segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Constituição Apostólica "Anglicanorum coetibus"


BENTO XVI

COSTITUÇÃO APOSTÓLICA

ANGLICANORUM COETIBUS

A RESPEITO DA INSTITUIÇÃO DOS ORDINARIATOS PESSOAIS PARA ANGLICANOS QUE ENTRAM EM PLENA COMUNHÃO COM A IGREJA CATÓLICA


Nestes últimos anos, o Espírito Santo conduziu grupos de anglicanos a pedir repetida e insistentemente para serem recebidos na plena comunhão católica individual e coletivamente. A Sé Apostólica respondeu favoravelmente a tais pedidos. De fato, o Sucessor de Pedro, que recebeu do Senhor Jesus o mandato de garantir a unidade do episcopado e de presidir e tutelar a comunhão universal de todas as Igrejas, não pode deixar de providenciar os meios necessários à realização deste santo desejo.

A Igreja, povo reunido na unidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo, foi instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo como “o sacramento, ou seja, o sinal e o instrumento da íntima união com Deus e da unidade de todo o gênero humano”. Toda divisão entre os batizados em Jesus Cristo é uma ferida àquilo que a Igreja é e àquilo pelo qual a Igreja existe; de fato, “não apenas se opõe abertamente à vontade de Cristo, mas é também escândalo para o mundo e prejudica a mais santa das causas: a pregação do Evangelho a toda criatura”. Exatamente por isto, antes de derramar seu sangue pela salvação do mundo, o Senhor Jesus rezou ao Pai pela unidade dos seus discípulos.

É o Espírito Santo, princípio de unidade, que estabelece a Igreja como comunhão. Ele é o princípio da unidade dos fiéis na pregação dos Apóstolos, na fração do pão e na oração. A Igreja, todavia, por analogia ao mistério do Verbo Encarnado, não é somente uma comunhão espiritual invisível, mas também visível; de fato, “a sociedade constituída por órgãos hierárquicos e o corpo místico de Cristo, a assembleia visível e a comunidade espiritual, a Igreja terrestre e a Igreja enriquecida de bens celestes, não devem ser consideradas como duas realidades; pelo contrário, elas formam uma única realidade complexa resultante de um duplo elemento, humano e divino”. A comunhão dos batizados na pregação dos Apóstolos e na fração do pão eucarístico se manifesta visivelmente nos vínculos da profissão da integridade da fé, da celebração de todos os sacramentos instituídos por Cristo e do governo do Colégio dos Bispos unidos ao próprio chefe, o Romano Pontífice.

A única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos uma, santa, católica e apostólica, “subsiste na Igreja Católica governada pelo sucessor de Pedro, e pelos Bispos em comunhão com ele, ainda que fora de seus limites visíveis se encontrem muitos elementos de santificação e de verdade. Uma vez que estes dons pertencem propriamente à Igreja de Cristo, eles impelem à unidade católica”.

À luz destes princípios eclesiológicos, esta Constituição Apostólica prevê uma norma geral que regule a instituição e a vida dos Ordinariatos Pessoais para os fiéis anglicanos que desejam entrar corporativamente na plena comunhão com a Igreja Católica. Esta Constituição é completada por Normas Complementares emanadas pela Sé Apostólica.

I. §1. Os Ordinariatos Pessoais para os anglicanos que entram na plena comunhão com a Igreja Católica são erigidos pela Congregação para a Doutrina da Fé dentro dos limites territoriais de uma determinada Conferência Episcopal, depois de haver consultado a própria Conferência.

§ 2. No território de uma determinada Conferência de Bispos, um ou mais Ordinariatos podem ser erigidos, conforme a necessidade.

§ 3. Cada Ordinariato ipso jure possui personalidade jurídica pública; é juridicamente comparável a uma diocese.

§ 4. O Ordinariato é formado por fiéis leigos, clérigos e membros de Institutos de Vida Consagrada ou de Sociedades de Vida Apostólica, originalmente pertencentes à Comunhão Anglicana e agora em plena comunhão com a Igreja Católica, ou por aqueles que recebem os Sacramentos da Iniciação na jurisdição do Ordinariato.

§ 5. O Catecismo da Igreja Católica é a expressão autêntica da fé católica professada pelos membros do Ordinariato.

II. O Ordinariato Pessoal é governado pelas normas do direito universal e pela presente Constituição Apostólica e está sujeito à Congregação para a Doutrina da Fé e aos outros Dicastérios da Cúria Romana segundo suas competências. É também governado pelas Normas Complementares e por outras eventuais Normas específicas datas para cada Ordinariato.

III. Sem excluir as celebrações litúrgicas segundo o Rito Romano, o Ordinariato tem a faculdade de celebrar a Eucaristia e os outros Sacramentos, a Liturgia das Horas e as outras ações litúrgicas segundo os livros litúrgicos próprios da tradição anglicana aprovados pela Santa Sé, de modo a manter vivas no interior da Igreja Católica as tradições espirituais, litúrgicas e pastorais da Comunhão Anglicana, como dom precioso para alimentar a fé dos seus membros e como tesouro a ser partilhado.

IV. Um Ordinariato Pessoal é confiado à cura pastoral de um Ordinário nomeado pelo Romano Pontífice.

V. O poder (potestas) do Ordinário é:

a. ordinária: anexa pelo próprio direito ao ofício que lhe foi conferido pelo Romano Pontífice, para o foro interno e para o foro externo;

b. vicária: exercida em nome do Romano Pontífice;

c. pessoal: exercida sobre todos aqueles que pertencem ao Ordinariato.

Esta é exercida de modo conjunto com a do Bispo diocesano local nos casos previstos pelas Normas Complementares.

VI. § 1. Aqueles que exerceram o ministério de diáconos, presbíteros ou bispos anglicanos, que cumprem os requisitos estabelecidos pelo direito canônico e não estão impedidos por irregularidades ou outros impedimentos, podem ser admitidos pelo Ordinário como candidatos às Ordens Sagradas na Igreja Católica. Para os ministros casados devem ser observadas as normas da Encíclica de Paulo VI Sacerdotalis coelibatus, n. 42 e da Declaração In June. Os ministros não casados devem se submeter á norma do celibato clerical segundo o can. 277 § 1.

§ 2. O Ordinário, em plena observância da disciplina sobre o celibato clerical na Igreja Latina, como regra (pro regula) admitirá à ordem do presbiterato somente homens celibatários. Poderá solicitar ao Romano Pontífice, em derrogação ao can. 277 § 1, a admissão de homens casados à ordem do presbiterato, caso por caso, de acordo com os critérios objetivos aprovados pela Santa Sé.

§ 3. A incardinação dos clérigos será regulada de acordo com as normas do direito canônico.

§ 4. Os presbíteros incardinados em um Ordinariato, que constituem o seu presbitério, devem também cultivar vínculos de unidade com o presbitério das Dioceses em cujo território desenvolvem o seu ministério; Estas devem favorecer iniciativas e atividades pastorais e caritativas comuns, que podem ser objeto de convenções a serem estipuladas entre o Ordinário e o Bispo diocesano local.

§ 5. Os candidatos às Ordens Sagradas em um Ordinariato serão formados junto aos demais seminaristas, especialmente nas áreas de formação doutrinal e pastoral. Para levar em conta as necessidades particulares dos seminaristas do Ordinariato e de sua formação no patrimônio anglicano, o Ordinário também pode estabelecer programas ou mesmo erigir casas de formação, conexas com as já existentes faculdades católicas de teologia.

VII. O Ordinário, com a aprovação da Santa Sé, pode erigir novos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica e promover os membros às Ordens Sagradas, segundo as normas do direito canônico. Institutos de Vida Consagrada provenientes do Anglicanismo e agora em plena comunhão com a Igreja Católica podem ser colocados sob a jurisdição do Ordinário por consenso mútuo.

VIII. § 1. O Ordinário, segundo a norma do direito, depois de haver ouvido o parecer do Bispo diocesano do lugar, pode, com o consenso da Santa Sé, erigir paróquias pessoais, para a cura pastoral dos fiéis pertencentes ao Ordinariato.

§ 2. Os párocos do Ordinariato gozam de todos os direitos e estão sujeitos a todas as obrigações previstas no Código de Direito Canônico e, nos casos estabelecidos nas Normas Complementares, estes direitos e obrigações devem ser exercidos em mútua ajuda pastoral com os párocos das Dioceses em cujo território se encontra a paróquia pessoal do Ordinariato.

IX. Tanto os fiéis leigos quanto os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica, originalmente parte da Comunhão Anglicana, que desejam ingressar no Ordinariato Pessoal, devem manifestar este desejo por escrito.

X. § 1. O Ordinário no seu governo é assistido por um Conselho de Governo com seus próprios estatutos aprovados pelo Ordinário e confirmados pela Santa Sé.
§ 2. O Conselho de Governo, presidido pelo Ordinário, é composto ao menos por seis sacerdotes. Exerce as funções estabelecidas no Código de Direito Canônico para o Conselho Presbiteral e o Colégio dos Consultores, e também aquelas especificadas nas Normas Complementares.

§ 3. O Ordinário deve constituir um Conselho para assuntos econômicos segundo as normas estabelecidas pelo Código de Direito Canônico e exercerá as funções ali especificadas.

§ Para favorecer a consulta aos fiéis, deve ser constituído um Conselho Pastoral no Ordinariato.

XI. A cada cinco anos, o Ordinário deve vir a Roma para a visita ad limina Apostolorum e apresentar ao Romano Pontífice, através da Congregação para a Doutrina da Fé, e em consulta com a Congregação para os Bispos e com a Congregação para a Evangelização dos Povos, um relatório sobre o estado do Ordinariato.

XII. Para as causas judiciais, o tribunal competente é o da Diocese em que uma das partes tem domicílio, a menos que o Ordinariato constitua seu próprio tribunal, em cujo caso o tribunal de segunda instância é aquele designado pelo Ordinariato e aprovado pela Santa Sé.

XIII. O Decreto estabelecendo um Ordinariato determinará o lugar da Sé e, se for apropriado, a Igreja Principal.

Desejamos que estas nossas disposições e normas sejam válidas e eficazes agora e no futuro, não obstante, se fosse necessário, as Constituições e as ordenações apostólicas emanadas pelos nossos predecessores, ou quaisquer outras prescrições, mesmo aquelas dignas de particular menção ou derrogação.

Dado em Roma, junto de São Pedro, em 4 de novembro de 2009, Memória de São Carlos Borromeu.


BENEDICTUS PP XVI



Fonte: Santa Sé (inglês); Santa Sé (italiano)
Tradução: Oblatus

Normas Complementares à Constituição Apostólica "Anglicanorum coetibus"


Jurisdição da Santa Sé

Artigo 1

Cada Ordinariato está sujeito à Congregação para a Doutrina da Fé. Ele mantém estreita relação com os outros Dicastérios Romanos de acordo com suas competências.

Relações com as Conferências Episcopais e com os Bispos Diocesanos

Artigo 2

§ 1. O Ordinário segue as diretrizes da Conferência Nacional dos Bispos na medida em que sejam consistentes com as normas contidas na Constituição Apostólica Anglicanorum coetibus.

§ 2. O Ordinário é membro da respectiva Conferência Episcopal.

Artigo 3

O Ordinário, no exercício deste ofício, deve manter estreitos laços de comunhão com o Bispo da Diocese em que o Ordinariato está presente a fim de coordenar sua atividade pastoral com o programa pastoral da Diocese.

O Ordinário

Artigo 4

§ 1. O Ordinário pode ser um bispo ou um presbítero nomeado pelo Romano Pontífice ad nutum Sanctae Sedis, baseado numa terna apresentada pelo Conselho de Governo. Os cânones 383-388, 392-394, e 396-398 do Código de Direito Canônico se lhe aplicam.

§ 2. O Ordinário tem a faculdade de incardinar no Ordinariato ex-ministros anglicanos que desejam ingressar na plena comunhão com a Igreja Católica, assim como candidatos que pertencem ao Ordinariato e promovê-los às Ordens Sagradas.

§ 3. Tendo primeiro consultado a Conferência Episcopal e obtido o consentimento do Conselho de Governo e a aprovação da Santa Sé, o Ordinário pode erigir, conforme a necessidade, decanatos territoriais supervisionados por um delegado do Ordinário abrangendo os fiéis de múltiplas paróquias pessoais.

Os fiéis do Ordinariato

Artigo 5

§ 1. Os fiéis leigos originalmente de tradição anglicana que desejam pertencer ao Ordinariato, após ter feito sua Profissão de Fé e recebido os Sacramentos da Iniciação, com a devida consideração ao can. 845, devem ser inscritos num registro apósito do Ordinariato. Aqueles batizados previamente como católicos fora do Ordinariato não podem ordinariamente ser admitidos como membros, a menos que sejam membros de uma família que pertença ao Ordinariato.

§ 2. Os fiéis leigos e membros dos Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica, quando colaboram nas atividades pastorais e caritativas, sejam diocesanas ou paróquias, estão sujeitos ao Bispo Diocesano ou ao pároco do lugar; em cujo caso o poder do Bispo Diocesano ou pároco é exercido conjuntamente com o do Ordinário e pároco do Ordinariato.

O Clero

Artigo 6


§ Para admitir candidatos às Ordens Sagradas, o Ordinário deve obter o consentimento do Conselho de Governo. Em consideração à tradição e à prática eclesiais anglicanas, o Ordinário pode apresentar ao Santo Padre um pedido para a admissão de homens casados ao presbiterato no Ordinariato, após um processo de discernimento baseado em critérios objetivos e nas necessidades do Ordinariato. Estes critérios objetivos são determinados pelo Ordinário em consulta com a Conferência Episcopal local e devem ser aprovados pela Santa Sé.

§ 2. Aqueles que foram previamente ordenados na Igreja católica e subsequentemente se tornaram anglicanos, não podem exercer o ministério sagrado no Ordinariato. Clérigos anglicanos que estão em situação matrimonial irregular não podem ser admitidos às Ordens Sagradas no Ordinariato.

§ 3. Presbíteros incardinados no Ordinariato recebem do Ordinário as faculdades necessárias.

Artigo 7

§ 1. O Ordinário deve garantir que uma adequada remuneração seja providenciada aos clérigos incardinados no Ordinariato, e deve atender às suas necessidades em caso de enfermidade, invalidez ou idade avançada.

§ 2. O Ordinário avaliará com a Conferência Episcopal os recursos e fundos que poderiam ser disponibilizados para o cuidado do clero do Ordinariato.

§ 3. Quando necessário, os padres podem desempenhar uma profissão secular compatível com o exercício do ministério sacerdotal, com a permissão do Ordinário (cf. CIC, can. 286).

Artigo 8

§ 1. Os presbíteros, enquanto constituem o presbitério do Ordinariato, são elegíveis para postos no Conselho Presbiteral da Diocese na qual exercem o cuidado pastoral dos fiéis do Ordinariato (cf. CIC, can. 498, §2).

§ 2. Padres e Diáconos incardinados no Ordinariato podem ser membros do Conselho Pastoral da Diocese em que eles exercem o ministério, de acordo com o modo determinado pelo Bispo Diocesano (cf. CIC, can. 512, §1).

Artigo 9

§ 1. Os clérigos incardinados no Ordinariato devem estar disponíveis para assistir à Diocese na qual têm domicílio ou quase-domicílio, onde parecer adequado ao cuidado pastoral dos fiéis. Nestes casos eles estão sujeitos ao Bispo Diocesano em relação àquilo que pertence ao encargo ou ofício pastoral que receberem.

§ 2. Onde e quando parecer apropriado, clérigos incardinados em uma Diocese ou em um Instituto de Vida Consagrada ou Sociedade de Vida Apostólica, com o consentimento escrito de seu respectivo Bispo Diocesano ou Superior, podem colaborar no cuidado pastoral do Ordinariato. Neste caso, eles estão sujeitos ao Ordinário em relação àquilo que pertence ao encargo ou ofício pastoral que receberam.

§ 3. Nos casos tratados nos parágrafos precedentes deve existir um acordo escrito entre o Ordinário e o Bispo Diocesano ou Superior do Instituto de Vida Consagrada ou Sociedade de Vida Apostólica, no qual os termos de colaboração e tudo o que pertence aos meios de apoio sejam claramente estabelecidos.

Artigo 10

§ 1. A formação do clero do Ordinariato deve alcançar dois objetivos: 1) formação conjunta com os seminaristas diocesanos de acordo com as circunstâncias locais; 2) formação, em completa harmonia com a tradição católica, naqueles aspectos do patrimônio anglicano que são de particular valor.

§ 2. Os candidatos à ordenação sacerdotal receberão sua formação teológica com outros seminaristas num seminário ou numa faculdade teológica em conformidade com o acordo concluído entre o Ordinário e, respectivamente, o Bispo ou Bispos Diocesanos envolvidos. Os candidatos podem receber outros aspectos da formação sacerdotal num programa específico no próprio seminário ou numa casa de formação estabelecida, com o consentimento do Conselho de Governo, com o propósito expresso de transmitir o patrimônio anglicano.

§ 3. O Ordinariato deve ter seu próprio Programa de Formação Sacerdotal (Ratio Institutionis Sacerdotalis), aprovado pela Santa Sé; cada casa de formação deve redigir seu próprio regulamento, aprovado pelo Ordinário (cf. CIC, can. 242, §1).

§ 4. O Ordinário pode aceitar como seminaristas apenas fiéis que pertencem a uma paróquia pessoal do Ordinariato ou os que foram previamente anglicanos e entraram na plena comunhão com a Igreja Católica.

§ 5. O ordinariato preveja a formação permanente de seu clero, pela sua participação em programas locais oferecidos pela Conferência Episcopal ou pelo Bispo Diocesano.

Ex-bispos anglicanos

Artigo 11

§ 1. Um ex-bispo anglicano casado é elegível para ser nomeado Ordinário. Neste caso ele deve ser ordenado sacerdote na Igreja Católica e então exerce o ministério pastoral e sacramental dentro do Ordinariato com plena autoridade jurisdicional.

§ 2. Um ex-bispo anglicano que pertence ao Ordinariato e que não foi ordenado como bispo na Igreja Católica, pode ser chamado a assistir ao Ordinário na administração do Ordinariato.

§ 3. Um ex-bispo anglicano que pertence ao Ordinariato pode ser convidado a participar nos encontros da Conferência dos Bispos do respectivo território, com o status equivalente de um bispo emérito.

§ 4. Um ex-bispo anglicano que pertence ao Ordinariato e que não foi ordenado como bispo na Igreja Católica pode solicitar a permissão à Santa Sé para usar as insígnias do ofício episcopal.

O Conselho de Governo

Artigo 12

§ 1. O Conselho de Governo, de acordo com os Estatutos que o Ordinário deve aprovar, terá os direitos e as responsabilidades previstas no Código de Direito Canônico para o Colégio dos Consultores e o Conselho Presbiteral.

§ 2. Além destas responsabilidades, o Ordinário precisa do consentimento do Conselho de Governo para:

a) admitir um candidato às Ordens Sagradas;

b) erigir ou suprimir uma paróquia pessoal;

c) erigir ou suprimir uma casa de formação;

d) aprovar um programa de formação.

§ 3. O Ordinário também consulte o Conselho de Governo acerca das pastorais do Ordinariato e dos princípios que regulam a formação do clero.

§ 4. O Conselho de Governo tem voto deliberativo:

a) quando escolher uma terna de nomes a ser submetida à Santa Sé para a nomeação do Ordinário;

b) quando propuser mudanças nas Normas Complementares do Ordinariato a serem apresentadas à Santa Sé;

c) quando formular os Estatutos do Conselho de Governo, os Estatutos do Conselho Pastoral e o regulamento para as casas de formação.

§ 5. O Conselho de Governo é composto de acordo com os Estatutos do mesmo. Metade dos membros é eleita pelos padres do Ordinariato.

O Conselho Pastoral

Artigo 13


§ 1. O Conselho Pastoral, constituído pelo Ordinário, oferece seu parecer acerca da atividade pastoral do Ordinariato.

§ 2. O Conselho Pastoral, cujo presidente é o Ordinário, é governado pelos Estatutos aprovados pelo Ordinário.

As Paróquias Pessoais

Artigo 14


§ 1. O pároco pode ser auxiliado no cuidado pastoral da paróquia por um vigário paroquial, nomeado pelo Ordinário; um conselho pastoral e um conselho para assuntos econômicos devem ser estabelecidos na paróquia.

§ 2. Se não houver vigário, no caso de ausência, incapacidade ou morte do pároco, o pároco da paróquia territorial na qual a igreja da paróquia pessoal está localizada pode exercer suas faculdades de pároco para suprir o que for necessário.

§ 3. Para o cuidado pastoral dos fiéis que vivem nos limites da Diocese na qual nenhuma paróquia pessoal foi erigida, o Ordinário, tendo ouvido a opinião do Bispo Diocesano local, pode providenciar quase-paróquias (cf. CIC, can. 516, §1).

O Supremo Pontífice Bento XVI, na Audiência concedida ao subscrito Cardeal Prefeito, aprovou estas Normas Complementares para a Constituição Apostólica “Anglicanorum coetibus”, aprovada na Sessão Ordinária da Congregação, e ordenou sua publicação.

Roma, da Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, em 4 de novembro de 2009, Memória de São Carlos Borromeu.


William Card. Levada
Prefeito

+ Luis. F. Ladaria, S.J, Arcebispo Titular de Thibica
Secretário

Fonte: Santa Sé (inglês); Santa Sé (italiano)
Tradução: Oblatus

sábado, 7 de novembro de 2009

VIGÉSIMO TERCEIRO DOMINGO DEPOIS DE PENTECOSTES


quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Cantuale Antonianum: la celebrazione cattolica secondo l'uso anglicano


New Liturgical Movement mi ha fatto scoprire il video (che riporto sotto) girato con cura e professionalità dalla parrocchia statunitense di Nostra Signora della Riconciliazione (Our Lady of the Atonement), ovvero la comunità parrocchiale "di punta" del cosiddetto "Anglican Use", cioè quel particolare rito degli ex anglicani già tornati in comunione con la sede di Roma. Vogliamo iniziare a conoscere meglio questi anglicani che sono già in comunione con noi e rappresentano la "testa di ponte" di quei moltissimi in procinto di aderire all'imminente Costituzione Apostolica in via di pubblicazione. Negli anni '80 il buon Papa Giovanni Paolo II, a seguito dell'ammissione delle donne al ministero ordinato, aveva già risposto favorevolmente ad alcune comunità anglicane che volevano tornare corporativamente in comunione con la Chiesa Cattolica. Per loro istituì negli Stati Uniti la Pastoral Provision a lui intitolata: non quindi degli Ordinariati come generosamente offre oggi Papa Benedetto, ma una semplice "tutela" all'interno delle normali diocesi americane. Queste comunità adoperano un particolare libro liturgico per le loro celebrazioni, un libro che discende in parte anche dall'anglicanissimo Book of Common Prayer. Rivisto e adattato, il rito cattolico dell'anglican use è oggi contenuto nel Book of Divine Worship (Libro del Culto Divino), che - secondo il card. Levada - costituirà la base solida della "variante" del rito latino che caratterizzerà gli anglicani di ritorno.

Sopra vi ho messo un video dimostrativo della Messa secondo questo piccolissimo, ma peculiarissimo, rito romano-anglicano. Il libro liturgico può essere scaricato qui.

Come vedrete la celebrazione è fortemente bipartita tra liturgia della Parola e liturgia Sacrificale, il cambio delle vesti del celebrante all'offertorio segnala ulteriormente lo spartiacque. La lingua è l'inglese liturgico, non la lingua banale della quotidianità, ma quella aulica, riservata per rivolgersi a Dio (a cui si dà del Tu, mentre a tutti gli altri, in inglese, si dà del voi). Il canto è tipicamente anglicano, corale, ma come sentite non mancano le antifone proprie, cantate in inglese dal Coro su toni gregoriani. Tutto l'ordinario è cantato in inglese e anche dal popolo. I ministri (sacerdote, diacono e suddiacono) si rivolgono "versus Dominum", all'interno del "sanctuary" il presbiterio, delimitato dal "rod screen", quella specie di iconostasi aperta che è più di una balaustra (anche questo tipico delle chiese anglicane). Il Vangelo viene proclamato, secondo l'uso della Chiesa d'Inghilterra, al centro dell'assemblea. I chierichetti e il popolo si inginocchiano molto spesso, anche durante le particolari preghiere di richiesta di perdono che precedono la liturgia eucaristica propriamente detta. Notevole il ricevere la comunione in ginocchio alla balaustra, ma sotto le due specie, questa modalità è tipica anche dei luterani oltre che degli anglicani, e in realtà è il modo comune di ricevere la comunione della chiesa alto medievale. Molti altri aspetti sono retaggio del rito romano più antico, che non sono stati abbandonati dalla High Church anglicana o almeno li ha riscoperti grazie al movimento di Oxford (il canto dei ministri, l'incenso, le campane, le luci, le genuflessioni e il clima di composta e insieme solenne devozione...). Speriamo che questo rito "di nicchia" possa essere conosciuto, e ora diffondersi ad altri gruppi anglicani che arrivano alla comunione con il Papa. E perchè no, chissà che possa contagiare e fare del bene anche alla celebrazione di tante parrocchie di normale rito romano moderno, esercitando una sana "attrazione gravitazionale".

Fonte: Cantuale Antonianum

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Anglocatólicos: “O Bispo de Roma escutou nossas preocupações”


Importante resposta anglicana ao convite da Santa Sé

LONDRES, segunda-feira, 2 de novembro de 2009 (ZENIT.org).- Um grupo de bispos anglicanos afirmou a “generosidade de Roma” ao abrir um caminho para que eles entrem em comunhão com a Santa Sé, mas admitem que ainda há “perplexidade” sobre como isto sucederá.

Esta foi uma observação geral realizada no congresso de Forward in Faith, que aconteceu em Londres de 23 a 24 de outubro.

Forward in Faith (Avançar na fé) é uma associação de sacerdotes e fiéis anglicanos que se opõem à ordenação de mulheres e de homossexuais na Comunhão Anglicana. O grupo afirma que isto é contrário à Escritura e à consistente interpretação de dois mil anos de cristianismo, além de constituir um obstáculo à unidade cristã.

A associação foi fundada em 1992 e tem cerca de mil membros do clero.

Ainda que a conferência da semana passada estava marcada há tempos, o tema que mais se debateu foi a próxima constituição apostólica anunciada pelo Vaticano, que oferecerá aos anglicanos uma maneira de entrar na Igreja Católica, respeitando ao mesmo tempo elementos de sua liturgia e a tradição.

O presidente de Forward in Faith, o bispo John Broadhurst, ofereceu o discurso de encerramento e a benção.

“Trata-se de uma luta pelas verdades do Evangelho”, resumiu o bispo. Destacou a consternação dos membros da Comunhão Anglicana, quando a Igreja decidiu que era possível ordenar as mulheres. Disse que, se os bispos da Igreja da Inglaterra eram surdos a essas preocupações, o bispo de Roma as havia escutado.

“Roma pensa em nós de modo diferente de como acreditávamos que pensava durante os últimos 40 anos”, disse.

O bispo Broadhurst caracteriza o passo de aceitar os anglicanos em grupo como uma “resposta eclesial” a um “problema eclesial” – em contraste com as conversões individuais dos anglicanos ao catolicismo, que foi o habitual desde que a Comunhão decidiu ordenar mulheres.

“[A Constituição Apostólica] é generosa”, disse o bispo. “Respeita-se nossa integridade”.

O prelado anglicano também assinalou que o estabelecimento de ordinariados pessoais é um “enfoque mundial do que formaremos parte”. Afirmou que os bispos envolvidos em Forward in Faith se propõem responder unidos à constituição apostólica.

Fonte: Zenit

Vaticano: sentença sobre punição à Itália pela presença de crucifixos nas escolas é 'míope'


Cidade do Vaticano, 04 nov (RV) - O diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Padre Federico Lombardi, afirmou ontem que o Vaticano considera errada a decisão da Corte Europeia de Direitos Humanos, com sede em Estrasburgo, de punir o Estado Italiano pela presença de crucifixos em escolas.

“É errado e míope querer excluir a religião da realidade educativa” – ressaltou Pe. Lombardi em declaração à RV e à rede de televisão pública italiana RAI, divulgada por meio de um comunicado de imprensa. Ele afirmou também que a Igreja Católica recebe a decisão judicial com “estupor e amargura”.

A sentença foi emitida em resposta à reivindicação da italiana Soile Lautsi, que pediu ao colégio de seus filhos que retirasse o crucifixo das salas de aula por se opor ao princípio de laicismo no qual queria educá-los.

O caso passou pelo Tribunal Constitucional italiano - que disse não ter jurisdição sobre o assunto -, por um tribunal administrativo do país e inclusive pelo Conselho de Estado da Itália, que rejeitou a reivindicação, o que fez com que a questão chegasse a Estrasburgo.

Em 2006, a Justiça italiana arquivou o caso e Soile recorreu à corte europeia. Ontem, em comunicado, o órgão justificou sua decisão afirmando que “a presença de crucifixos poderia ser interpretada por alunos de todas as idades como um sinal religioso; eles sentiriam como se estivessem sendo educados em um ambiente escolar que carrega a marca de determinada religião”. Segundo o Tribunal europeu, a presença do símbolo poderia “causar desconforto para alunos praticantes de outras religiões ou ateus”.

Pe. Lombardi explicou rebatendo que “o crucifixo sempre foi um sinal de oferta do amor de Deus e de união e acolhida para toda a humanidade. Lamento que seja considerado como um sinal de divisão, de exclusão ou de limitação da liberdade”.

“Surpreende que uma corte europeia intervenha de um modo tão profundo em uma matéria fundamentalmente ligada à identidade histórica, cultural e espiritual do povo italiano” – continuou o representante da Santa Sé, acrescentando que “não é por este caminho que se atrai a amar e compartilhar mais a ideia europeia, que como católicos italianos, defendemos firmemente desde as suas origens. A religião da uma contribuição preciosa à formação e ao crescimento moral das pessoas, e é um componente essencial da nossa civilização” – completou.

Entretanto, o governo italiano informou que vai recorrer da decisão. A ministra da Educação, Mariastella Gelmini, alegou que o crucifixo é um símbolo da tradição do país: “Ninguém quer impor a religião católica, muito menos com o crucifixo”.

O ministro de Relações Exteriores, Franco Frattini, disse que a Corte deu um “golpe mortal em uma Europa de valores e direitos”, acrescentando que isso é um mau precedente para outros países.

A Itália é uma das nações com população mais católica no mundo. Mais de 96% dos cristãos do país – que chegam a 80% da população – se definem católicos. A exposição de crucifixos em escolas se tornou obrigatória com duas leis datadas de 1920 – mas, desde 1984, quando o catolicismo deixou de ser a religião oficial, têm sido cumpridas com menos rigor.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Delegación de la Federación Internacional Una Voce visita al Santo Padre y a la Curia Romana


La asociación alemana Pro Missa Tridentina, miembro de la Federación Internacional Una Voce (FIUV), informa que una delegación del Consejo de FIUV visitó Roma los días 28 a 30 octubre de 2009. La delegación compuesta por Leo Darroch (Presidente Ejecutivo, Reino Unido), Rodolfo Vargas Rubio (Secretario, España), Jack Oostveen (Primer Vice-Presidente, Países Bajos) y Monika Rheinschmitt (Tesorera, Alemania). Al final de la audiencia general del miércoles, la delegación tuvo la oportunidad de saludar al Santo Padre Benedicto XVI y de dialogar brevemente con él. En dicha ocasión, se presentó al Santo Padre el documento “Dos años de Summorum Pontificum – implementación a nivel mundial”. Por la tarde del miércoles y del jueves, la delegación se reunió, entre otros, con integrantes de la Congregación para el Culto Divino, la Congregación para el Clero, la Secretaría de Estado, la Pontificia Comisión Ecclesia Dei, y el personal editorial de L’Osservatore Romano. También visitó a ex Presidentes de la Pontificia Comisión Ecclesia Dei, Cardenales Castrillón Hoyos y Mayer.

Traducción: Una Voce Cordoba

Dies Irae - Sequência do Dia de Finados



Texto Latim-Português

DIA DE FINADOS


REQUIESCANT IN PACEM

domingo, 1 de novembro de 2009

Extraordinário Pontifical do Prefeito da Congregação do Culto Divino na Festa de Todos os Santos

"Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial. Faz-nos bem a todos conservar as riquezas que foram crescendo na fé e na oração da Igreja, dando-lhes o justo lugar".

Carta do Santo Padre Bento XVI aos Bispos que
acompanha o "Motu Proprio" Summorum Pontificum

Na Paróquia da "Santissima Trinità dei Pellegrini" para os fiéis ligados ao Rito Gregoriano em Roma o Card. Antonio Cañizares Llovera, Prefeito da Congregação do Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, celebrou Santa Missa Pontifical na Festa de Todos os Santos.

Vejamos as fotos rezando e esperando o feliz dia de uma visita do Papa Bento XVI a esta extraordinária Paróquia da sua diocese na qual poderá celebrar também ele um Solene Pontifical com o Missal de 1962 como já o fez em outras ocasiões sendo cardeal como vemos acima!




Fonte: Orbis Catholicus

sábado, 31 de outubro de 2009

Especulaciones sobre anglocatólicos: clarificación de la Oficina de Prensa de la Santa Sede



Clarificación del director de la Oficina de Prensa de la Santa Sede, el P. Federico Lombardi sobre las especulaciones acerca del asunto del celibato en la anunciada constitución apostólica sobre los ordinariatos personales para los anglicanos que ingresan en la comunión plena con la Iglesia Católica.

Ha habido una extendida especulación, basada en observaciones supuestamente informadas del corresponsal italiano Andrea Tornielli, respecto a que el retraso en la publicación de la Constitución Apostólica sobre los Ordinariatos Personales para la entrada de los anglicanos a la plena comunión con la Iglesia Católica, anunciada el 20 de octubre de 2009 por el cardenal William Joseph Levada, Prefecto de la Congregación para la Doctrina de la Fe, se debe a algo más que a "razones técnicas". De acuerdo con esta especulación, existiría una cuestión sustancial en la raíz del retraso, dígase, un desacuerdo sobre si el celibato será la norma para los futuros clérigos de la Provisión.

El Cardenal Levada ofreció los siguientes comentarios acerca de esta especulación: “Si se me hubiera preguntado, con gusto habría clarificado cualquier duda sobre mis palabras en la conferencia de prensa. Tal especulación no tiene sustancia. Nadie en el Vaticano me ha mencionado tal cuestión. El retraso es puramente técnico, en el sentido de asegurar consistencia en el lenguaje canónico y las referencias. Las cuestiones de traducción son secundarias; la decisión de no retrasar la publicación para esperar que sea publicado el texto ‘oficial’ en latín en las Acta Apostolicae Sedis fue tomada hace un tiempo”.

Los borradores preparados por el grupo de trabajo y presentados para el estudio y la aprobación a través del proceso acostumbrado seguido por la Congregación, han incluido todos ellos la siguiente afirmación, que actualmente está en el artículo VI de la Constitución:

§1 Aquellos que ejercieron el ministerio como diáconos, presbíteros u obispos, y que cumplen con los requisitos establecidos por el derecho canónico y no están impedidos por irregularidades u otros impedimentos, pueden ser aceptados por el Ordinario como candidatos para las Sagradas Órdenes en la Iglesia Católica. En el caso de los ministros casados, se han de observar las normas establecidas en la Carta Encíclica del Papa Pablo VI “Sacerdotalis Coelibatus”, n. 42, y en la Declaración “In June”. Los ministros no casados deben atenerse a la norma del celibato clerical del CIC can. 277 §1.

§2 El Ordinario, en plena observancia de la disciplina del celibato clerical en la Iglesia latina, por regla general (pro regula) admitirá sólo a hombres célibes al orden del presbiterado. Puede también pedir al Romano Pontífice, como una derogación del can 277, §1 la admisión de hombres casados a la orden del presbiterado, caso por caso, según los criterios objetivos aprobados por la Santa Sede.

Este artículo se ha de entender como consistente con la actual práctica de la Iglesia, según la cual ex ministros anglicanos casados pueden ser admitidos al ministerio sacerdotal en la Iglesia Católica sobre una base de caso por caso.

En cuanto a los futuros seminaristas, fue considerado como puramente especulativo si habría algunos casos en los que podría pedirse una dispensa de la regla del celibato. Por esta razón, se han de desarrollar criterios objetivos juntamente entre el ordinariato personal y la Conferencia Episcopal – presentados para la aprobación de la Santa Sede – acerca de tales posibilidades (por ejemplo, seminaristas casados que ya están en formación)

El Cardenal Levada dijo que anticipa que el trabajo técnico sobre la Constitución y las Normas estará completado para fin de la primera semana de noviembre.

Fuente: Boletín de la Santa Sede
Traducción: La Buhardilla de Jerónimo

Ladainha de Todos os Santos - Litaniae omnium sanctorum



Texto Latino

Festa de Todos os Santos


quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Hacer que los anglicanos se sientan como en casa en la Iglesia Católica


Entrevista con monseñor Stetson, experto en el diálogo con la Comunión Anglicana Tradicional

HOUSTON, martes 27 de octubre de, 2009 (ZENIT.org).- La semana pasada sorprendía la noticia de que Benedicto XVI permitirá a grupos de anglicanos que desean entrar en plena comunión con la Iglesia Católica, el hacerlo a través de Ordinariatos personales, preservando al mismo tiempo elementos de la tradición espiritual y litúrgica anglicana.

La provisión de Ordinariatos es la respuesta del Vaticano a los anglicanos que han expresado deseos de convertirse en católicos. Se estima que entre 20 y 30 obispos anglicanos han hecho una petición similar.

Hasta ahora existía una Provisión Pastoral, emanada por Juan Pablo II en 1980, pero que sólo contemplaba los casos individuales de sacerdotes episcopalianos que deseaban abrazar el catolicismo.

Para entender cómo funcionan los Ordinariatos personales y la importancia de esta iniciativa, ZENIT ha entrevistado a monseñor William Stetson, un sacerdote del Opus Dei y secretario del Delegado Eclesiástico de la Congregación para la Doctrina de la Fe para la Provisión Pastoral de ex sacerdotes episcopalianos (el término episcopaliano suele usarse para designar a los miembros de la Comunión Anglicana en Estados Unidos y en Escocia, n.d.t.).

Monseñor Stetson mantiene una Oficina de Provisión Pastoral en la parroquia de Nuestra Señora de Walsingham, una congregación de tradición anglicana en la archidiócesis de Galveston-Houston.

-¿Qué es un Ordinariato personal? ¿Existe en algún otro lugar en la Iglesia?

Monseñor Stetson: Un ordinariato es una estructura jurisdiccional compuesta por un prelado con jurisdicción ordinaria, su propio clero incardinado que le asiste en su trabajo pastoral, y los fieles laicos a los que pastorea.

Existe un ordinariato militar en muchos países, que tiene la responsabilidad del cuidado pastoral, de quienes sirven en los Ejércitos y sus familias. En los Estados Unidos se llama Archidiócesis para los Servicios Militares (Archdiocese for the Military Services). Que yo sepa no existen otros Ordinariatos.

-¿Cuál es la diferencia fundamental entre la Provisión Pastoral de 1980 y la nueva constitución apostólica?

Monseñor Stetson: La Provisión Pastoral no tenía contenido canónico y no contemplaba el ejercicio del poder de gobierno. La nueva constitución apostólica establecerá normas canónicas al más alto nivel para proveer la creación de nuevas estructuras canónicas llamadas “ordinariatos” en naciones individuales. En conformidad con las normas generales, cada ordinariato tendrá el poder de gobierno (jurisdicción) sobre un determinado tipo de personas y asuntos.

-¿Qué sucederá con las parroquias católicas de tradición anglicana (Anglican Use parishes) que han estado operando durante años?

Monseñor Stetson: Hasta este momento las llamadas parroquias de tradición anglicana en Estados Unidos son parroquias personales de la diócesis donde están presentes, que mantienen elementos de la tradición anglicana, especialmente la liturgia.

No hay relación canónica entre ellas o con el Delegado Eclesiástico de la Provisión Pastoral.

Presumiblemente, si se establece un ordinariato en los Estados Unidos, las parroquias pasarían a ser jurisdicción del nuevo ordinariato y quedarían bajo la jurisdicción del prelado del ordinariato.

Las futuras parroquias y comunidades de culto podrían ser establecidas por el ordinario del ordinariato a petición de grupos de fieles anglicanos con un sacerdote tras consultar al obispo diocesano del lugar donde se encuentran.

- ¿Cuál es el motivo de establecer estos ordinariatos personales? ¿Por qué la Provisión Pastoral no era suficiente?

Monseñor Stetson: La Provisión Pastoral es un mero proceso administrativo para preparar a los antiguos sacerdotes episcopalianos casados para ser ordenados como sacerdotes católicos a petición de los obispos diocesanos. El nuevo ordinariato proveerá una estructura canónica similar a una diócesis para el cuidado pastoral de los fieles laicos que se proceden de la Iglesia episcopaliana.

-Esta estructura canónica parece responder directamente a una petición realizada hace dos años por la Comunión Anglicana Tradicional, que tiene alrededor de 400.000 miembros en todo el mundo. ¿Cree que muchos de estos miembros entrará en comunión con la Iglesia católica a través del ordinariato personal?

Monseñor Stetson: La Comunión Anglicana Tradicional es en realidad una confederación de autodenominadas diócesis presentes en muchos países diferentes; está formada por sacerdotes, fieles laicos y obispos. La Comunión Anglicana Tradicional como tal nunca ha formado parte de la Comunión Anglicana bajo la autoridad del arzobispo de Canterbury.

Lo que suceda con las diócesis en los países concretos dependerá de las decisiones tomadas por la jerarquía católica en los respectivos países con la Congregación para la Doctrina de la Fe. Su número es mayor en África y Asia.

-¿Cómo será el proceso para los anglicanos, especialmente sacerdotes y obispos, que entren en la Iglesia a través del ordinariato?

Monseñor Stetson: La Constitución Apostólica que permitirá la creación de ordinariatos en cada país aún no se ha presentado. Por esta razón no conocemos la naturaleza del proceso. Anticiparía que será similar al usado en los últimos 27 años por la Provisión Pastoral aquí en Estados Unidos, y su homóloga en Inglaterra (la cual, con todo, no había provisto de parroquias y liturgia, como en Estados Unidos).

- El anuncio vaticano contempla la posibilidad de que un ordinariato católico tenga seminaristas, que se prepararían junto con los seminaristas católicos, “aunque el ordinariato establecería una casa de formación dirigida a las necesidades particulares de formación en el patrimonio anglicano”. ¿Esto incluiría la posibilidad de matrimonio para estos seminaristas anglicanos?

Monseñor Stetson: Los puntos específicos de esta cuestión aún no se han dado a conocer. Al menos supongo que los seminaristas tendría que estar a la vez casados y estudiar en un seminario anglicano en el momento que trataran de entrar en plena comunión, y luego continuar estudiando para el sacerdocio en un seminario católico. Ellos tendrían que recibir la dispensa de la norma del celibato, estudiando la Santa Sede caso por caso. Los futuros seminaristas tendrían que ser célibes.

-¿Qué otras tradiciones mantendrían los anglicanos al entrar en la Iglesia católica por la vía del ordinariato personal?

Monseñor Stetson: Las parroquias pequeñas, que permiten una mayor cohesión. Una rica tradición de expresión litúrgica (lenguaje, música, vestimentas, espacio, etc) en inglés, que data del siglo XVI. Esto también incluiría una gran tradición de la utilización de la Sagrada Escritura en la predicación, el amor a los Padres de la Iglesia y una expresión teológica más allá de la escolástica católica romana.

-¿Por qué el Vaticano puede ofrecer esta concesión sólo a los anglicanos, y no a los luteranos, presbiterianos, etc. que quisieran entrar en la Iglesia?


Monseñor Stetson: Los anglicanos han disfrutado siempre de un lugar especial en la actitud católica hacia la ruptura de la unidad de los cristianos en Occidente después del siglo XVI. La Iglesia de Inglaterra intentó mantener muchos elementos de la Iglesia Católica y, al mismo tiempo ser protestante. La Iglesia de Inglaterra mantuvo una mayor unidad dentro de sí misma y por lo tanto podía tratarse como una entidad única en las conversaciones con Roma.

-Se ha hablado de que esta medida afectará negativamente al diálogo anglicano-católico, es decir, al Consejo Internacional Anglicano-Católico (ARCIC)? ¿Es esto cierto?

Monseñor Stetson: Aparentemente no, de acuerdo con las manifestaciones de las autoridades católicas y anglicanas en Inglaterra y en otros países que están implicadas en el diálogo ecuménico. Solo el tiempo lo dirá.

- ¿Por qué es una buena noticia para los anglicanos que buscan la plena comunión con la Iglesia Católica?

Monseñor Stetson: Los anglicanos que entran en la comunión plena encontrarán un hogar espiritual familiar en en la Iglesia Católica a través de las parroquias personales que el prelado de la ordinariato será capaz de establecer con los sacerdotes y el personal especialmente preparado, que también provendrán de la tradición anglicana.

Fuente: Zenit

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Entrevista al Prefecto de la Congregación para el Culto y la Disciplina de los Sacramentos


El valor de lo sagrado en la Iglesia. Con este sugerente título el cardenal Antonio Cañizares Llovera, prefecto de la Congregación para el Culto Divino y la Disciplina de los Sacramentos, inauguró el pasado 15 de octubre el curso 2009-2010 de la asociación Fe y Cultura. La presencia destacada del purpurado valenciano en Barcelona coincide, además, con la celebración gozosa del 30 aniversario de la entidad, dirigida actualmente por Mn. Rafael Méndez, párroco de la Virgen de los Ángeles, y apoyada desde sus orígenes por el cardenal Ricard M. Carles.

- Pronto se cumplirá un año de su nombramiento por parte del Papa como prefecto de la Congregación para el Culto Divino... ¿qué valora­ción hace de su estreno en la Curia vaticana?

- Yo no soy quien tiene que hacer valoración de mi gestión. Lo único que tengo que decir es que es un tiempo muy importante para todos, se está trabajan­do intensamente, se ha atendido una asamblea plenaria de la congregación, se ha llegado a unas propuestas que el Santo Padre aprobó y que constituyen el plan de nuestro trabajo. El gran objetivo es reavivar el espíritu de la liturgia en todo el mundo.

- ¿Cuáles han sido los asuntos más urgentes que ha tenido que atender?

- Asuntos urgentes hay todas las mañanas, referentes a excesos y errores que se cometen en la liturgia, pero so­bre todo, el asunto más urgente, que es apremiante en todo el mundo, es que se recupere de verdad el sentido de la liturgia. No se trata de cambiar rúbricas o introducir nuevas cosas, sino que de lo que se trata, sencillamente, es que se viva la liturgia y esté en el centro de la vida de la Iglesia. La Iglesia no puede ser sin la liturgia, porque la Iglesia es para la liturgia, es decir, para la alabanza, para la acción de gracias, para ofrecer el sacrificio al Señor, para la adoración... Esto es lo fundamental, y sin esto no hay Iglesia. Es más, sin esto no hay humanidad. Por eso es una tarea sumamente urgente y apremiante.

- ¿Cómo se recupera el sentido de la liturgia?

- En estos momentos, trabajamos de una manera muy silenciosa en toda una serie de temas que tienen que ver con proyectos de formación. Es la necesidad prioritaria que se tiene: una buena y verdadera formación litúrgica. El tema de la formación litúrgica es capital por­que realmente no se cuenta con una formación suficiente. La gente cree que la liturgia es una cuestión de formas o de realidades exteriores, y lo que realmente nos hace falta es recuperar el sentido de la adoración, es decir, el sentido de Dios como Dios. Este sentido de Dios sólo se podrá recuperar con la liturgia. Por eso el Papa tiene tantísimo interés en acentuar la prioridad de la liturgia en la vida de la Iglesia. Cuando se vive el espíritu de la liturgia, se entra en el espíritu de la adoración, se entra en el reconocimiento de Dios, se entra en comunión con Él, y esto es lo que transforma al hombre y lo convierte en un hombre nuevo. La liturgia mira siempre a Dios, no a la comunidad; no es la comunidad la que hace la liturgia, sino que es Dios quien la hace. Es Él quien sale a nuestro encuentro y nos ofrece participar en su vida, en su misericordia en su perdón... Cuando se viva la liturgia de verdad y Dios esté verdaderamente en el centro de ella, cambiará todo.

- ¿Tan alejados estamos hoy del sentido verdadero del misterio?

- Sí, actualmente hay una secularización y un laicismo muy grandes, se ha perdido el sentido del misterio y de lo sagrado, no se vive con el espíritu verdaderamente de adorar a Dios y de dejar a Dios que sea Dios. Por eso se cree que hay que estar cambiando constantemente cosas en la liturgia, hacer innovaciones y que sea muy creativo todo. No es ésta la necesidad de la liturgia, sino que sea realmente adoración, es decir, reconocimiento de Aquél que nos trasciende y que nos ofrece la salvación. El misterio de Dios, que es misterio insondable de su amor, no es una nebulosa, sino que es Alguien que sale a nuestro encuentro. Hay que recuperar al hombre que adora. Hay que recuperar el sentido del misterio. Hay que recuperar lo que nunca deberíamos haber perdido. El mayor mal que se está haciendo al hombre es querer eliminar de su vida la trascendencia y la dimen­sión del misterio. Las consecuencias las estamos viviendo hoy en todas las esferas de la vida. Son la tendencia a sustituir la verdad por la opinión, la confianza por la inquietud, el fin por los medios... Por eso es tan importante defender al hombre de todas las ideologías que lo debilitan en su triple relación con el mundo, con los demás y con Dios. Nunca antes se había hablado tanto de libertad, y nunca antes ha habido más esclavitudes.

- Después de tantos años de docencia y de ministerio episcopal, ¿cómo ha vivido la llamada a servir en la Curia vaticana como «ministro del Papa»?


- Yo lo asumo con mucho gozo, por­que significa cumplir la voluntad de Dios. Cuando se cumple la voluntad de Dios uno está muy contento, aunque he de confesar que yo no esperaba algo así. Al mismo tiempo, el hecho de trabajar junto al Papa me permite vivir intensamente el misterio de comunión. Me siento muy unido a él, feliz de ayudarle en todo lo que él realmente está pidiendo. Como es sabido, una de sus preocupaciones principales es la preocupación por la liturgia.

- ¿Echa de menos la acción pastoral?

- Siempre se echa muy de menos, por­que es algo que uno lleva muy adentro, sobre todo después de llevar a cabo una intensa actividad pastoral, como la que yo tuve que llevar en Ávila, Granada y Toledo. Pero también hay que decir que lo que ahora estoy haciendo tiene mu­cho sentido eclesial y lo que importa es realmente vivir el servicio a la Iglesia allí donde uno esté. Porque allí donde uno esté, sirviendo a la Iglesia, se encuentra con todos.

- Una curiosidad, ¿le siguen llamando el pequeño Ratzinger?

- Pues sí, todavía hay gente que me llama así, pero no merezco tal apelativo. ¡Ojalá fuese un teólogo que se pareciera más al papa Benedicto XVI!

- Desde esa atalaya privilegiada que es Roma, ¿cuáles son los principales motivos de esperanza que usted observa en medio de esta Europa cada vez más secularizada y alejada de Dios?

- El gran motivo de esperanza es el mismo Papa y lo que él está constantemente diciendo. Este Papa está llevando a cabo un ministerio de Pedro tal y como Jesús se lo encomendó a Pedro. Su principal misión es confirmar en la fe a los hermanos y lo está haciendo todos los días. Todos los días nos habla de algo que es clave, el fundamento y el futuro de todo, como es la afirmación, el reconocimiento y la adoración de Dios. Si no situamos a Dios en el centro de la vida del hombre, no hay futuro para la humanidad. Es lo que el Papa ha llamado ante los jóvenes, nada menos, «la revolución de Dios». ¡Hagamos la revolución de Dios! Por eso, para mí, el Papa, y todo su magisterio, es un gran signo de esperanza.

- ¿Sigue desde el Vaticano los temas de actualidad, sobre todo lo que acontece en España?


- Estando en Roma no puedo dejar de estar en España. Sigo diariamente la actualidad, me siento muy vinculado a mi país. No me olvidó de mi patria, ni de mis realidades, ni de mis preocupaciones, que son también las de mis compatriotas.

- Supongo que habrá seguido con atención lo referente a la mani­festación del pasado 17 de octubre en contra de la reforma de ley del aborto...

- Cuando hay una manifestación pública tan multitudinaria como ha sido ésta quiere decir que las cosas no van bien, y aquí hay algo que no va nada bien, que es el hecho de que no hay un respeto a la vida. No se respeta la vida, no se defiende, y la vida es el primer derecho, es el derecho fundamental sobre el que se asientan todos los demás derechos. La vida es la dignidad de la persona humana y cuando no se respeta la dignidad de la persona humana no se respetan otras cosas. Lo que está en juego aquí es el hombre. Si hay legislaciones, si hay una mentalidad que va en contra del hombre, eso indica, y así lo pone de relieve esta muestra pública, que necesitamos reconsiderar las cosas. ¡Necesitamos apostar por el hombre! Por eso creo que más que una manifestación «en contra de», se trata de una apuesta en favor del hombre, una apuesta por la vida y la dignidad de la persona humana, por la verdadera libertad y la grandeza de la mujer y la maternidad. Mi mensaje para todos es que digamos sí al hombre, sí a la vida, y para ello, tenemos el máximo «sí» al hombre y a la vida que es el amor de Dios, que ama con pasión al hombre hasta el punto de entregar su propia vida en Jesucristo por todos nosotros. ¡Ésta es nuestra gran esperanza y éste es el gran futuro para el hombre!

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Nota da Pontifícia Comissão "Ecclesia Dei"


Na segunda-feira, 26 de outubro, ocorreu no Palácio do Santo Ofício, sede da Congregação para a Doutrina da Fé e da Pontifícia Comissão Ecclesia dei, o primeiro encontro da Comissão de estudo, formada por peritos da mesma Comissão e da Fraternidade Sacerdotal S. Pio X, com o objetivo de examinar as dificuldades doutrinais que ainda subsistem entre a Fraternidade e a Sé Apostólica.

Num clima cordial, respeitoso e construtivo foram evidenciadas as principais questões de caráter doutrinal que serão tratadas e discutidas no curso dos colóquios que prosseguirão nos próximos meses, provavelmente a cada dois meses. Em particular, serão examinadas as questões relativas ao conceito de Tradição doutrinal católica, ao Missal de Paulo VI, à interpretação do Concílio Vaticano II em continuidade com a Tradição doutrinal católica, aos temas da unidade da Igreja e dos princípios católicos do ecumenismo, da relação entre o Cristianismo e as religiões não-cristãs e da liberdade religiosa. No curso do encontro foi também definido o método e a organização do trabalho.

Fonte: Santa Sé
Tradução: Oblatus

domingo, 25 de outubro de 2009

Primaz da TAC (Traditional Anglican Communion) dá alguns detalhes sobre os ordinariatos e a liturgia da nova estrutura


O primaz da TAC, “arcebispo” John Hepworth, concedeu uma entrevista ao The Australian em que responde a algumas questões colocadas por OBLATVS e confirma algumas opiniões aqui emitidas.

Sobre o celibato do clero e os atuais bispos anglicanos:

“Os bispos na nova estrutura anglicana serão celibatários. Assim o é em razão do respeito à tradição do cristianismo no Oriente e no Ocidente. Mas os padres que vierem do anglicanismo poderão servir como padres na nova estrutura, casados ou não, após satisfazerem certas exigências. O elemento verdadeiramente radical é que homens casados poderão ser ordenados padres na nova estrutura anglicana indefinidamente no futuro. Foi-nos antecipado que os bispos anglicanos que forem casados quando se unirem à nova estrutura poderão servir como ordinários (como sacerdotes), exercendo algumas das responsabilidades dos bispos.”

“Permiti-lo [o clero casado] não é de forma alguma um desafio à regra do celibato, mas é permitir que floresça a visão de uma família no coração da paróquia numa época em que a família está sob grande pressão. Por outro lado, os anglo-católicos terão de fazer uma releitura do valor da vocação celibatária. A TAC já tem um grande número de bispos celibatários e comunidades celibatárias de padres e freiras, assim talvez a lição já esteja sendo aprendida”

Sobre a liturgia:

“Um grupo internacional está trabalhando neste momento sobre os livros litúrgicos para a nova estrutura anglicana. Antecipo que é algo que combina aspectos do culto anterior à Reforma Inglesa, a gloriosa língua litúrgica do período da Reforma e o entendimento contemporâneo do modo como os cristãos devam se aproximar de Deus, é o que eventualmente será aprovado.”


Tradução: Oblatus

sábado, 24 de outubro de 2009

FESTA DE NOSSO SENHOR JESUS CRISTO REI

Allelúia, allelúia.
Dan. 7, 14 - Potéstas eius, potéstas
aetérna, quae non auferétur: et regnum
eius quod non corrumpétur. Allelúia.

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Mons. Pozzo : “El Motu Proprio está dirigido a todos los fieles católicos que desean la forma extraordinaria de la liturgia romana”


Presentamos la traducción de La Buhardilla de una breve pero interesante entrevista a Monseñor Guido Pozzo, Secretario de la Pontificia Comisión Ecclesia Dei.

Monseñor, una interpretación restrictiva ampliamente difundida del Motu Proprio [Summorum Pontificum] sostiene que la provisión papal se dirige primariamente, si no exclusivamente, a aquellos grupos e institutos que ya estaban adheridos a la forma tradicional, y que, por contraste, no busca en ningún modo promover la forma extraordinaria. A esto ya ha respondido el Cardenal Castrillón Hoyos, diciendo en Londres, en junio del 2008, que al Papa le gustaría tener el “Rito Gregoriano” en todas las parroquias. ¿Cuál es su opinión?

El Motu Proprio está dirigido a todos los fieles católicos que desean la forma extraordinaria de la liturgia romana, no sólo a aquellos que, previo a su promulgación, estaban adherido a la antigua forma del rito romano. Por cierto que busca dar cabida a estos últimos y sanar viejas heridas, pero el propósito del documento es también permitir la difusión de la forma extraordinaria, para el beneficio de aquellos que aún no la conocen (por ser demasiado jóvenes como para haber tenido experiencia de ella), o de aquellos que redescubren con gozo la Misa de su juventud. Una cada vez mayor difusión de este tesoro litúrgico, patrimonio de la Iglesia, puede traer muchos beneficios, espirituales y vocacionales, también a través del mutuo enriquecimiento entre ambas formas del rito romano.

La Carta del Papa que acompaña al Motu Proprio se refiere a un período de tres años, luego del cual se recogerán informes de los obispos, para evaluar la situación. ¿Esto podría significar, como algunos sostienen, que la liberalización del antiguo Misal estipulada por el Motu Proprio ha de ser comprendida como ad experimentum, o que al menos al fin de esta evaluación puede haber restricciones acerca de la forma extraordinaria, tales como, por ejemplo, el retorno a un régimen similar al de los indultos de 1984 o 1988?

El período de tres años se refiere simplemente a un balance de los primeros tres años de aplicación. Si se descubre que existen dificultades serias, se encontrarán los remedios apropiados, siempre teniendo en mente el propósito esencial del Motu Proprio.

Se ha informado de obstáculos de muchas partes en la implementación del Motu Proprio . Nosotros también los hemos experimentado... ¿Qué es lo que debería hacer un grupo de laicos que se encuentran en tales situaciones de dificultad para obtener una Misa semanal en la forma extraordinaria? ¿Y de qué forma puede intervenir la Comisión Ecclesia Dei?

La respuesta está ya escrita en el Motu Proprio: pedirlo al párroco y, posiblemente, buscar un sacerdote que está listo. Si esto se demuestra imposible, es necesario acudir al obispo propio, a quién se le pide que busque una solución apropiada. Si incluso de esta forma no se obtiene la satisfacción del pedido, escribir a la Comisión Ecclesia Dei que, no obstante, trata con los obispos, quienes son naturalmente nuestro interlocutor: se les pide una evaluación de la situación, para ver cuáles son las dificultades reales y cómo encontrar un remedio.

Cambiando de tema, ¿ha visto los resultados de la encuesta comisionada por Paix Liturgique y por nosotros (Messainlatino.it)?

Sí, me alcanzaron un avance hace unos días. Estas cifras son verdaderamente notables y alentadoras, especialmente esa absoluta mayoría de los católicos practicantes que, al menos según la encuesta, consideran la existencia de las dos formas de la Misa en las parroquias como perfectamente normal. Entiendo que una copia de la encuesta ha llegado también al Santo Padre.

Fuente: Rorate Caeli
Traducción: La Buhardilla de Jerónimo

Liturgia, fonte de vida: Uma perspectiva teológica para a práxis litúrgica


Por Antonio Gaspari

ROMA, quinta-feira, 22 de outubro de 2009 (ZENIT.org).- Acaba de chegar às livrarias italianas o livro de Mauro Gagliardi, Liturgia fonte di vita - Prospettive teologiche (Fede & Cultura).

Trata-se de um livro que tem o mérito de propor uma visão da liturgia principalmente em uma perspectiva teológica e que procura responder às perguntas sobre o fundamento da liturgia, indicando uma práxis celebrativa mais em consonância com os sagrados mistérios.

No prólogo do livro, Dom Mauro Piacenza, secretário da Congregação para o Clero, escreve que o autor "oferece uma aproximação teológica da liturgia consistente e ao mesmo tempo acessível", também porque "o Concílio Vaticano II recorda que a aproximação da liturgia é, antes de mais nada, de cunho teológico".

O arcebispo secretário da Congregação para o Clero indica que, "entre os principais elementos que qualificam o sacerdócio, está, sem sombra de dúvida, o serviço litúrgico e, de forma muito especial, o ministério do altar" e, por isso, "compreender teológica e espiritualmente o sentido da liturgia significa compreender verdadeiramente o próprio sacerdócio".

"É nossa vocação - conclui Dom Piacenza - que o presente livro possa realmente contribuir para esta necessária descoberta do fato de que o sacerdote é, antes de mais nada, um homem escolhido pelo Senhor para estar diante d'Ele e servi-lo."

Mauro Gagliardi, nascido em 1975, foi ordenado presbítero em 1999, na arquidiocese de Salerno. Doutor em Teologia (Gregoriana, Roma, 2002) e em Filosofia (L'Orientale, Nápoles, 2008), desde 2007 é professor na Faculdade de Teologia do Ateneu Pontifício Regina Apostolorum de Roma.

Desde 2008, é consultor do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. Publicou vários livros, artigos e contribuições a miscelâneas, tanto na Itália como fora dela. Sobre a relação entre teologia e liturgia, ele concedeu esta entrevista a Zenit.


-Por que um professor de teologia como você decidiu escrever um livro sobre liturgia?

-Gagliardi: Eu diria que há vários motivos, alguns dos quais são circunstâncias e outros tocam mais o objeto de estudo teológico. Nos últimos anos, eu me dediquei, por uma série de acontecimentos ocasionais, a aprofundar no estudo na liturgia. No começo, meus estudos estavam dirigidos quase exclusivamente à teologia dogmática, que é meu principal campo de especialização e de ensino. Um dia, durante meu último ano de doutorado em teologia, caíram em minhas mãos alguns livros que me encheram de curiosidade: apresentavam o tema da liturgia de uma forma distinta daquela com que eu estava acostumado. Sua leitura foi apaixonante e, a seguir, a de outros análogos. Comecei, assim, a formar uma cultura litúrgica.

Resumindo, estas obras constituíam uma aproximação da liturgia não somente do ponto de vista histórico - que, no entanto, não se descuidava - mas também do teológico. O que eu nunca havia conhecido bem era uma teologia da liturgia e, quando esta saiu ao meu encontro, eu a acolhi com alegria, quase de forma natural.

Depois li e reli o excepcional livro do cardeal Ratzinger, Introdução ao espírito da liturgia, e outros ensaios seus em matéria litúrgica. Acho que li todos, várias vezes. Em 2007, publiquei um livro sobre a Eucaristia (Introduzione al Mistero eucaristico. Dottrina - Liturgia - Devozione), no qual desenvolvi tanto o aspecto dogmático como o litúrgico e o espiritual do grande Sacramento do Altar.

De fato, minha aproximação continuava sendo teológico-dogmática, mas agora, graças aos novos estudos, eu podia ver melhor o vínculo fecundo entre doutrina, liturgia e devoção. Por outro lado, o livro saiu quase ao mesmo tempo que a exortação apostólica Sacramentum Caritatis, que trata sobre a Eucaristia, precisamente desenvolvendo estas três dimensões. Isso foi, para mim, uma confirmação autorizadíssima do estudo que havia feito para escrever o livro.

Em 2008, fui nomeado consultor do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Sumo Pontífice. Também por este motivo, meu estudo no âmbito litúrgico continua e se aprofunda, ainda que tenha de dividir-se na prática com a pesquisa no âmbito dogmático, que obviamente devo continuar.
Expondo estas circunstâncias, penso ter explicado também por que um dogmático se interessou pela liturgia: acontecimentos concretos me levaram a isso, mas estes acontecimentos não faziam outra coisa que estimular em mim o interesse por aspectos ainda não desenvolvidos e que estão conectados com o próprio dogma.

No caso específico do meu último livro, a ocasião me foi proporcionada por um convite a dar um seminário monográfico intensivo, dentro do curso internacional para os formadores de seminários, uma importante iniciativa organizada há 20 anos pelo instituto Sacerdos, todos os anos, em Leggiuno, província de Varese (Itália). O curso oferece a reitores, professores, pais espirituais e formadores dos seminários do mundo inteiro um programa amplo e muito bem estruturado de formação e de atualização, sobre os temas relacionados à formação dos futuros sacerdotes.

Em julho de 2008, falei sobre a liturgia durante 3 dias a esses irmãos sacerdotes, procedentes dos cinco continentes, e também a um bispo oriental que participava do curso; e percebi o seu grande interesse pelo corte teológico que dava à minha exposição. Os dados bíblicos, históricos e filológicos certamente contam e eu tentava que não faltassem, junto às análises de casos concretos, mas o interesse era suscitado sobretudo pela compreensão teológica da liturgia. Após esta experiência positiva, decidi organizar minhas anotações e o livro nasceu.

-Em um mundo que parece cada vez mais secularizado, por que um livro sobre a liturgia?

-Gagliardi: Eu diria que é o contrário, que precisamente porque frequentemente o mundo moderno - pelo menos o mundo ocidental - parece cada vez mais afastado da fé e da religião, é necessário recordar alguns pontos firmes e, entre eles, certamente está o culto divino, a sagrada liturgia.

Às vezes, acredita-se que, diante dos desafios da "cidade secular", também o cristianismo, se quiser ser aceito, deve se secularizar. Não posso aqui, obviamente, entrar em detalhes sobre um tema tão amplo. Mas para a liturgia vale um discurso semelhante.

Parece que, em muitos casos, existiu uma tendência a secularizar a liturgia, quase "desmistificá-la", torná-la menos divina e mais humana, de forma que as pessoas pudessem reconhecer-se mais nela, de acordo com a mentalidade e a cultura típicas da nossa época. Está claro que a liturgia se forma e muda, através dos séculos, também com base na influência das culturas. É necessário, no entanto, verificar prudentemente quando se trata de mudanças homogêneas com a tradição e, portanto, positivas, falando em geral, e quando isso não acontece.

Também neste caso, é impossível entrar aqui em detalhes, mas à sua pergunta eu respondo que, precisamente em um mundo que parece com frequência afastado de Deus, é necessária ainda mais uma liturgia verdadeiramente divina e sagrada.

Não é correto dizer - como se fez frequentemente - que hoje os problemas da Igreja seriam outros. O culto que devemos dar publicamente a Deus, e a forma correta de fazer este culto, são de capital importância para o homem de toda época, sejam quais forem os problemas que ele tiver de enfrentar. E mais ainda, pensando bem, é difícil encontrar um problema que seja mais importante para o homem que sua relação com Deus, na qual a liturgia sagrada é o momento culminante.

-Quais são os temas relevantes tratados no livro? O que você pretende comunicar aos leitores? Que objetivos quer alcançar?

-Gagliardi: Começo pela última pergunta e respondo simplesmente que o que me proponho, quando estudo, leciono ou escrevo, é a busca pessoal da verdade e sua consequente difusão. Por isso, nunca me proponho idear algo novo, algo que ninguém soube ou disse antes. Tento dizer de forma clara e, na medida do possível, de forma nova, o que a Igreja sempre soube e continua incessantemente ensinando e aprofundando no desenvolvimento de sua vida.

Com relação aos temas do meu livro, tratei, no relativo aos temas fundamentais e gerais, do conceito de liturgia, do papel do sacerdote ministro e dos fiéis na celebração, da forma como a liturgia é para nós fonte de vida, isto é, manancial de graça, da santificação litúrgica do tempo e do espaço, da dinâmica teológica da Eucaristia, da beleza litúrgica, assim como da relação entre liturgia e ética e liturgia e devoção, concluindo sobre a formação litúrgica. Além disso, propus um capítulo com uma breve história da reforma litúrgica a partir do Concílio de Trento até nossos dias. No livro, encontram-se também diversos temas específicos e concretos, como a orientação da oração litúrgica, a língua a ser usada na celebração, a melhor postura para receber a Santa Comunhão etc.

-Ainda existe muita polêmica sobre o êxito da reforma litúrgica pós-conciliar. Você poderia nos ilustrar os termos do debate e qual é seu parecer ao respeito?

-Gagliardi: Sobre os termos da questão, dito muito resumidamente: após o Vaticano II, uma comissão dedicada a isso trabalhou para levar a cabo a reforma geral da liturgia, pedida pelo Concílio. Os resultados concretos desta reforma, segundo admitiram o então cardeal Ratzinger e outros muitos especialistas, não correspondem em todos os detalhes concretos ao texto da Sacrosanctum Concilium.

Aqui, as posturas divergem: uns falam de traição ao Concílio e, ainda mais, à Igreja e à sua imemorial tradição litúrgica, e desejariam uma anulação completa da reforma, à qual seguiria uma restauração da liturgia à situação de 1962, quando não antes.

Outros, pelo contrário, tendem quase a fazer uma canonização da reforma, da maneira como se levou a cabo e dos resultados, e se mostram às vezes inclusive agressivos quando alguém lança a hipótese, certamente não de anulá-la, mas somente de revisá-la e corrigi-la.

Ambas as posturas, a meu ver, estão equivocadas. E estas perspectivas nos impedem também de avaliar de forma correta algumas importantes decisões que o Santo Padre tomou. Contudo, existe uma terceira via, que é a correta, e que consiste em favorecer o desenvolvimento homogêneo da tradição litúrgica da Igreja.

-Segundo uma sondagem recente, 2 de cada 3 praticantes iriam à Missa tridentina pelo menos uma vez por mês se a tivessem em sua paróquia, mas parece que vários bispos e párocos não gostam muito deste rito. É verdade? O que você pensa disso?

-Gagliardi: Eu li sobre esta sondagem recente, levada a cabo por Doxa, uma conhecida sociedade que trabalha no setor. Os resultados deveriam, portanto, corresponder à situação real, na medida em que isso é possível em uma sondagem.

Desde a publicação do motu próprio Summorum Pontificum, há mais de dois aos, muitas vezes os jornais, revistas e sites mostram notícias de declarações e/ou decisões de membros do clero, que parecem ir em uma direção diversa da desejada pelo documento pontifício. Neste sentido, pode-se dizer que uma parte, que eu não saberia quantificar, de bispos e sacerdotes parece não estar entusiasmada com a ideia de ver uma nova difusão da celebração da Missa segundo o uso mais antigo. Os motivos desta postura podem variar e está claro que aqui não podemos fazer uma análise profunda.

Minha opinião é que, se o Santo Padre decidiu favorecer, através da sua decisão, os que desejam celebrar ou participar da forma mais antiga do rito romano, aqueles que não amam especialmente esta forma - e, portanto, não desejam valer-se pessoalmente da faculdade concedida - não deveriam colocar obstáculos à realização de uma normativa que, tendo emanado da Suprema Autoridade, tem valor para toda a Igreja. Certamente, pode haver casos particulares, em que os amantes do rito de São Pio V tenham pretensões excessivas.

Estes casos devem ser avaliados individualmente por parte dos bispos, que continuam sendo, em suas dioceses, os principais responsáveis pela vida litúrgica (e é preciso recordar que compete a tais bispos velar não somente por estes casos, mas também pela observância estrita das normas fixadas nos livros litúrgicos pós-conciliares). Parece-me, contudo, que os casos de excessos por parte dos que valorizam o rito mais antigo são menos frequentes que as declarações e ações para desanimar a celebração deste rito. Brevemente, eu diria que é essencial que ninguém anteponha sua autoridade particular ou sua visão pessoal às decisões do Santo Padre, que é o centro da unicidade visível da Igreja.

-Muitos fiéis lamentam um empobrecimento da atual práxis celebrativa. Que conselhos você daria para renovar e tornar mais bela e intensa a liturgia?

-Gagliardi: Há muitos conselhos, que exponho em meu livro e, portanto, para responder à sua pergunta, o melhor que posso fazer é recomendar sua leitura. Contudo, posso dizer ao menos que na base das muitas coisas que se pode fazer ou renovar - tanto no âmbito mais geral quanto no mais detalhado -, penso que existe uma verdade teológico-litúrgica em torno da qual gira todo o resto: o protagonista da sagrada liturgia não é o indivíduo nem a comunidade - estes, no entanto, têm um papel relevante -, mas o Deus trinitário e seu Cristo. Tudo está aqui.

Isso é verdadeiramente essencial. Cada gesto, cada disposição, cada atitude do corpo e do espírito, cada objeto utilizado na liturgia devem ser uma manifestação deste fato: não celebramos nós mesmos ou nossa comunidade. Nosso culto está dirigido a Deus Pai, através de Jesus Cristo, no Espírito Santo. Este culto em espírito e verdade nos santifica e nos abre à vida eterna.

Fonte: Zenit

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

“Compendio Eucarístico” y Liturgia Gregoriana


En el año 2005 se celebró el Sínodo sobre la Santísima Eucaristía. Una de las proposiciones de los Padres Sinodales fue la publicación de un “Compendio” sobre la Eucaristía. En el año 2007, el Santo Padre Benedicto XVI publicó un Motu Proprio, “Summorum Pontificum”, sobre el uso de la Liturgia Romana anterior a la Reforma de 1970, en el que declaró “lícito celebrar el Sacrificio de la Misa según la edición típica del Misal Romano promulgado por el beato Juan XXIII en 1962, que no se ha abrogado nunca”. El “Compendio” sobre la Eucaristía, recientemente publicado, tiene en cuenta esta “nueva” situación del Rito Romano.

Presentamos a continuación la traducción de un artículo del blog WDTPRS, en el que se enumeran algunos de los contenidos del “Compendio”.


- En primer lugar, el Compendio aún no ha sido publicado en italiano, sino en latín.

- Está dividido en 3 secciones: doctrinal, litúrgica y devocional.

- Tiene algunos apéndices: El Libro IV de la “Imitación”, una sección del Código latino de 1983; una sección del Código oriental de 1990, sobre la Eucaristía.

- El prefacio es del Prefecto de la Congregación para el Culto Divino, el Cardenal Cañizares. Habla claramente de ambas formas del Rito Romano, de igual importancia.

- La sección doctrinal contiene extractos del decreto del Concilio de Trento sobre la Eucaristía; del Vaticano II; del Compendio del Catecismo sobre la Eucaristía; un comentario sobre las cuatro Plegarias Eucarísticas.

- La sección litúrgica contiene el Ordo Missae del Novus Ordo; el Ordo Missae del Missale Romanum de 1962; el Oficio de Corpus Christi de la Liturgia Horarum; el oficio completo para Corpus Christi del Breviarium Romanum de 1961; el ordo de Bendición con el Santísimo Sacramento; 7 letanías; y un número de himnos eucarísticos.

- La parte devocional contiene las oraciones para antes de la Misa; las oraciones para después de la Misa; las oraciones para revestirse del sacerdote y del obispo, y otras oraciones devocionales.

Fuente: What Does The Prayer Really Say?
Traducción: La Buhardilla de Jerónimo

Benedict XVI and Anglican Converts: Newman’s Perspective


Yesterday the Vatican announced the Holy Father’s new Apostolic Constitution, which will provide a way for Anglican groups to be admitted to full communion with the Catholic Church. The Apostolic Constitution will allow these communities to retain many of their liturgical and other traditions, whilst accepting fully the teachings of the Popes and the Ecumenical Councils of the Church.

Commentators have linked the announcement to the forthcoming beatification of John Henry Newman, who converted to Catholicism in 1845 after years of reflection on the nature and mission of the Christian Church. A number of reporters have suggested that Newman himself could be the patron of new ‘Ordinariates’ – the name to be given to these Anglican groups after their reception into the Church.

What would Newman himself think of such a scheme? Newman believed that the Catholic Church was the ‘one true fold of the Redeemer’, and wrote in the Letter to the Duke of Norfolk in 1875 that: “From the day I became a Catholic to this day, now close upon thirty years, I have never had a moment’s misgiving that the communion of Rome is that Church which the Apostles set up at Pentecost.” This defined his view of the Catholic Church’s mission, expressed in an earlier letter: “can any one deny that the Roman Church does call on all men to join her …?” Of course, no one knew better than Newman that each person must follow his or her conscience, and that only if individuals are ready to accept the Catholic religion, after much prayer and reflection, should they do so. As a result, Newman tended to emphasise individual conversions rather than group schemes.

However, this is only part of the picture. Newman had an important correspondence in 1876 with the convert Ambrose Phillipps de Lisle, about a plan for an Anglican ‘uniate’ Church, similar to the Eastern Rite Churches in communion with Rome. The plan, which had some support from Cardinal Manning, the then Archbishop of Westminster, had been proposed in an anonymous pamphlet called Christianity or Erastianism? It argued that the Anglican Church was at the mercy of the British State, and that the only way to avoid this ‘Erastian’ Church was to enter into communion with the Holy See.

Newman’s initial position was sceptical, for practical reasons. He wrote to de Lisle on 19th January that it was a ‘plausible scheme’, but that he saw difficulties, for instance in the relations between the ex-Anglican groups and the rest of the English Catholic Church (“it would be very difficult to avoid perpetual collisions between the two bodies … The Roman priests would be complaining that the rich splendid Anglican Church in their mission was drawing away at least the young generation”). For Newman, it depended on what the plan could hope to achieve – if enough Anglicans would enter the Catholic Church, it would be worth it. But Newman noted that among Anglo-Catholics “I am told few will feel inclined towards it”.

But some ten days later Newman wrote again to de Lisle: “Nothing will rejoice me more than to find that the Holy See considers it safe and promising to sanction some such plan as the Pamphlet suggests. I give my best prayers, such as they are, that some means of drawing to us so many good people, who are now shivering at our gates, may be discovered.”

In fact, the scheme soon collapsed, with de Lisle writing that “some powerful influence … has at once intervened”. Writing in May, Newman consoled de Lisle with thoughts he had already expressed in his Apologia pro Vita Sua: “It seems to me there must be some divine purpose in it. It often has happened in sacred and in ecclesiastical history, that a thing is in itself good, but the time has not come for it … And thus I reconcile myself to many, many things, and put them into God’s hands. I can quite believe that the conversion of Anglicans may be more thorough and more extended, if it is delayed – and our Lord knows more than we do.”

Newman’s line, then, was that plans for group reunion should be left to the right time. When would be right? In his 1873 sermon ‘The Infidelity of the Future’, Newman had noted the positive influence of non-Catholic Christian groups in modern times: “it is obvious that while the various religious bodies and sects which surround us according to God’s permission have done untold harm to the cause of Catholic truth in their opposition to us, they have hitherto been of great service to us in shielding and sheltering us from the assaults of those who believed less than themselves or nothing at all”. Yet he had gone on to predict the increasing pressure that secularisation and anti-Christian forces would place on these non-Catholic traditions: “in these years before us it will be much if those outlying bodies are able to defend their own dogmatic professions”. Whereas, according to Newman, the Catholic Church would hold fast against such challenges, he predicted that “as time goes on, when there will be a crisis and a turning-point with each of them, then it will be found that, instead of their position being in any sense a defence for us, it will be found in possession of the enemy”.

In the challenge provided by secularism, Newman saw a new opportunity. “I rejoice … [that] as one compensation of the cruel overthrow of faith which we see on all sides of us, that, as the setting of the sun brings out the stars, so great principles are found to shine out, which are hailed by men of various [Christian] religions as their own in common, when infidelity prevails.” As he had written in his Idea of a University, “if falsehood assails Truth, Truth can assail falsehood”. Newman believed that, under the pressure of an increasingly aggressive secularism, there will be people of all different Christian allegiances and backgrounds who come to recognise the principles that they share and move closer to that closest unity of faith and love which can only exist in communion with the Vicar of Christ.

So, Newman foresaw a point where the weakness of non Catholic Christian traditions, under the assaults of rationalism and unbelief, would signal the moment had arrived for plans to allow bodies of such Christians to enter into communion with the Catholic Church. Newman did not underestimate the possible dangers of this kind of plan. He recognised the great significance of personal conversion, such as his own, and the difficulties there might be in fully integrating the new bodies into the life of the Catholic Church. But still, according to Newman, when the time came for such initiatives it would be right to hope that they would contribute to sharpening and purifying the Christian conscience in a hostile world, and would bring blessings upon both the Catholic Church and upon those who in this way entered into communion with her.

Source: Newman Cause

Anglicanos, el camino a casa

John Henry Newman


José Luis Restán

"Nuestra primera lealtad es hacia Cristo, no hacia la comunión anglicana. Jesús nos ha ordenado ser un solo cuerpo... yo me siento comprometido por la unidad con el obispo de Roma, y siempre he esperado morir, aunque sea como un laico cualquiera, unido a Pedro". Son las palabras de un joven párroco anglicano de Kent, en el sudeste de Inglaterra, tras el anuncio de la Santa Sede de la creación de una estructura canónica para acoger a los anglicanos que desde hace años buscan la plena comunión con la Iglesia católica. Palabras conmovedoras que centran el significado de esta noticia.

Y es que no se trata simplemente del enfado de unos miles de fieles anglicanos por la decisión de su comunidad de permitir la ordenación de mujeres y de personas homosexuales. Tampoco se trata de una artimaña de la astuta Roma para captar a los descontentos de una comunidad cristiana en franco declive. El asunto es mucho más serio y profundo. En realidad hace más de cien años que profundas tensiones afectan a la comunión anglicana. El gran cardenal John Henry Newman, cuya beatificación se espera para 2010 (quién sabe si con la presencia del Papa), nos ha dejado una crónica honda y dolorida de lo que muchos anglicanos han comprendido y sentido en años posteriores. Se trata del crecimiento de la conciencia de que el tesoro de la fe común basada en el Evangelio y la tradición de los Padres sólo puede encontrar su pleno acomodo, su defensa y sustento, en la Iglesia católica presidida por los sucesores de Pedro.

Esta conciencia se ha vuelto dramática en la medida que la propia comunión anglicana ha acentuado su protestantización interna, y en tanto que la fe profesada y la disciplina eclesial en temas esenciales han pasado a estar en manos de las mayorías cambiantes en asambleas dominadas por la lógica política y por los medios de comunicación. La ordenación sacerdotal y episcopal de mujeres y de homosexuales ha podido ser la espoleta, pero no indica el fondo del problema, como revelan las declaraciones del mencionado párroco de Kent.

Tras casi dos décadas de paciente diálogo con estos hermanos, Benedicto XVI ha dispuesto su acogida a través de una estructura de "Ordinariatos personales", análoga a la Prelatura del Opus Dei o de los Vicariatos castrenses. De esta forma se insertarán plenamente en la comunión católica, preservando sus tradiciones litúrgicas y espirituales. Un paso audaz que no ha dejado de suscitar resquemor en algunos ambientes católicos y en Canterbury, pero el Papa ha decidido nuevamente un gesto valiente a favor de la unidad, que tiene en cuenta el duro camino y la autenticidad de quienes han llamado a la puerta de Pedro. Por cierto, ¿qué dirán ahora los de la cantinela de que Benedicto no gobierna?

A los miles de fieles, sacerdotes y obispos que buscan volver a la casa materna no les espera un camino de rosas. En muchos de sus ambientes les aguarda la crítica y la incomprensión, y por otra parte deberán afrontar problemas económicos, familiares y de organización. Buena parte de los sacerdotes están casados, lo cual no será un impedimento para que sean ordenados como sacerdotes católicos... en cuanto a los obispos casados, no podrán acceder al episcopado católico, reservado a varones célibes tanto en la Iglesia de Oriente como de Occidente. A todos ellos se les ha pedido que profesen la totalidad de la doctrina católica tal como se expresa en el Catecismo. Con toda humildad, el arzobispo John Hepworth, de Blackwood, Australia, ha confesado: "esto es más de lo que nos atrevimos a soñar y a pedir en nuestras oraciones... es un acto de gran bondad por parte del Santo Padre, que ha dedicado su pontificado a la causa de la unidad".

Es un día de alegría para la Iglesia universal, pero en Lambeth, residencia del primado Rowan Williams, no puede disimularse la amargura. Se reconoce el derecho de estos anglicanos a encontrar un camino propio y se afirma que esto no romperá el diálogo en busca de la plena unidad con la Iglesia católica. Pero es evidente que lo sucedido responde a un deterioro profundo del tejido de la comunión anglicana, que la mediación de Williams no ha podido evitar. No se ha cerrado la herida del cisma de Enrique VIII, en cierto modo se ha hecho más evidente su daño. Pero con su gesto paterno, Benedicto XVI ha respondido al corazón de miles de hermanos que, como Newman en su día, han enfilado con humildad y entereza el camino de vuelta a casa. Y eso, hasta en Canterbury lo han tenido que entender.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Vittorio Messori: «A Londra regna il caos dottrinale»


INTERVISTA

Vittorio Messori

CITTÀ DEL VATICANO

Vittorio Messori è uno dei più noti giornalisti e scrittori su tematiche relative alla Chiesa e alla religione cattolica. È tra l'altro autore del celebre libro- intervista al cardinale Joseph Ratzinger Rapporto sulla Fede.

Prosegue l'opera di rientro nella casa cattolica di fasce di fedeli, in questo caso di tradizionalisti. Un successo per la Chiesa di Ratzinger?

Benedetto XVI è sicuramente contento di questo ritorno, non so quanto lo siano gli ambienti dell'ecumenismo: se tutti tornano cattolici viene a mancare l'oggetto del confronto.

Significa che non c'è stata una spinta da parte di Roma?

La Chiesa cattolica non ha fatto nulla, la richiesta è venuta da gruppi di anglicani, peraltro in buona parte fuori dall'Inghilterra,dove maggiore è il dissenso.

È il sintomo delle difficoltà interne agli anglicani?

Quella Chiesa è sempre stata una sorta di confederazione, contrassegnata da caos dottrinale, che non ha resistito alla nuova ideologia egemone del politically correct, andando peraltro contro la Bibbia. E così sono arrivate le donne sacerdote, poi i gay, che sono addirittura diventati vescovi. È diventato un luogo di ipocrisia.

Da qui la rivolta dei tradizionalisti

Questo andazzo è stato accettato dagli inglesi, ma non da quei fedeli sparsi nelle altre aree del mondo dove sono presenti, che poi sono i paesi dell'ex impero. Da qui la riunione progressiva con Roma.

Ma il rientro dei preti sposati creerà problemi all'interno della Chiesa cattolica?

Assolutamente no. Ci sono già sacerdoti con famiglie nelle chiese orientali. Il problema potrebbe riguardare i vescovi, ma come hanno detto saranno riportati allo stato sacerdotale.

Ci saranno tensioni nel dialogo tra le due Chiese?

Non credo proprio. Quella anglicana è una Chiesa ad esaurimento: basti pensare che a Londra sono più numerosi i musulmani che vanno a pregare in moschea che gli anglicani che la domenica vanno in chiesa. L'uscita di mezzo milione di persone non avrà alcuna influenza in questo trend, ormai segnato.

Eppure ha cinque secoli di storia alle spalle...

Nacque perché Enrico VIII si voleva risposare, e lo scisma peraltro portò a delle pesanti persecuzioni per i cattolici, e questi sono fatti che spesso vengono dimenticati.
È una chiesa non missionaria, una istituzione imperiale che deve discutere alla Camera dei Comuni e in quella dei Lords le questioni dottrinarie, che alla fine del percorso deve avere l'approvazione formale della Regina.

Insomma, sembra che per la Chiesa anglicana ci sia sullo sfondo una sorta di riunificazione progressiva con Roma?

Di certo sono molti che nel tempo sono tornati al cattolicesimo. Primo fra tutti il cardinale John Henry Newman, che io considero uno dei più grandi pensatori mai esistiti.

Ca.Mar.

© Copyright Il Sole 24 Ore, 21 ottobre 2009

Publicado el “Compendium eucharisticum”

Manual para la adecuada celebración de la Misa presentado oficialmente al Papa

El Cardenal Antonio Cañizares, Prefecto de la Congregación para el Culto Divino y la Disciplina de los Sacramentos, presentó hoy oficialmente al Papa Benedicto XVI el “Compendium eucharisticum”, dirigido a ayudar a los sacerdotes a celebrar adecuadamente la Misa.

El compendio, publicado oficialmente el 19 de octubre, es una colección de materiales de estudio, oraciones y meditaciones relacionadas con la celebración de la Eucaristía. Según el Cardenal Cañizares, es una “respuesta al deseo del Santo Padre y al pedido hecho por los obispos durante el Sínodo de la Eucaristía en el 2005”.

Según la edición diaria de L’Osservatore Romano, el documento “recoge textos del Catecismo de la Iglesia Católica, oraciones, explicaciones teológicas de las plegarias eucarísticas del Misal Romano y todo lo que puede ser útil para la correcta comprensión, celebración y adoración del Sacramento del Altar”.

L’Osservatore Romano también explica que es el deseo del Papa que el compendio ayude tanto a los sacerdotes como a los laicos a “creer, celebrar y vivir cada vez más el Misterio Eucarístico”. El Santo Padre también espera que estimule “a todo fiel a hacer de su propia vida un culto espiritual”.

El compendio ha sido publicado en italiano por la cada editorial del Vaticano, y pronto estará disponible en otras idiomas, incluyendo el inglés.