
sábado, 11 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
Bento XVI à CNBB: Deve-se rejeitar uma visão errônea do ecumenismo, que induz a um certo indiferentismo doutrinal e a um relativismo eclesiológico

DISCURSO DO PAPA BENTO XVI
AOS PRELADOS DA CONFERÊNCIA NACIONAL
DOS BISPOS DO BRASIL (REGIONAL NORDESTE-3)
EM VISITA «AD LIMINA APOSTOLORUM»
Palácio Apostólico de Castel Gandolfo
Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010
AOS PRELADOS DA CONFERÊNCIA NACIONAL
DOS BISPOS DO BRASIL (REGIONAL NORDESTE-3)
EM VISITA «AD LIMINA APOSTOLORUM»
Palácio Apostólico de Castel Gandolfo
Sexta-feira, 10 de Setembro de 2010
Senhor Cardeal,
Amados Arcebispos e Bispos do Brasil
Saúdo calorosamente a todos vós, por ocasião da vossa visita ad Limina a Roma, aonde viestes reforçar os vossos vínculos de comunhão fraterna com o Sucessor de Pedro e por ele serdes animados na condução do rebanho de Cristo. Agradeço as amáveis palavras que Dom Ceslau Stanula, Bispo de Itabuna, dirigiu-me em vosso nome, e vos asseguro as minhas orações pelas vossas intenções e pelo amado povo nordestino, do vosso regional Nordeste 3.
Há mais de cinco séculos, justamente na vossa região, se celebrava a primeira Missa no Brasil, tornando realmente presente o Corpo e o Sangue de Cristo para a santificação dos homens e das mulheres desta bendita nação que nasceu sob os auspícios da Santa Cruz. Era a primeira vez que o Evangelho de Cristo vinha a ser proclamado a este povo, iluminando a sua vida diária. Esta ação evangelizadora da Igreja Católica foi e continua sendo fundamental na constituição da identidade do povo brasileiro caracterizada pela convivência harmônica entre pessoas vindas de diferentes regiões e culturas. Porém, ainda que os valores da fé católica tenham moldado o coração e o espírito brasileiros, hoje se observa uma crescente influência de novos elementos na sociedade, que há algumas décadas eram-lhe praticamente alheios. Isso provoca um consistente abandono de muitos católicos da vida eclesial ou mesmo da Igreja, enquanto no panorama religioso do Brasil, se assiste à rápida expansão de comunidades evangélicas e neo-pentecostais.
Em certo sentido, as razões que estão na raiz do êxito destes grupos são um sinal da difundida sede de Deus entre o vosso povo. É também um indício de uma evangelização, a nível pessoal, às vezes superficial; de fato, os batizados não suficientemente evangelizados são facilmente influenciáveis, pois possuem uma fé fragilizada e muitas vezes baseada num devocionismo ingênuo, embora, como disse, conservem uma religiosidade inata. Diante deste quadro emerge, por um lado, a clara necessidade que a Igreja católica no Brasil se empenhe numa nova evangelização que não poupe esforços na busca de católicos afastados bem como daquelas pessoas que pouco ou nada conhecem sobre a mensagem evangélica, conduzindo-os a um encontro pessoal com Jesus Cristo, vivo e operante na sua Igreja. Por outro lado, com o crescimento de novos grupos que se dizem seguidores de Cristo, ainda que divididos em diversas comunidades e confissões, faz-se mais imperioso, da parte dos pastores católicos, o compromisso de estabelecer pontes de contato através de um sadio diálogo ecumênico na verdade.
Tal esforço é necessário, antes de qualquer coisa, porque a divisão entre os cristãos está em contraste com a vontade do Senhor de que «todos sejam um» (Jo 17,21). Além disso, a falta de unidade é causa de escândalo que acaba por minar a credibilidade da mensagem cristã proclamada na sociedade. E hoje, a sua proclamação é talvez ainda mais necessária do que há alguns anos atrás, pois, como bem demonstram os vossos relatórios, mesmo nas pequenas cidades do interior do Brasil, observa-se uma crescente influência negativa do relativismo intelectual e moral na vida das pessoas.
Não são poucos os obstáculos que a busca da unidade dos cristãos tem por diante. Primeiramente, deve-se rejeitar uma visão errônea do ecumenismo, que induz a um certo indiferentismo doutrinal que procura nivelar, num irenismo acrítico, todas as “opiniões” numa espécie de relativismo eclesiológico. Paralelamente a isto está o desafio da multiplicação incessante de novos grupos cristãos, alguns deles fazendo uso de um proselitismo agressivo, o que mostra como a paisagem do ecumenismo seja ainda muito diferenciada e confusa. Em tal contexto - como afirmei em 2007, na Catedral da Sé em São Paulo, no inesquecível encontro que tive convosco, bispos brasileiros - «é indispensável uma boa formação histórica e doutrinal, que habilite ao necessário discernimento e ajude a entender a identidade específica de cada uma das comunidades, os elementos que dividem e aqueles que ajudam no caminho da construção da unidade. O grande campo comum de colaboração devia ser a defesa dos fundamentais valores morais, transmitidos pela tradição bíblica, contra a sua destruição numa cultura relativista e consumista; mais ainda, a fé em Deus criador e em Jesus Cristo, seu Filho encarnado» (n. 6). Por essa razão, vos incentivo a prosseguir dando passos positivos nesta direção, como é o caso do diálogo com as igrejas e comunidades eclesiais pertencentes ao Conselho Nacional das Igrejas Cristãs, que com iniciativas como a Campanha da Fraternidade Ecumênica ajudam a promover os valores do Evangelho na sociedade brasileira.
Prezados irmãos, o diálogo entre os cristãos é um imperativo do tempo presente e uma opção irreversível da Igreja. Entretanto, como lembra o Concílio Vaticano II, o coração de todos os esforços em prol da unidade há de ser a oração, a conversão e a santificação da vida (cf. Unitatis redintegratio, 8). É o Senhor quem doa a unidade, esta não é uma criação dos homens; aos pastores lhes corresponde a obediência à vontade do Senhor, promovendo iniciativas concretas, livres de qualquer reducionismo conformista, mas realizadas com sinceridade e realismo, com paciência e perseverança que brotam da fé na ação providencial do Espírito Santo.
Queridos e venerados irmãos, procurei evidenciar brevemente neste nosso encontro alguns aspectos do grande desafio do ecumenismo confiado à vossa solicitude apostólica. Ao despedir-me de vós, reafirmo uma vez mais a minha estima e a certeza das minhas orações por todos vós e pelas vossas dioceses. De modo particular, quero aqui renovar a expressão da minha solidariedade paterna aos fiéis da diocese de Barreiras, recentemente privados da guia do seu primeiro e zeloso pastor Dom Ricardo José Weberberger, que partiu para a casa do Pai, meta dos passos de todos nós. Que repouse em paz! Invocando a intercessão de Nossa Senhora Aparecida, concedo a cada um de vós, aos sacerdotes, aos religiosos, às religiosas, aos seminaristas, aos catequistas e a todo povo a vós confiado uma afetuosa Bênção Apostólica.
© Copyright 2010 - Libreria Editrice Vaticana
quinta-feira, 9 de setembro de 2010
"Por qué me atacan". Autobiografía de un pontificado

Desde el momento que fue elevado al papado, Joseph Ratzinger es blanco de agresiones in crescendo, en el interior de la Iglesia y fuera de ella. ¿Hay una "mano invisible" que las mueve? Aquí presentamos cómo lo juzga y explica el Papa
por Sandro Magister
ROMA, 3 de setiembre de 2010 – Han salido a la venta este verano, en Estados Unidos y en Italia, dos libros que reconstruyen y analizan los ataques lanzados desde muchas partes contra Benedicto XVI desde el comienzo de su pontificado, con un crescendo que ha alcanzado la cima este año.
El libro de Gregory Erlandson y Matthew Bunson, editores de periódicos católicos muy difundidos en Estados Unidos, se concentran sobre el escándalo de los abusos sexuales del clero.
Por su parte, el libro de los vaticanistas italianos Paolo Rodari y Andrea Tornielli extiende el análisis a una decena de ataques contra otros tantos actos y discursos de Benedicto XVI: desde la conferencia de Ratisbona a la liberalización de la Misa en el rito antiguo, desde la revocación de la excomunión a los obispos lefebvristas hasta la condena del preservativo anti-SIDA, desde el recibimiento de los anglicanos en la Iglesia Católica hasta el escándalo de la pedofilia.
De cada uno de estos episodios, Rodari y Tornielli proporcionan una reconstrucción muy cuidada, con tramas también inéditas.
Su conclusión es que están en curso tres ataques distintos contra Benedicto XVI, a cargo de tres enemigos distintos.
El primero y principal es el enemigo externo. Son las corrientes de opinión y los centros de poder hostiles a la Iglesia y a este Papa.
El segundo enemigo son esos católicos – entre los cuales hay no pocos sacerdotes y obispos – que ven a Benedicto XVI como un obstáculo a su proyecto de reforma "modernista" de la Iglesia.
Por último, el tercer enemigo son esos funcionarios de la curia vaticana que en lugar de ayudar al Papa le hacen daño, por incapacidad, por ignorancia o también por oponerse a él.
No quiere decir esto que estas tres fuentes respondan a un único director. Pero esto no impide buscar si hay en ellas una razón unificante que explique ataques tan ásperos y continuos, todos concentrados sobre el Papa actual. Es lo que hacen Rodari y Tornielli en el último capítulo de su libro, recogiendo las opiniones de varios analistas y comentaristas.
Pero no menos importante es saber de qué manera el mismo Benedicto XVI interpreta los ataques lanzados contra él.
*
En la homilía de la Misa de clausura del Año Sacerdotal, el pasado 11 de junio, también Benedicto XVI se refirió a un "enemigo". Lo hizo de esta manera:
"Era de esperar que al 'enemigo' no le gustara que el sacerdocio brillara de nuevo; él hubiera preferido verlo desaparecer, para que al fin Dios fuera arrojado del mundo. Y así ha ocurrido que, precisamente en este año de alegría por el sacramento del sacerdocio, han salido a la luz los pecados de los sacerdotes, sobre todo el abuso a los pequeños, en el cual el sacerdocio, que lleva a cabo la solicitud de Dios por el bien del hombre, se convierte en lo contrario".
Y el Papa se ha expresado de este modo al comienzo de su viaje a Fátima, el pasado 11 de abril:
"Los ataques al Papa y a la Iglesia no sólo vienen de fuera. [...] La mayor persecución de la Iglesia no procede de los enemigos externos, sino que nace del pecado en la Iglesia y la Iglesia, por tanto, tiene una profunda necesidad de volver a aprender la penitencia, de aceptar la purificación".
Ya desde aquí se intuye que para Benedicto XVI también el horrible año 2010 ha de vivirse como un año de gracia, en paralelo a los años anteriores, también ellos recubiertos por ataques a la Iglesia y al Papa.
Para él todo se soporta. La tribulación producida por el pecado es la condición de la humanidad necesitada de salvación, una salvación que sólo viene de Dios y es ofrecida en la Iglesia con los sacramentos administrados por los sacerdotes.
Por eso – nos hace entender el Papa – el rechazo de Dios coincide muchísimas veces con un ataque al sacerdocio y a lo que lo marca públicamente: el celibato.
El pasado 10 de junio, en la vigilia de clausura del Año Sacerdotal, Benedicto XVI ha dicho que el celibato es un anticipo "del mundo de la resurrección". Es el signo "que Dios existe, que Dios entra en mi vida, que puedo fundar mi vida en Cristo, en la vida futura".
Por eso – ha dicho también – el celibato "es un gran escándalo". No sólo para el mundo de hoy "en el que Dios no entra", sino para la misma cristiandad, en la que "no se piensa más en el futuro de Dios y parece suficiente sólo el presente de este mundo".
Que "hacer presente a Dios en este mundo" es la prioridad de su misión lo ha dicho el papa Joseph Ratzinger muchas veces, en particular en la memorable carta dirigida por él a los obispos de todo el mundo, el 10 de marzo de 2009.
Pero vincular la cuestión de Dios a la cuestión del sacerdocio y del celibato sacerdotal no es tan evidente. Pero a pesar de todo es justamente lo que hace constantemente Benedicto XVI.
Por ejemplo, a fines del año 2006, al trazar un balance de su viaje a Alemania que había impactado por la conferencia de Ratisbona, luego de haber subrayado que "el gran problema de Occidente es el olvido de Dios", continuó diciendo que "ésta es la tarea central del sacerdote: llevar a Dios a los hombres". Pero el sacerdote "puede hacerlo solamente si él mismo viene de Dios, si vive con y de Dios". El celibato es signo de esta entrega plena:
"Nuestro mundo, que se ha vuelto totalmente positivista, en el cual Dios sólo encuentra lugar como hipótesis, pero no como realidad concreta, necesita apoyarse en Dios del modo más concreto y radical posible. Necesita el testimonio que da de Dios quien decide acogerlo como tierra en la que se funda su propia vida".
No sorprende entonces que, ante la inminencia de su elevación al papado, Ratzinger haya invocado una reforma de la Iglesia que comience con la purificación que elimina la "suciedad", en primer lugar de los ministros de Dios.
No sorprende que haya inventado y convocado un Año Sacerdotal con el objetivo de conducir al clero a una vida santa.
No sorprende que la liturgia sea tan central en este pontificado. El sacerdote vive para la liturgia. Es al sacerdote que Dios "le ha encargado preparar la mesa de Dios para los hombres, darles su cuerpo y su sangre, ofrecerles el don precioso de su misma presencia".
La liberalización de la Misa en el rito antiguo, la revocación de la excomunión a los obispos lefebvristas, el recibimiento dado a las comunidades anglicanas más vinculadas a la Tradición son partes de este mismo designio. Y todas son puntualmente objeto de ataque.
Hay una misteriosa lucidez en la visión que unifica los ataques al actual pontificado, como si obrase en ellos una "mano invisible", escondida hasta para sus mismos actores. Una mano, una mente que intuye el designio de fondo de Benedicto XVI y, en consecuencia, hace de todo para confrontarlo.
En el Evangelio según san Marcos hay un "secreto mesiánico" que acompaña la vida de Jesús y que permanece oculto para sus mismos discípulos, pero no para el "enemigo". El diablo es el que reconoce inmediatamente en Jesús al Mesías salvador. Y le grita.
La paradoja de los ataques actuales a la Iglesia es que, precisamente mientras la quieren reducir a la impotencia y al silencio, esos ataques develan su esencia, como lugar del Dios que perdona.
"Doctor seráfico" es el título aplicado a san Buenaventura de Bagnoregio, uno de los primeros sucesores de san Francisco en la cima de la Orden fundada por él. Podría ser aplicado también a Benedicto XVI, por la forma en que guía a la Iglesia en medio de la tempestad.
En la catequesis dedicada por él el pasado 10 de marzo a este santo – muy estudiado por él ya cuando era un joven teólogo –, el papa Ratzinger expresó su pensamiento también sobre los "enemigos" internos en la Iglesia.
A los que, descontentos, pretenden una palingénesis radical de la Iglesia, un nuevo cristianismo espiritual configurado por un desnudo Evangelio sin más jerarquías, ni preceptos ni dogmas, Benedicto les ha dicho que es corto el paso del espiritualismo a la anarquía. La Iglesia "es siempre Iglesia de pecadores y es siempre lugar de gracia". Progresa y evoluciona, pero siempre en continuidad con la Tradición.
A los que para reformar la Iglesia apuntalan todo sobre nuevas estructuras de mando y nuevos comandantes, les ha dicho que "gobernar no es simplemente hacer, sino sobre todo pensar y rezar", es decir, "guiando e iluminando las almas, orientándolas hacia Cristo".
Los ataques que se concentran sobre el papa Benedicto son para él la prueba de cuan alta es la apuesta que él lanza a los hombres de hoy, a todos ellos, también a los incrédulos: "vivir como si Dios existiese".
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Para conocer más:
Para el Papa Benedicto el horrible 2010 es año de gracia (8.7.2010)
El Papa "replantea" el celibato del clero. Para reforzarlo (15.6.2010)
Año Sacerdotal. "Era de esperar que al 'enemigo' no le gustara" (11.6.2010)
¿Iglesia perseguida? Sí, por los pecados de sus hijos (14.5.2010)
Cómo guiar la Iglesia durante la tempestad. Una lección (18.3.2010)
"Si os mordéis y devoráis unos a otros, terminaréis por destruiros mutuamente" (10.3.2009)
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Los libros:
Gregory Erlandson, Matthew Bunson, “Pope Benedict XVI and the Sexual Abuse Crisis”, Our Sunday Visitor, Huntington, 2010.
Paolo Rodari, Andrea Tornielli, "Attacco a Ratzinger", Piemme, Milano, 2010.
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Las recensiones de Allen e Introvigne al libro de Rodari y Tornielli:
John L. Allen Jr: Italian Book Assesses Benedict's Papacy
Massimo Introvigne: I tre nemici del papa
Traducción en español: José Arturo Quarracino
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
L’Osservatore Romano: La tierra de san Ninián espera a Benedicto XVI

A pocos días de la histórica visita del Sucesor de Pedro a Inglaterra y Escocia, ofrecemos la traducción de un artículo, publicado en L’Osservatore Romano, del Cardenal Keith O'Brien, arzobispo de San Andrés y Edimburgo y presidente de la Conferencia Episcopal de Escocia.
Benedicto XVI llegará a Edimburgo el 16 de septiembre para una visita de cuatro días en el Reino Unido. La capital de Escocia es también la sede del arzobispo de San Andrés y Edimburgo, que recibirá al Papa. Inmediatamente después de la llegada, el Pontífice será llevado al palacio real de Holyrood House, donde tendrá un histórico encuentro con Su Majestad la Reina Isabel, algunos miembros del Gobierno, parlamentarios y otras autoridades provenientes de Escocia, Inglaterra, Gales e Irlanda del Norte.
Los católicos de Escocia están orgullosos de poder dar la bienvenida al Pontífice al comienzo de su visita, en el día de la fiesta de San Ninián de Galloway, apóstol de Escocia. La tradición narra cómo Ninián viajó desde Roma, donde había sido ordenado obispo, y llegó a Escocia más de mil quinientos años atrás, en el 397. Él fundó una pequeña comunidad cristiana en el extremo sur de Escocia, que denominó White House y hoy es conocida con el nombre de Withorn, según la corrupción dialectal. Hoy reivindica ser la primera ciudad escocesa y una de las primeras colonias del país.
Si bien la falta del tiempo, en un programa de visita muy apretado, no permitirá a Benedicto XVI visitar Whirthorn, san Ninián estará igualmente presente durante la jornada. Mientras el Papa se encuentre en el Holyrood Palace, se realizará un desfile en el centro de Edimburgo para recordar la fiesta del santo, con la participación de los niños provenientes de las escuelas de toda Escocia. Habrá un espectáculo teatral histórico al aire libre, que hará revivir importantes momentos del desarrollo del territorio hoy conocido con el nombre de Escocia; el patrimonio cultural escocés será celebrado con la tradicional música de las cornamusas.
Después de despedirse de la Reina Isabel, Benedicto XVI atravesará con el papamóvil el centro de Edimburgo, donde será celebrado por niños y por otras personas reunidas para asistir a un evento histórico. Después de la pausa de la tarde, Benedicto XVI se dirigirá a Glasgow. También aquí pasará de nuevo entre la multitud a bordo del papamóvil, dirigiéndose al Bellahouston Park, donde celebrará la Misa frente a más de cien mil personas, a las cuales se unirán otras millones en todo el mundo, que asistirán al evento a través de la televisión o por medio de Internet.
Los coros reunidos de varios centenares de cantantes, junto a los músicos de acompañamiento, contribuirán con la celebración de la Misa para la fiesta de san Ninián. Esperamos con ansia las palabras que el Papa nos dirigirá en su homilía.
En vista de su reciente decisión de instituir un Pontificio Consejo para la Promoción de la Nueva Evangelización, las palabras que él dirigirá al pueblo escocés asumirán un valor particular. Vivimos en una tierra donde más de mil quinientos atrás fueron sembradas las primeras semillas del Evangelio. Hicieron de ella una tierra de santos y de estudiosos, conocida por haber dado a luz a misioneros como Columba, a santos hombres y mujeres como Margarita, reina de Escocia, a estudiosos como Juan Duns Scoto, y por ser la sede de renombradas comunidades monásticas, como las Border Abbeys, y de famosos centros de instrucción desarrollados gracias a la fundación por parte de la Iglesia de grandes universales en la época medieval.
Una gran ruptura con el pasado se verificó en el siglo XVI a causa de la reforma protestante, cuando casi toda la población de Escocia continental y de muchas de las islas abandonó gradualmente la fe católica de los propios antepasados para abrazar el presbiterianismo. La celebración de la Misa fue prohibida y los sacerdotes fueron perseguidos y expulsados. Un caso famoso fue el del sacerdote jesuita John Ogilvie, arrestado mientras celebraba para la minúscula comunidad católica de Glasgow. Fue encarcelado y ejecutado en 1615. Y en 1976 fue canonizado por Pablo VI.
Desde la muerte de John Ogilvie hasta la llegada de los inmigrantes católicos de Irlanda al comienzo del siglo XIX, prácticamente no quedaron católicos en las ciudades y en los pueblos principales de Escocia. Gradualmente, sin embargo, comenzó a establecerse una población católica. La mayor parte de estas personas era pobre e inculta. La necesidad de instrucción de los hijos de los inmigrantes católicos era muy sentida y a medida que la población católica crecía, aumentaba también el número de sacerdotes, religiosos y religiosas que llegaban para ocuparse de ellos. La educación católica era brindada junto a la impartida en las escuelas e inspirada en una ética presbiteriana. A pesar de la calidad de la instrucción recibida, para los jóvenes católicos era prácticamente imposible tener acceso a la educación universitaria y a las profesiones. Animada y sostenida por la perseverancia de sacerdotes, hermanos y, en medida muy significativa, congregaciones religiosas femeninas, la pequeña pero creciente comunidad continuó creyendo en el valor de la educación. De este modo, con clarividencia y muchos sacrificios, se realizó todo esfuerzo para hacer que los niños pudieran frecuentar la escuela católica. Un pequeño número de miembros ilustrados de la sociedad más amplia apoyó tales esfuerzos desde el comienzo, al punto que el sistema escolar católico pudo crecer y desarrollarse en forma paralela al brindado por el Gobierno, hasta que en 1918 el Estado accedió a asumir la responsabilidad financiera y administrativa de las escuelas católicas, permitiendo al mismo tiempo a la Iglesia mantener la responsabilidad directiva, asegurando de este modo, dentro del sector estatal, la gestión católica y la identidad de las escuelas católicas, que continúa hasta hoy.
La población católica de Escocia continuó creciendo durante la segunda mitad del siglo XIX y la primera mitad del siglo XX. A los que habían llegado desde Irlanda, se sumaron otros provenientes de Italia y de Europa central y oriental. En el siglo XX los católicos dieron una contribución cada vez más grande a toda la sociedad escocesa, en los lugares de trabajo y en las profesiones. Continuaron los fuertes vínculos con las otras comunidades católicas, especialmente con Irlanda, donde todavía hoy tienen sus raíces muchos de los sacerdotes que sirven a la Iglesia en Escocia. Vínculos con los católicos escoceses pueden encontrarse en Canadá donde, en la diócesis de Antigonish (cuyo patrono es san Ninián), los descendientes católicos de los inmigrantes escoceses todavía hablan gaélico.
Otros vínculos pueden llevarnos a Australia y es con gran alegría y orgullo que los católicos escoceses, especialmente los de la diócesis de Argyll and The Isles, esperan con ansia la canonización, en octubre de este año, de la beata Mary MacKillop, cuyos padres emigraron desde Escocia a Australia en el siglo XIX.
En 1982 Juan Pablo II visitó Escocia y dejó un recuerdo duradero no sólo entre los católicos sino también en la más vasta comunidad cristiana y en la entera sociedad. Animó a la Iglesia católica de Escocia a tener un rol decisivo en la vida del país y especialmente a ir adelante en el diálogo ecuménico con los hermanos y hermanas cristianos.
En este 2010 esperamos con ansia la visita de Benedicto XVI mientras miramos hacia el futuro con confianza. En años recientes, la comunidad católica se ha hecho más rica, gracias a una nueva ola de inmigración desde Europa central y oriental, especialmente de Polonia y de la India meridional. La necesidad de un diálogo entre las religiones se ha vuelto mucho más apremiante de lo que era treinta años atrás. Confiamos en que la voz del Papa será escuchada por nuestros hermanos y hermanas en Cristo, por la gente de otras religiones y por todas las personas de buena voluntad.
Por nuestra parte, como católicos podemos estar seguros de que él nos confirmará en la fe y nos dará el ánimo y el apoyo que necesitamos para afrontar los desafíos del presente y seguir dando testimonio de Cristo, que es camino, verdad y vida.
Fuente: L’Osservatore Romano
Traducción: La Buhardilla de Jerónimo
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Preservar a identidade da Igreja

A trajetória da Igreja através dos tempos tem sido marcada pelo sofrimento sob os mais diversos aspectos. Aliás, a Cruz estava no seu berço e a acompanha em seu caminhar pela História.
Cada época tem suas características próprias que influenciam ou atingem profundamente a Obra de Cristo, composta de homens que vivem no mundo. Dele recebe estímulos que a fazem progredir na fidelidade ao seu Fundador. No entanto, idéias em voga podem repercutir negativamente na vida eclesial. Entre elas, uma está nas raízes de muitos problemas religiosos: um falso conceito de liberdade.
A atmosfera supostamente liberal que respiramos leva a sociedade à procura da satisfação de seus desejos a qualquer preço. O supremo critério do julgamento deixa de ser a lei eterna, o mandamento de Deus, a Verdade de Cristo proclamada pela Igreja. O que impede a satisfação dos anseios de qualquer natureza deve ser afastado. Essa conceituação do comportamento humano não se restringe ao setor econômico e social. Avassalou as várias dimensões da vida, infiltrando-se perigosamente até no campo da doutrina e da moral.
Nesse clima, o fiel é inconscientemente induzido a substituir pelo próprio arbítrio o Magistério dos legítimos Pastores, que deve zelar pela integridade da Palavra revelada com a autoridade que lhe vem do Senhor (cf. “Dei Verbum”, 10) e ensina, interpreta autenticamente as normas éticas que devem reger a existência e atuação de cada um (cf. “Apostolicam Actuositatem”, 24).
Os princípios que fundamentam a nossa sociedade de consumo também conduzem às deformações no meio religioso. Destroem, no plano sobrenatural, tudo o que exige sacrifício, renúncia, abnegação.
A cultura de nossos dias, impregnada por uma tendência consumista estimula pseudo-valores, modificando radicalmente inclusive padrões de comportamento sexual. Aceitam-se relações pré-matrimoniais, aborto, práticas sexuais sem compromisso com a vida, equiparando situações homossexuais ao matrimônio, este, verdadeira fonte da vida. Há quem postule a comunhão eucarística para pessoas que, nessa matéria, não preenchem as condições requeridas. O controle artificial da natalidade encontra defensores que se auto-afirmam católicos.
Foi alterada a Lei de Deus? Não!
Questiona-se hoje a própria autoridade do Magistério. Essa situação causa profunda confusão entre os fiéis.
Erros graves que se infiltram no próprio Povo de Deus são apresentados como válida interpretação do Concílio Vaticano II, obscurecendo sua autêntica mensagem. As vozes que se levantam em nome da Verdade são por vezes abafadas. Além disso, a doutrina de Cristo contradiz a do mundo: é “a porta estreita”, o “toma tua cruz”, “quem não está comigo, está contra mim”, e tantas outras afirmações meridianas que hoje são deixadas à penumbra.
Outra deturpação muito em voga é a concepção de certas virtudes, como por exemplo, a misericórdia, o amor.
A caridade autêntica conduz à observância das determinações do Senhor e de seus legítimos ministros. O falso conceito tenta justificar as agressões aos mandamentos divinos ou aos representantes do Redentor.
O perdão é a característica do cristianismo. Mas ele é verdadeiro se precedido do arrependimento. Do alto da Cruz o pedido do Salvador teve consequências positivas em favor apenas daqueles que o acolheram, reconhecendo-se pecadores. A perene disposição de perdoar não está em contradição com medidas corretivas, aplicadas com justiça, na certeza de que assim se propiciará a transformação daquele que erra.
“Cristo põe em realce com tanta insistência a necessidade de perdoar aos outros que a Pedro, quando este lhe perguntou quantas vezes devia perdoar ao próximo, indicou o número simbólico de ‘setenta vezes sete’, querendo indicar com isso que deveria saber perdoar a todos e a cada um e todas às vezes. É óbvio que a exigência de ser tão generoso em perdoar não anula as exigências objetivas da justiça. A justiça bem entendida constitui, por assim dizer, a finalidade do perdão. Em nenhuma passagem do Evangelho o perdão, nem mesmo a misericórdia como sua fonte, significa indulgência para com o mal, o escândalo, a injúria causada, ou o ultraje feito. Em todos estes casos, a reparação do mal e do escândalo, o ressarcimento do prejuízo causado e a satisfação pela ofensa feita são a condição do perdão” (Papa João Paulo II, em sua Encíclica “Dives in Misericordia”, 97).
O que ouvimos e lemos referente à verdade cristã constitui um quadro inquietante. Se ele se configurasse fora do rebanho, nada a temer. Contudo, penetrou os umbrais dos templos. Infiltrou-se no redil. Almas boas, muitas vezes ingênuas, confundem o título ou o cargo das pessoas com a autenticidade do ensinamento das mesmas. E aí está o motivo desta advertência: nem tudo que parece ser católico, de fato o é.
Grave problema eclesial de nossos dias é preservar a identidade da Igreja. Para atingir este objetivo, comparemos o que lemos e ouvimos com as diretrizes do Santo Padre e dos organismos que agem em seu nome. Com a colegialidade episcopal, o Bispo assume, mais do que antes, a responsabilidade de preservar a doutrina contra as investidas do erro. Evidentemente, serão muitos os percalços a suportar. Quem for fiel até o fim, alcançará a coroa da glória.
D. Eugênio Card. Sales
Cada época tem suas características próprias que influenciam ou atingem profundamente a Obra de Cristo, composta de homens que vivem no mundo. Dele recebe estímulos que a fazem progredir na fidelidade ao seu Fundador. No entanto, idéias em voga podem repercutir negativamente na vida eclesial. Entre elas, uma está nas raízes de muitos problemas religiosos: um falso conceito de liberdade.
A atmosfera supostamente liberal que respiramos leva a sociedade à procura da satisfação de seus desejos a qualquer preço. O supremo critério do julgamento deixa de ser a lei eterna, o mandamento de Deus, a Verdade de Cristo proclamada pela Igreja. O que impede a satisfação dos anseios de qualquer natureza deve ser afastado. Essa conceituação do comportamento humano não se restringe ao setor econômico e social. Avassalou as várias dimensões da vida, infiltrando-se perigosamente até no campo da doutrina e da moral.
Nesse clima, o fiel é inconscientemente induzido a substituir pelo próprio arbítrio o Magistério dos legítimos Pastores, que deve zelar pela integridade da Palavra revelada com a autoridade que lhe vem do Senhor (cf. “Dei Verbum”, 10) e ensina, interpreta autenticamente as normas éticas que devem reger a existência e atuação de cada um (cf. “Apostolicam Actuositatem”, 24).
Os princípios que fundamentam a nossa sociedade de consumo também conduzem às deformações no meio religioso. Destroem, no plano sobrenatural, tudo o que exige sacrifício, renúncia, abnegação.
A cultura de nossos dias, impregnada por uma tendência consumista estimula pseudo-valores, modificando radicalmente inclusive padrões de comportamento sexual. Aceitam-se relações pré-matrimoniais, aborto, práticas sexuais sem compromisso com a vida, equiparando situações homossexuais ao matrimônio, este, verdadeira fonte da vida. Há quem postule a comunhão eucarística para pessoas que, nessa matéria, não preenchem as condições requeridas. O controle artificial da natalidade encontra defensores que se auto-afirmam católicos.
Foi alterada a Lei de Deus? Não!
Questiona-se hoje a própria autoridade do Magistério. Essa situação causa profunda confusão entre os fiéis.
Erros graves que se infiltram no próprio Povo de Deus são apresentados como válida interpretação do Concílio Vaticano II, obscurecendo sua autêntica mensagem. As vozes que se levantam em nome da Verdade são por vezes abafadas. Além disso, a doutrina de Cristo contradiz a do mundo: é “a porta estreita”, o “toma tua cruz”, “quem não está comigo, está contra mim”, e tantas outras afirmações meridianas que hoje são deixadas à penumbra.
Outra deturpação muito em voga é a concepção de certas virtudes, como por exemplo, a misericórdia, o amor.
A caridade autêntica conduz à observância das determinações do Senhor e de seus legítimos ministros. O falso conceito tenta justificar as agressões aos mandamentos divinos ou aos representantes do Redentor.
O perdão é a característica do cristianismo. Mas ele é verdadeiro se precedido do arrependimento. Do alto da Cruz o pedido do Salvador teve consequências positivas em favor apenas daqueles que o acolheram, reconhecendo-se pecadores. A perene disposição de perdoar não está em contradição com medidas corretivas, aplicadas com justiça, na certeza de que assim se propiciará a transformação daquele que erra.
“Cristo põe em realce com tanta insistência a necessidade de perdoar aos outros que a Pedro, quando este lhe perguntou quantas vezes devia perdoar ao próximo, indicou o número simbólico de ‘setenta vezes sete’, querendo indicar com isso que deveria saber perdoar a todos e a cada um e todas às vezes. É óbvio que a exigência de ser tão generoso em perdoar não anula as exigências objetivas da justiça. A justiça bem entendida constitui, por assim dizer, a finalidade do perdão. Em nenhuma passagem do Evangelho o perdão, nem mesmo a misericórdia como sua fonte, significa indulgência para com o mal, o escândalo, a injúria causada, ou o ultraje feito. Em todos estes casos, a reparação do mal e do escândalo, o ressarcimento do prejuízo causado e a satisfação pela ofensa feita são a condição do perdão” (Papa João Paulo II, em sua Encíclica “Dives in Misericordia”, 97).
O que ouvimos e lemos referente à verdade cristã constitui um quadro inquietante. Se ele se configurasse fora do rebanho, nada a temer. Contudo, penetrou os umbrais dos templos. Infiltrou-se no redil. Almas boas, muitas vezes ingênuas, confundem o título ou o cargo das pessoas com a autenticidade do ensinamento das mesmas. E aí está o motivo desta advertência: nem tudo que parece ser católico, de fato o é.
Grave problema eclesial de nossos dias é preservar a identidade da Igreja. Para atingir este objetivo, comparemos o que lemos e ouvimos com as diretrizes do Santo Padre e dos organismos que agem em seu nome. Com a colegialidade episcopal, o Bispo assume, mais do que antes, a responsabilidade de preservar a doutrina contra as investidas do erro. Evidentemente, serão muitos os percalços a suportar. Quem for fiel até o fim, alcançará a coroa da glória.
D. Eugênio Card. Sales
Fonte: Veritatis
segunda-feira, 6 de setembro de 2010
III Aniversário da entrada em vigor do Motu Proprio Summorum Pontificum: Testemunho de um adolescente sobre o dia 14.09.07

"Lembro-me da primeira vez em que assisti a Santa Missa na Forma Extraordinária do Rito Romano, era dia 14 de setembro de 2007, lembro-me também que estava com febre, mas fiquei muito impressionado com a beleza desta "nova missa" que via em minha frente. O Padre celebrava também com tanto amor, que a celebração ficava mais bela ainda. Confesso que no início da missa eu não entendia bem o latim, mas procurei prestar bastante atenção ao que se passava, aos poucos fui aprendendo (ou acho que aprendi) o latim, ou somente a pronúncia. Enfim, com a Santa Missa Gregoriana aprendi a gostar da Santa Liturgia e amar cada vez mais a Nosso Senhor, a Sua Igreja e ao Papa".
Fonte: Santa Igreja
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