos os artigos do Código Penal, que o criminalizam, o aborto, em todos os casos, deixaria de ser crime,

- considerando que, em setembro de 2006, no plano de governo do 2º mandato do atual Presidente, ele reafirma, embora com linguagem velada, o compromisso de legalizar o aborto,

- considerando que, em setembro de 2007, no seu IIIº Congreso, o PT assumiu a descriminalização do aborto e o atendimento de todos os casos no serviço público como programa de partido, sendo o primeiro partido no Brasil a assumir este programa,
- considerando que, em setembro de 2009, o PT puniu os dois deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por serem contrários à legalização do aborto,

- considerando como, com todas estas decisões a favor do aborto, o PT e o atual governo tornaram-se ativos colaboradores do Imperialismo Demográfico que está sendo imposto em nível mundial por Fundações Internacionais, as quais, sob o falacioso pretexto da defesa dos direitos reprodutivos e sexuais da mulher, e usando o falso rótulo de “aborto - problema de saúde pública”, estão implantando o controle demográfico mundial como moderna estratégia do capitalismo internacional,

- considerando que, em fevereiro de 2010, o IVº Congresso Nacional do PT manifestou apoio incondicional ao 3º Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH3), decreto nª 7.037/09 de 21 de dezembro de 2009, assinado pelo atual Presidente e pela ministra da Casa Civil, no qual se reafirmou a descriminalização do aborto, dando assim continuidade e levando às últimas consequências esta política antinatalista de controle populacional, desumana, antisocial e contrária ao verdadeiro progresso do nosso País,

- considerando que este mesmo Congresso aclamou a própria ministra da Casa Civil como candidata oficial do Partido dos Trabalhadores para a Presidência da República,

- considerando enfim que, em junho de 2010, para impedir a investigação das origens do financiamento por parte de organizações internacionais para a legalização e a promoção do aborto no Brasil, o PT e as lideranças partidárias da base aliada boicotaram a criação da CPI do aborto que investigaria o assunto,

RECOMENDAMOS encarecidamente a todos os cidadãos e cidadãs brasileiros e brasileiras, em consonância com o art. 5º da Constituição Federal, que defende a inviolabilidade da vida humana e, conforme o Pacto de S. José da Costa Rica, desde a concepção, independentemente de sua convicções ideológicas ou religiosas, que, nas próximas eleições, deem seu voto somente a candidatos ou candidatas e partidos contrários à descriminalizacão do aborto.

Convidamos, outrossim, a todos para lerem o documento “Votar Bem” aprovado pela 73ª Assembléia dos Bispos do Regional Sul 1 da CNBB, reunidos em Aparecida no dia 29 de junho de 2010 e verificarem as provas do que acima foi exposto no texto “A Contextualização da Defesa da Vida no Brasil” (http://www.cnbbsul1.org.br/arquivos/defesavidabrasil.pdf), elaborado pelas Comissões em Defesa da Vida das Dioceses de Guarulhos e Taubaté, ligadas à Comissão em Defesa da Vida do Regional Sul 1 da CNBB, ambos disponíveis no site desse mesmo Regional.


COMISSÃO EM DEFESA DA VIDA DO REGIONAL SUL 1 DA CNBB

Fonte: Site da Regional Sul 1 da CNBB e Diocese de Assis

domingo, 29 de agosto de 2010

Santa Missa Pontifical Solene na forma extraordinária no Rio de Janeiro





No domingo dia 19 de setembro às 9:30, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo da Antiga Sé, situada à Rua Primeiro de Março no Centro do Rio de Janeiro, nosso Bispo Administrador Apostólico D. Fernando Rifan, celebrará a Santa Missa Pontifical Solene na forma extraordinária do Rito Romano (Missa Tradicional).

A liturgia estará a cargo do Pe. Claudiomar, Cerimoniário da Administração Apostólica, e dos Seminaristas do nosso Seminário da Imaculada Conceição. O canto ficará a cargo do Coral Maria Imaculada, da Igreja Principal da Administração.

A partir desta data, por determinação do Sr. Arcebispo do Rio de Janeiro D. Orani João Tempesta, haverá todos os domingos nesta Igreja a celebração da Missa na forma extraordinária a cargo dos Padres da nossa Administração Apostólica.

Que este novo apostolado da nossa Administração Apostólica possa beneficiar a muitos fiéis que se identificam com a forma extraordinária do Rito Romano.

sábado, 28 de agosto de 2010

Catequese do Papa: Santo Agostinho, a busca da Verdade e o silêncio


Intervenção na audiência geral de quarta-feira


CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 25 de agosto de 2010 (ZENIT.org) – Apresentamos o discurso de Bento XVI na audiência geral desta quarta-feira, no pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo, em que, na presença dos peregrinos, o Papa falou sobre Santo Agostinho, a busca da Verdade e a importância do silêncio.

* * *

Caríssimos irmãos e irmãs,

na vida de cada um de nós existem pessoas muito queridas, que sentimos particularmente próximas, algumas já estão nos braços de Deus, outras ainda partilham conosco o caminho da vida: são os nossos pais, os parentes, os educadores, as pessoas a quem fizemos bem ou de quem recebemos o bem; são pessoas com quem sabemos que podemos contar. É importante, entretanto, ter também alguns “companheiros de viagem” no caminho de nossa vida cristã: penso no Diretor espiritual, no Confessor, nas pessoas com quem se pode compartilhar a experiência de fé, mas penso também na Virgem Maria e nos Santos. Todos devem ter algum santo que lhe seja familiar, para senti-lo próximo por meio da oração e intercessão, mas também para imitá-lo. Gostaria de convidar, então, a um maior conhecimento dos Santos, começando por aquele de quem se leva o nome, lendo sua vida, seus escritos. Tenham certeza de que eles se tornarão bons guias para amar ainda mais o Senhor e uma válida ajuda para o crescimento humano e cristão.

Como sabem, eu mesmo estou ligado de modo especial a algumas figuras dos Santos: entre eles, estão São José e São Bento, de quem levo o nome, e outros, como Santo Agostinho, que tive o grande dom de conhecer, por assim dizer, muito de perto, através do estudo e da oração, e que se tornou um bom “companheiro de viagem” na minha vida e no meu ministério.

Gostaria de sublinhar uma vez mais um aspecto importante da sua experiência humana e cristã, atual mesmo em nossa época, em que parece que o relativismo é, paradoxalmente, a “verdade” que deve guiar o pensamento, as escolhas, os comportamentos. Santo Agostinho é um homem que nunca viveu com superficialidade; a sede, a busca inquieta e constante da Verdade é uma das características fundamentais de sua existência; não, porém, das “pseudo verdades” incapazes de levar paz duradoura ao coração, mas daquela Verdade que dá sentido à existência e é “a morada” em que o coração encontra serenidade e alegria.

O caminho dele não foi fácil, nós sabemos: pensava em encontrar a Verdade no prestígio, na carreira, na posse das coisas, nas vozes que lhe prometiam felicidade imediata; cometeu erros, atravessou a tristeza, enfrentou insucessos, mas nunca parou, nunca se satisfez com aquilo que lhe dava apenas um vislumbre de luz; soube perscrutar o íntimo de si e percebeu, como escreve nas Confissões, que aquela Verdade, que o Deus que buscava com suas próprias forças era mais íntimo de si que ele próprio, ele sempre esteve ao seu lado, nunca o tinha abandonado, estava à espera de poder entrar de modo definitivo na sua vida (cf. III, 6, 11; X, 27, 38). Como dizia ao comentar o recente filme sobre sua vida, Santo Agostinho compreendeu, em sua busca inquieta, que não era ele quem havia encontrado a Verdade, mas a própria Verdade, que é Deus, tinha-o buscado e encontrado (cf. L’Osservatore Romano, quinta-feira, 4 de setembro de 2009, p. 8). Romano Guardini, comentando uma passagem do terceiro capítulo das Confissões, afirma: Santo Agostinho percebe que Deus é “glória que se ajoelha, bebida que mata a sede, o amor que traz felicidade, [... ele era] a pacificante certeza de que finalmente tinha compreendido, mas também a beatitude do amor que sabe: isto é tudo e me basta” (Pensatori religiosi, Brescia 2001, p. 177).

Também nas Confissões, no livro nono, nosso Santo reporta uma conversa com a mãe, Santa Mônica, cuja memória se celebra na próxima sexta-feira, depois de amanhã. É uma cena muito bonita: ele e sua mãe estão em Ostia, em um hotel, e da janela veem o céu e o mar, transcendem céu e mar, e por um momento tocam o coração de Deus no silêncio das criaturas. E aqui surge uma ideia fundamental no caminho para a Verdade: as criaturas devem silenciar, deve prevalecer o silêncio, em que Deus pode falar. Isso é verdade ainda mais em nosso tempo: há uma espécie de medo do silêncio, do recolhimento, do pensar as próprias ações, do sentido profundo da própria vida, frequentemente se prefere viver o momento fugaz, iludindo-se de que traz felicidade duradoura, prefere-se viver assim pois parece mais fácil, com superficialidade, sem pensar; há medo de buscar a Verdade ou talvez haja medo de que a Verdade seja encontrada, que agarre e mude a vida, como aconteceu com Santo Agostinho.

Caríssimos irmãos e irmãs, gostaria de dizer a todos, também àqueles que vivem um momento de dificuldade no seu caminho de fé, aos que participam pouco da vida da Igreja ou aos que vivem “como se Deus não existisse”, que não tenham medo da Verdade, não interrompam o caminho para ela, não deixem de buscar a verdade profunda sobre si e sobre as coisas, com os olhos interiores do coração. Deus não falhará em oferecer a Luz para fazer ver e Calor para fazer sentir, ao coração que ama e que deseja ser amado.

A intercessão da Virgem Maria, de Santo Agostinho e de Santa Mônica os acompanhe neste caminho.

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sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Dom Bergonzini: os verdadeiros cristãos e católicos não votem em todo e qualquer partido e candidato contrários aos princípios cristãos e católicos!


“Eu vim para que todos tenham vida” (Jo 10,10)

Aos meus diocesanos

Sob o título “Dai a César o que é de César”, na edição do mês de julho da Folha Diocesana, na coluna “A Voz do Pastor”, nós recomendávamos aos verdadeiros cristãos e católicos a não votarem em todo e qualquer partido e candidato que fossem contrários aos princípios cristãos e católicos, mormente aqueles que dizem respeito à lei Natural que é lei de Deus positiva.

Acrescentávamos que não deviam dar o seu voto à Sra. Dilma Rousseff, pois o partido a que a mesma pertence, o PT, é francamente favorável à liberação total do aborto. Senão, vejamos:

01- Aos 11 de abril de 2005, o governo Lula comprometeu-se a legalizar o aborto no Brasil, assinando o Segundo Relatório do Brasil sobre o Tratado de Direitos Civis e Políticos, apresentado ao Comitê de Direitos Humanos da ONU (nº 45) e, em agosto do mesmo ano, entregou ao Comitê da ONU para a eliminação de todas as formas de descriminalização contra mulher (CEDAW), documento no qual reconhece o aborto como Direito Humano da Mulher.

02- Em setembro de 2007, no seu IIIº Congresso Nacional, o PT assumiu a “descriminalização do aborto e a regulamentação do atendimento de todos os casos no serviço público, como programa de partido. E no dia 20 de fevereiro de 2010, no seu IVº Congresso Nacional, o PT manifestou “apoio incondicional” ao 3º Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3) editado pelo Presidente Lula, no final de 2009. O programa inclui entre outros temas, a defesa da descriminalização do aborto.

03 - O PT puniu os deputados Luiz Bassuma e Henrique Afonso por se recusarem a assinar o PL (projeto de lei) que tornava livre a prática do aborto...

04 - Mais recentemente, em 16 de julho de 2010 (no mês passado!!!), a Ministra Nilceia Freire, na linha da política do Senhor Presidente da República, propôs a liberação total do aborto em toda América Latina através do “Consenso de Brasília”.

05 -Chamam a nossa atenção as propostas de governo da candidata à Presidência, que alteram a linguagem mas não alteram o conteúdo. Já apresentou três propostas de Governo, sendo que a segunda “maquia” a primeira, e a terceira “maquia” a segunda retirando tudo que pudesse deixar “transparecer” os objetivos de liberar o aborto, para não “prejudicar” sua candidatura. Há rumores de que, no próximo mês será anunciada uma “quarta” proposta...

06 - Para evitar desgastes na campanha de sua candidata, o Sr. Presidente “engaveta decisões sobre temas polêmicos” (Cf. Estado de São Paulo – 06/08/2010 – A7). Contrariamente a todos estes “ajustes” que tentam mascarar a verdade, o Evangelho nos manda: “ O seu Sim, seja Sim. O seu Não, seja Não”.(MT 5,37). Sem subterfúgios, sem máscaras, para não esconder a verdade...

07 –Sendo coerente com nossa profissão de Fé (o que, é evidente, não ocorre nesses “Planos de Governo”), reafirmamos tudo quanto já dissemos. Não temos receio de reafirmar, assinar e confirmar tudo quanto temos escrito. Não precisamos de “reformulações”...

08 - Apesar de 70% dos brasileiros e cristãos terem se manifestado contra a descriminalização do aborto, em pesquisa CNT/Sensus do início deste ano, os delegados do PT chegaram ao entendimento de que o partido deve dar “apoio incondicional ao programa PNDH-3 por considerar que ele é “fruto de intenso processo de participação social”. Ou seja, o PT está levando o país na contra mão da democracia reconquistada há pouco e com fadiga.

09 - Houve quem nos criticasse por termos tomado essa atitude, alegando que não tínhamos o direito de nos “intrometer” na política. A esses queremos lembrar que, num país democrático, como cidadão temos o direito de nos manifestar, a favor ou contra as pretensões de políticos.

10 - Como Bispo, temos a obrigação de alertar os fiéis para que escolham bem os partidos, os candidatos e suas propostas, para não votarem naqueles que sejam contra as Sagradas Escrituras, em especial em relação à vida: “Não Matarás” (Ex. 20,13; Dt. 5,17; Mt. 5,21).

11 – Agora é a hora da defesa da vida. Não podemos nos omitir. Repetindo Dom Henrique Soares, Bispo Auxiliar da Diocese de Aracaju: “É nosso dever de cristãos e de cidadãos procurar votar de modo consciente e esclarecido, pensando unicamente no bem comum...afinal, um voto pode nos mandar para o inferno: aqui, por quatro anos e, após a morte, por toda a eternidade!”

Encerrando os esclarecimentos, pedimos a Deus, por intercessão da Santíssima Virgem Imaculada Conceição, Padroeira de nossa Cidade de Guarulhos, que proteja nossa Diocese assim como todo nosso País, concedendo-nos governantes que sejam respeitadores da Lei de Deus e das Leis Naturais que têm sua fonte no próprio Deus.

+ Luiz Gonzaga Bergonzini
Bispo de Guarulhos



DÉCIMO QUARTO DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES


Encuentro del Papa con sus ex-alumnos sobre la Hermenéutica del Vaticano II: ¿continuidad o ruptura?




Se realizará en estos días el encuentro anual del Papa Benedicto XVI con sus ex-alumnos, que este año tendrá como tema la hermenéutica del Concilio Vaticano II. La Buhardilla nos ofrece una nota publicada en L’Osservatore Romano en la que se dan algunos detalles de este acontecimiento.

La hermenéutica del Concilio Vaticano II está, este año, en el centro del tradicional seminario de verano de los ex-alumnos de Benedicto XVI, reunidos en el así llamado Ratzinger Schülekreis.

El encuentro se llevará a cabo desde el viernes 27 hasta el lunes 30 de agosto, en el centro de congresos Mariápolis de Castelgandolfo. Los participantes serán unos cuarenta, todos ex-alumnos del profesor Ratzinger, que han discutido sus tesis con él en los años en que era docente en Alemania.

El relator principal es el arzobispo Kurt Koch, anteriormente obispo de Basilea, nombrado el pasado 1º de julio presidente del Pontificio Consejo para la Promoción de la Unidad de los Cristianos. El obispo tendrá dos intervenciones: la primera sobre “El Concilio Vaticano II entre tradición e innovación. La hermenéutica de la reforma entre la hermenéutica de una continuidad con ruptura y de una continuidad no histórica”; la segunda sobre “Sacrosanctum Concilium y la reforma post-conciliar de la liturgia”.

El nombre del relator principal y el tema del encuentro – como informa a nuestro periódico el salvatoriano Stephan Horn, presidente de la asociación de los ex-alumnos del Papa – han sido indicados y aprobados por el mismo Benedicto XVI entre un grupo de opciones posibles propuestas por los organizadores. La mayoría de los participantes proviene de Alemania y de Austria. Además de estos, hay también un italiano, un irlandés, un holandés, una coreana y un indio. Entre los presentes, estarán el cardenal Christoph Schönborn, arzobispo de Viena, el obispo auxiliar de Hamburgo Hans-Jochen Jaschke, docentes, párrocos, religiosas, religiosas y laicos. Como de costumbre, los encuentros – bajo el aspecto organizativo a cargo del padre Horn, quien recientemente festejó los 50 años de ordenación sacerdotal – se llevarán a cabo a puertas cerradas. En las jornadas del viernes y el sábado, después de la relación del arzobispo Koch, habrá una discusión libre sobre el tema, en la cual tomará parte también el Pontífice. El domingo por la mañana el momento culminante: los ex-alumnos participarán en la celebración eucarística presidida por Benedicto XVI en el centro de congresos Mariápolis.

Después del primer desayuno con el Papa, los presentes – a los cuales se unirán las nuevas generaciones de ex-alumnos, es decir, aquellos que han hecho sus tesis sobre textos de Ratzinger – participarán también en el Angelus en el patio del Palacio Apostólico de Castelgandolfo. Se ha hecho ya costumbre que en el último día del seminario de verano se sumen al grupo los nuevos ex-alumnos, constituidos en círculo tres años atrás.

Durante el encuentro de este año, el padre Horn entregará al Pontífice, en nombre de todos los ex-alumnos, el volumen que recoge las relaciones del seminario de verano del 2008, que tenía por tema “Conversaciones sobre Jesús”. La publicación ha sido promovida por la fundación Joseph Ratzinger Papa Benedicto XVI, con sede en Munich de Baviera, que tiene como objetivo la preparación y la organización del encuentro anual, la promoción de los estudios emprendidos por Ratzinger cuando era docente, la difusión de su enseñanza teológica y de su espiritualidad, además de la publicación de los libros de Benedicto XVI.

El primer encuentro de Ratzinger con sus ex-alumnos se llevó a cabo en marzo de 1977, cuando fue nombrado arzobispo de Munich y Freising. Desde aquel día, la cita se repite con frecuencia anual sobre un tema particular. Como confirma el padre Horn, “al Pontífice se le proponen tres temas y él mismo realiza la elección. El de este año era el primer tema de la lista que le hemos ofrecido”.

El tema del año pasado ha sido la misión ad gentes, mientras que el encuentro de dos años atrás estaba centrado sobre la cuestión de la correspondencia del Jesús descrito por los Evangelios con la historicidad de su figura y sobre la narración de la Pasión.

Fuente: L’Osservatore Romano
Traducción: La Buhardilla de Jerónimo

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

''O Papa está sozinho contra os cruzados da desinformação''



Como já dito no post anterior, foi publicado nesta quarta-feira, na Itália, o livro "Attacco a Ratzinger. Accuse e scandali, profezie e complotti contro Benedetto XVI" [Ataque a Ratzinger. Acusações e escândalos, profecias e complôs contra Bento XVI] (Ed. Piemme, 322 p.), escrito pelo vaticanista do jornal Il Giornale, Andrea Tornielli, e pelo vaticanista do jornal Il Foglio, Paolo Rodari, dedicado às crises dos primeiros cinco anos do pontificado do Papa Ratzinger.

Pela relevância do assunto disponibilizamos também uma tradução para o português do prefácio dos autores, publicado no jornal Il Giornale, 25-08-2010.

Eis o texto.

"Ainda lembro, como se fosse hoje, as palavras que ouvi de um cardeal italiano, então muito poderoso na Cúria Romana, no dia seguinte à eleição de Bento XVI. 'Dois-três anos, durará só dois-três anos...'. E fazia isso acompanhando as palavras com um gesto das mãos, como para minimizar... Joseph Ratzinger, aos 78 anos, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, recém eleito sucessor de João Paulo II, devia ser um Papa de transição, passar velozmente, mas principalmente devia passar sem deixar muitos rastros de si mesmo... Certamente, uma indicação sobre a duração do pontificado foi feita pelo próprio Ratzinger, na Sistina. Ele disse que escolhia o nome Bento por aquilo a figura do grande santo padroeiro da Europa significava, mas também porque o último Papa que havia assumido esse nome, Bento XV, não tivera um pontificado muito longo e havia se empenhado pela paz. Mas um pontificado não longo, em razão da idade já avançada, não significa que passe sem deixar rastros. O de João XXIII também devia ser – e do ponto de vista meramente cronológico foi – um pontificado de transição. Mas como ele mudou a história da Igreja... Pensei nisto muitas vezes: visto que não passou tão velozmente como alguns esperavam, e visto que o seu pontificado está destinado a deixar uma marca, multiplicaram-se os ataques contra Bento XVI. Ataques de todos os tipos. Uma vez, diz-se que o Papa se expressou mal; outra vez, fala-se de erro de comunicação; outra ainda, de um problema de coordenação entre os escritórios curiais; uma outra, de inadequação de certos colaborados; outra, da tentativa concordante por parte de forças adversas à Igreja, intencionadas a desacreditá-la. Quer saber a minha impressão? Mesmo que o Santo Padre, na realidade, não esteja sozinho, mesmo que, em torno dele, haja pessoas fiéis que buscam ajudá-lo, em tantas ocasiões ele foi deixado objetivamente sozinho. Não há uma equipe que previna o acontecimento de certos problemas, que reflita sobre como responder de modo eficaz. Que busque fazer passar, expandir a sua autêntica mensagem, muitas vezes distorcida. Assim, a pergunta mais frequente tornou-se esta: quando será a próxima crise? Também me surpreende o fato de que, às vezes, essas crises levam depois a decisões importantes... Estou me perguntando, por exemplo, o que acontecerá agora que Bento XVI proclamou corajosamente a heroicidade das virtudes de Pio XII junto com as de João Paulo II".

Quando essa confidência foi feita a um de nós, na véspera do Natal de 2009, por um notável purpurado que trabalha há muitos anos nos Sagrados Palácios, o grande escândalo dos abusos de menores perpetrados pelo clero católico ainda não havia explodido em todo o seu porte. Havia, sim, o gravíssimo caso irlandês. Mas nada ainda pressagiava que, como por contágio, a situação objetivamente peculiar da Irlanda – que revelou a objetiva incapacidade de diversos bispos de governar as suas dioceses e de enfrentar os casos de abusos sobre menores, tendo presente a necessidade de assistir sobretudo às vítimas, evitando de todos os modos que as violências pudessem se repetir – acabasse se replicando, pelo menos midiaticamente, em outros países. E envolveu a Alemanha, a Áustria, a Suíça e, novamente, nas polêmicas, os Estados Unidos, onde o problema já havia surgido, e de maneira muito devastadora, no início deste milênio.

Só ao ler rapidamente as notas de imprensa internacionais, é preciso admitir a existência de um ataque contra o Papa Ratzinger. Um ataque demonstrado pelo preconceito negativo pronto para surgir sobre qualquer coisa que o Pontífice diga ou faça. Pronto para enfatizar certos particulares, pronto para criar "casos" internacionais. Esse ataque concêntrico tem origem do lado de fora, mas frequentemente do lado de dentro da Igreja. E é (inconscientemente) ajudado pela reação às vezes escassa de quem, em torno do Papa, poderia fazer mais para prevenir as crises ou para administrá-las de modo eficaz.

Este livro não pretende apresentar uma tese pré-constituída. Não pretende confirmar de partida a hipótese do complô idealizado por alguma "cúpula" ou Spectre [do inglês, Special Executive for Counter-Intelligence, Terrorism, Revenge and Extortion, nome de uma organização fictícia presente nos livros e filmes do agente secreto inglês James Bond].

Porém, é inegável que Ratzinger tenha estado e esteja sob ataque. As críticas e as polêmicas levantadas pelo discurso de Regensburg; o caso clamoroso das renúncias do neo-arcebispo de Varsóvia, Wielgus, por causa de uma antiga colaboração sua com os serviços secretos do regime comunista polonês; as polêmicas por causa da publicação do Motu proprio Summorum Pontificum; o caso da revogação da excomunhão aos bispos lefebvrianos, que coincidiu com a transmissão em vídeo da entrevista negacionista sobre as câmaras de gás concedida a uma TV sueca por um deles; a crise diplomática por causa das palavras papais sobre o preservativo durante o primeiro dia da viagem para a África; a propagação do escândalo dos abusos de menores, que ainda não dá sinais de acalmar.

De tempestade em tempestade, de polêmica em polêmica, o efeito foi o de "anestesiar" a mensagem de Bento XVI, esmagando-o sobre o clichê do Papa retrógrado, despotencializando seu porte.

Mas esse ataque nunca teve uma única direção. Teve, pelo contrário, uma ausência de direção. Embora não se possa excluir que, em mais de uma ocasião, assim como ao longo da crise dos escândalos por causa da pedofilia do clero, se verificou uma aliança entre ambientes diversos, aos quais pode ser útil reduzir a voz da Igreja ao silêncio, diminuindo a sua autoridade moral e o seu ser fenômeno popular, talvez com a secreta esperança de que, em uma década, ela acabe contando na cena internacional tanto quanto uma seita qualquer.


Fonte: IHU online

Libro de Tornielli y Rodari “Ataque a Ratzinger”: “Lo único que realmente no se perdona a Ratzinger es el hecho de haber sido elegido Papa”



Andrea Tornielli y Paolo Rodari, dos de los vaticanistas más reconocidos, han publicado en Italia un libro en el que han investigado las crisis y los ataques que han caracterizado los primeros cinco años del actual pontificado. El libro, titulado “Attaco a Ratzinger. Accuse e scandali, profezie e complotti contro Benedetto XVI”, cuyo prefacio ofrecemos ahora en lengua española, demuestra, según sus autores, la veracidad de las palabras pronunciadas por un purpurado: “Lo único que realmente no se perdona a Ratzinger es el hecho de haber sido elegido Papa”.


“Todavía recuerdo, como si fuese hoy, las palabras que escuché decir a un cardenal italiano, entonces muy poderoso en la Curia Romana, al otro día de la elección de Benedicto XVI. «Dos-tres años, durará sólo dos-tres años…». Lo hacía acompañando las palabras con un gesto de las manos, como para minimizar… Joseph Ratzinger, de setenta y ocho años, el Prefecto de la Congregación para la Doctrina de la Fe recién elegido sucesor de Juan Pablo II, debía ser un Papa de transición, pasar velozmente, pero sobre todo debía pasar sin dejar demasiada huella tras de sí… Ciertamente, una referencia a la duración del pontificado la hizo el mismo Ratzinger, en la Sixtina. Dijo que elegía el nombre de Benedicto por lo que había significado la figura del gran santo patrono de Europa, pero también porque el último Papa que había tomado este nombre, Benedicto XV, no había tenido un pontificado muy largo y había trabajado por la paz. Pero un pontificado no largo, a causa de la edad ya avanzada, no significar pasar sin dejar huella. También el de Juan XXIII debía ser – y, desde el punto de vista meramente cronológico, lo ha sido – un pontificado de transición. Pero cuánto ha cambiado la historia de la Iglesia… Lo he vuelto a pensar muchas veces: visto que no ha pasado tan velozmente como alguno esperaba, y visto que su pontificado está destinado a dejar un signo, se han multiplicado los ataques contra Benedicto XVI. Ataques de todo tipo. Una vez se dice que el Papa se ha expresado mal, otra vez se habla de error de comunicación, otra de un problema de coordinación entre las oficinas curiales, en otra ocasión de insuficiencia de ciertos colaboradores, otra del concordante intento por parte de fuerzas adversas a la Iglesia con la intención de desacreditarla. ¿Quiere saber mi impresión? Aunque en realidad el Santo Padre no está solo, aunque en torno a él hay personas fieles que tratan de ayudarlo, en muchas ocasiones es dejado objetivamente solo. No hay un equipo que prevenga la aparición de ciertos problemas, que reflexione sobre cómo responder de modo eficaz. Que trate de transmitir, de expandir su auténtico mensaje, a menudo distorsionado. De este modo, ésta es la pregunta que se ha vuelto más frecuente: ¿cuándo la próxima crisis? Me sorprende también el hecho de que a veces estas crisis llegan después de decisiones importantes… Me estoy preguntando, por ejemplo, qué ocurrirá ahora que Benedicto XVI ha proclamado valientemente las virtudes heroicas de Pío XII junto a las de Juan Pablo II”.

Cuando esta confidencia fue hecha a uno de nosotros, en vísperas de la Navidad del 2009, por un autorizado purpurado que trabaja desde hace muchos años en los sagrados palacios, el gran escándalo de los abusos de menores perpetrados por el clero católico aún no había explotado en toda su alcance. Estaba, sí, el gravísimo caso irlandés. Pero nada hacía predecir todavía que, como por contagio, la situación objetivamente peculiar de Irlanda – que ha mostrado la incapacidad de varios obispos de gobernar sus diócesis y de afrontar los casos de abusos de menores teniendo presente la necesidad de asistir en primer lugar a las víctimas, evitando que las violencias pudieran repetirse – terminaría por replicarse, por lo menos mediáticamente, en otras países. Y ha involucrado a Alemania, Austria, Suiza y, de nuevo, en las polémicas, a los Estados Unidos, donde el problema ya había surgido y de manera bastante devastadora al comienzo de este milenio.

Sólo recorriendo las reseñas de prensa internacionales, es necesario admitir la existencia de un ataque contra el Papa Ratzinger. Un ataque demostrado por el prejuicio negativo pronto a desencadenarse sobre cualquier cosa que el Pontífice diga o haga. Pronto a enfatizar ciertos particulares, pronto a crear “casos” internacionales. Este ataque concéntrico tiene origen fuera, pero con frecuencia también dentro de la Iglesia. Y es (inconscientemente) ayudado por la reacción a veces escasa de quien en torno al Papa podría hacer más para prevenir las crisis o para gestionarlas de modo eficaz. Es lamentablemente (en forma inconsciente) ayudado por la falta de una dirección y de una estrategia comunicativa, como se ha visto en el curso de lo que en las próximas páginas hemos definido “la semana negra”, con los incidentes representados por la homilía del Viernes Santo 2010 pronunciada por el padre Raniero Cantalamesssa, por las palabras del cardenal Angelo Sodano el día de Pascua, por las declaraciones del Secretario de Estado Tarcisio Bertone lanzadas durante su largo viaje pastoral a Chile.

Este libro no tiene intención de presentar una tesis preconcebida. No busca acreditar de partida la hipótesis del complot ideado por alguna “cúpula” o “spectre”, ni tampoco la del “complot mediático”, convertido a menudo en el cómodo salvoconducto detrás del cual algunos colaboradores del Pontífice se atrincheran para justificar demoras e ineficiencias. Sin embargo, es innegable que Ratzinger ha estado y está bajo ataque. Las críticas y las polémicas suscitadas por el discurso de Ratisbona; el clamoroso caso de la dimisión del neo-arzobispo de Varsovia Wielgus a causa de su antigua colaboración con los servicios secretos del régimen comunista polaco; las polémicas por la publicación del Motu proprio Summorum Pontificum; el caso del levantamiento de la excomunión a los obispos lefebvristas, que coincidió con la transmisión en video de la entrevista negacionista de las cámaras de gas concedida por uno de ellos a la televisión suiza; la crisis diplomática por las palabras papales sobre el preservativo durante el primer día del viaje a África; la propagación del escándalo de los abusos de menores, que todavía no parece aplacarse. De tormenta en tormenta, de polémica en polémica, el efecto ha sido el de “anestesiar” el mensaje de Benedicto XVI, encerrándolo en el cliché del Papa retrógrado, debilitando su alcance. Y sobre todo olvidando impulsos y aperturas demostrados por Ratzinger en estos primeros cinco años de pontificado sobre grandes temas como la pobreza, el cuidado de la creación, la globalización.

Pero este ataque nunca ha tenido una única dirección. Ha tenido, más bien, una ausencia de dirección. Aunque no se puede excluir que en varias ocasiones, también en el curso de la crisis por los escándalos de la pedofilia en el clero, se ha verificado una alianza entre diversos ambientes a los cuales puede resultar cómodo reducir al silencio la voz de la Iglesia, disminuyendo su autoridad moral y su ser fenómeno popular, tal vez con la secreta esperanza de que, en el giro de una década, termine contando en el escenario internacional como cualquier secta.

Hemos buscado documentar lo que ha ocurrido, hemos hecho hablar a los protagonistas y a los observadores más calificados, hemos recogido documentos y testimonios inéditos que ayudan a reconstruir lo ocurrido en los sagrados palacios y, más en general, en la Iglesia, durante las crisis de estos primeros cinco años de pontificado. Un pontificado que se ha abierto, después del cónclave-relámpago que ha durado un día, con las palabras pronunciadas por el Papa Ratzinger en el día de la Misa inaugural, el 24 de abril de 2005: “Rogad por mí, para que, no huya, por miedo, ante los lobos.”. Casi presintiendo que le esperaría un insidioso camino de obstáculos.

Paolo Rodari
Andrea Tornielli

Fuente: Il blog degli amici di Papa Ratzinger
Traducción: La Buhardilla de Jerónimo

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Bispo de Franca dá assistência pontifical a Santa Missa na Forma Extraordinária em sua Catedral



Una Voce Málaga informa a respeito da assistência pontifical dada por Dom Pedro Luiz Stringhini a Santa Missa na Catedral de Franca - SP:

Monseñor don Pedro Luiz Stringhini, Obispo de Franca, en Brasil, ha asistido a la celebración de la Santa Misa con el Misal del Beato Juan XIII, el pasado 21 de agosto, en su Catedral. Monseñor Stringhini se convierte en el obispo número 193 que oficia o asiste a la Misa tradicional desde la promulgació del motu proprio Summorum Pontificum.
Catedral de Franca, Brasil.

Ressurge o Rito Carmelita ou Rito do Santo Sepulcro no Brasil






Através de Salvem a Liturgia se difundiu a notícia do surgimento no Brasil dos Eremitas da Bem-aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo (ECarm), os quais tem como rito próprio o antigo Rito Carmelita.

A fundação foi aprovada pelo Bispo de Bragança Paulista, estando, portanto, em plena comunhão com a Santa Igreja.

Abaixo publicamos entrevista feita por aquele blog ao prior desta nova fundação:


Reverendo frei, vemos que se trata de uma congregação nova, não fazendo parte da OCarm nem da OCD. Estamos certo nessa nossa impressão?

Caro Dr. Rafael: somos sim uma nova fundação mas que se trata de uma restauração do carisma monástico original do carmelo que já tinha se perdido desde o fim do século XIII. De fato Santa Teresa quis recuperá-lo ao propor o seguimento da Regra primitiva na sua reforma descalça. Entretanto, na metade do Século XIX, o Beato Francisco Palau movido por uma revelação mística fundou o Carmelo Eremítico na Espanha, com esse mesmo objetivo. Este grupo existiu até a década de 30. Nós agora estamos recomeçando com as mesmas Constituições que ele escreveu.

Há outros mosteiros desse instituto no Brasil e no mundo?

Não. A nossa fundação está nascendo agora em Atibaia. O Mosteiro Santo Elias (monges) e o Mosteiro Santa Maria (monjas).

Os monges carmelitas dos EUA são da mesma congregação que os senhores ou se trata de um instituto distinto?

Eles são um instituto distinto apesar de terem surgido na mesma época com os mesmos elementos fundamentais do carisma. Estivemos interessados numa eventual união, porém, não concordamos com algumas posturas deles. Por exemplo: nós não vendemos nada; não pedimos dinheiro para ninguém; não desejamos construir grandes abadias, mas pobres e simples ermidas; não temos uma vida comunitária tão intensa, ou seja, destacamos mais a solidão.

Os senhores celebram a liturgia própria do rito carmelita. Qual o motivo que os levou a isso?

O principal motivo é esse: não há como nos identificarmos com os primeiros carmelitas seguindo a regra primitiva se não celebramos a mesma liturgia, pois a liturgia é parte essencial de nossa vida.

Os carmelitas da antiga observância (OCarm) e os descalços (OCD) ainda usam esse rito, ainda que esporadicamente?

Os Descalços renunciaram à liturgia própria desde a edição pós-tridentina do missal carmelitano (1585). Entretanto, os Carmelitas da Antiga Observância preservaram o rito do Santo Sepulcro de Jerusalém até 1971. Depois desta data não puderam mais celebrar nem esporadicamente, conforme decisão do Capítulo Geral. Eles argumentavam que o Rito era impróprio para suas atividades paroquiais. Como não temos paróquia, mas vivemos em mosteiros, o rito para nós é perfeitamente bem-vindo.

O senhor poderia nos descrever algumas particularidades desse rito?

Uma particularidade é que o salmo de entrada é rezado pelo sacerdote em silêncio. As primeiras palavras após o início são: Confitemini Domino quoniam bonus, quoniam in saeculum misericordia ejus. Esta frase nos introduz na liturgia da ressurreição, pois o rito nasceu no santo sepulcro. Entretanto, isso torna o rito carregado de mais de 50 cruzes feitas de diversas formas e marca a força do Calvário.

Como aprenderam o rito? Ainda existem os livros litúrgicos e manuais de rubricas?

O próprio missal traz as rubricas e as diversas variações. Também vimos um vídeo de uma missa celebrada na década de 50 que nos ajudou a melhorar alguns aspectos da liturgia solene.

Quais os frutos dessa liturgia bem celebrada no mosteiro e na vida dos fiéis que os visitam?

Para mim celebrar neste rito desde outubro do ano passado tem incrementado muito minha espiritualidade sacerdotal. Nos outros irmãos percebemos também um acréscimos de piedade e introspecção. Igualmente no povo, temos observado muitos frutos espirituais.

Usam, eventualmente, o rito romano antigo? E o rito romano moderno? Se o fazem, é em latim ou em vernáculo?

Não. Celebramos somente o Rito Carmelitano, ou Rito do Santo Sepulcro, todo em latim.

A Missa dos senhores é versus Deum, correto? O que poderiam nos falar a respeito dessa orientação?

Acostumamos a falar assim, mas a orientação verdadeira é versus orientem, ou seja, de frente para o oriente. Assim a Igreja nos primeiros tempos celebrava a eucaristia. Há tantos que querem valorizar a participação do povo e por isso se viram para o povo. Nunca a Igreja conheceu isto. A pregação é para o povo. O sacrifício é para Deus Pai, com o povo "por Cristo, com Cristo e em Cristo".

Como recuperar uma autêntica espiritualidade litúrgica no Brasil? Os fiéis estão sedentos de uma piedade que nasça da Eucaristia, não lhe parece?

Acredito nisto também. Também vejo o Brasil como um grande celeiro de vocações. Porém a ignorância do clero e do povo torna essa missão um árduo desafio, mas a graça do Espírito Santo nos ajuda.

Quais os planos de seu Carmelo? Pretendem construir novas casas no Brasil?

Fui ordenado padre em 2000 e queria celebrar o rito tradicional. Não tive nenhuma chance nem oportunidade. Fui para a Itália e para a França, mas não estava feliz longe da minha nação.

Entrei nesse Carmelo em 2002 que havia sido recém fundado por um carmelita descalço que eu já conhecia. Este meu superior tinha bons propósitos sobre usar o hábito e viver a regra mas não aceitava a liturgia tradicional. Enfim, em 2007 ele foi para sua diocese e se tornou padre secular.

Eu permaneci sozinho e no ano passado estruturamos as coisas e começamos a receber vocações. Acredito que seja uma obra de Nossa Senhora e sinto que temos condição de crescer muito. Ela é que sabe...

Por fim, uma palavra aos membros e leitores do blog, e um conselho para que os pretendem "salvar a liturgia".

Peço a Deus que abençoe todos os que buscam com zelo salvar a liturgia, pois isso significa salvar a Igreja. Os inimigos da Igreja sabem disto... Portanto vamos em frente reconstruir os altares do Senhor!!!


L'ortodossia e il rinnovamento nella Chiesa

Cruz sobre o Santo Sepulcro em Jerusalém



Quelli che vogliono aggiornare Cristo

di Inos Biffi

L'ortodossia, cioè il Credo cristiano nella sua integrità, è il fondamento e la condizione dell'esistenza stessa della Chiesa.
Questa perderebbe la propria identità, se qualche verità del Credo si annebbiasse nell'incertezza o fosse rimossa o trascurata. La prima missione che sta a cuore alla Chiesa è la piena fedeltà alla Parola di Dio, autorevolmente espressa e proposta dalla stessa Chiesa.
Verso le formulazioni della fede non è raro riscontrare una diffidenza e reazione, ma è perché vengono fraintese, quasi riducessero e impoverissero tale Parola, frantumandola in enunciazioni astratte, prive di vita. Se è vero che nessun linguaggio umano riesce a esprimerne adeguatamente il contenuto, che solo nella visione beatifica sarà immediatamente percepito, è altrettanto indubbio che i simboli di fede coi loro articoli e le definizioni della Chiesa col loro rigore, grazie all'opera dello Spirito, mediano infallibilmente la Rivelazione. E proprio questa sta a cuore alla Chiesa, quale sua prima e insostituibile missione, in ogni tempo.
Già Paolo raccomandava a Tito di insegnare "quello che è conforme alla sana dottrina" (Tito, 2, 1), mentre, esortando Timoteo ad annunciare la Parola, gli prediceva: "Verrà un giorno in cui non si sopporterà più la sana dottrina" (2 Timoteo, 4, 2-3). D'altronde lui stesso si preoccupava di essere in sintonia con gli altri apostoli.
Oggi qua e là si reagisce quando si sente parlare di "eresia", non considerando che, se l'eresia non è possibile, vuol dire che non esiste neppure la Verità e tutto si stempera in una materia cristiana confusa e informe. Quando, al contrario, la fede ha degli oggetti precisi e non interscambiabili.
In questa trasmissione lo sguardo della Chiesa è sempre volto soltanto al Signore, che le affida il Vangelo: non a quello che una determinata cultura potrebbe gradire o approvare, e non limitatamente a quegli aspetti su cui si possa essere d'accordo e consenzienti dopo un accogliente dialogo. Non è fuori luogo sottolineare che il Verbo si è fatto carne non per istituire un disteso e lusinghiero dialogo con l'uomo, ma per creare e manifestare in sé l'unica immagine valida e riconoscibile dell'uomo. A prescindere da Gesù Cristo semplicemente non c'è l'uomo conforme al progetto divino.
Per non equivocare si potrebbe aggiungere che Gesù Cristo non va mai "aggiornato", perché è Lui il perenne e insuperabile Aggiornamento, che include in sé ogni tempo, quello presente, quello passato e quello futuro. Siamo noi che invece, per non perdere l'"attualità", ci dobbiamo aggiornare a Lui, siamo noi che, per essere veri credenti, ci dobbiamo aggiornare al Credo cristiano in sé inalterato e inaggiornabile.
Un rinnovamento nella Chiesa passa sempre e imprescindibilmente da un lucido annunzio anzitutto dell'assolutezza di Gesù Cristo, che rappresenta "il mistero di Dio Padre" (Colossesi, 2, 2). Del resto, i concili più importanti e impegnativi furono quelli dedicati all'ortodossa proposizione del mistero di Cristo, della identità di Gesù di Nazaret: concili dottrinali e quindi, nel significato più alto, concili pastorali. A cominciare da Nicea.
La storia della Chiesa mostra con innegabile evidenza che una ripresa della condotta evangelica si innesta sempre su una energica riproposizione dell'ortodossia. Si pensi al Concilio di Trento, che fu prima di tutto un concilio dottrinale - sul peccato originale, sulla giustificazione, sui sacramenti - a cui seguì un meraviglioso rifiorire di vita e di santità cristiana.
La Riforma aveva colto, e giustamente stigmatizzato, comportamenti antievangelici nella Chiesa del suo tempo. Solo che alla base del risanamento pose un aggiornamento dell'ortodossia di fatto consistente in eresie, che spezzavano la comunione con la Tradizione. Si pensi alla negazione del sacerdozio ministeriale, alla contestazione del sacrificio della Messa, alla negazione di alcuni sacramenti, al carattere ecclesiale dell'intepretazione della Scrittura. Sarebbe illuminante far passare analiticamente alcuni punti dell'ortodossia da riannunciare con vigore. Ma, prima di singoli dogmi, pare urgente la riproposizione del senso del "mistero", che sostiene tutto il Credo. La Parola di Dio manifesta il disegno, iscritto nell'intimo della Trinità e conoscibile soltanto per la condiscendenza divina e per la sua "narrazione" avvenuta in Cristo. Credere significa affidarsi a questa "narrazione" e quindi accogliere e annunciare un "altro mondo", il mondo invisibile e duraturo. Secondo quanto afferma Paolo: "Noi non fissiamo lo sguardo sulle cose visibili, ma su quelle invisibili, perché le cose visibili sono di un momento, quelle invisibili invece sono eterne" (2 Corinzi, 4, 18).
Lo smarrimento della "sensibilità al soprannaturale", razionalizzando il dogma, dissolve la fede; deteriora e dissipa l'evangelizzazione; altera e svuota la missione della Chiesa, che Cristo ha fondato come testimonianza della Grazia, e per il raggiungimento non del benessere e del fine terreno dell'umanità, ma della beatitudine eterna. Né per questo il Vangelo trascura o sottovaluta l'esistenza temporale dell'uomo, solo che questa esistenza, fragile e transitoria, è considerata nella sua destinazione e riuscita gloriosa.
Ovviamente, la conseguenza di un tale smarrimento è l'estinzione della teologia. A proposito del senso del mistero vengono in mente, e appaiono di sorprendente attualità, le luminose pagine che il più grande teologo dell'Ottocento, Joseph Matthias Scheeben, purtroppo dimenticato dall'esile riflessione dei nostri giorni, dedica nel primo capitolo de I misteri del cristianesimo, l'opera dogmatica a sua volta più originale e profonda dell'epoca: "Quello che ci affascina è l'apparizione di una luce che ci era nascosta. I misteri pertanto devono essere verità luminose, splendide", che "si sottraggono al nostro sguardo per soverchia maestà, sublimità e bellezza".
E anche andrebbe letto, specialmente da chi si sta formando nei seminari, l'ultimo capitolo dell'opera di Scheeben, quello sulla teologia, "la scienza dei misteri", appoggiata tutta "al Lògos di Dio".
L'ortodossia, quindi, con le sue verità "visibili" agli "occhi illuminati del cuore" (Efesini, 1, 18): ecco la condizione imprescindibile per un annunzio fedele del Vangelo e un rinnovamento nella Chiesa.

(©L'Osservatore Romano - 25 agosto 2010)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Roma: Igreja de São Bartolomeu na Ilha Tiberina


São Bartolomeu, rogai por nós!

Fotos da Santa Missa Pontifical de Belém na Forma Extraordinária celebrada por Dom Alberto Taveira


Fonte: Sal e Luz

Sal e Luz: Um relato sobre o Encontro de Belém


Amigos,

O Encontro sobre Liturgia e Missa Antiga, realizado em Belém na última semana foi uma benção de Deus. Tudo ocorreu em perfeita ordem e harmonia. Nos próximos posts estaremos publicando fotos e vídeos do encontro, antes porém farei um perqueno resumo desta abençoada semana que ficará para sempre guardada na história da Igreja Católica do Brasil, pois após mais de 40 anos, tivemos um arcebispo metropolitano celebrando uma missa Pontifical no rito Extraordinário em nosso País.

Viva o Papa Bento XVI!

Viva Dom Alberto Taveira!

Estiveram presentes neste encontro, além dos membros de nosso grupo, muitos amigos da Igreja local, padres, seminaristas, membros da fraternidade O Caminho e as seguintes pessoas de fora de Belém:

- Padre Almir de Andrade, membro da Fraternidade São Pedro e membro da Comissão Ecclesia Dei do Vaticano – Roma.

- Padre Navaz, Superior do Instituto Bom Pastor na América Latina e que tem sua sede no Chile.

- Padre Julien, membro do Instituto Bom Pastor em Bordeaux, França.

- Seminaristas Edivaldo Oliveira, Rafael Scolaro, Mauro Rocha, Pedro Zucchi, José Luiz Zucchi, Daniel Pinheiro, Pedro Gubitoso, Luis Pascoto, Tomás Parra.

Na segunda feira tivemos a Santa Missa celebrada no Seminário São Gaspar, local onde ficaram hospedados os seminaristas, depois disso tivemos também uma reunião de apresentação de todos os participantes além da entrevista de Padre Almir no Programa Argumento da TV RBA de Belém, afiliada da Rede Bandeirantes (este vídeo na está disponível no blog).

Logo neste primeiro dia Padre Almir abordou durante sua apresentação a importancia deste encontro e contou sua experiencia de extase em admiração de beleza em cada celebração que faz da missa antiga. Contou também um pouco sobre seu trabalho na cúria.

Na terça feira fomos todos visitar Dom Alberto Taveira e também a Fundação Nazaré de Comunicação, que funciona no mesmo prédio da cúria.

Dom Alberto foi muito solicito e simpático, falou sobre a missa, tirou algumas duvidas e confirmou os horários. Saimos de lá todos muito satisfeitos com as palavras de apoio de nosso Arcebispo.

Como esta visita se estendeu por toda a manhã, aos sair fomos para o almoço e em seguida o grupo foi visitar o Museu Paraense de Arte Sacra que fica na antiga Igreja de Santo Alexandre, próximo a catedral da Sé, e outros museus que ficam no mesmo bairro, além das Igrejas de São João e da propria Catedral da Sé.

A noite de terça feira foi reservada para estudos em palestra de Padre Almir sobre Liturgia, tendo terminado o dia quase a meia noite daquele dia, fato que se repetiu quase todos os dias da semana para alegria de todos, pois cada minuto era aproveitado em cada segundo.

Na quarta feira, após as orações da manhã, o grupo fez um belo passeio de barco pela frente da cidade, nos rios da Amazônia, programa que tomou toda a manhã. O almoço foi oferecido pelo pároco da paróquia de São Pedro e São Paulo, Padre Ederaldo.

Depois da missa diária na Capela do Colégio Gentil, fomos todos para o auditório da Cúria, onde Padre Almir fez uma belissima conferência sobre a liturgia catolica e a missa antiga. O Auditório ficou cheio com a presença de muitos padres e seminaristas tendo havido depois da conferência um espaço para debates muito bem aproveitado.

Na quinta feira foi a vez da visita a Basílica de Nossa Senhora de Nazaré, padroeira dos paraenses, e em seguinda o inicio dos ensaios para a missa pontifical na capela do colégio Gentil Bittencourt. O almoço neste dia foi oferecido pelo Padre Ronaldo Menezes, pároco da Paróquia da Santissima Trindade. A tarde, tivemos mais ensaios para coroinhas e a noite a palestra foi sobre espiritualidade proferidade pelo Seminarista Daniel Pinheiro.

Sexta-Feira continuaram os ensaios para a Pontifical, porém o almoço do dia foi oferecido pelo Cura da Sé, Padre Gonçalo. Neste Dia tivemos uma belissima oração das completas feitas pelos seminaristas do IBP e Padre Almir. Coisa de emocionar qualquer pessoa. A missa do dia foi celebrada no Seminário São Gaspar e a noite a palestra de estudo foi apresentada pelo Professor Alberto Zucchi e pelo Seminarista Edivaldo Oliveira que falou sobre Nossa Senhora. Neste dia, que terminou além da meia noite, fomos dormir ansiosos pela missa pontifical do dia seguinte.

No Sábado tivemos a missa pontifical as nove horas da manhã. Muita gente se emocionou, pois a cerimonia foi belissima. A capela estava cheia de gente. Dom Alberto chegou com meia hora de antecedencia e em cortejo foi para sacristia paramentar-se. A cerimonia vocês poderão acompanhar no vídeo que daqui a pouco postaremos.

A noite de sábado foi dedicada para estudos com a a palestra do seminarista Luis Pascoto, que brilhantemente discorreu sobre meditação. Pscoto falou como um doutor, pois foi firme, seguro e encantador. O dia, que havia sido como um sonho, foi coroado com esta palestra!

No Domingo, tivemos várias missas durante a manhã. Celebraram neste dia Padre Navas, Padre Julien e Padre Almir. Todos pela manhã pois haveriam de viajam logo depois do almoço. Em seguida almoçamos em minha casa celebrando com alegria uma semana de vitórias para a missa de sempre.

A Tarde, todos viajaram. Ficou a saudade de uma semana intensa de amizade, estudo e oração.

Fonte: Sal e Luz

sábado, 21 de agosto de 2010

Card. Ouellet: Los obispos no sólo deben declarar posiciones dogmáticas, sino que deben creer profundamente en ellas



El sitio web de la Arquidiócesis de Vancouver presenta un artículo sobre el nuevo Prefecto de la Congregación para los Obispos, el Cardenal Marc Ouellet, en el que se recogen algunas declaraciones del purpurado sobre la tarea que le espera. Luego de una ardua labor como Primado de Canadá, el Card. Ouellet se dispone a comenzar en los próximos días su nueva tarea en el Vaticano como uno de los principales colaboradores del Santo Padre.

En sus nuevas obligaciones colaborando con el Papa en la elección de los obispos, el Cardenal Marc Ouellet buscará valientes “hombres de fe” que tengan “el coraje de ayudar a la gente a vivirla”.

El obispo tiene que guiar a la comunidad, por lo que necesita una profunda visión sobrenatural junto con la capacidad para evaluar el contexto político, cultural y sociológico, dijo el nuevo Prefecto de la Congregación de Obispos en una entrevista. Sobre todo, un obispo debe ser “audaz en proponer la Palabra y audaz en la fe en el poder de la Palabra y el poder del Espíritu”.

“Tenemos que atrevernos a hablar a lo profundo del corazón, donde el Espíritu del Señor toca a las personas más allá de lo que éstas puedan calcular”, dijo Ouellet. “Necesitamos discernimiento espiritual y no sólo un cálculo político de los riesgos en cuanto a la posibilidad de que el mensaje sea recibido”.

Ocho exigentes años como Arzobispo de Québec y Primado de Canadá han forjado la visión del episcopado de Ouellet. Durante este tiempo debió predicar la Buena Noticia en una cultura que ha abandonado sus raíces cristianas.

Ser fiel a la enseñanza católica le significó la oposición de la profundamente secularizada sociedad post-católica de Québec. Al mismo tiempo afrontó el desafío de asegurarse que sus sacerdotes lo siguieran. “Ellos también están en una situación de tensión”, dijo. “Éste es un equilibrio difícil”.

Ouellet también remarcó la importancia de la solidaridad entre los obispos.

Durante este año, Ouellet habló contra la falta de apoyo episcopal al Santo Padre durante la tormenta de críticas de los medios por su manejo de la crisis de los abusos sexuales. También Ouellet a menudo quedó solo en el torbellino negativo de los medios en Québec.

Pero reconoce que en una provincia grande como Québec, cada obispo tiene un contexto diferente. Una diócesis rural en una parte homogénea de la provincia se enfrenta con desafíos distintos a los de una gran ciudad multicultural como Montreal, en cuanto al modo en que el mensaje del Evangelio es transmitido.

La necesidad de unidad y solidaridad va más allá de declaraciones políticas, dijo. Implica un compromiso personal que pasa de la fe dogmática a la “fe existencial que significa el discernimiento espiritual de la Presencia de Dios y de la Voluntad de Dios”.

Estamos en un mundo en el que la herencia cristiana está siendo fuertemente contestada, por lo que tenemos que reconocer esto y proponerla mejor, aunque no a través de un intento de restaurar el pasado.

“Tenemos que hablarle a la gente acerca del Señor Crucificado y Resucitado, que está dando forma a la Iglesia, con gente fiel a Su Palabra, a Su Divina Presencia y a la comunidad que Él quiere ver viviendo de Su Espíritu”.

El obispo debe siempre tener un enfoque personal, dijo. Los obispos no sólo deben declarar posiciones dogmáticas, sino que deben creer profundamente en ellas, “entonces tienes poder de convicción”.

“Si sólo lo declaras formalmente pero, en definitiva, no lo quieres realmente ver aplicado porque no crees que sea posible que la gente lo acepte, entonces estás en problemas en cuanto a la transmisión del mensaje”, dijo.

Los obispos también deben ser cercanos a la gente, dijo. Ser espiritual no significa mantenerse a distancia.

“El Señor nos ha dado un corazón para que sea presencia de Su propio Corazón en medio de la gente”, dijo el Cardenal. “Por eso tenemos que estar atentos y cultivar lo que llamamos la santidad, la unidad con Él, una unidad cotidiana, en un modo que es muy humano y muy espiritual”.

Aboga por una actitud ascética en la oración, en orden a conservar la pureza de corazón. “El amor a las personas plenifica la vida del sacerdote”.

Ouellet asume este rol clave en el Vaticano en un tiempo en que la Iglesia se enfrenta con una crisis mundial por casos de abusos sexuales, especialmente en occidente, crisis que es alimentada por los medios secularistas de información.

Ouellet dijo que comparte la visión del Papa Benedicto según la cual los pecados de los sacerdotes han salido a la luz durante el Año Sacerdotal para dar a la Iglesia “una oportunidad de purificación”.

Informes de sucesos ocurridos hasta cuarenta años atrás han creado una sensación de pánico que ha distanciado a muchos de la Iglesia, admitió. Pero Ouellet dijo que el tema de los abusos sexuales es un problema extendido mucho más allá de la Iglesia. Después que la Iglesia supere su purificación, la comunidad de fieles ayudará al resto de la humanidad a enfrentarse con este problema espantoso.

“Tenemos que solucionar el problema por medio de la virtud y la prevención, y no sólo por medio del castigo y los medios legales”, dijo.

Ouellet llegó a Québec ocho años atrás, enfrentándose a la sospecha de ser “el hombre de Roma”, enviado para enderezar las cosas.

Deja Québec amado por muchos de los fieles, no sólo en Québec sino en todo Canadá. En su última celebración pública de la Eucaristía antes de partir para su nuevo trabajo, más de 2000 personas llenaron la Basílica de Sainte-Anne-de-Beaupré para darle los buenos deseos, entre olas de aplausos y gratitud.

Crece la especulación acerca de quién será el que lo reemplace como Arzobispo de Québec. En los próximos dos años, nueve o diez obispos alcanzarán la edad de retiro en la provincia.

“Tenemos que tener un renacer de la Iglesia en Québec, y esto va a suceder”, dijo Ouellet.

“Mi oración y mi deseo es, obviamente, que tengamos comunidades vivas con buenos sacerdotes, bien preparados intelectual y espiritualmente, con un sentido de profundo compromiso por Cristo, por la vida evangélica y por el amor a la gente”.

Ouellet pidió apertura para los nuevos movimientos en la Iglesia, y expresó su esperanza en que aquellos que ya están en Québec como Famille Marie-Jeunesse, Catholic Christian Outreach y el movimiento eucarístico asociado al Encuentro de Jóvenes – Montee Jeunesse se “multipliquen”.

“Creo profundamente que habrá una nueva evangelización”, dijo.

El cardenal también abogó por un nuevo dinamismo intelectual, y en especial por una reforma de la educación para “recapturar el espíritu de la cristiandad y crear una nueva cultura cristiana”.

“Necesitamos intelectuales para esto, teólogos, filósofos, cristianos que realmente crean en el Evangelio y compartan la doctrina de la Iglesia en las cuestiones morales”, dijo.

“Hemos sufrido esta mentalidad del disenso” que “aún domina la inteligencia”.

“No hay allí verdadero discipulado”, dijo. “El discipulado que está emergiendo viene de aquellos que creen y que realmente aman a la Iglesia”.

Fuente: B.C. Catholic Paper
Traducción: La Buhardilla de Jerónimo

DÉCIMO TERCEIRO DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES



sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Dom Fernando Guimarães celebra Santa Missa Pontifical em São Paulo









Dom Fernando Guimarães, Bispo da Diocese de de Garanhuns – PE e membro do Supremo Tribunal da Signatura Apostólica, celebrou Santa Missa Pontifical na Paróquia São Paulo Apóstolo da arquidiocese de São Paulo no último dia 11 de agosto. Na oportunidade, Dom Fernando crismou o jovem Pedro Zucchi, vocacionado do IBP (Instituto do Bom Pastor).

Esteve presente, como cerimoniário principal desta celebração, o Padre Almir de Andrade, oficial da Comissão Pontícia Ecclesia Dei. Também participaram nas funções litúrgicas deste Pontifical os seminaristas do referido Instituto.

Cor ad cor loquitur: Reino Unido espera a Benedicto XVI


Ofrecemos la traducción de La Buhardilla de un artículo escrito por Mons. Vincent Nichols, Arzobispo de Westminster y presidente de la Conferencia Episcopal de Inglaterra y Gales, publicado hoy en L’Osservatore Romano.

La visita de Benedicto XVI al Reino Unido es, sin duda, un evento histórico. La invitación se la ha dirigido Su Majestad la Reina Isabel II. Y será precisamente ella quien recibirá al Papa a su llegada, el próximo 16 de septiembre, en Edimburgo. Esta visita, por lo tanto, marca una nueva fase en la larga y compleja historia de las relaciones entre los monarcas de esta tierra y el papado.

El Pontífice y la reina comparten algunas profundas preocupaciones: el bienestar de los pueblos del mundo, el rol de la enseñanza y los valores cristianos, la importancia de tener instituciones estables en beneficio de la sociedad. Estoy seguro de que tendrán mucho sobre lo que reflexionar durante el tiempo que transcurrirán juntos.

La primera Misa del Papa en tierra británica será celebrada el mismo día de la llegada, en Glasgow. El día sucesivo, en Londres, estará en cambio dedicado al encuentro con diversas realidades sociales. Comienza con un evento que celebra la educación católica y el rol que reviste en el sistema de instrucción de este país. Benedicto XVI podrá dirigirse a cada escuela del territorio, gracias a una conexión de Internet, e invitará a los niños, donde sea que se encuentren, a seguir los eventos de su visita y a sostenerlo con sus oraciones.

El Saint Mary's university college, en Twickenham, donde el evento tendrá lugar, es también una sede de entrenamiento para los próximos juegos olímpicos del 2012. Esto añadirá otra dimensión al evento, resaltando el interés por el deporte, común a muchas personas. Benedicto XVI se encontrará luego con diversas personalidades a cargo de distintos sectores y empresas, ellos mismos hombres y mujeres de fe, pertenecientes a las diversas confesiones presentes en este país. Hablará con ellos de la importancia de Dios como guía formativa e inspiradora para el bien común.

Por la tarde, el Pontífice se dirigirá al Lambeth Palace, residencia del arzobispo de Canterbury, y luego al Westminster Hall, la gran sala histórica en el corazón de Londres. Allí se dirigirá a los líderes políticos, civiles, diplomáticos y empresariales del Reino Unido. Westminster Hall es el lugar donde santo Tomás Moro fue condenado a muerte en 1535 por haber adherido a la fe católica. El evento tendrá una gran resonancia, no sólo por su valor histórico sino también por su actualidad. La jornada se concluirá en la abadía de Westminster, con la recitación de la oración de las Vísperas junto a todas las diversas comunidades cristianas en el Reino Unido. El Papa y el arzobispo de Canterbury rezarán juntos ante la tumba de san Eduardo, el Confesor, rey de Inglaterra muerto en 1066 y refundador de la abadía de Westminster. Él representa las profundas y comunes raíces cristianas de estas tierras.

Al día siguiente, el Papa celebrará la Misa en la catedral de Westminster, hará una visita a un instituto para el cuidado de ancianos y moribundos, y rezará en el Hyde Park, gran espacio abierto en el corazón de Londres.

El domingo 19 Benedicto XVI irá a Birmingham para la celebración de la Misa y la beatificación del venerable John Henry Newman. Este es un momento importantísimo de la visita. La beatificación del cardenal Newman pone ante la presencia de la Iglesia a un estudioso de gran altura, un escritor y poeta de méritos considerables, un sacerdote de parroquia profundamente amado por todos aquellos que lo conocían. Era un hombre que comprendía cómo mente y corazón debían ir de la mano en las grandes empresas de la vida, la más grande de las cuales es la búsqueda de Dios y de la relación salvífica con Él.

Newman hablaba y escribía con elocuencia de su búsqueda interior personal y de la alegría que ésta conlleva. Él expresaba el vacío de la vida sin Dios en estos términos: “Si mirara un espejo y no viera mi rostro, experimentaría el tipo de sentimiento que efectivamente se apodera de mí cada vez que examino este mundo frenético y no veo el reflejo de su Creador”.

La esperanza general que tenemos para esta visita puede ser expresada en términos muy sencillos. Deseamos que la presencia iluminadora y las palabras de Benedicto XVI ayuden a muchos en nuestras tierras a comprender que la fe en Dios no es un problema por resolver sino un don por redescubrir. Para muchos, en nuestra sociedad, la fe se ha convertido en un problema, en algo que debe ser escondido o removido de la vida pública. Sin embargo, la verdad es muy distinta: la fe en Dios trae gran riqueza y alegría a los hombres. Es la liberación y la guía que buscamos, motivo de inspiración y perseverancia, fuente de perdón y compasión.

La invitación a la fe es, naturalmente, profundamente personal. Por esta razón, el lema elegido para esta visita papal es el mismo lema elegido por John Henry Newman para su escudo cardenalicio: “El corazón habla al corazón”.

Fuente: L’Osservatore Romano
Traducción: La Buhardilla de Jerónimo